Fake Love
1 Fake Love - Parte 1
Notas iniciais
Mais uma vez Reborn fugia das suas fãs. Ele era um aluno transferido de Itália que tinha chegado a cerca de três meses ao Japão, logo ele foi para a escola de Namimori Chuu porque era mais próxima de sua casa, porem não esperava que aquela escola fosse daquela maneira.
Alem de pessoas irritantes que pareciam virar facilmente perseguidores, aquela escola tinha instalações tão baixas como os ensinamentos dos professores que lá trabalhavam, ou seja eram horríveis. Só que era a sua única escolha, já que não podia deixar a escola a meio por mais inteligente que fosse.
Ele não foi sozinho para aquele fim do mundo, ele foi com os seus amigos para o Japão, ele realmente não sabia porque todos o tinham seguido para ali, mas sinceramente também não tinha vontade de descobrir.
Reborn se escondia no concelho estudantil naquele momento, já que ninguém poderia entrar ali, alem do concelho, que por mais estranho que parecesse ele estava nele junto com os seus amigos. Aquilo dava-lhe uma estranha sensação de poder… E ele gostava disso.
“Nunca pensei estar vivo para ver isto, kora!” Comentou Colonello enquanto se ria da cara de Reborn que já estava a ficar irritado com a situação. “O grande Reborn a fugir de um monte de fãs estéricas, kora.” Comentou irónico tentando fazer cara serio, porem as gargalhadas não deixavam.
"Estás vivo agora..." Começou Reborn a falar bastante sombrio. "... Mas não por muito tempo." Terminou com um olhar de morte. Colonello logo se calou com arrepios de medo. Reborn calmamente caminhou até uma cadeira perto da janela, pegou num livro e começou a ler ignorando todos.
“Essas tuas fãs só dão trabalho. Estou farto que elas venham ter comigo só para tentar conseguir o teu numero…” Reclama Skull, obviamente não notando que aquele tema não deveria ter sido referido novamente. “Sério! Elas são assustadoras!” Afirmou estremecendo como se lembra-se de algo assustador.
“Tu sempre foste um medricas Skull.” Afirmou Viper entediada com a conversa, mas logo faz uma careta de desagrado. “Mas Skull tem razão, elas só dão trabalho, da ultima vez elas partiram a porta. Sabem quanto ficou caro o arranjo?” Perguntou Viper retoricamente mas obviamente irritada.
“Alem disso, elas andam a fazer que a segurança da escola baixar o que faz o comité disciplinar agir mais do que o habitual, fazendo assim mais feridos…” Comentou Lal enquanto parecia preencher uns papéis, ou seja, a única a trabalhar.
“Vocês têm de ter calma.” Afirmou Fon enquanto bebia chá calmamente, deu um sorriso, e todos souberam o que este iria dizer. “Não podemos tratar mal as damas.” Todos automaticamente suspiraram e Viper sussurra em desagrado algo como “Dizes sempre isso…”
“Se quiserem podemos usar elas para serem minhas cobaias?” Perguntou Verde enquanto sorria malignamente, alguns olharam com interesse para ele.
“Faz o que quiseres.” Reborn comentou voltando a atenção para o livro.
“Eu estou dentro, kora!” Colonello concorda entusiasmado.
“Concordo.” Disse Viper.
“Por mim tudo bem.” Concordou com desinteresse Lal.
“Conta com a minha ajuda!” Skull afirma dando um sorriso maligno.
Luce suspira com a ação dos seus amigos e Fon olha em descrença para eles. Eles estavam a brincar… Não é? Ele preferia não descobrir.
Luce começou a pensar, deveria existir alguma maneira de conseguir afastar aqueles fãs estéricos de Reborn sem os matar, virarem cobaias de Verde ou deporta-las… Logo uma luz apareceu na mente de Luce.
“E se Reborn arranja-se uma namorada?” Perguntou com um estranho brilho no olhar.
Todos na sala ficaram em silêncio, alguns a pensar e outros em choque. Os que pensavam analisavam os pontos positivos que eram as raparigas pararem de ir atrás de Reborn, porem os pontos negativos era que Reborn nunca iria ficar com alguém só porque sim. Os em choque tinham a boca aberta e pestanejaram umas vinte vezes.
“Não é uma má ideia…” Afirma Verde vendo o lado positivo. Todos olharam para ele, porem este ignorou. Logo todos concordaram ainda meio admirados, porem o único que não dizia nada era Reborn, este não estava especialmente interessado no tema ou em ter uma namorada.
