Fairy tales

8 Noivado de Ruby


Notas iniciais
Espero que gostem, boa leitura! :D

Ao chegarmos no Reino D' Cristal, fomos muito bem recepcionados pelos súditos de Cindy e pelos guardas reais. Direcionados ao porto, esperávamos pelos cavalos que nos levariam ao castelo. Olhei Melody que parecia estranhamente animada. Talvez ela estivesse bolando algo, ou havia esquecido que encontraria Lipe.

– Com licença minha rainha, o correio de Ambrosia acaba de chegar. — Disse-me um dos guardas com uma bolsa cheia de cartas. Eu havia solicitado aos mensageiros de meu reino enviarem os documentos para Cristal, no intuito de resolver as questões reais estando longe.

– Muito obrigada, fico agradecida. — O saco era muito pesado para eu carregar sozinha, porém, ao olhar para dentro deste notei uma carta de tom esverdeado ao topo da pilha. Reconheci a letra dourada e de cara soube que era de Tiana e de Naveen. — Eric, olhe! Titi nos enviou uma carta.

– Titi? — Ingadou-me ele, confuso.

– Tiana, Eric.

– Ah! Naveen também escreveu? — Antes que eu pudesse respondê-lo ele continuou — Nossa! Que saudades das nossas corridas de cavalos. Ele é um ótimo Hipico. Tínhamos os melhores cavalos de todos os reinos, era maravilhoso Ariel!

– Haha, vocês tem que marcar para outras corridas amor! Lembro como te fazia feliz.

– Sim, sim.. Mas leia.

– Bom — Rasguei delicadamente o envelope da carta, retirando o papel interno que continha o conteúdo do documento:

" Querida Ariel, estou tão feliz e animada pelo convite da festa de Mel, por isso, escrevo esta carta para confirmar a minha presença e a de Naveen. E claro, de nossa filha, Mira. Eles crescem tão rápido, não é mesmo minha amiga? Ela já está com cinco aninhos. Ah sim, já ia me esquecendo; Também gostaria de agradecer pelo maravilhoso presente que vocês enviaram para a minha princesinha, ela adorou a bonequinha sereia. Já estamos em mente no que dar para Melody. Ely, minha nossa, dezesseis anos é uma idade tão importante na vida de uma adolescente, espero que Mel continue com essa luz que carrega dentro do coração. Beijinhos, Tiana.

Ps: Estou anexando a foto do aniversário de Mira, foi uma pena que vocês não puderam comparecer. Amo vocês. "

– Que querida, não acha?

– Sim meu amor, mas Naveen não me escreveu. Que desgraçado. — Cuspiu ele num tom sarcástico, mas manteve o sorriso nos lábios secos.

– Talvez ele tenha escrito, há uma pilha de cartas naquela bolsa.

– Vou procurar, já volto querida. — Ele estalou a boca em minha testa, rumando para perto do guarda que carregava o saco de cartas.

– Tudo bem. — Entediada, procurei por minha filha, que na beira do porto olhava para as águas do mar sorridente. Ela parecia conversar com algo, ou alguém, imaginei que fosse um peixinho.

" Ou talvez...Não, ela não ia trazer o seu namorado para cá... Ou iria? Melhor eu checar. " — Pensei, porém quando eu já estava bem perto dela uma voz conhecida gritou-me animada. Girei meu corpo, deslizando a saia do vestido para a direção de Mel.

– NÃO ACREDITOO! — Na direção do pomar de maçãs, lá estava ela, Chapeuzinho Vermelho. Ou melhor, Ruby, uma garota alta de cabelos loiros e lábios cobertos por um batom avermelhado. Esta vestia uma capa, também vermelha por cima de uma blusa branca estufada e um corpete apertado na região abdominal. Nas pernas, uma calça preta e botas de cano longo dava forma ao seu corpo. — RUBY!

– Oh! Eu não acreditoooo! — Ruby soltou sua cestinha de maçãs sobre as pedras do paralelepípedo da estrada, correndo na minha direção.

– Meu Deus! Que mulherão é esse?!

– BOBA! — Ela envolveu os braços em torno de meu corpo, apertando-me carinhosamente. Retribui o abraço tão feliz, que senti nas órbitas as lágrimas sendo liberadas. — Não começa a chorar Ariel! Tenho que te contar uma notícia bombástica!

– Ai não! Ruby, o que você fez? — Larguei seu corpo, observando-a preocupada.

– Eu não fiz nada. Ou melhor, fiz. Na verdade eu apenas disse sim.

– Sim?

– SIM! Eu estou noiva! — Ela estendeu a mão esquerda, mostrando-me o anel de brilhantes incrível preso em seu dedo anular.

– Meus parabéénns! E é lindo! — Voltei a abraçá-la, emocionando-me novamente.

– Bom, é... Ele não é nenhum príncipe mas é um homem muito bom e de família!

– Falava do anel, mas pelo jeito ele é um homem de sorte! Acredite, Rub, príncipes não são tudo de bom não.

– Hahahaha!!

