Notas iniciais
Eu queria agradecer do fundo do meu coração aos leitores que comentaram. Iniciando com 5 comentários, 27 acompanhamentos e 9 favoritos, eu não poderia estar mais realizada. Não botei muita fé no inicio, por motivos de: Fantasia é um gênero pouco procurado, se comparar com romances colegiais. E eu poderia ter continuado com os romances colegiais, mas, cá entre nós, esse mundo fantástico me é muito mais atraente KKKKK' Então, sem mais enrolação, aqui vai o capítulo 2, recheado de altas emoções *00000* OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O capítulo está com um espaço BEM MAIOR entre os parágrafos, como devem ter notado. O motivo é bem simples: Esse capítulo foi lido por um dos meus leitores antigos, pra que ele fizesse uma avaliação. Concordamos que estava um pouco complicado em algumas horas, mas ele disse que era só questão de dar espaço pras informações. Dai, decidi fazer isso. Espero realmente que resolva qualquer problema. Mas, como disse no outro capítulo, caso tenham tido duvidas, é só perguntar ^^ Boa leitura!

Lucy Heartfilia estava tendo um dia péssimo. Não que ela estivesse acostumada a viver dias bons, mas, bom, para uma garota na véspera de seu acasalamento forçado, era de se esperar que esse fosse especialmente ruim.

Seus cabelos loiros haviam sido arrumados numa das marcas registradas dos elfos: a trança lateral. E depois de um banho com direito a diversas ervas cheirosas, ela sentia seu corpo mole feito água, o que dificultava a realização do ato de ser arrastada pelo palácio real.

— Alteza, eu lamento muito por não poder oferecer um bom almoço. Lady Aquarius exigiu que fizesse jejum até poucas horas antes da cerimônia, e recebi ordens para não desobedecê-la. — Virgo mordeu o próprio lábio inferior em apreensão. Apesar de ser uma legitima pau-mandado de seu Rei, ela nutria sentimentos fortes e sinceros pela princesa. Quase como uma irmã mais velha. E, atualmente, mãe substituta.

Lucy assentiu brevemente, imaginando que, de todas as suas preocupações, a fome era de longe a menor delas.

— Ela não é uma Lady, Virgo. Não a chame dessa forma. É uma Bruxa.

A criada sentiu uma imensa vontade de rir diante da correção. Mesmo numa situação como aquela, Lucy conseguia ser a mesma jovem turrona de sempre. Mas logo o bom humor deu lugar à preocupação.

Assim que as duas chegaram ao quarto da princesa, e Lucy sentou-se de frente para a penteadeira, Virgo aproximou-se dela sorrateiramente, começando a massagear seus ombros apenas para chegar onde queria. Era pura preparação de terreno.

O quarto de Lucy era um lugar até bem aconchegante. Não é preciso dizer que também era gigante e que todos os móveis ali custariam a vida inteira de salários de um pescador, por exemplo. E não pensem que estou diminuindo-a por seus bens materiais. É apenas um ponto de suma importância na história.

Mas, como ia dizendo, era um quarto enorme. As paredes eram de um tom areia, e os móveis de uma madeira mais escura. Certamente a melhor parte era a varanda, que lhe garantia uma vista privilegiada de seu reino.

E era sobre isso que a criada divagava sobre quando quis saber:

— Está com medo?

— Hã? — a elfa franziu o cenho, genuinamente confusa.

— Digo, não só com relação ao ritual. Se quiser perguntar alguma coisa, vá em frente — suas sobrancelhas se ergueram sugestivamente, conforme massageava os ombros da Heartfilia com força, fazendo-a relaxar. — Sting é um guerreiro jovem e forte.

— E bonito? — Lucy completou, rindo seco em seguida. Fitou sua própria imagem no espelho redondo de moldura folheada a ouro. Usava pouco a penteadeira, pois não era o tipo de pessoa que perdia muito tempo cuidando da aparência. E ninguém poderia questioná-la quanto a isso, já que só o fato de ser um elfo já era sinônimo de uma graciosidade irracional.

— Serão só duas noites — Virgo comentou, tentando aliviar a tensão da princesa. — Depois terá seu quarto de volta.

— Com Sting nele — disse Lucy sarcasticamente. — Não acredito que meu pai está fazendo isso comigo!

— Normalmente a donzela caçadora não teria de se casar com o Gamo Rei — a criada explicou, suspirando. — Mas você é uma princesa, e não uma sacerdotisa.

— As donzelas virgens são sacerdotisas?

— Sim. Elas oferecem tudo à Deusa. A virgindade é apenas uma das oferendas. Como princesa, sua virgindade é valiosa. Um bom casamento teria de ser realizado. Além disso, os Dragões Gêmeos são muito influentes no seu reino. Casar com um deles é selar toda uma ditadura de poder e controle sobre o povo.

