Fairy Tail: Operation Fairy Back
9 Capítulo 9 – O misterioso encontro de cana
Notas iniciais
Pov Cana:
O elemento seguia dirigindo o carro pelas estradas movimentadas das ruas de Londres, eu estava algemada no banco de trás e fui vendada para que não pudesse mapear o caminho visualmente. Enfim, ele tomou todas as precauções necessárias, fazendo paradas em alguns lugares afins para que pudesse me hidratar ou até mesmo fazer minhas necessidades íntimas. Estava atordoada, pensava em mil maneiras de fugir e nada me vinha à cabeça.
Nem mesmo uma ideia brilhante que fosse passou pelos mais sórdidos pensamentos. Também, poderia dizer que estava sóbria há pelo menos 4 horas, o que significa que aquilo era mesmo sério. Ele me levaria para julgamento e eu seria condenada, provavelmente a pena capital por ter supostamente me envolvido com um sujeito que está na lista dos maiores criminosos procurados pelas agências de investigação federal e, assim como pelos serviços de inteligência.
Algumas lágrimas me escaparam, não parava de pensar no quanto o pessoal sentiria minha falta e da saudade que sentirei deles. Pior ainda, é saber que o responsável por me conduzir até a luz dos tribunais, onde receberei minha sentença, é alguém que eu sempre tive uma certa admiração. Para não dizer uma queda pelo seu jeito de durão e a maneira como lida com as situações mais inusitadas. Talvez sinta falta desse idiota também. Pois mais do que isso, para mim, ele é alguém especial. De repente, o carro freou em uma pista deserta, num lugar calmo e com um clima gélido. Podia sentir o cheiro de orvalho, das rosas carmesim exalando seu aroma e agraciando a vista com sua beleza pecualiar em toda a região. Ficava em dúvida seriamente sobre para onde diabos nós paramos.
Ele deixou o veículo pela porta do condutor, e começou a falar alguma coisa em outro idioma que supunha ser húngaro. Não tinha proficiência nesse idioma específico, por isso, não compreendia exatamente o que ele estava dizendo e ficava curiosa com o que poderia acontecer. Suspendi um pouco a venda, dessa forma, pude vislumbrar sua imagem de um homem moreno e alto falando ao celular, enquanto tragava alguma bebida estranha direto do cantil, objeto este que retirou do bolso do seu terno.
Yoh estava de braços cruzados, sentou-se no capô do carro e observou a bela paisagem à sua frente em silêncio. Batia os pés no chão demonstrando certa ansiedade pelo que poderia acontecer nos próximos minutos. E eu ficava sem entender, me borrando de medo, tremulava à medida em que tentava dizer alguma palavra. Talvez fosse mesmo o medo, ou quem sabe era a ressaca batendo cedo.
– Y-Yoh, eu não estou me sentindo muito bem... Sabe? – Argumentei, confessando minha apreensão com aquele momento. – Será que não poderia parar em hospital ou em uma clínica? Essa beira de estrada é um lugar muito estranho.
– Eu até que poderia. Mas levar você para o tribunal e vê-la recebendo sua sentença é minha prioridade. – Respondeu ele em um tom sereno e sem dirigir o olhar para mim a qualquer instante.
– Entendi. E o que estamos esperando? Afinal, o juíz não deve ter o dia todo. – Comentei para descontrair o clima de tensão.
– O que foi? Está com tanta pressa assim em ir para trás das grades, que nem quer aproveitar seus últimos momentos de liberdade? Estranho… será que peguei a Cana certa ou fui enganado? – Ele inquiriu, fazendo-me engolir a seco as minhas palavras.
Rebusquei o meu olhar para vários ângulos dentro do veículo, em busca de algo que pudesse me ajudar a me libertar das algemas e eis que, me deparo, com uma arma. Uma pistola glock 9mm de cor prata, acabamento com revestimento, oxidada, cano 4,49 5ª geração e o pente tinha carga suficiente para 17 disparos.
Peguei a arma, soltei a trava, abri a porta do carro e a apontei em direção a ele.
– Yoh, não se mova ou eu atiro! – Ordenei, fazendo-o olhar para mim.