Após muita conversa, abraços e gargalhadas, nosso transporte finalmente chegou. Dez cavalos belíssimos, de pelagem branca e grinas incrivelmente penteadas. Subimos nestes, e assim fomos na direção do palácio. Ruby não nos acompanhou pois teve que ir na casa de sua mãe que se encontrava muito abalada pela morte da avó de Rub.

Ao avistar o castelo, lembrei logo das olimpíadas dos Reinos, tais que ocorriam todos os anos nas férias de Primavera. Nestas, o palácio de Cinderella sempre recebia os premios de melhor arquitetura. Suas paredes eram revestidas por mármore entrelaçado ao mineral quartzo dando-lhe um brilho ostentoso. Ao topo, a cor azul turqueza era vista nas telhas das torres do incrível castelo.

***

Eric e eu já havíamos nos instalado no quarto de hóspede do palácio, que era incrivelmente grande e matinha os tons creme e branco. Na parede lateral, uma janela gigantesca ocupava-a, deixando o recinto extremamente iluminado. Melody estava deitada sobre a cama macia, ajeitando suas madeixas negras com uma escova belíssima cravejada de pedras preciosas.

Esta escova Mel recebera de meu pai, e sobre aquele objeto havia uma lenda:

Ela era feita de um mineral muito raro que só era encontrado nas zonas mais profundas do mar. Este o qual possuía a cor pérola. Sobre sua área, cristais e pedras preciosas davam-lhe brilho.

A lenda da Escova de Atlântida dizia que aquele que tivesse uma intenção má em seu coração, teria os cabelos a decair antes que pudesse deslizar as cerdas de crina de unicórnio mais de uma vez e sua vida seria amaldiçoada para sempre.

A muitos anos, a escova fora roubada por Úrsula e ao passar nas madeixas belíssimas que possuia, todos os fios decairam ao fundo do oceano. Sua vida a partir daquele momento fora amaldiçoada. Para não ser descoberta pelo rei Tritão, Úrsula colocou a escova de volta na sala do trono e utilizou por muitos anos uma peruca. Quando seu cabelo voltou a crescer, ele estava sem cor, branco, liso e sem forma.

Observei o relógio de ponteiros sobre a cabeçeira da cama e este indicava as quatro e meia da tarde. Cinderella ainda não havia voltado de seu compromisso com os nobres de seu reino, porém havia me deixado um recado que dizia que voltaria logo e que era para eu me aprontar para uma reunião, que iria ocorrer após o jantar, para discutirmos sobre as cartas que todas as princesas haviam recebido. A de Cindy fora escrita pela Lady Tremaine,

– Mamãe, irei encontrar Estrela na ala oeste, te vejo mais tarde okay?

– Ok Mel, tome cuidado.

– Está bem.

– Oi tia, tchau tia! — Olhei para trás e lá estava ela, de cabelos loiros enrolados nas pontas, pele pálida e um vestido rosa longo, sorria em minha direção.

– Querida! — Disse eu, abrindo um sorriso aos lábios rosados. Ergui-me do banquinho da penteadeira, direcionando-me até Aurora.

– Ariel! Que bom te ver. Como foi de viagem? — Indagou-me ela, enquanto envolvia meus braços em torno de sua estrutura corpórea.

– Bem, bem. E a sua Aur?

– Chegamos muito bem! — Ela sorriu — Ah! Onde está Eric? Estrela me pediu para chamar Melody, mas pelo jeito ela já foi.

– Eric foi jogar Frits com Edward. — Frits era um jogo físico. Neste, utilizavam esferas de couro e tinham o objetivo de acertá-las dentro de dois arcos. — E Mel foi encontrar a Estrela.

– Hm, sim! Ér, Ariel, preciso lhe contar uma coisa. Não comentei isto com ninguém, nem com Phillip, mas... — Ela se sentou aos pés da cama, observando-me preocupada.

– Diga-me, Aur, guardarei seu segredo. — Juntei-me a ela, sentando ao seu lado.

– Bom, eu recebi uma carta Domingo passado. Uma carta estranha, tinha um papel negro e um dragão desenhado no envelope. Ela foi escrita por.. Ah, me dá calafrios lembrar... Foi escrita por Malévola.

– Oh! Querida... Eu e Cinderella também recebemos uma carta. A minha escrita por Úrsula, a de Cindy, por Lady Tremaine.

– Nossa! Alguém mais recebeu?

– Não sabemos. Tentamos contato com o Reino de Blancales, mas Branca não respondeu.

– Ela está viajando para o reino do Oriente, visitando Jasmin.

– Se as duas receberam devem estar juntas.

– Ariel, acredita que isto seja um sinal? Acha que as bruxas iram voltar?

– Eu não sei, Eric e meu pai me falaram para esquecer, porém eu sinto que algo ruim vai acontecer.

– Devemos ficar juntas, para o bem de nossas famílias.

– Sim, vamos procurar as meninas, não podemos deixá-las sozinhas.

– Sim, vamos.

Quando saíamos do quarto, ouvi um berro de Lipe aos jardins. Amedrontadas, eu e Aurora disparamos para as escadarias. O que teria acontecido? Só espero que não seja Melody e Estrela aprontando.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e desculpem-me pelo capítulo pequeno.