— Eu não preciso de um marido que mande em mim! — Lucy trincou os dentes, ao passo em que batia um dos punhos com força sobre a mesa da penteadeira. O ato fez com que a criada saltasse dois passos para trás. — Mal posso acreditar nisso. Ele é tão arrogante! E, Virgo…

A mulher estreitou os olhos, vendo a Heartfilia corar subitamente.

— Ele tem um jeito meio — engoliu em seco, olhando para a porta fechada fixamente. Quase como se alguém estivesse sentado ali só para ouvi-la dizer: — Selvagem.

— Oh, sabia que estava com certas curiosidades, Alteza — ela sorriu-lhe divertida. — Estava para dizer tais coisas há tempos, mas essas últimas semanas foram tão corridas! Mal tivemos tempo de conversar a sós.

— O que quer dizer com isso, Virgo? — Lucy estava agora vermelha feito um tomate. E não era para menos. Nunca, em dezessete anos, havia se quer conversado com alguém sobre esse tipo de coisa. Não que nunca houvesse lido livros com assuntos indecentes, porque, bem, ela fazia isso com frequência. Mas havia uma diferença enorme entre folhas de papel, e uma mulher que a olhava como se quisesse jogar sua inocência pela janela.

— Se eu fosse a senhorita, faria questão de ficar por cima — piscou um dos olhos de forma cúmplice. A loira engasgou com o ar, ruborizando ainda mais.

— D-Do que está falando?!

Havia sido uma pergunta idiota. A própria Lucy sabia bem disso. Todavia, ela era uma princesa, e não podia simplesmente virar e conversar sobre o cardápio de posições picantes que poderia usar na noite seguinte. Mesmo que, no fundo, quisesse fazer exatamente isso.

—Você me entendeu, princesa. Dizem que a melhor forma de mostrar a um futuro marido que não será submissa, é colocá-lo por baixo logo na primeira noite. Não deixe-o assumir o controle em momento algum, mesmo que doa. E vai doer. Além disso, os dragões são especialistas em sexo anal. Gostam de colocar os outros de quatro. Deve tomar cuidado. Ele provavelmente vai te induzir a fazer duas posições, já que sua virgindade tem que ser tomada. Não deixe que ele conduza nada —Virgo riu ao ver a careta incrédula da outra. E, a princesa… certo, ela parou de escutar quando a palavra “anal” foi pronunciada. Quase como uma palavra-chave para seu desespero pessoal.

— Existem mulheres que se especializam em assuntos noturnos, criança. Não faça essa cara de menina que sangrou pela primeira vez. Amanhã à noite terá de ser forte, porque não posso invadir a cerimônia e protegê-la como bem gostaria. As coisas vão acontecer, e estará sozinha dessa vez, meu amor. A rainha não quereria que desistisse tão fácil de seu trono, não acha?

Lucy sorriu verdadeiramente dessa vez. Quase como se uma felicidade incondicional invadisse seu coração. Coisa que sempre acontecia quando se sentia amada. É claro que, se prestou atenção desde o início, reparou que não era algo muito frequente.

— Temos de vesti-la. A viagem será longa. Lady —

— Bruxa.

— Bruxa Aquarius, — corrigiu-se, e as duas riram brevemente. — disse que chegaríamos ao anoitecer. Só nós duas iremos. O resto ficará aqui. Claro, sem falar em Sting.

— Certo, vamos logo com isso.

[…]


A BRUXA Aquarius estava certa. Meio dia de viagem foi necessário para que a carruagem finalmente parasse o seu percurso, num vilarejo ainda mais simplório e campestre do que Lucy havia imaginado.


A princesa fora recebida com muita gentileza pela Xamã do lugar, cujo nome a loira não havia sido capaz de compreender, por possuir muitas consoantes. A mulher trajava um manto azul e largo, e tinha os olhos repletos de um brilho azul que os anos não ocultaram. Seu cabelo era branco como a neve, mas não parecia tão velha quanto os fios anunciavam.


Lucy fora levada a uma cabana não muito distante do local onde desembarcou, onde meia dúzia de sacerdotisas – mulheres sábias e devotas à Deusa – trataram de tirar suas roupas de primeira. Um calafrio percorreu seu corpo nu, enquanto guiavam-na na direção da cama de madeira mais próxima. O material do móvel era tão frágil que rangeu alto com o peso da jovem, ameaçando ceder caso ela se movesse se quer um centímetro.


Os olhos de Lucy logo buscaram por sua única conhecida, que permanecia feito uma guardiã ao seu encalço, para seu alívio pessoal. Virgo fizera questão de acompanhá-la durante todo o processo.


Palavras incompreensíveis eram pronunciadas pelas sacerdotisas idosas que a cercavam, pintando seu corpo com uma tinta azul curiosa. As palmas de suas mãos, e solas dos pés. Em sua testa uma lua crescente, em seus seios uma lua cheia, e, logo acima dos pelos púbicos de Lucy, fora feita uma legítima lua nova.