– Cana, vai com calma, o que pensa que está fazendo? – Perguntou o moreno, indignado com o que acabara de ver.
Ele levantou as mãos com cuidado e veio caminhando em minha direção.
– Está apontando uma arma pra mim? É sério mesmo? – Ele persistia na indagação franzindo o cenho sutilmente.
– Escuta, Yoh. Você não é o primeiro cara, e nem será o último que acabará sendo baleado por mim. – Afirmei com convicção.
Yoh aproveitando-se de uma deixa na minha posição, rapidamente me desarmou tomando a pistola de minhas mãos e em seguida, as segurou com delicadeza.
– A minha Cana, se quisesse me ferir, jamais usaria uma arma como essas. Pois estas lindas e delicadas mãos, não foram criadas por um Deus para serem maculadas com o sangue de um pobre diabo sem sorte no amor. – Ele confessava, encarando o meu rosto ora corado após ouvir aquelas palavras tão doces saindo de sua boca.
– Droga. Eu sempre caio nos seus galanteios, acho que você é o meu ponto fraco, afinal. – Resmunguei, desviando o olhar por um breve momento.
Yoh, por sua vez, acariciou as minhas bochechas, e lentamente percorreu seus dedos no meu lábio e podia sentir sua respiração quente acelerar junto da minha. Era uma sensação incrivelmente confortável, senti na liberdade de abraçá-lo de frente e fitar aqueles seus orbes negros perolados. Meu maior desejo naquele momento era beijá-lo, me atrever a depravar seus lábios pincelados em tons com as cores angelicais e ser levada para uma outra realidade. Um lugar onde só nós estivéssemos, sem nos importar com as consequências daquela relação complicada e cheia de perigos. Amar aquele homem era o meu destino, ou quem sabe o meu melhor castigo.
Enfim, quando nossos lábios estavam prestes a se tocar, um veículo de médio porte se aproximou e parou a poucos metros à nossa frente. Tratava-se de um furgão com vidros escuros,placa possivelmente clonada e do qual desembarcaram quatro elementos: Dois ficavam na retaguarda armados com um rifle e os demais se adiantaram indo em direção a nós dois.
Um deles aparentemente era uma esbelta mulher que gozava do auge de sua juventude, cuja idade deveria beirar os quarenta anos. No entanto, estava bem conservada, como se o tempo de maturidade fosse muito bem aproveitado. O seu parceiro, por outro lado, tinha olheiras de quem não conhecia uma boa noite de sono há anos. Cabeça raspada na navalha, padrão militar e um porte físico de invejar até grandes atletas da musculação. Digo isso, sem exageros.
O restante não era tão relevante, estavam encapuzados com toucas ninja, trajavam jaquetas e calças longas, diria que até certo ponto eram parrudos e suas mãos estavam calejadas, enfaixadas, o que me levara a intuir que poderiam ser lutadores e, eles estavam prontos para intervir, quando e se necessário. Por fim, podia notar os membros da frente trajando um conjunto de terno e calças que devem ter custado uma nota, saiu barato se comparado aos ganhos deles.
– Yoh, eles não parecem em nada com os reforços do departamento de justiça americana… – Afirmei categoricamente, olhando de relance para cada um dos membros do grupo.
– Foi o que disse a ela? Que iria para um tribunal? – Ela perguntou sarcasticamente, dando uma risada descontraída.
– Pelo menos o macacão laranja serviu bem nela. Me deixou excitado. – Yoh respondeu com um ar cômico.
– Yoh. Mas que droga é essa agora? Quem é essa gente? – O questionava, mas aquele idiota desviou o olhar e permaneceu em silêncio por mais alguns instantes.
– O acordo que mencionou antes… ainda está valendo? – O moreno indagou, lançando um olhar sereno para a não tão esbelta assim mulher.
– Mas é claro, delegado. A recompensa por qualquer informação útil que leve à captura do Ilusionista dos Cassinos, ou de partes envolvidas nos seus crimes é de US$ 275.000,00.
– Será que podemos fechar em US$300.000,00? – Ele continuava a negociar com aquela gente estranha.
