Fakemon: Aventuras em Urhus
10 A Casa do Jardim de Cerejeiras
Missy– Para onde vamos agora?
Jake– Ouvi dizer que tem um Ginásio na Cidade de ...
Clyde– Espere um pouco! Você não disse que Owrtwif é sua cidade natal? Já que estamos aqui, não deveríamos fazer uma visitinha para os seus pais?
Missy– Ótima idéia.
Jake– Eu não acho.
Clyde e Missy– Por que não?
Jake– Bem... as coisas entre a gente não são da melhores desde que o Kyle se foi.
Missy– Deixe disso. Uma família é uma família. Nos bons e nos maus momentos.
Mesmo de mal gosto, Jake conduziu os amigos pelas ruas da Cidade de Owrtwif. Eles pararam em frente a uma belíssima casa de dois andares com um vasto jardim. A essa altura, Jake estava tão pálido que parecia que ia desmaiar a qualquer minuto.
Clyde– Você está bem Jake?
Jake– E-estou...
Missy– Quem é aquela?
A garota apontou para uma mulher ocupada em cuidar de seu jardim repleto de cerejeiras. Tudo isso dava um contraste um tanto oriental para o local, realçando intensamente sua beleza. Era bem provável que ela chamasse atenção de qualquer transeunte que passava. E ao lado de um belo pokemon Tipo Grama, a mulher regava suas plantas com o maior carinho.
Missy– Que pokemon lindo!
Enquanto gritava, Missy invadia os jardins, saltitante. O pokemon correu a se esconder aras da mulher.
Pokedex de Missy– Sakurbel: A forma evoluída do Cherrin por meio de uma Pérola Brilhante. Quando o sol brilha Sakurbel dança e pode ser vista nos prados. A presença destes pokémons fazem com que as flores de cerejeira fiquem lindas e com uma fragrância intensa. Sakurbel exibe suas pétalas na cabeça ao sol, o que lhes permite o seu desenvolvimento.
Missy– Ele é tão maravilhoso.
Mulher– Que modos são esses mocinha? Invadindo o jardim das pessoas e assustando meu pobre Sakurbel...
Missy (envergonhada) — Me desculpe.
Clyde olhou para Jake e em seguida para a mulher que dava um sermão em Missy.
Clyde– Você não acha que aquela mulher se parece muito com aquela famosa Top-Coordenadora... como é mesmo o nome dela.... Audrey! O nome dela é Audrey... espera aí... ela é sua mãe!
O grito fez com que Audrey desviasse sua atenção para os dois garotos, ainda parados no portão. O olhar dela se encontrou com o de Jake e os dois ficaram se encarando por algum tempo. Missy e Clyde se afastaram, esperando que mãe e filho fossem se abraçar numa cena comovente, mas não foi exatamente o que aconteceu. Audrey mudou sua expressão de espanto, para uma de medo.
Audrey– Porque você voltou?
Jake– Não vou deixar de ver a senhora por causa dele.
Não ficou muito claro à quem Jake estava se referindo. Isso aguçou intensamente a curiosidade de Missy e Clyde.
Clyde– Do quem você estão falando?
Audrey– Melhor todos entrarem. Podemos contar a história toda lá dentro.
O interior da casa era tão bonito como o lado de fora. Tinha um ar refrescante e vários objetos de vidro enfeitando o lugar. Missy logo bateu os olhos em um armário que havia ali perto. Estava cheio de fitas e troféus de torneios.
Missy– Isso é incrível. A senhora ganhou todos estes.
Audrey– Bom...
Clyde– Claro que ganhou. Ela é a grande Audrey, a Melhor Top-Coordenadora de Fiore!
Missy– É você mesma!
Missy e Clyde se debruçaram sobre Audrey, esperando que detalhes contasse suas melhores experiências de vida, mas era obvio que essa não era sua vontade. Todos se sentaram à mesa e Jake começou a contar.
Jake– O grande problema é o meu pai. O nome dele é Dan. Ele é escritor. Publica obras bastante polemicas contra a Batalha Pokemon.
Clyde e Missy– O QUE?!
Jake– Segundo ele, isso é um hábito bastante violento que deveria ser banido pelo bem de todos.
Missy– Que ridículo.
Audrey– Eu também acho. Assim que nos casamos, ele me obrigou a abandonar minha vida como Top-Coordenadora. E foi o que eu fiz.
Os olhos de Audrey marejaram de lagrimas. Missy levou as mãos à boca com o espanto.
Jake– Ele criou a mim e a meu irmão sempre longe dos pokemons, mas não foi assim por muito tempo. Certa vez eu e Kyle fugimos para assistir a um torneio de batalhas pokemon que estava correndo na cidade. Nos apaixonamos por aquela prática e decidimos que era isso que faríamos de nossas vidas. Assim que completei meus 10 anos de idade e o Kyle fez 11, transmitimos nosso desejo ao papai. Logicamente, ele não gostou.
Jake trocou um olhar preocupado com a mãe, como se pedisse permissão para continuar.
Jake– Meu pai e Kyle brigaram feio. Meu irmão ficou bastante tempo trancado no quarto depois disso. Por fim Kyle fugiu de casa, e eu fui junto com ele. Pretendíamos ir até o laboratório e escolher nossos pokemons, mas não foi bem o que houve. Kyle me revelou que durante seu confinamento no quarto, ele manteve contato com uma organização interessante e que pretendia fazer parte dela. Era a Equipe Alvorada.
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FLASHBACK
Kyle virou as costas para Jake e seguiu pela trilhas da floresta em direção a um carro negro. Haviam duas pessoas aguardando-o ali.
Jake– Não foi isso que combinamos. Você não pode ir! KYLE!
Kyle– É hora de crescer, irmãozinho. Vou ser alguém de quem o papai vai temer e se arrepender do que fez comigo.
Jake– O papai só está confuso... vai se desculpar...
Kyle– Até lá, já vai ser tarde demais.
Ele continuou seguindo em direção ao carro. Jake ameaçou segura-lo, mas uma das pessoas do carro liberou um Quarrylat. O pokemon saiu rodopiando e golpeou Jake no peito. O garoto colidiu contra uma arvore e desmaiou.
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Clyde– Você disse que foi atingido por um Quarrylat!? Só pode ser...
Jake–... o Quarrylat do Jimmy, da Equipe Alvorada.
Audrey já estava aos prantos. Missy e Sakurbel a consolavam com suaves tapinhas nas costas.
Clyde– E onde está seu pai agora.
Audrey engoliu o choro e respondeu.
Audrey– Ele odiava tanto as Batalhas Pokémon, que decidiu dedicar a vida à ajudar os pokemon feridos nesses combates. Ele virou um Doutor Pokemon.
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Mais um pokemon ferido entrou no Centro Pokemon. O dia estava realmente agitado. Dan fez um aceno de cabeça à enfermeira Joy, que significava que ela deveria tratar do ferido. Dan sentou-se numa cadeira, exausto, e tirou do bolso a foto de sua família.
Dan– O que foi que eu fiz...
A parede atrás dele explodiu. Dan foi arremessado contra a bancada onde vários treinadores aguardavam para ser atendidos. Todos correram assustados, menos Dan e a enfermeira Joy, que se mantiveram firmes, observando uma massa escura de fumaça que cobria um buraco na parede.
Dan– O que foi isso?
Joy– Parece que é...
A fumaça se dissipou, revelando um grupo de pessoas e pokemon. À direita, Nancy e seu Yukicle. À esquerda, Jimmy e Quarrylat. No centro, Kyle e seu inseparável Dangrochs.
Kyle– Lembra de mim, papai?
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