Subitamente a loira teve suas pernas abertas ao máximo, enquanto uma das mulheres analisava sua intimidade com desconfiança, vendo se estava realmente intacta. Uma sensação de medo atingiu-lhe, paradoxa a fina onda de prazer que a abertura lhe proporcionava.


—V-Virgo — sussurrou em busca de explicações. A criada engoliu em seco, sem saber ao certo o que dizer para confortar a outra.


— Apenas deixe-se levar, Alteza. Não sente essa energia? Está presente nesse ar como em nenhum outro.


Lucy assentiu, fechando os olhos durante alguns instantes. Ela podia sentir a aura do lugar. Era intensa, mágica. E depois que as tintas secaram em seu corpo, só se tornou mais forte. Se fechasse os olhos por muito tempo, sentia seu espírito abandoná-la por alguns instantes, dando lugar ao de outra pessoa. A verdadeira donzela caçadora, Deusa da fertilidade, que representaria na noite seguinte.


A Xamã de cabelos grisalhos falou algo com Virgo, apontando para Lucy em seguida.


— Ela diz que só poderá comer amanhã — disse a criada. — E que não posso ficar aqui com você. Só faltam duas horas para o amanhecer, então seria bom se descansasse.


— Sim. Obrigada por tudo, Virgo. — Lucy agradeceu, assistindo as duas retirarem-se. Só dispunha de um jarro d'água na mesinha ao canto do cômodo – que suspeitou ser o único da cabana -.


Abraçou o próprio corpo, e dentro de poucos minutos já estava dormindo.

[…]


O sol iluminou as montanhas primeiro, como de costume, escorregando seus raios pouco a pouco pelo interior da Floresta Negra, onde quatro jovens armavam um plano pra lá de diabólico. Rodeando a aldeia onde seria realizado o ritual, no território do Império, um deles carregava um livro com as pinturas que seriam utilizadas, além de um facão especial para a cerimônia.


— Me deixa ver essa faca — Natsu puxou o facão para si, entre risadas, girando o objeto por entre os dedos hábeis. Tinha talento com as lâminas curtas, todos tinham conhecimento. Mas humildade, de fato, não era nem de longe o seu forte. — Quer que eu mate um veado com isso?


— Depende. Estamos falando do Sting, ou do cervo? — Gajeel Redfox, um dos dragões que habitavam Fairy Tail, perguntou sarcástico. Todos riram, exceto Gray Fullbuster, que permanecia com uma careta desgostosa desde o momento em que deixaram a tribo.


— Tire essa cara de quem chupou limão do rosto, Gray — disse Natsu, já impaciente com a atitude pessimista do outro. — Já sei que não veio por querer, mas não precisa ser tão do contra o tempo todo.


— O nome do "veado" que você tem que matar é Gamo Rei. O Galhudo, conhecido assim por ter a maior galhada. Tem que ser ele especificamente, e não outro cervo. — Gray suspirou.


— Tá, tá. Já disse isso umas cinco vezes, não sou surdo. Bom, quando vão começar a me preparar, hã? — o rosado cruzou os braços rente ao peito — O futuro Xamã Fullbuster já disse que meu corpo ia ser pintado, e toda essa palhaçada.


— Rito, Natsu, e não palhaçada. Tenha mais respeito pela religião alheia. — Hibiki e Gray se entreolharam significativamente, quase como se nutrissem da mesma sensação esquisita que as pessoas sentem quando cometem erros.


Infelizmente, Natsu não tinha aquela sensação naquele momento. Só conseguia pensar na cara de idiota que o Dragão Gêmeo faria ao ser amarrado com correntes na árvore mais forte da floresta enquanto um membro da Liga ia trepar com a sua virgem.


É claro que, como pessoas dignas, Hibiki e Gray discutiram muito com Natsu e Gajeel até decidirem que: se Natsu ia trepar com a virgem, que, pelo menos, ele mesmo matasse o Galhudo. Para que o ritual não fosse uma completa desonra à Deusa.

O rosado riu assim que a proposta chegou aos seus ouvidos. Mas compreendeu de imediato que não se tratava de desafiá-lo, e sim de puro respeito pela cerimônia. Normalmente, seu lado cético o impediria de aceitar a proposta. Todavia, como futuro líder, não a negou. O que deixou Gray e Hibiki bem satisfeitos.


— Peguem a tinta — Gray ordenou, passando a mão por seus fios negros. — Você ainda vai me pagar, Natsu. Pode ter certeza disso!


— Fica na sua, Fullbuster. Nada vai dar errado.


— É, pelo menos não pra você! Sinto pena da garota!


— Uma puta membro do Império — Gajeel enfatizou. Natsu concordou com um leve acenar de cabeça. — Só vai ter o pouco que merece. Veja se se diverte bastante, Dragneel. Pelo menos você! Porque eu e Gray vamos ter que segurar o veado do Sting na árvore até ele apagar de vez com tanta porrada.


