Fairy Tail: Operation Fairy Back
1 Capítulo 1 – Natsu e Lucy pt 01
Notas iniciais
2º Por enquanto são 2 capítulos finalizados e o terceiro já está em produção.
3º Peço desculpas por eventuais erros, corrigi na pressa e espero ter ficado bom.
(London – 15h:18m:23s – Centro da Cidade.)
A cidade de Londres, capital de nossa amada Inglaterra, continua a exuberar mais uma vez sua elegância aos turistas que lá foram visitar. Suas ruas e avenidas que a ela cortavam era a mais espaçosa comparado as outras cidades e além de ser a mais bem desenvolvida comercialmente. Um pouco a frente encontramos apartamentos construídos cuidadosamente num tamanho que as fazia parecer um conjunto de torres gigantescas e ainda disputavam com as empresas que se estabeleciam em prédios vizinhos, era o lugar preferido dos estrangeiros o que consequentemente salientava uma atenção redobrada por parte das autoridades.
Hoje era um dia celebrável para todo o solo inglês, uma vez que era o aniversário da famosa – "Conspiração da traição da pólvora" –, onde um louco reuniu alguns homens e barris de pólvora pretendendo estourá-los no parlamento, local que receberia as figuras políticas mais importantes de toda a Europa e por um triz o plano quase teve seu êxito em eliminar o rei protestante Jaime I da Inglaterra. O sujeito foi traído por um de seus homens que notificou a inteligência e esta prontamente posicionou seus sete melhores agentes para combate-lo. Foi um dia de muito terror e de surpresas inimagináveis por entre aqueles que estavam por lá, uma operação que resultou na morte de muitas pessoas queridas em sua agência, além claro de suas próprias famílias recebendo uma notícia desse tipo sem o menor preparado psicológico para a situação.
Como resultado da operação a ameaça de codinome – "Zeref" – foi neutralizado e levado sob custódia para um dos presídios de segurança mais complexos do mundo, local onde está sendo mantido até hoje agora com um ambiente aparelhado e cuja as saídas estão fortemente protegidas por soldados munidos de armas especiais designadas a impedir a movimentação do alvo ou até mesmo eliminá-lo caso forneça resistência. Desde então a cidade tem vivido momentos de paz, apenas com uma onda de crimes controladas pelas autoridades locais e mais algumas bagunças causadas por um certo serviço de inteligência que viria a conhecer muito em breve.
O meu trem acabava chegar na estação da cidade depois de algumas horas de viagem. As portas se abriram e junto aos outros passageiros deixei o veículo do jeito em que nos fora concedido, sem restos de comida nos bancos ou embalagens de biscoitos jogados no chão. Segui pela plataforma até me deparar com uma placa estancada no centro do teto onde informara a direção dos distritos, de lado se estivesse querendo ir para os distritos norte e sul deveria seguir para a esquerda e caso desejasse ir para os demais distritos era só ir pela direita, um pouco fácil para quem havia acabado de pintar no pedaço e a melhor parte descobriria não muito tarde. Continuei o meu caminho indo para a direita, pretendia chegar ao banco regional de Camberwell situado no centro da cidade e a pé levaria cerca de 50 minutos ou mais tempo para chegar até o lugar, por isso a melhor opção era pegar um taxi até lá. Já havia realizado uma pesquisa na rede antes sobre o local, como seus pontos de ônibus e áreas de grande circulação de taxis.
Ainda assim peguei o meu celular no bolso de minha jaqueta branca com detalhes em um azul claro, liguei ele segurando no pequeno botão ao lado e esperei alguns minutos até o sistema estabilizar. Era um daqueles celulares da moda com câmeras de alta resolução integradas e uma tela sensível aos toques, para quase tudo que se precise hoje existe uma rede de aplicativos programados para essas plataformas que atendem as necessidades mais básica de um usuário. Selecionei dando um click sobre o aplicativo chamado – "London Next Taxi" –, ele listava a localização do ponto de táxi mais próximo e a quantidade de carros disponíveis para viagem. Caso recebessem um pagamento adiantado um veículo irá se dirigir em alguns minutos até o seu cliente e se não puder pagar no momento o cliente deverá fornecer uma referência para onde o pagamento deverá ser buscado.
