Fairy Tail Next Generation - Éclair Fata Arco 1
10 Parte 9 - Eeath
Parte 9
Eeath
O Hall da guilda de Fairy Tail esvaziava-se rapidamente, eram por volta das dez da noite e portanto estavam todos a ir para casa. Eu entretinha-me a lavar a loiça que Leo me ia entregando ao balcão.
—Ainda falta muita loiça? – Perguntei-lhe eu agarrando uns pratos que ele me tinha trazido. Ele virou-me as costas e fungou do nariz.
—Não muita…- Murmurou com uma voz fraca. Suspirei sem paciência.
—Ainda assim estás? – Questionei aborrecido.
—Desculpa Senpai!... A culpa é toda minha por estarmos aqui! – Exclamou ele tentando afastar as lágrimas. Suspirei de novo parecendo cada vez mais irritado.
—Ahhh… O que ei de eu fazer contigo…– Murmurei sem paciência.
“O mestre tinha acabado de sair à uns 15 minutos quando a bola de lacrima começou a tocar novamente. Ia para atender mas Briya impediu-me.
—Eu sou a mestre quem manda sou eu, quem atende chamadas sou eu! – Exclamou atendendo a bola de cristal.
—Olá Skumbriya! Como tens estado minha querida? – Perguntou uma mulher de cabelos vermelhos. Era a mestra de Fairy Tail, Erza Scarlet.
Ela e Briya sempre se deram muito bem… afinal eram muito parecidas… demasiado parecidas… Ambas tinham um cabelo vermelho cor “Escarlate”, ambas utilizavam a magia Requip e ambas pareciam ser bipolares… com isto eu quero dizer que tanto podiam estar a falar alegremente com uma pessoa como de repente poderiam estar a matá-la… não muito agradavelmente. Mas pronto... Existem pessoas para tudo não é verdade?...
—O Laxus não está por aí? – Perguntou Erza depois de uma pequena conversa com a sua amiga.
—Não… ele acabou de sair… ao que parece algo aconteceu à Val e ao Raiden… Ele foi agora para SaberTooth… — Informou Briya.
—Otimo! – Exclamou Erza batendo as palmas. – Preciso de um grande favor teu… — Murmurou a mulher desesperada. Arrepiei-me, a Erza precisar de um favor?...Nunca era nada bom… – A Kinana sentiu-se mal esta tarde e eu mandei-a para casa... por isso eu agora não tenho ninguém para cuidar do bar e isto está uma confusão… o Jellal está a tratar de algumas coisas por agora mas ele tem andado muito cansado com o trabalho do concilio e eu queria que ele descansasse hoje… não tens hipótese de me mandar uns membros para me ajudarem?
—Claro Erza… O Eeath poderá ir… — Começou ela, porém assim que ouvi o meu nome ser introduzido na conversa interrompi-a.
—EU!? – Disse perplexo deixando cair o copo que limpava. Olhei-o enquanto este se desfazia em pedaços.
—Bolas Eeath já é o quinto copo este mês… a ver se paras de partir loiça… qualquer dia andas a beber de copos de plástico que até te lixas! – Exclamou Briya irritada olhando-me seriamente.
—Mas Skumbriya eu sou necessário aqui… — Disse desesperado apontando o balcão.- Não posso ir para Fairy Tail e deixar o bar aqui sem ninguém… — Murmurei eu numa tentativa falhada de não ir para Fairy Tail.
—Oh, não te preocupes com isso… — Retorquiu ela sorrindo, apontando as irmãs. — A Morina e a Lisca tratam das coisas aqui… Vai lá…
—Mas eu não consigo fazer o trabalho sozinho… — Tentei eu desculpar-me. Talvez assim conseguisse NÃO ir.
—Nesse caso podes levar o Leo contigo! – Exclamou ela pondo fim ao assunto. Leo cuspiu a água que bebia ao ouvir as palavras de Briya, tossindo violentamente.
—Então mas porque não mandas a Mo e a Lis? – Perguntei eu desesperado. Não gostava nada de deixar o bar de Éclair Fata.
—Porque elas são minhas irmãs e têm de se manter perto de mim! E além disso assim aproveitavas e fazias um bolo de morango para a Erza… ela adora os teus bolos… — Disse-me Briya. A usar os outros para satisfazer os desejos da sua amiguinha… golpe baixo Briya…Golpe baixo…
—Mas… — Tentei eu argumentar. Porém uma Erza extremamente babada interrompeu-me.