— Fiquem de olho nas cabanas! Algum sinal de movimentação?


— Eles acordaram — Hibiki avisou, usando sua magia para monitorar os sacerdotes através de pesquisas que utilizavam sensor de calor para identificar seus alvos. — Ao que parece, estão arrumando as coisas.


— Então… é agora?


— A caçada pode demorar horas. — disse Gray, rolando os olhos conforme pintava o corpo de Natsu com os mesmos desenhos do livro que havia roubado de Porlyusica, a Xamã de sua tribo.


— Vamos seguir Sting de longe nos primeiros momentos — Gajeel explicou, dando de ombros. — Assim que ele achar o veado mór, eu e Gray pegamos ele, e você vai lá sentar a moral.

— Não vai ser muito difícil — Natsu riu.

[…]


Lucy deixou a cabana já pronta. Haviam envolvido-a com um manto vermelho de mangas compridas, estampado com os mesmos desenhos que haviam feito em seu corpo, exceto por um cervo nas costas.


Parte de si sentia-se estranha, graças ao corpo pegajoso devido às tintas.


A luz tocou seu rosto, e ela olhou para a frente, onde uma casinha de pedra – semelhante à cabana onde passara a noite – abria sua porta frágil e barulhenta, revelando um jovem alto, loiro e forte, no auge da juventude. O corpo de Lucy paralisou no mesmo instante.


Era ele.

Sting Euclife. Infelizmente, não pôde ver bem o seu rosto, pois o sol lhe atrapalhava a visão. Não lembrava-se totalmente do rosto do mais alto. As poucas vezes em que se viram, durante conselhos de guerra, a loira se sentira intimidada demais para olhá-lo por tempo suficiente.


Observou enquanto cobriam-no com pele não curtida nos ombros e em outras partes do corpo. Gordura de gamo fora passada em seu corpo, por cima das tintas. Em sua cabeça, fixaram galhos de cervo, e, quando o sacerdote disse algo que Lucy não compreendeu, Sting sacudiu a cabeça, para se certificarem de que estariam bem firmes.


A princesa reparou na forma como ele ergueu a cabeça, não tão graciosamente quanto um elfo o faria, e sentiu um calor percorrer-lhe o corpo com velocidade, atingindo-a com sensações novas nas partes íntimas.


Sentiu seus ombros serem segurados pela Xamã, que colocou em sua cabeça uma coroa de bagos vermelhos. Recebera as primeiras flores da primavera. A idosa retirou seu próprio colar feito de osso e ouro, colocando-o no pescoço de Lucy, que logo sentiu o peso não só do colar, como também de tudo.


Em sua mão um sacerdote colocou um tambor, feito de madeiras de arco, e sorriu para ela de forma encorajadora. O que, infelizmente, não a deixou menos nervosa. Nem mesmo Virgo estava por perto, e isso a deixou com mais medo do que já estava. Medo de Sting, medo de se deixar levar por tudo aquilo.


Como se viesse de longe, ouviu o tambor soar. Ela mesma o havia tocado, mas estava sendo levada para longe de si mesma. Espiritualmente falando. Como se a verdadeira donzela caçadora assumisse seu corpo. A magia fazia efeito, e consumia Lucy por inteiro.


Estavam num morro vazio e silencioso. Logo as orelhas pontudas da princesa puseram-se em ação, sem controlar sua natureza curiosa. Captaram, ao longe, os gamos movendo-se com seus pés leves, os cantos dos pássaros em seus ninhos. E, mesmo que não tivesse orelhas tão prestativas, poderia ter ouvido tudo aquilo. A vida daquele lugar parecia ser feita da magia mais pura. A primeira lua cheia da primavera tinha seu poder.


Virou o corpo na direção do rapaz com quem teria sua noite, e assustou-se ao vê-lo mais acima do morro, magnífico. Uma mistura bizarra de animal e homem. Ao lado dele, o sacerdote já segurava o tambor novamente – mesmo que ela não se lembrasse de tê-lo devolvido. Um silêncio solene se instalou pelo lugar, que aguardava, em expectativa, o início da cerimônia.


Lucy fechou os olhos durante alguns instantes, como fora orientada por Virgo a fazer, e, sem que compreendesse, palavras sagradas deixaram sua boca.


"Vai e conquista... corre com os gamos, rápido e ligeiro como as ondas da primavera... para sempre abençoados sejam os pés que te trouxeram aqui" mal podia acreditar no que estava dizendo. Só sentia o poder irradiando de si. Poder que não lhe pertencia. Apenas estava canalizado em seu corpo. Ela e a donzela eram uma só. — "Agora o poder do inverno foi quebrado, e a nova vida da primavera irá contigo e te levará à vitória... a vida da Deusa, a vida do mundo, sangue da terra nossa Mãe, derramado pelo seu povo...".