De acordo com as informações do aplicativo o ponto mais próximo situa-se no prédio da associação britânica de advocacia, uma das construções mais antigas da cidade e cuja estrutura histórica apesar das reformas ainda manteve-se com o seu visual baseado nas pinturas de um famoso artista sobre o império romano. O lugarzinho ficava a oito minutos a pé de onde estava, sem escolha me dirigi até lá tomando cuidado com qualquer sujeitinho que manifestasse um olhar suspeito ou qualquer um que tentasse esbarrar em mim. Porém era difícil notar algum olhar fora do comum, uma vez que de minhas curvas definas até as partes avantajadas já chamavam muito atenção e além disso ainda tinha meus volumosos seios uns tantos mais fartos comparado as demais mulheres que por ali passavam. Procurei andar mais rápido, estava ficando seriamente irritada com os assobios maliciosos vindo do outro lado da rua e seus comentários nada motivadores.
— Tome cuidado, senhorita loira! – exclamou um dos sujeitos, dando uma risada sádica logo em seguida.
Não demorei muito a avistar aquele lugar para minha sorte tinha uns cinco carros livres, porém a maioria encontrava-se vazio e apenas um deles contava com seu motorista. Fui me aproximando devagar do carro, a janela estava aberta e o homem que aparentava ter por volta dos 35 anos acompanhava as notícias em seu jornal. Ele tinha um cavanhaque engraçado e a julgar pela posição dos olhos supunha que ele deveria ser vesgo, suas mãos eram calejadas típicas de algum lutador ou fuzileiro naval, ainda havia uma marca ousada de uma serpente tatuada em um de seus braços o que confirmava a segunda hipótese. Sobrepus-me em cima da porta, fitei o sujeito por entre os cílios e com um tom de voz provocante já havia me preparado para o diálogo com ele.
— Boa Tarde, senhor taxista. – O cumprimentei gentilmente, esboçando um singelo sorriso afim de encantá-lo com o meu carisma.
— Olá madame, está perdida? – Perguntou ele, sem retirar sua atenção daquele pedaço de papel.
— Não. – Respondi a ele. – Eu apenas vi o seu carro disponível aqui e achei que poderia me levar até o banco...
— Achou errado, esse carro não está disponível no momento. Aliás, nenhum carro desse lugar está. – Disse ele, em um tom sereno e que soava com certa ironia.
— Espere um momento. Por um acaso você não está sendo sarcástico, não é? – Indaguei a ele.
— Isso depende do que considera sarcástico, senhorita... – comentou ele, finalmente dirigindo seu olhar para mim o que o fez se calar por alguns instantes. Estava me medindo da cintura para cima e não parava de olhar para o decote de minha jaqueta.
— Acho que meu nome não importa a essa altura, afinal como me disse antes, o seu carro não está disponível... – retruquei ao moreno, em seguida dando meia volta e iniciando um novo trajeto dessa vez seguindo até o destino.
— Ei moça, espere aí! —Exclamou ele, após sair de seu carro. – Eu só estava brincando, ande eu levo você até o banco. – Continuou ele a se desculpar, com algumas gotas de suor escorrendo por sua testa.
Não dei a menor atenção para suas palavras naquele momento, estava muito chateada para não dizer brava com sua gracinha. Ainda assim reduzi os passos esperando escutar de sua boca algo que fosse de meu agrado e insisti encenando em minha desistência. O moreno ficou sem o que pensar, não sabia o que fazer para que pudesse me convencer e arriscou dizer a última coisa que alguém em sua posição diria a qualquer outro cliente.
— Escute, se você voltar e me deixar te levar até o banco. Eu garanto que irei cobrar menos de 20 Euros pela corrida. – Enunciou ele, em alto e bom tom que pode ser ouvido até na esquina mais próxima de lá.
Retornei agora mais animada do que antes e confiante de que poderia chegar ao destino sem me atrasar, assim pelo menos exigia do sujeito que concordou em pegar a estrada mais rápida e iria cortar caminho quando oportuno. Já estava dentro do carro, ele pressionou o botão ao lado do volante que trancou fechou as janelas e acionou o ar-condicionado, não havia percebido aquilo quando tinha entrado e creio que se ali tivesse uma arma meu mundo estaria perdido. Ele girou a chave para os lados, o motor ainda estava aquecendo e por isso não conseguiríamos ainda seguir viagem.