“Então… Quem seria?” Perguntou Lal deixando os papéis de lado.
“Sasagawa Kyoko? O ídolo da escola, kora?” Perguntou Colonello, dizendo um nome sem realmente pensar.
“Muito santa.” Afirmou Lal.
“Kurokawa Hana? A dama irritadinha, kora?” Perguntou mostrando que desta vez estava a pensar.
“O Reborn não a aguentava nem por um minuto.” Viper disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
“ Miura Haru? Aquela estranha que fala na terceira pessoa, kora?” Perguntou novamente Colonello com uma careta de pensar.
“Haru é um pouco… Estranha demais para Reborn.” Fon tentava encontrar as palavras certas para mostrar que não era uma boa opção a Haru.
Depois de mais uns quantos nomes ninguém realmente encontrara alguém que combinasse com Reborn, pois Reborn era muito… Único? Talvez não fosse a palavra certa para o descrever, mas era realmente complicado encontrar alguém que Reborn não sentisse vontade de o atirar pela janela fora.
“E se fosse Sawada Tsunayoshi?” Perguntou Luce, dando um nome pela primeira vez.
Todos ao ouvirem aquilo começaram a rir do nada, até mesmo os mais sérios não se conterão. Sawada Tsunayoshi? Conhecido como Dame-Tsuna por toda a escola e vitima de bullying? Era absolutamente impossível.
“Vá, eu admito que ele é bonitinho, mas por ser bonitinho demais é que Reborn-senpai iria querer desfazer ele.” Argumentou Skull ironicamente.
“Concordo com Skull, ele estaria mais para irmão mais novo ou algo assim, kora. Mas namorado? Definitivamente não, kora!” Argumentou Colonello.
Já Fon sorria de canto. “Ele é verdadeiramente adorável, mas não faria o estilo de Reborn.” Disse dando um suspiro em seguida.
Luce pareceu inchar as bochechas com os argumentos de todos. “Mas ele é adorável! E muito doce! Ele no outro dia me ajudou a transportar os materiais para aqui e foi um querido! Alem disso, ele tem um sorriso lindo! Tenho a certeza que ele conseguiria acalmar a fúria sempre presente em Reborn!” Luce falava tão determinada que era impossível dizer um não como resposta, apesar de que todos pensavam que não era uma boa ideia.
Já Reborn fingiu continuar a ler o livro, só que começou a pensar “Sawada Tsunayoshi é?” Ele olhou pela janela e viu o menino solitário com um sorriso no rosto, porem alguns ferimentos no rosto, era obvio que o menino era intimidado, porem Reborn ao olhar para ele perguntou como alguém poderia encostar um dedo nele sendo que ele parecia nem conseguir fazer mal a uma mosca. Logo Reborn ficou interessado e deu um sorriso de canto. “Parece interessante."
Todos da sala, apesar de não dizerem nada, repararam no sorriso de canto de Reborn ao ouvir o nome do menino, logo souberam que este tinha ganho o seu interesse.
*corte do tempo*
Tsuna estava a se esconder no terraço, onde ninguém poderia ir pois era lá que Hibari Kyoya dormia, porem depois de meses de suborno com almoços deliciosos feitos por ele finalmente ele pode se refugiar no terraço, desde que ele levasse o almoço para Hibari.
Ele realmente não fazia nada ali, ele simplesmente passava os seus intervalos a pintar o sol e o céu, de certa maneira aquilo o encantava, obviamente que ele começou a pegar o jeito para o desenho e pintura, porem preferiu esconder isso de todos para não chamar a atenção.
Então depois de ter comido o seu almoço, ele se estabeleceu melhor e começou um dos seus muitos desenhos, hoje ele iria desenhar a vista do terraço com o céu azul limpo e um sol brilhante.
Ele achou um pouco estranho, pois Hibari não estava no terraço como sempre, porem provavelmente ele estaria a morder num herbívoro até a morte. Logo colocou uma musica de fundo e começou a cantarolar enquanto desenhava.
“Está a ficar bom.” Comentou ele próprio do seu desenho, dando um sorriso para este mesmo. Ele estava orgulhoso do seu trabalho.
“Concordo.” Disse uma voz de fundo.
“HIEEE!” Tsuna deu um grito feminino ao ouvir a voz de fundo desconhecida, pois obviamente se assustou com aquilo. Não era normal alguém estar ali, logo foi um susto muito grande.