Ergueu as mãos, abençoando a terra, a floresta. O poder envolvia suas mãos com uma luz invisível. O jovem parou ao seu lado, e, incondicionalmente, ela o tocou no ombro, passando sua energia para ele, que imediatamente correu. Correu morro abaixo, em direção à floresta, onde a caçada teria início.


Lucy sentiu o corpo ficar fraco, e tombou no chão. Mesmo não sendo uma das seguidoras mais radicais da antiga religião, acreditava plenamente em tudo aquilo o que estava vivendo. E, acima disso, respeitava. Por isso mesmo uma parte de si sentia-se terrivelmente mal. Estava por trás de um esquema terrível montado por uma Bruxa. E pobres aldeões que mal sabiam disso.


[…]

Os gamos corriam agora. Toda a manada estava em aviso, e seu líder seguia mais atrás, dando-lhes o apoio necessário para a fuga. Quase como se avisasse aos cervos que estavam seguros na presença dele, porque, mesmo que incondicionalmente, a criatura já sabia que era ele o único alvo daquela caçada.


Não muito longe dali, Sting Euclife também continuava a correr. Tinhas as pernas movendo-se num ritmo frenético, e os olhos azuis fixos em sua caça. O sol já atingia o meio do céu.


Estava distraído demais com os próprios passos para notar que não corria só. Mais acima de si, nas árvores, três pessoas o acompanhavam saltando de árvore em árvore.


Parou subitamente entre alguns arbustos, notando que o Gamo Rei – o real, cervo – também havia parado, junto à sua manada. Suas mãos firmes foram em direção a faca que guardava na cintura, desembainhando-a.


Faria silêncio até que o animal o esquecesse, para, assim, atacá-lo sem erros.


Porém, antes que pudesse se recostar no tronco mais próximo, fora pego de surpresa. E a última coisa que viu antes de ser arrastado foram fios cor-de-rosa e um sorriso debochado.


[…]


Horas depois, quando o sol estava prestes a se pôr, o Galhudo retornou. Trazia o cervo morto consigo, e os sacerdotes logo trataram de cuidar da carcaça, arrancando-lhe a pele. A princesa tivera de marcar a testa do bicho com o próprio sangue, e logo em seguida o jovem Gamo Rei – o homem – sentou-se ao lado dela em frente à fogueira que havia sido preparada.


Se entreolharam por um breve segundo. Ambos tão cobertos de tintas e peles, que nem se quer pareciam eles mesmos. No entanto, ao olhá-lo atentamente, Lucy notou uma pequena diferença no tom de pele, e até mesmo nos músculos. Pensou ser apenas o efeito do vinho que serviram-na, combinado com a fome de dois dias de jejum.


Os galhos do Gamo Rei foram retirados de sua cabeça e lançados ao fogo. Agora ela era capaz de ver os fios loiros, e estranhou-os ao olhar mais atentamente. Por que nada parecia real desde que tomara aquele maldito vinho?


Ao seu lado, o rapaz começou a devorar a carne do cervo que os sacerdotes haviam colocado na fogueira. O cheiro forte da carne a deixou levemente enjoada, devido ao jejum, mas tratou de comê-la mesmo assim, sentindo-se oprimida demais para questionar qualquer coisa.


Ao redor deles, os homens e mulheres cantavam a canção do triunfo, num idioma que Lucy não compreendeu. O jovem também parecia não se importar com a música, preocupado demais com o vinho e a carne para fazer ou pensar em qualquer outra coisa.


Sentiu os olhos dele sobre si alguns minutos depois, analisando-a com uma atenção que julgou desnecessária. Ainda assim, Sting demorou-se na ação, sem se incomodar em ser flagrado. Mas quando Lucy finalmente virou o rosto na direção dele, ela reparou que ele estivera observando suas orelhas o tempo todo.


Por reflexo a princesa tapou-as, um tanto constrangida, sem saber ao certo o que havia de errado com elas. Notou um sorriso debochado adornar o canto dos lábios do outro, que havia observado sua reação, para em seguida virar a cara.


"Ele nunca viu uma elfa de perto?", ela se perguntou impaciente. Suas orelhas não eram tão esquisitas assim, ou eram?


Hótuli a Xamã tocou seu ombro, pedindo para que Lucy a seguisse. A loira franziu o cenho curiosa. Então ela falava o idioma élfico?


? (Agora?) — Lucy engoliu em seco. A mulher olhou-a durante alguns instantes, provavelmente traduzindo a pergunta mentalmente.


(Sim) — ela confirmou. -— Thou ar caris. Na vanwa puhta. (Você e ele. Para ter o coito).


A loira levantou-se meio bamba, coisa que não passou despercebida aos olhos do rapaz, que apenas riu seco. Alto o bastante para que ela ouvisse e se zangasse. Como ele ousava achar graça quando ela estava a poucos segundos de ter um ataque cardíaco?!