Quando finalmente escutamos o som estridente indicando que ele estava pronto para prosseguir viagem, ao mesmo tempo um estrondo que acompanhou de uma explosão do quinto andar do prédio chamou nossa atenção e o sujeito apenas pisou fundo no acelerado ao notar os dois corpos que voaram de lá caindo por cima dos outros carros detrás.
Saímos de lá tão rápido que parecia ter embarcado em um jato, não consegui ver muito do que tinha acontecido lá ou quem eram aqueles caras que voaram pela janela. Mas por um segundo, antes do carro dar a sua partida, cheguei a ver uma figura de cabelos rosados trajando um terno que supunha ser caro. Infelizmente não pude olhar o seu rosto ou qualquer outra característica física que me ajudasse a identifica-lo, porém tenho certeza de que era humano ou ao menos aparentava ser um.
—Está tudo bem, senhorita loira? – Perguntou ele, em um tom de profunda preocupação.
—Sim! Não precisa se preocupar. – Respondi a ele, franzindo o cenho em sinal de afirmação. – Por um momento apenas pensei ter visto alguém familiar.
— Familiar? Seria familiar tipo um amigo, namorado ou marido? – Questionou o sujeito.
— Claro que não! – Esbravejei, escondendo as róseas maçãs de meu rosto agora em uma forte coloração de vermelho, minha pulsação aumentou gradativamente a medida em que me lembrava daquele comentário inútil e a respiração se intensificava em conjunto.
— Acalme-se, senhorita loira, estava apenas fazendo uma piada. – Explicava o moreno, dando sua típica risada sarcástica.
—Eu sei, mas essas brincadeiras estão começando a me deixar nervosa. – Informei a ele, tentando buscar um pouco de calma para não complicar a situação ainda mais.
Um silêncio pairou durante alguns momentos desde o nosso último diálogo, aproveitei aquele espaço para apreciar a vista da cidade pela janela e sendo sincera foi a experiência mais maravilhosa de minha vida. Quando era criança meus mestres particulares sempre me falavam sobre a vida além dos espaços da Califórnia, sempre que possível traziam alguma lembrança de suas viagens ao exterior e fotos dos pontos turísticos mais frequentados. O meu pai era um homem muito rigoroso com tudo que entrava naquela casa, raramente me permitia acompanha-lo em seus voos executivos para o México, Chicago ou até mesmo ao Japão, país este que visitou muito nos últimos anos e quando o questionava me respondia da forma mais rude do mundo alegando estar em viagem de negócios. Já perdi as contas de quantas vezes ele me repetia essa mesma ladainha e das lágrimas que derramava a cada noite em que me lembrava delas.
Apesar de tudo hoje tenho uma nova chance de descobrir o mundo sob uma nova mais amadurecida e sem ter em mente aquela preocupação de um velho homem ditando cada uma de minhas ações. Ficava fascinada com cada jogada de olhar por aquelas esquinas vendo umas crianças correndo sem nenhuma preocupação pela estrada, carregando em suas mãos seus brinquedos prediletos e mais atrás seus pais os acompanhavam. Do outro lado das esquinas os ambulantes vendiam seus doces achocolatados, frituras dos mais variados tipos e os suculentos sanduiches de carne, salsicha, frango acompanhados de diversos molhos.
Só de imaginar provando tudo aquilo ficava com água na boca e o estômago sem timidez alguma roncou com tanta força que o tal motorista até se espantou. O sujeito em decorrência da cena, assistindo pelo visor na frente do carro a situação com muito bom humor por sinal. Eu por outro lado evitava qualquer tipo de olhar ou comentários sobre isso, mas ele foi ainda mais longe seguindo com o carro pela pista sentido lateral esquerda do cruzamento e reduziu a velocidade ao avistar um trailer pintado em cores chamativas num misto de vermelho e com detalhes amarelos.
Além disso tinha um desenho no centro de um círculo onde em seu interior ilustrava um pão suíço atravessado por uma salsicha no meio, atrás um enrolado de nacos fritos, próximo a um sanduiche de hambúrguer com esporos de gergelim para decoro. Essa era a marca do estabelecimento conhecida por muitos da região e sua assinatura era nas bordas do círculo, onde escreverá o nome da loja – "Lawrence & Snacks – Foods For Fun!" –, algo que significava em resumo: "Comer para se divertir".