Tsuna mal reparou quem era, ele congelou, era o aluno italiano que as raparigas estavam doidas ultimamente, o Reborn… Se elas soubessem que ele esteve no mesmo local com ele a respirar do mesmo ar, ele estava tão morto… Ok que uma só rapariga não era nada pois ele poderia fugir, o pior é que elas são tipo como os lobos famintos que atacam em grupo.
Então Tsuna começou a arrumar as suas coisas para ir embora, assim garantindo que iria viver, porem foi impedido. “Não vais acabar?” Perguntou Reborn indiretamente impedindo Tsuna de ir embora.
Tsuna tremia e pensava. “Estou tão morto! Se falar com Reborn as suas fãs vão-me arrancar a língua. Se eu olhar para ele vão-me arrancar os olhos. Se eu ficar aqui vou morrer. Deuses, o que eu fiz para merecer isto!?” Tecnicamente, ele estava em pânico.
“Ninguém te vai matar.” Respondeu Reborn.
Tsuna olha admirado para ele. “Ele leu os meus pensamentos?” Pensou.
“Não eu não leio os teus pensamentos.” Afirmou descontraído, reparando que Tsuna aparecia cada vez mais pálido de medo. Reborn suspira. “Vai ser mais complicado do que eu pensava…” Pensa. “Olha, eu não vou-te bater ou qualquer coisa do género. E, não eu não estou a ler a tua mente.” Falou bastante serio. “Na verdade venho-te fazer uma proposta.”
Tsuna inclina a cabeça para o lado como se não entendesse, obviamente que agora mais relaxado. Reborn deu um sorriso de canto com a reação de Tsuna, tinha sido doce.
“Bem, vou passar a explicar.” Reborn disse se sentando no chão ao lado de Tsuna, Tsuna se encolheu um pouco com um ligeiro medo, porem Reborn não fez nada só ficou alguns minutos calado para o menino se acalmar. “Preciso que finjas que namoras comigo.” Reborn foi direto ao assunto.
Olhou assustado para Reborn e se arrastou para longe deste mesmo olhando cheio de medo dele e pálido enquanto tremia a segurava a sua bolsa como se a vida dependesse disso, como um gatinho assustado. Reborn parecia divertido com a reação do menino, porem não era momento para aquilo. “Eu tenho metade da população desta escola atras de mim e a única maneira de a afastar é ter um namorado e eu te escolhi.” Finalizou com um sorriso de canto.
Tsuna só pensava. “Estou tão morto!” Pois achava que as intimidações iriam aumentar depois daquilo. Reborn ao perceber a linha de pensamento de Tsuna, suspira ao perceber que o menino era lento ou inocente demais. “Ninguém te vai matar porque vais estar a namorar comigo. Alias todos vão ter medo de te intimidar. Simples e eficaz, alem disso será bom para ambos.”
Tsuna de repente ficou com um estranho brilho nos olhos de emoção. Ele tinha compreendido finalmente, parecia bastante fácil.
“Ok, eu concordo.” Respondeu com um sorriso.
Reborn deu um sorriso de canto com a imagem alegre do menino
Definitivamente ele era doce.
*corte do tempo*
Se levantou cedo como sempre, já que ele saia mais cedo do que devia para ir para a escola, já que ele assim evitava intimidações de manhã. Ele foi a cozinha comer alguma coisa e preparar três almoços, um para ele, outro para Hibari e outro para… Reborn. Se eles iam ser namorados a fingir ele teria que fazer certas coisas que só os namorados faziam.
Mal ele sai pela porta de casa, ele encontra Reborn lá a espera dele. Tsuna olha admirado para Reborn. “Como é que ele sabia que eu saia a esta hora e onde moro?” Perguntou-se no pensamento.
“Foi bem simples na verdade, eu procurei pelos registos da escola a que horas chegas e onde vives, então fiz uma estimativa a que horas sais de casa.” Respondeu Reborn.
Tsuna enche as bochechas de aborrecimento. “Não fales como se lesses o meu pensamento.” Disse indignado, aquilo o assustava e ele não gostava da sensação de ter alguém a ler a sua mente.
“És um livro aberto.” Respondeu Reborn dando de ombros, porem por dentro se divertia muito as custas dele. Logo este vira-se para Tsuna e diz com um sorriso de canto irónico. “Já agora, bom dia.”
Tsuna dá um sorriso. “Bom dia para ti também.”