Sua cabeça rodava quando a levaram dali, retirando seu manto e fazendo novas pinturas em seu corpo. O bico dos seios e a testa foram marcados com sangue do gamo abatido. Outra máscara fora colocada em seu rosto, para que se parecesse mais com a donzela caçadora original, representante da Deusa.


As sacerdotisas cantarolavam uma canção ritmada, e um tambor batia ao fundo. Por um momento, Lucy observou uma menina correr completamente nua, pintada dos pés a cabeça de um azul forte, e se perguntou se havia enlouquecido de vez. Sua educação, seus modos. A princesa dos elfos ali, comendo carne e nua feito uma bárbara.


Mas o peso na consciência só durou até a lua aparecer em meio ao céu. Antes estava coberta pela montanha, mas quando exibiu-se no meio das estrelas, Lucy transformou-se. Se dúvidas e incertezas a consumiam antes, agora ela tinha todo aquele poder em si de volta. A mágica corrompendo seus instintos élficos naturais.


Distraída pelas sensações, só voltou a raciocinar quando colocaram-lhe uma grinalda de flores vermelhas em torno de suas virilhas. Engoliu em seco, assustada com o simbolismo poderoso em torno de sua virgindade, que agora pesava. Então seria agora. Perderia seu bem mais valioso.


A Xamã acendeu uma tocha, e guiaram Lucy através do mato para uma caverna separada e escura, onde outras tochas foram acesas metodicamente. Nas paredes rochosas haviam desenhos com os mesmos símbolos. As fases da lua, o gamo, seus galhos, e o ventre da mulher estufado com uma nova vida.


Deitaram-na numa cama improvisada feita de peles de cervo. Mais uma vez, a insegurança a atingiu, e ela sentiu frio. Muito frio. A Xamã, que a observava atentamente, sorriu fraco, abraçando-lhe brevemente.


Valto (Sorte) — ela desejou, para então deixar Lucy sozinha na caverna cuja luz era fraca.


Lucy ficou deitada ali imóvel, após cobrir-se com as peles que felizmente haviam tido a decência de limpar. E, mesmo que o cheiro não fosse dos mais agradáveis, a loira sentiu-se um pouco melhor depois de coberta. Menos exposta.


Pensou no que Virgo lhe dissera no dia anterior, sobre ficar por cima. Não havia cogitado a possibilidade até então, mas realmente não queria ser submissa todo o tempo. Desde que a bruxa aparecera em sua vida, tudo não passava de obedecer quieta as ordens dos outros. Até mesmo todo esse ritual. Não fora capaz de pará-lo se quer uma vez, e olha que ela era a legítima herdeira de todo um reino no poder há séculos.


Os gemidos das mulheres do lado de fora da caverna eram altos. No próprio caminho ela vira mais do que queria, incluindo a menina pintada de azul, que fora agarrada pelo corpo de um velho caçador, tendo suas pernas violentamente abertas.


Não, ela não queria aquilo para si. Se teria de entregar seu corpo por seu povo, ela não hesitaria em fazê-lo. Mas teria de ser da sua forma.


Quando viu a figura do loiro – nu – surgir à porta da caverna, o coração de Lucy praticamente saltou para fora dela através de sua boca. Um nervosismo misto ao medo e à insegurança tomou-lhe por completo, e ela teve vontade de correr o mais rápido possível, para o raio que a partisse.


O rapaz também tinha a parte íntima coberta pela grinalda, e o corpo suado. Estava meio zonzo – tal como a loira – devido à bebida, mas não hesitou ao aproximar-se. Parou apenas a poucos passos da cama improvisada, olhando-a atentamente.


Lucy ergueu-se, abraçando os próprios joelhos para cobrir seus seios que – ao menos em sua opinião – eram vergonhosamente grandes. Ele seguiu seus movimentos com os olhos escuros, e curvou o corpo levemente em sua direção, apoiando as mãos na beirada das peles.


Ela pensou que ele diria algo, só por educação, mas ele não o fez. E não porque não falassem a mesma língua. Dragões e elfos eram suficientemente espertos para entenderem diversos idiomas, exceto pelo élfico.


Num movimento que a loira não captou, ele puxou um de seus tornozelos com força, arrastando-a para mais perto de si. Sua postura dizia sem palavras um claro "Não ache que isso é inocente". E ela compreendeu. Tanto que fez menção de chutá-lo com força total. Um grande, grande, erro. Assim que suas pernas se separaram, o dragão aproveitou-se da situação, agarrando seus dois tornozelos e afastando-os ao ponto de ter a visão completa do que a loira tinha a lhe oferecer.


Ele não a encarava nos olhos, e isso a irritou. Profundamente. Sua raiva só aumentou quando ele segurou em sua cintura, fazendo força para colocá-la de costas para si.


O discurso de Virgo novamente invadiu os pensamentos da princesa. Ele faria como ela previra. Iria invadi-la por trás.