—Dou-te 50 mil jowels Eeath…- Nesse momento todo o meu corpo arrepiou-se ao ouvir aquelas três palavras… aquelas que resumiam uma outra só palavra… Felicidade… Claro que não era a única coisa que trazia felicidade… mas… vocês percebem…
—Ok aceito! Vamos Leo…- disse eu sem hesitar, agarrando o rapaz que se sentava ao balcão e arrastando-o para fora da guilda. Antes de sair ainda ouvi Skumbriya dizer.
—Leva a Karou e a Excalibor… assim chegas lá mais depressa.”
E então vocês perguntam-se afinal porque é que ele se culpava… bem… Isto foi exatamente o que o Leo me dissera quando eu lhe perguntara essa mesma questão:
Mas senpai… se eu não estivesse ali naquela altura a Briya não te teria mandado para Fairy Tail porque não conseguirias fazer o trabalho sozinho…
Ao que eu lhe prontamente respondi.
Não Leo… se não estivesses ali… TU não estarias aqui…
—Não vês mesmo o ponto de situação de todo Leo…- Suspirei eu sem que o rapaz me ouvisse.
Não me preocupei muito, ele sempre fora assim, culpando-se por tudo e por nada… perguntava-me como seria o passado dele… afinal o que o teria tornado uma pessoa tão receosa? Porque se culpava ele de tudo o que acontecia aos outros? Olhei a loiça ainda por lavar… Passado… todos nós temos um... Algumas partes que adoramos relembrar… outras que tentamos esquecer… No meu caso… sempre quis esquecer tudo… se isso acontecesse… Talvez fosse capaz…
—AU…Fodasse… — Praguejei levando a minha mão á boca. Estava tão concentrado nos meus pensamentos que me tinha cortado numa faca. Olhei a ferida… não era muito profunda, mas era o suficiente para que a minha mão ganhasse uma tonalidade vermelha enquanto aquela substancia corria por ela.
“Sangue… Sangue… Sangue…”
—Merda! – Excalmei lavando rapidamente a mão. Não… Não… Isto não… Eu não quero vê-lo… eu não quero relembra-lo… não quero… Pensei com lágrimas nos olhos enquanto esfregava a minha mão violentamente, tentando limpar o sangue.
“-Não… por favor… não me mates… — Choramingava um homem.
—Não? Não queres que eu o faça? Oh…que pena… infelizmente não poderei aceder ao teu pedido… Sabes porquê? – Perguntava ele com um beicinho fingido. – Porque tenho a certeza que matar-te será mais divertido…- Ouvi o homem a choramingar ainda mais, gemendo e encolhendo-se com medo daquele monstro. – Oh… mas não te preocupes… não te vou matar já… primeiro vou torturar-te… oh, sim… vais pagar por tudo o que fizeste… tu e os teus amiguinhos… UM A UM! – Exclamou ele com um sorriso sinistro.”
—Eeath-senpai? – Leo despertou-me do meu passado. Vi o olhar dele focar na minha mão ferida, ele arregalou os olhos. – Senpai! – Exclamou horrorizado. – Desculpa… isto é tudo culpa minha… se eu tivesse ficado com esse trabalho… – Murmurou ele, correndo até mim e começando a choramingar.
—Vá-lá Leo… estás a ser ridículo… — Disse eu rindo. Fechei a água, a ferida parecia já não jorrar tanto sangue como antes. Olhei Leo que vasculhava os mil e um bolsos das calças procurando algo.
—AH! Aqui está! – Exclamou ainda com lágrimas nos olhos, tirando uma ligadura de um dos bolsos localizados na perna direita. Ele pegou na minha mão e começou a ligar-me a mão. – Desculpa Eeath… — Disse-me ele tristemente. Detestava quando ele me tratava assim, não suportava ver uma coisa tão fofa assim tão triste ao ponto de deixar de utilizar senpai quando se referia a mim.
—Obrigada Leo… não fiques assim… a culpa não é tua…- disse eu afagando-lhe o cabelo com a minha outra mão. Ele fungou enquanto acabava de me fazer o curativo. Eu Sorri. – Não chores Leo… Por favor… — Pedi desesperado. Ele abanou afirmativamente a cabeça sacudindo as lágrimas dos olhos. Não consegui resistir e envolvi-o nos meus braços. Ficas tão fofo quando ficas assim… Pensei. – És demasiado bondoso e adorável Leo… devia ser crime! – Exclamei eu apertando aquela coisa fofinha ainda mais.
Nesse momento a mestra Erza entrou em cena.
—Já acabaram meninos? – Perguntou calmamente. Larguei Leo, sacudindo o meu avental como se nada tivesse acontecido, começando a lavar a loiça novamente.