Os dois foram a caminhar para a escola, realmente nenhum dos dois disse nada, pareciam simplesmente amigos a ir para a escola, já que Reborn não era de dar as mãos e Tsuna era tapado demais para pensar numa coisa dessas.
A caminhada ficou mais longa, pois Reborn sugeriu dar um passeio pois tinham muito tempo que sobra, então Tsuna concordou e foi junto. Claro que não durou muito e foram diretos para a escola.
Ao entrarem juntos no recinto escolar, muitos olhares foram em direção a eles. Os agressores de Tsuna olharam com medo de Reborn e as fãs de Reborn olharam com inveja para Tsuna, porem pensaram que seriam meramente amigos, até que a entrada do edifício Reborn virou para Tsuna e disse “Eu vou para a sala do conselho estudantil.” Tsuna concorda com um sorriso no rosto, porem logo se desfez quando Reborn deu um beijo na bochecha deste e Tsuna corou com o primeiro ato de intimidado entre eles.
Reborn olhou divertido para Tsuna, e logo foi embora.
Reborn ao entrar na sala do conselho estudantil viu o mesmo de sempre. Lal a trabalhar, Verde a fazer experiencias, Colonello a jogar um jogo no telemóvel, Skull a dormir enquanto se baba em cima da mesa, Luce a cuidar das flores novas que tinha recolhido aquela manha e Fon a beber chá. Logo ele se juntou e sentou-se a beira da janela a ler um livro.
“Então… Tu estás a namorar com Tsuna?” Perguntou Fon.
“Sim” Respondeu Reborn curto e rude.
Luce ao ouvir aquilo se anima logo e se mete na conversa. “Ele é doce não é?!” Perguntou com os olhos a brilhar.
Reborn dá um sorriso de canto quase que malicioso e responde num sussurro. “Incrivelmente doce.”
Ninguém realmente ouviu a resposta, porem Luce suspeitava desta mesma.
*corte do tempo*
Estava na hora de almoço, Reborn como sempre não tinha almoço feito de casa e tinha que ir comprar, porem ele odiava esperar naquela fila enorme… Era horrível.
Mal ele sai pela porta do conselho estudantil viu alguém que não esperava ver, ele viu Tsuna ali. Ele não demonstrou a sua admiração e simplesmente ficou a olhar Tsuna até este se aperceber da sua presença.
Quando Tsuna vê Reborn ao seu lado grita um “HIEE!” Por conta do susto e coloca a mão ao peito como se tivesse acabado de ter um ataque cardíaco. Reborn achou a reação de Tsuna bastante interessante e divertida.
“Eu… aahhh…” Tsuna tentava dizer alguma coisa, mas cada vez mais se enrolava nas palavras e então começou a vasculhar na sua bolsa e tira de lá um bento embrulhado num pano amarelo e entrega a Reborn. “Espero que gostes!”
Logo Reborn aceita e Tsuna sorri para ele e vai embora dizendo um ultimo “Bom almoço!”
Reborn entra na sala onde todos os seus amigos já tinham os seus almoços, todos olharam curiosos para o bento nas mãos de Reborn, pois este não aceitava comida das fãs, nem que tivesse de morrer a fome.
“Reborn-senpai, o que é isso?” Pergunta Skull.
“Um bento, lacaio.” Respondeu rude como sempre faz com Skull. As vezes Skull se perguntava como ainda estava vido.
“O que Skull queria dizer era: Quem te deu esse bento?” Disse Lal, estranhamente interessada, porem ninguém poderia a culpar. Era raro ver o Reborn com um bento, já que cozinhar era uma das poucas coisas que ele não sabia fazer muito bem.
“Tsuna.”
Todos de repente ficaram interessados, o menino devia ter muita coragem para conseguir entregar um bento a Reborn e também muita sorte que este aceitou. Eles realmente estavam a fingir bem.
Quando Reborn abriu o bento, todos os presentes ficaram encantados. Tinha uma bela apresentação e um cheiro delicioso, Skull e Colonello estava a se babar com a comida só de a ver, Colonello levou uma pancada na cabeça por parte de Lal e o louro obviamente que resmungou baixinho para si com medo de ser acertado por Lal mais alguma vez.
Reborn estava impressionado mas não demonstrou isso. Ele provou a comida, e soube naquele momento que Tsuna era um anjo na cozinha. Estava bom demais, mas ele não deixou parecer isso, soltando um simples “É bom.”