! ( Isso não!) — ela gritou, mesmo sabendo que ele não compreenderia. O loiro parou, olhando-a com irritação. Mas, acima da irritação, havia surpresa. E Lucy se aproveitou dessa surpresa. Girou o corpo, segurando-o pelos ombros e empurrando com o seu próprio peso o corpo do outro, na intenção de deitá-lo.


Sting olhou-a com atenção. Estava incrédulo, mas logo o sentimento passou. Um sorriso divertido ilustrou seus lábios, e ele pôs os braços cruzados atrás da nuca. E a atitude dele a deixou mais abalada do que se ele tivesse se recusado a deixá-la ficar por cima. Devia ter pensado melhor no que faria, caso ele aceitasse a investida.


Já o rapaz só conseguia pensar na imensa vontade de rir. Sua excitação crescia a cada segundo, toda vez que seus olhos desciam aos seios da loira, que subiam e desciam conforme sua respiração acelerava. Mas a ereção só se formou quando ela subitamente apoiou-se em seu peito, e sentou em cima de seu pênis, que instantaneamente ficou duro.


E ela o sentiu, pois engoliu em seco, nervosa, sem saber ao certo o que fazer.


Dessa vez, o Gamo Rei decidiu ajudá-la. Suas mãos, antes atrás da cabeça, posicionaram-se na cintura dela com firmeza. Um lampejo de insegurança estampou os olhos da loira, para logo em seguida dar lugar a um novo brilho, que o fizera pensar que talvez existisse um lado diferente dela.


— Eu… — ele parou, forçando o tom rouco ao máximo, para que não ficasse semelhante ao original. Felizmente, a bebida o ajudou nesse ponto. — Seria bom se me deixasse fazer isso só pra… abrir caminho — tentou explicar. Normalmente preferiria apanhar à ter que ficar por baixo no sexo. Mas era uma desconhecida, e lhe causou sensações desconhecidas, acima disso. Poderia se dar ao luxo de deixá-la guiar. Só que doeria ainda mais se estocasse nessa posição sem que ela estivesse preparada. E o discurso moralista de Gray ainda jazia em seus pensamentos.


Deduziu que ela só falasse élfico, então apenas suspirou cansado, desistindo. Já ia puxar os quadris de encontro quando ela tocou seu abdômen, deixando a mão vagar graciosamente por ali. Os pelos do “loiro” arrepiaram-se, e o calor voltou a consumi-lo. Calor que já fazia parte dele por natureza. Podia notar pela própria mulher acima de si, que já suava devido a sua temperatura.


— Você é quente — ela sussurrou, bem baixinho. Ele riu de forma debochada, girando os corpos, e tendo a permissão dela para isso. Olhou para os lábios da garota, em algum lugar dentro de si tentado a prová-los. Sting queria beijá-la, ele realmente queria. Mas o peso na consciência o atingiu. Um beijo seria uma demonstração de afeto, e ele não nutria esse tipo de sentimento por ela. Apenas nojo, e sede de vingança.


Tocou a bochecha macia e pálida da elfa, para logo em seguida levar seus lábios aos seios dela. Sua língua brincou com o mamilo que enrijeceu rapidamente, e tratou de deixá-lo bem molhado, brincando com a firmeza do botão. Chupou-o com força, e ficou satisfeito ao ouvi-la arfar alto, segurando seus fios.


O outro mamilo era apertado entre seu indicador e o médio, que girava-o vez ou outra, provocando outros sons pecaminosos partidos da mulher. Se aquele dragão tinha um fetiche, certamente era por seios. E seios grandes como os dela, que lambeu até sentir seu próprio sexo doer em antecipação.


Mas Lucy estava impaciente. A brincadeira lhe deixava ansiosa e enlouquecida, mas não tanto quanto imaginou que seria. Levou a mão exploradora dos músculos frontais até o pênis do dragão, que rugiu ao senti-la envolvê-lo com firmeza. Os olhos escuros dele fecharam-se em deleite, conforme ela o pressionava com uma segurança nova, experimental. E, o gemido que o jovem deixou escapar só a instigou a continuar os movimentos.


Ela escorregou a mão em direção ao ápice do pênis, e acariciou a ponta da glande em círculos, usando o líquido que saia como lubrificante. Logo tratou de fazer movimentos de vai e vem. Não compreendia o que estava fazendo, mas os suspiros do homem a diziam que estava dando certo.


Mas Sting era um dragão. Ele não esperaria tão pacientemente assim. Dessa forma, puxou os pulsos dela violentamente para si, pondo-os acima dos fios loiros dela. Mordeu-lhe o queixo vagarosamente, distraindo-a com mordidas e selos que iam descendo em direção ao pescoço, até tornarem-se beijos mais quentes, com a língua dele causando sensações incríveis na pele agora avermelhada da elfa. Lucy gemeu quando ele chupou-a ali com força. Estava entretida com os beijos molhados, segurando a nuca do outro, sentindo-o posicionar-se entre suas pernas com um olhar provocante.