Uma mensagem bem nobre da parte do dono para conscientizar os seus clientes, talvez fosse por isso que não havia muitos e a julgar pelo número de pessoas que passavam por lá sem dirigir aquele olhar de desconfiança no lugar, não encontraria boa freguesia por um longo tempo. Ao chegar ele estacionou o carro — sem buzinar ou avisar sobre sua repentina chegada — próximo da lateral do trailer, deixou o veículo por um momento pela porta a sua esquerda e se aproximou em passos lentos do trailer apoiando-se no suporte de aço, onde despachavam os pedidos realizados. Ele bateu duas vezes na tal mesinha anunciando dessa forma a sua presença, mais aos fundos no interior daquele veículo saiu outro moreno de tranças ainda mais longas e uma barba volumosa que não aparava por muitos dias.
O indivíduo era um pouco diferente do taxista, isso pois, não só mancava a medida em que se prontificava a atende-lo como também os seus olhos pareciam não sair lugar em um só minuto. Diria com isso que ele deveria ser alguém muito convicto com a presença daquele cliente ou no mínimo era cego o suficiente para não perceber o tipo de sujeito a qual estava para atender.
—Han, ora, ora vejam só o que o vento trouxe hoje por aqui. – Afirmou o moreno, com um tom de ironia a situação. – Se não é o Malcolm olho torto por aqui. O que faz uma hora dessas longe de casa garoto? – Continuou ele a provocar, dessa vez questionando num certo tom de sarcasmo.
—Esperando o velho retribuir um imenso favor, e, devolver a lancheira da minha amada isabelle. – Retrucou o taxista, dirigindo um mortal ao sujeito e esboçando um sorriso sádico em seus lábios.
Os dois em seguida gargalharam como nunca haviam o feito antes, se abraçaram num respeitoso cumprimento entre dois grandes irmãos e no final apertaram as mãos selando a boa amizade que tinham.
— Escute Murphy, estou com uma cliente faminta ali. — Comentou ele, apontando para trás. -
— Haha! Eu já tinha percebido isso. — Informou o velho. — Posso ouvir os roncos daqui.
— Então meu velho, o que arranja para essa situação? — Perguntou o moreno, em um tom desafiador para ele.
— Hum. Deixe-me ver aqui... — Começou ele, refletindo por alguns momentos no que iria dizer a seguir. — Acho que o novo mega completo por conta da casa resolve. — Sugeriu Murphy, gesticulando positivamente com a cabeça.
— E então senhorita loira, o que vai querer? – Indagou o olho torto. – Aproveite enquanto o velho está de bom humor.
— Não, obrigada, acho que consigo aguentar até chegarmos lá. — Disse a ele, esboçando um sorriso forçado no canto dos lábios.
O velho se enfureceu com aquelas palavras, resmungou alguma coisa que não conseguia escutar e jogou aos poucos os ingredientes no pão, a farinha te manteiga por debaixo, a maionese com ketchup no meio junto a duas salsichas, por cima apenas a cobertura de molho de tomate enfeitando por fim com milho, ervilha e a batata de palha.
— Fiu, loira! Parece que você feriu o orgulho dele. — Murmurou o moreno, falando como se não soubesse o que iria acontecer em seguida.
Ao dizer isso Murphy abriu a portinha de seu trailer por onde saiu em uma cadeira de rodas, ele se aproximou devagar com uma bandeja improvisada de madeira trazendo aquele cachorro quente e meio sem jeito naquele momento aceitei pegar o alimento, o comi em silêncio durante o resto do trajeto até chegarmos próximo ao banco. No lugar havia uma multidão aglomerada em torno da entrada, um pouco a frente deles estavam alguns policiais empunhando suas espingardas feita de um acabamento de fibras em cor preta e alguns detalhes em prata, além disso ela possui um cano longo de fina espessura com uma espécie de dentes de metal por debaixo do cano.
Alguns seguranças particulares de minha família usavam armas parecidas, porém não de uma forma tão descarada a o ponto de dar medo em que nos visitava, agora dizer que isso não os intimidava ai já é outra história. Uma cena como aquelas não se via todo dia e mais estranho ainda era a minha curiosidade nos fatos. Havia algo roendo dentro de minha cabeça dizendo para observar mais atentamente aquela cena — coletar informações necessárias para processar aquela cena, buscar ouvir as pessoas próximas, coisas do tipo. — .
—Eh... Senhorita loira, acho que eles não estão abrindo contas no momento. — Comentou ele, tentando descontrair a situação com uma piadinha infame.
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