—Mestra Erza-nee-san… o Eeath cortou-se! – Exclamou Leo agarrando-me e tentando impedir-me de lavar a loiça. Eu olhei-o aborrecido.
—Leo… para… não vou morrer por um arranhão… — murmurei enquanto o rapaz me abanava e choramingava pedindo desculpa. Suspirei continuando com o meu trabalho.
Desde que o conhecera que ele era assim com toda a gente. Tratava todos com o máximo de respeito, chorava quando os outros se magoavam, pedia desculpa por tudo e por nada e claro… tinha aquele problema de não conseguir falar com a maioria das raparigas…
Erza caminhou na nossa direção, fechando a água do lavatório e olhando a minha mão. A ligadura ganhava uma mancha avermelhada onde a ferida se localizava. Erza olhou-me nos olhos… ela sabia… ela sabia o quão assustado eu ficava quando via as minhas mãos sujas de sangue. Afinal… ela era uma das poucas pessoas que sabia do meu passado. Erza sorriu-me largando a minha mão.
—Já é tarde… porque não acabam isso amanhã? – Perguntou ela.
—AMANHÃ!? – Exclamei horrorizado. – Mas nós temos de voltar para Éclair Fata…
—Mas Eeath… ainda não me fizeste o bolo de morango… — Murmurou ela começando a olhar demoniacamente para mim.
—Mas Mestra Erza… — Comecei tentando desculpar-me de novo. Ouvi passos a entrarem na sala. Duas criaturas parecidas com gatos dirigiram-se a nós.
—Quando é que podemos ir embora? Tenho sono…- Disse o Exceed preto com uma coleira rosa, esfregando os olhos. Ao seu lado estava um outro Exceed de cor azul e com uma coleira amarela. Eram a Karou e a Excalibor respetivamente, os Exceeds de Éclair Fata… Bem, tecnicamente eram da Val, fora ela que encontrara os ovos.
—Eeath, era melhor ficarmos cá a dormir… elas estão cansadas… — Começou Leo.
—Correção, A Karou está cansada… — interrompeu-o Excalibor. Leo olhou-a embaraçado.
—Claro, desculpa… A Karou está cansada Eeath e assim não podemos voltar os dois… — Acabou ele a frase, olhando-me. Suspirei.
—Não sei… acho que era melhor voltarmos… eles em Éclair Fata devem precisar de mim amanhã…
—50 mil jowels Eeath… — Sussurrou ela sorrindo maquiavelicamente.
—Onde passamos a noite? – Perguntei logo que ouvi de novo aquelas palavras. Leo olhava-nos confuso.
—Em minha casa claro! O Zidane vai delirar quando souber…- murmurou ela rindo. – Bem… vamos andando? – Perguntou ela virando as costas. Suspirei aborrecido e coloquei o pano ao ombro, seguindo Erza para fora da guilda. Leo agarrou Karou e Excalibor usou a sua magia Aera e assim seguiram atrás de mim.
A casa da Mestra Erza era no canto Este de Magnólia perto da East Forest. Assim que Erza abriu a porta consegui ouvir uns pequenos passos de corrida. Não… esta não… Pensei.
—Mãmã! Mãmã! – Exclamou uma miudinha, com cabelo vermelho, aos saltos. Era a filha mais nova de Erza, Akane. Tentei esconder-me por trás de Erza de modo a que a miudinha não me visse.
—O que estás ainda a fazer aqui? Já devias estar na cama Akane! – Exclamou Erza num tom repreendedor.
—Mas o pai foi-se deitar e ainda não me leram nenhuma história…– Murmurou a rapariga. E foi nesse momento que ela olhou por detrás da mãe e viu que tinha visitantes. Merda… Pensei assim que ela meteu os olhos em mim. Akane era uma miúda com apenas 6 anos… e a razão por eu ter esta reação quando a via era porque…
—Eeath! – Exclamou ela atirando-se ás minhas pernas. – Tive tantas saudades tuas…- Murmurou ela apertando-me ainda mais. Eu pelo contrário tentava afastá-la, dando-lhe pancadinhas na cabeça.
—Sim Akane… eu também tive muitas saudades tuas… — Disse assustado. Como podiam ver, eu tinha razões de estar assustado. Afinal de contas ela insistia em dizer-me que quando crescesse iria casar comigo… isso é, no mínimo, muito assustador!
—Claro que tiveste… é assim que o amor funciona! – Exclamou ela com um grande sorriso. Arrepiei-me ao ouvir aquelas palavras, tentando-a descolar de mim ainda com mais força.