Porem em menos de cinco minutos comeu o seu bento todo. Ele só poderia esperar que no próximo dia Tsuna fizesse um bento para ele novamente.
*corte do tempo*
Ambos estavam a caminhar para casa descontraidamente e sem falar, simplesmente apreciavam o silencio que tinham entre ambos e a paisagem agradável de fim de tarde, porem com o tempo o silêncio começou a ficar desagradável. Reborn manteve-se impassível sem falar nada nem demonstrar que queria falar. Já Tsuna parecia inquieto como se algo o incomodasse e começou a olhar a volta para se tentar distrair, o que se provou ser inútil.
O mais improvável aconteceu e Tsuna começou a tentar falar com Reborn, só que este não parecia muito interessado em conversar, Tsuna quase sentia vontade de suspirar com aquilo se não sentisse que iria acabar mal para o lado dele. Com o tempo Reborn começou a se soltar mais e ambos começam a fazer perguntas um sobre o outro tornando uma conversa divertida.
“Cor preferida?” Perguntou Reborn com um ligeiro interesse mas sem demonstrar muito. Tsuna sorria ao ver aquele interesse escondido, queria dizer que o outro queria falar com ele!
“Cor de laranja.” Responde Tsuna sorrindo. “E a tua?” Perguntou interessado.
“Preto e Amarelo.” Respondeu Reborn normal.
“Serio?” Tsuna começou a se rir ligeiramente um tanto que irónico, Reborn olhou para Tsuna pelo canto do olho em desagrado. “Como uma abelha?” Começou a rir um pouco mais, o olhar de Reborn pareceu se intensificar ele realmente não gostava de ter pessoas a rir dele.
Reborn solta um pouco da sua aura. “Tens algumas coisa a reclamar?” Pergunta rude e quase que sinistro.
“Não, senhor!” Disse Tsuna com um ligeiro medo. Tsuna faz a nota mental de nunca rir de Reborn ou iria desaparecer e só aparecer no dia a seguir morto numa vala. Aquilo não era uma ideia agradável para ele. “Comida preferida?” Perguntou tentando desviar o ambiente tenso.
“Expresso.” Reborn informou quase se lembrando naquele momento o quanto era bom um expresso, definitivamente era uma das melhores coisas do mundo. Já Tsuna pensava que expresso não era uma comida. “E tu?”
“Não sei realmente, apesar de gostar de um bom café, adoro doces. Acho que qualquer coisa doce é boa mesmo.” Disse Tsuna quase que desajeitado por não conseguir dar uma resposta mais completa. Reborn olha ligeiramente interessado, não pelos doces pois ele já esperava, porem o café? Era uma novidade para ele.“Animal de estimação?”
“Eu tenho um camaleão.” Afirmou com um certo orgulho, definitivamente ele adorava o seu camaleão. Ele era e sempre seria o seu fiel companheiro.
“Serio?” Perguntou Tsuna com os olhos a brilhar. “Deixa ver!” Pediu com entusiasmo.
Reborn, apesar de estranhar um pouco a reação de Tsuna, mostra uma foto que tem no seu telemóvel do seu camaleão. O brilho nos olhos de Tsuna aumentou. “Ele é tão fofo!”
Naquele momento Reborn soube que Tsuna definitivamente teve uma queda por animais. Apesar de saber que os animais definitivamente não gostavam muito dele.
Reborn sorri de canto. “A maioria diz que ele é assustador.”
“Não, não e não! Ele é fofo demais! Qual é o nome?” Afirmou Tsuna enquanto os seus olhos brilhavam ainda mais. Reborn sorri de canto, não eram todos que gostavam do seu animal.
“Leon.” Disse com um certo orgulho, Tsuna reparou nisso e gostou. Ele nunca tinha visto Reborn com orgulho.
“Olha o meu gato, ele chama-se Natsu.” Disse mostrando uma imagem que tinha no telemóvel enquanto sorria, definitivamente ele amava o seu gato, era a criatura mais fofa a fase da terra.
Reborn sorri de canto ao ver o animal que olha exatamente como o dono. “É doce.”
“É não é?” Perguntou com um sorriso brilhante.
*corte do tempo*
Os dias passaram e aquilo virou rotina: sair cedo, dar um passeio, a despedida com um beijo na bochecha, o bento e o regresso a casa juntos.
Ambos gostavam da rotina e sinceramente nenhum deles a queria mudar.
Eles começaram a falar de tudo e começaram a conhecer um ao outro melhor.