O dragão roçou seu joelho na parte íntima de Lucy, que já estava pra lá de molhada, fazendo-a gemer alto, puxando seus fios com força. Distraiu-a com novos chupões fortes, e logo depois sua mão passou a massageá-la lá embaixo, demorando nos lábios da vagina até invadir totalmente o órgão, lenta e ritmadamente. E quando ele tocou seu clitóris, ....o gemido dela não enganou nem a si mesma.


Levou a mão livre dele ao seu seio direito, obrigando-o a tocá-la mais, e, bem, o dragão não se importou de fazer esse favor. Desceu os beijos pelo vale entre os seios, até chupar um dos mamilos – o livre – com força, e diversas vezes. A sensação era tão enlouquecedora, que Lucy Heartfilia esqueceu totalmente da mão que estava em sua intimidade. Portanto, não notou quando ele posicionou-se melhor entre suas pernas, e seu pênis cutucou sua entrada úmida e necessitada.


Ele chupava e lambia seus seios tão freneticamente que a loira se perguntava se era algum tipo de vício. Até que um grito – como nenhum outro que jamais dera – escapou de seus lábios, e a dor substituir o prazer durante alguns instantes. Ele havia penetrado-a de uma vez só. Tudo aquilo, fora mera distração.


Lumna! dizer que ela estava com raiva, seria pouco. A dor mista ao orgulho ferido a fizera girar ambos os corpos na “cama”, colocando-se por cima do Gamo Rei, que olhou-a com as duas sobrancelhas erguidas. E ela ergueu apenas uma em resposta, provocando-o, para, em seguida, rebolar em seu colo com vontade, fechando os olhos enquanto deixava que o prazer tomasse-a novamente.


O dragão estava entregue. Arfou, segurando sua cintura, e ajudando-a com os movimentos. Conforme ela rebolava, ele erguia o quadril, aprofundando-se dentro da loira, que gemia alto. Suas mãos foram aos seios dela – pela terceira vez – e apalpou-os desejosamente, olhando-os como se fossem a obra de arte mais bela.


Logo ele trocou-os de posição novamente, ainda sem aumentar a potência, embora fosse exatamente isso o que seu interior desejava. Ele retirou apenas uma das mãos dos seios dela, e acariciou sua bochecha macia, perdendo-se na visão durante alguns instantes.


Ela gemeu como nunca, e a Deusa sabia o quanto desejou ter gemido o nome dele. Mas não o fez. Não porque não soubesse, apenas porque, de alguma forma que não soube explicar, não faria sentido dizê-lo ali.


O ritmo tornou-se mais rápido. Ela sentia seu corpo sendo prensado na cama improvisada com mais intensidade, e o calor era a parte mais incrível. Parecia que o corpo acima de si estava em chamas, e, consequentemente, ela também. Sentia sua vagina se comprimir, uma sensação nova fazê-la contorcer-se de prazer.


Dava ligeiros gritinhos afeminados toda vez que ele acertava um ponto muito sensível, e arranhava as costas dele sempre que a excitação parecia estar prestes a explodi-la. Tocava os músculos dele, e, deixando sua mão vagar curiosamente, acabou por chegar as bochechas da bunda do loiro, que apertou com firmeza, fazendo-o arregalar os olhos.


Eles se entreolharam, quase com divertimento, e Sting apenas pressionou sua boca contra a dela, num selo rápido, porém diferente. Não era apenas sexo naquele momento, ela teve certeza. Havia uma coisa nova. Uma cumplicidade. E a reação dela fora tão estática, que erguera seu quadril de encontro ao dele, no mesmo momento em que ele a estocara com mais força, fazendo com que o contato fosse máximo. Os dois gemeram juntos e alto, mesmo sabendo que provavelmente toda a floresta já os havia escutado.


Com mais algumas estocadas, Lucy sentiu o líquido quente invadir sua intimidade num jorro demorado, ouvindo o som provocante sair dos lábios do mais alto, que tombou sobre ela, prensando-a com seu peso.


Alguns segundos depois ele virou o corpo, caindo ao lado dela nas peles. Infelizmente, a loira mal teve tempo de apreciar as carícias pós sexo. Ambos estavam exaustos do dia cansativo, e das noites mal dormidas. Dessa forma, não demoraram a simplesmente apagar.


Diferente do que ela esperava, quando acordou e tateou a cama, já sentindo a luz do sol invadir a caverna, não encontrou o corpo do amante ali, esperando-a.


Foi quando o pesadelo pessoal de Lucy Heartfilia teve início.

Notas finais
Bem, esse capítulo provavelmente ficou um pouco mais complicado de entender, eu sei. Peço desculpas por isso :/ É que eu queria algo bem detalhado e místico, e bem semelhante ao livro das Brumas de Avalon. Mas, enfim, espero que tenham gostado. E, principalmente, que os que puderem deem suas opiniões nos comentários, pra Tia Marie ficar feliz *-------* Adios, e até o próximo!