—Leo… Leo… Leo… Leo… — Chamei eu desesperado o rapaz. Percebi que ele tentava conter o riso. Olhei-o com má cara. – Qual é a piada? – Perguntei ameaçadoramente. – Se tu te rires mais um segundo eu mato-te seu cabrão! – Sussurrei para que a criancinha não ouvisse. Leo parou de rir imediatamente.
—Desculpa senpai! – Exclamou sorrindo. Olhou Karou que repousava nos seus braços e esticou-ma para que eu a agarrasse, assim que o fiz ele baixou-se para ficar á altura de Akane. – Olá Akane… já não te via á bastante tempo… cresceste imenso desde a última vez que te vi! – Sorriu-lhe ele.
—Claro! Ando a comer a sopa todos os dias… assim quando chegar a altura de eu e o Eeath nos casarmos eu já o consigo beijar! — Exclamou ela sonhadora. Gritei desesperado ao ouvir as palavras dela.
—LEO! ESTÁS A COMPLICAR AINDA MAIS! – Gritei. Erza desmanchou-se a rir. – E TU CONTROLA A TUA FILHA! – Gritei-lhe eu.
—Estamos muito animados hoje… — Comentou alguém que tinha aparecido á porta. Era Zidane.
—Zidane… salva-me… — Implorei chorando. Zidane riu.
—Akane… se largares o Eeath e o deixares entrar em casa tenho a certeza de que ele te pode fazer umas bolachas… — Murmurou ele para a irmã. A miúda largou-me imediatamente.
—Quero bolachas com pepitas de chocolate! – Ordenou ela correndo para dentro de casa. Suspirei de alívio.
—Obrigado Zidane… Salvaste-me… Ao contrário de várias pessoas aqui presentes. – Comentei enquanto ouvia Erza e Leo a rirem-se.
—De nada… — Murmurou ele sem importância. Depois encostou-se há porta e olhou-me sedutoramente. — Assim tenho mais para mim… — Disse piscando-me o olho.
—OK… EU VOU DEFENITIVAMENTE EMBORA… — Gritei irritado virando as costas. Leo agarrou-me, ainda se ria e por isso não me agarrava com muita força.
—Vá-la Eeath… estava a brincar… — Informou Zidane rindo. — Sabes muito bem que não fazes o meu estilo… — Disse virando-se para Leo. — Ao contrário do Leo… – Murmurou ele mordendo o lábio. Leo parou imediatamente de rir e começou a ficar mais vermelho que o cabelo da Erza.
—Senpai… — sussurrou ele assustado escondendo-se atrás de mim. Comecei-me a rir, quase deixando Karou cair ao chão. Felizmente Excalibor estava lá e apanhou-a em pleno voo.
—Se a Val sabe disto estás morto… — Comentou ela olhando-me.
—Desculpa… — Susurrei tentando evitar rir. Erza ainda não tinha parado de rir, aliás ela agora chorava de tanto rir e Zidane estava agora no chão a rir-se também. Ah… Eu detesto esta família… Pensei. Nesse momento podemos ouvir um som irritante de um lacrima vindo de dentro de casa.
—Mãe, o teu lacrima de comunicação está a tocar…– Avisou Zidane tentando acalmar-se. Erza limpou as lágrimas e entrou dentro de casa. Eu, Leo e Excalibor, que agarrava Karou, entramos também e Zidane fechou a porta. Dirigimo-nos para a sala e sentamo-nos nos sofás, passado uns segundos Erza entrou na sala com a lacrima, pousando-a na mesinha em frente ao sofás e sentando-se ao lado de Leo.
—Sting… Como vão as coisas aí em Saber? Ouvi dizer que a Val e o Raiden foram atacados… — Disse ela.
—Pois… é por isso mesmo que eu te estou a ligar… — Murmurou ele aflito, nesse momento alguém o empurrou para o lado e o mestre apareceu na imagem.
—Aquele cabrão do Claudius raptou a Valkíria!...– Exclamou ele furioso. Não conseguiu continuar a falar pois um punho de fogo atingiu-o tirando-o da imagem, aparecendo então Natsu.
—Ele não a raptou! – Vociferou ele. Nesse momento alguém fora da imagem gritou.
—SERÁ QUE SE PODEM CONTROLAR!? – Conheci a voz como sendo de Mirajane, a mulher do mestre. Vi Erza sorrir quando Mirajane apareceu na imagem.
—Mira… — murmurou ela. – Tenho a certeza de que me vais conseguir explicar o que se passa… Ao contrário dos incompetentes que o tentaram…
—O que eles queriam dizer com… — Fez uma pausa tentando buscar a melhor forma de descrever aquilo que os homens disseram. — Aquilo que eles disseram… — Disse por fim, desistindo de arranjar algum sentido nas palavras de Sting, Laxus e Natsu.- Foi que a Val desapareceu da enfermaria de SaberTooth… e nós pensamos que ela esteja a dirigir-se para aí… — Erza olhou-a curiosa.