Ambos estavam estranhamente orgulhosos de saber coisas que mais ninguém sabia. A coisa mais estranha que Tsuna sabia de Reborn era que este tinha um hábito de ler mangás de Shoujo as escondidas e as acompanhava intensamente e o mais estranho que Reborn sabia de Tsuna era que colecionava todos os peluches dos pokemons, até mesmo os mais raros ele tinha.
Até ai parece pouca coisa, não é?
Porem já não era pouca coisa quando se sabia o que a pessoa gostava e não gostava de comer, os seus hábitos e tiques, os seus locais preferidos para relaxar e esconder, jogos preferidos, marca de roupa preferida, ator que adora a sua carta preferida e até mesmo marca de champô que usa… Sim, isso era estranho.
“Tsuna, estás a usar um perfume novo?” Perguntou Reborn ao reparar num cheiro diferente, que vinha obviamente de Tsuna.
“A minha mãe o comprou no outro dia. Ele cheira muito bem, não gosto muito dele, acho que não combina comigo, mas em fim. O que eu não faço pela minha mãe, não é?” Respondeu Tsuna encolhendo os ombros dando um suspiro.
Mais uma das coisas que Reborn sabia de Tsuna era que este adorava a sua mãe e fazia qualquer coisa por ela.
E Tsuna sabia que Reborn ia reparar, pois sabia que este tinha um olfato apurado.
“Ele não me parece muito mau.” Comentou Reborn, o perfume tinha um cheiro agradável.
Tsuna sabia que Reborn iria gostar, já que ele preferia perfumes um pouco mais fortes.
“Acho que combina contigo.” Tsuna de repente diz com cara pensativa. “Se quiseres eu posso-te dar.” Afirmou com um sorriso no rosto.
“Desde que não esteja praticamente a meio, eu aceito.” Falou com um meio sorriso no rosto.
Tsuna sabia que Reborn ia dizer aquilo, pois ele não gostava de coisas usadas.
Reborn sabia que Tsuna iria oferecer, pois ele era gentil demais.
Agora que ambos paravam para pensar, eles sabiam bastante coisas sobre o outro…
Tsuna se arrepiou e Reborn soltou um “Tsc..” Com o pensamento…
… Eles quase se sentiam Stalkers.
*corte do tempo*
Depois de passarem bastante tempo juntos e se conhecer bastante bem, eles estavam bastante próximos, não tão próximos a ponto de se beijarem ou algo do género, porem estavam próximos o bastante para se abraçarem e darem as mãos.
Ambos diziam a si mesmos que era puro teatro, mas ambos começavam a duvidar dos seus pensamentos.
Só que Reborn decidiu não pensar naquilo, ele precisava de Tsuna para afastar as suas fãs e nada mais.
Já Tsuna preferia se distrair e pensar o quanto era bom viver sem intimidações.
“HIEE!” Grita Tsuna ao sentir Reborn abraçar a sua cintura por trás de repente, ele realmente odiava quando Reborn aparecia daquela maneira. Simplesmente surgindo do ar.
“Grita mais baixo.” Resmungou Reborn sentindo que por momentos tinha ficado surdo, não era de admirar, aquele grito que Tsuna dava era realmente de furar os tímpanos a alguém.
“Se não me assustares assim talvez eu não grite.” Resmungou Tsuna.
“Então vais ter que gritar muito na tua vida.” Respondeu Reborn obviamente irónico, importunando assim Tsuna.
Tsuna estava em pé no terraço a ver a paisagem para terminar o seu desenho, quando vai para continuar ele repara que Reborn ainda o segura pela cintura.
“Larga-me Reborn.” Diz Tsuna tentando se afastar de Reborn, porem este não o soltou nem por um minuto.
“Senta-te.” Ordenou Reborn quase gélido.
Tsuna como um bom menino se sentou encostado a rede que impedia as pessoas de caírem. As suas pernas esticadas foram utilizadas como almofada por Reborn e Tsuna não sabia porque corou. “Reborn! O que estás a fazer?” Grita em desacordo.
Porem Reborn ignora e se aconchega melhor colocando o chapéu a cobrir-lhe o rosto soltando um pequeno comentário. “É mais confortável do que eu pensava.”
Reborn adormeceu.
Tsuna observou Reborn enquanto este dormir, sinceramente ele quase que desmaiava de tão corado que estava. Ele sentiu o seu coração acelerar e com a mão no peito pensou. “O que é isto?”
CONTINUA...
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