– Yoh, é sério isso? Minha vida vale só míseros US$25.000,00 para você? – O questionei frustrada e bufando de ódio.
– Se acalme, minha Deusa ébria. São só negócios… – Dizia o moreno com chapéu de cowboy para me acalmar.
No entanto, meus nervos estavam à flor da pele. Me sentia ansiosa a cada minuto que passava.
– Desculpe bonitão, não vai rolar. É pegar ou largar. – Afirmou aquela mulher lançando um olhar desafiador para ele.
– Muito bem, deixe-me ver a maleta antes. – Yoh pediu, retribuindo o olhar.
– Andem logo, seus paspalhos. Mostrem a ele. – Ordenou ela para seus subordinados.
Assim eles obedeceram, sem mais questionamentos, retirando o objeto de dentro do furgão e o abrindo na nossa frente.
– Então é disso que se trata, Yoh? Você está trocando minha vida por alguns centavos a mais no seu plano de aposentadoria? – Meus olhos lacrimejavam, a minha voz era embargada e soluçava à medida em que algumas palavras tentavam escapar de minha boca.
– Ótimo, faremos a troca, então… Como combinado !
Ao dizer aquelas palavras, os dois elementos na retaguarda se moveram rapidamente e apontaram suas armas em direção aos outros dois membros daquele quarteto nada fantástico.
– Não se mexam. FBI, vocês estão presos! – Ordenou a dupla de agentes, até então disfarçados entre os criminosos.
As viaturas começaram a chegar, saídos sabe-se lá de onde e cercaram todo o perímetro. As equipes de outros agentes forneciam todo o suporte necessário, conduzindo os elementos sob custódia federal provisoriamente até uma penitenciária. Quanto a mim, bem, digamos que fiquei com um ódio tremendo daquele moreno estúpido por ter me enganado. Mas o clima de tensão passou, e fui esclarecida do que realmente estava acontecendo. Não conseguia conter minha vontade de enfiar um pé no rabo dele. No entanto, ao invés disso, nos curtimos debaixo dos lençóis em um hotel barato em algum lugar seguindo rumo a estrada afora.
– E você estava preocupada se eu iria te “entregar” para aqueles corruptos. – Falou Yoh, brincando com a situação de outrora.
– Não pense que só porque é bom de cama, que eu irei perdoar o fato de ter me usado. E se a negociação desse errado? – O indaguei fazendo-o pensar sinceramente no que fosse responder.
– Bom, eu tinha uma prisioneira no carro portando uma arma, e como percebeu, duas sombras fortemente armados e prontos para agir sob meu comando. Isso sem contar comigo, é claro, que também estava na jogada. Em suma, acho que ficaríamos bem. – Respondeu o moreno, despreocupado.
– Entendi. – Falei, me levantando da cama e caminhando até o armário. – Suponho que aqui dentro, irei encontrar roupas de mulher… – Prossegui, o provocando, enquanto revirava o guarda-roupa de cima pra baixo.
– Sério mesmo? Sou um cara tão previsível assim? – O moreno comentou em tom de sarcasmo, quase manifestando uma risada.
– Seu idiota. Já se esqueceu que estamos num hotel? – Relembrei ao memória fraca cujo distintivo estava em cima da mesa e suas roupas de outrora, perdida junto com as minhas em uma bagunça pelo chão daquele quarto.
O lugar não era um dos melhores que já estive, ambiente sem ar-condicionado, mal iluminado e ventilado pela pequena janela que dava para o lado de fora do quarto andar. Fiquei entediada, após passar parte da tarde ao lado dele, me vesti com algumas roupas que encontrei e subi na cama lhe dando um selinho.
Depois disso, caminhei para fora do quarto, desci as escadas porque só de pensar em usar o “elevador” já bate aquele trauma. Isto, posto que me recordava da missão da recaptura frustrada daquele pestinha fugitivo e como fui feita de idiota, seja por aquele pequeno bastardo ao escapar, seja pela Strauss que usou o tempo do cerco que montamos no local para se acertar com o bestalhão do Yuu. Afinal, o que diabos ela viu naquele sujeitinho? Acha mesmo que um desajeitado como ele poderia ser um agente duplo, infiltrado na nossa inteligência, seguindo propósitos filantrópicos e ainda não esclarecidos? Oras, eu já teria notado algum sinal se fosse o caso, embora esse idiota saiba preparar e quando me sugerir boas opções de bebidas.
Droga, parando um pouco para analisar a minha situação. Fui “sequestrada” pelo meu namorado, que estava se sentindo irritado pelo fato de ter recusado suas últimas dez ligações. Ele me levou para o meio do seu complicado trabalho de Marshall, em um dia em que estava transbordando de alegria e não imaginava como as coisas poderiam ficar mais difíceis do que pareciam. Então, ele me leva para cama, me mostra o quão selvagem pode ser um lobo solitário quando provocado e acabamos nesse hotelzinho de quinta categoria.
Mas agora, sentia uma saudade imensa deles. Talvez fosse a hora de me despedir, pegar um táxi e voltar para casa. Foi aí que me dei conta, de que havia deixado o celular e a carteira no quarto, um ódio tremendo tomou conta da minha consciência e cerrei os punhos com força, mordendo a ponta dos lábios. Pensei por um instante em voltar lá, mas no fundo sabia que acabaria me envolvendo, outra vez com ele.
De repente, um esbelto rapaz de cabelos castanhos e olhos em tons de violeta escuro, saiu do elevador acompanhado de duas esguias jovens. A primeira cujos cabelos eram azuis, a pele rosada e um sorriso arrebatador para as feras másculas. Seus seios eram consideravelmente fartos, se comparados com os da segunda mulher. Esta, por sua vez, era um pouco mais alta que a primeira, seus olhos eram da mesma cor de sua “amiga” e ambas usavam maquiagem artesanal que cobria os rostos, um toque especial nas bochechas e os lábios eram desenhados em um traço fino, muito sutil e dando um charme único ao sorrirem. Trajavam um kimono japonês de colorações distintas e detalhes estampados como pétalas de flores caindo, realçando o volume considerável dos bustos.
O referido cidadão, brincava com suas mãos fazendo aparecer e desaparecendo com um leque de cartas. Um truque velho, mas que as deixava ainda mais encantadas pelo estilo dele. Em seu rosto esboçava um sorriso confiante, dono de um olhar sereno e cheio de mistérios. Reparava também no seu cavanhaque estiloso e o jeito como vinha petiscando algum alimento no caminho. Até que nos esbarramos, irritada pela sua falta de percepção, reclamei e ele lançou um olhar sobre mim que penetrou no fundo da minha alma. Por um breve momento, comecei a vagar pelas nuvens, atravessando um oceano de emoções e sensações rítmicas, as batidas do meu coração começaram a acelerar e vagarosamente, o corpo seguia a fraquejar. Então, era assim que tudo iria acabar?
Quando me dei conta de que minha mente havia se perdido, após o contato com aquele indivíduo. Já me encontrava em outro ambiente, o corpo repousava sobre as macias almofadas de um sofá e que exalavam um estranho cheiro de um animal felino. Abria os olhos lentamente, fitando os cabelos azuis da figura jovem de um esbelto rapaz que aos poucos se aprontava para falar.
– Senhorita Cana, mas que alívio. Você acordou! – Animado, se pronunciava o idiota que estava “pegando” minha amiga Mira.
E falando das proezas da vida, eis que uma certa albina me encarou com aqueles orbes azuis perolados e com um ar de preocupação, começou a chamar minha atenção.
– Cana, sua louca, que bom que você voltou e está bem. – Aliviada, comentou a minha grande amiga Mira.
– Droga, o que foi o que aconteceu? – Perguntei, sentindo um peso na minha cabeça. Talvez fosse a ressaca ou alguma coisa estranha ocorreu.
– O seu namorado nos chamou, assim que te encontrou caída no saguão do hotel. – Explicava Mira, contudo, ainda estava confusa em como cheguei até tal situação.
– Ai, droga, eu não me lembro direito do que aconteceu. Em um momento estava com o Yoh, e depois… – Tentava explicar, contudo, minhas memórias estavam bagunçadas.
– Não se esforce tanto, idiota. Na certa, você passou dos limites na bebida, como sempre. – Comentou Mira, se esforçando para me animar.
– E o Mestre/Diretor? Ele está bravo porque sumi? – Perguntei evitando o contato visual com meus companheiros pela vergonha que sentia.
– Não se preocupe com isso, boba. O seu namorado assumiu a responsabilidade, e admitiu na frente de todos que só o que fez por amar você demais. E ainda desafiou o diretor, dizendo que repetiria a experiência. – Explicou Mira, o que só me deixou ainda mais irritada.
– Então aquele palhaço, inútil e idiota disse isso é? – Indaguei, esfregando os cabelos e respirando fundo. – Bem, será que agora que o perigo já passou, eu posso tomar um banho?
– É claro, deixa que eu a acompanhe até lá. – Disse Mira, em seguida me conduzindo com cuidado até lá.
– Dawnford, nem pense em espiar, ou eu juro pela sua futura esposa que arranco os seus olhos.
– Não se preocupe, eu prefiro ser degolado vivo do que ver uma cena dessas.
A noite de céu estrelado vinha se aproximando aos poucos, passei o restante do dia na casa do Dawnford, aquele idiota que me serve boas bebidas no Pub e aos cuidados de Mira, minha melhor amiga, acabei adormecendo na cama do quarto. Enquanto Yuu foi rebaixado e descansou no carpete da sala de estar. Horas se passaram ao longo da noite, quando os primeiros raios de sol refletiram pela janela em meu rosto ao amanhecer, acordei lentamente, caminhei me arrastando feito um zumbi até o banheiro. Eis que ouço um barulho estranho dentro do box, algo um tanto obsceno, acompanhado de gemidos altos. O casalzinho estava aprontando das suas, fico feliz por eles, mas creio que talvez fosse o sinal de que já era hora de voltar para a base.
Após o café da manhã, Mira me relatou que o mestre/diretor concedeu 3 dias de folga para mim e sugeriu que encontrasse algo para descontrair nesse tempo. Sem mais delongas, aproveitei a carona oferecida pelos dois, uma vez que minha casa não ficava muito longe e me despedi deles. Acenando enquanto eles seguiam para longe. Pois o diretor requisitou a presença deles nesta manhã para uma missão importante, a Strauss e o Dawnford pouco me falaram a respeito, e eu também procurei não saber de detalhes.
Peguei o meu smartphone, acessei o aplicativo da rede social e fiquei surpresa com as novidades que estavam rolando pela cidade. Segundo os principais veículos de imprensa e relatos de usuários, a Erza virou o centro das atenções ao regressar à cidade trazendo uma presa enorme de uma criatura selvagem abissal, e a arrastando por todo o trajeto com extrema facilidade. Aparentemente, discrição não é uma característica determinante dela.
Falando nela, a demônio escarlate, como assim estão a batizando, me deve €500 por ter perdido uma aposta com um cirurgião plástico. Ela fez isso de propósito, apenas por suspeitar de seus métodos, no fim as investigações revelaram que ele era inocente e o verdadeiro culpado por desfigurar as suas pacientes, era ninguém menos que um amigo que este profissional havia conhecido a poucos dias numa festa particular. Apesar da confusão toda, Erza recusou o convite dele de viajar ao seu país de origem, o Brasil e conhecer melhor as riquezas culturais e patrimônios da cidade de Ouro Preto.
Sabem, conforme ele nos contou naquele encontro, durante sua juventude ele praticou capoeira e isso explica muito da sua desenvoltura muscular, e a maneira como facilmente se articulava no seu jeito de falar conosco. Bom, se eu não tivesse um namorado que ficaria magoado caso eu só pensasse no assunto, e quanto a minha amiga Erza, bem, ela é uma solteirona mal-amada que segue uma disciplina rígida e não curte viver a vida adoidada como eu. Analisando por um certo ângulo, diria que estou em certa vantagem em relação à ruiva. Mas pensando agora estou curiosa, em que tipo de missão a Strauss e o Dawnford irão? E o que deve estar rolando com aquela loira que conheci no Pub essa manhã?
Fim do Capítulo 9.
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