—E porque é que ela se dirigiria para aqui? – Perguntou.
—As pessoas que a atacaram a ela e ao Raiden… Temos quase a certeza de que uma delas… era a Sakumi! – Nesse momento Erza abriu bem os olhos. Ela estava chocada com o que Mira tinha dito, quase não querendo acreditar.
—A Sakumi Fullbuster? – Perguntou ela.
—Fullbuster?— Inquiri eu. Impossível… os Fullbuster só têm um filho… O Silver… Pensei.
—Sim… O Silver teve uma irmã… infelizmente ela desapareceu á uns 12 anos atrás… — Suspirou Erza.
—Então mas… como é que a Val sabe isso? – Perguntei. – Ela só veio para Éclair Fata á uns 10 anos…
—Isso é porque ela conheceu-a antes de vir para a Guilda… — Disse Laxus aparecendo na imagem. – De qualquer maneira… Nós apenas queríamos que cuidasses dela Erza… ela ainda não recuperou totalmente das feridas dela… Promete-me que assim que ela aí chegar a metes em repouso!
—Claro! – Exclamou Erza sem hesitar. – Eu depois volto a ligar quando ela chegar.
—Obrigada! Até já Erza… — despediu-se Mira e o lacrima apagou-se. Erza levantou-se e suspirou. – Mas que… Como é isto possível…
—Mas porque quereria ela vir para aqui? – Perguntou Leo. Erza olhou-o sem perceber a sua questão. – Porque é que a Val quereria vir para aqui se a Sakumi é a filha do Gray e da Juvia? Não seria mais correto ela ir a casa deles?
—Sim é verdade… Infelizmente a situação é mais complicada… a verdade é que ela não tinha memórias nenhumas do tempo que passou com a Sakumi… — Disse a mulher cruzando os braços. – Possivelmente ela deve ter ganho essas memórias ao lutar com ela, e agora deve estar confusa… Ela deve querer saber a verdade e por isso deverá vir para aqui primeiro, antes de falar com a Juvia e o Gray…
—Mas afinal como é que a Val conheceu a Sakumi antes de vir para a guilda? – Perguntei confuso com essa parte.
—Porque a Sakumi esteve no centro de pesquisa onde a Val viveu… — Respondeu ela aborrecida com todas aquelas perguntas. – Mas falaremos mais sobre isso quando ela chegar… Passando a outro assunto não menos importante… Eeath, anda comigo até ao meu escritório… Preciso de falar contigo. – Disse ela calmamente dirigindo-se para uma sala adjacente. Eu sabia do que ela queria falar… do meu passado e do facto de ainda não ter ultrapassado isso. Levantei-me sem paciência e segui-a, fechando a porta para que ninguém ouvisse a conversa.
—Eeath… quanto tempo passou desde aquele dia? – Perguntou-me ela sentando-se numa cadeira por detrás de uma secretária.
—Não sei… por volta de 9 anos… — Respondi continuando encostado á porta. A verdade é que não gostava nada de estar aqui... não só pelo facto de ter uma mini stalker nesta casa… mas também pelo facto de a Erza falar comigo sempre sobre aquele assunto. – Mas também que raio isso interessa? O passado está no passado… eu já esqueci tudo isso..
—Já esqueces-te? – Perguntou ela rindo ironicamente. – Interessante que digas isso… a tua reação quando viste o sangue a correr pela tua mão diz simplesmente o contrário… — Permaneci calado olhando o chão. Que merda… por que raio tenho eu de aturar esta mulher?... Pensei cerrando os punhos. Erza observou-me com os seus olhos castanhos. – Vendo a tua expressão até pareces ter medo de falar sobre o assunto… — Murmurou ela. Passados uns segundos de silêncio ela levantou-se da cadeira e sorriu-me. – Ainda bem que não esqueces-te Eeath… — Nesse momento olhei-a confuso.
—O quê?
—É com o passado e os nossos erros que aprendemos Eeath… Se esqueceres o que fizeste irás eventualmente cometer o mesmo erro... – Explicou-me ela cruzando os braços e sentando-se em cima da mesa.
—E o que quer que eu faça Mestra Erza? Que aceite simplesmente que torturei e matei 4 pessoas quando tinha apenas 12 anos? — Perguntei ironicamente, com um sorriso irónico a acompanhar.
—Sim… quero que aceites o que fizeste… e a razão pela qual o teres feito… — Disse ela. – Tens de ultrapassar o passado Eeath e aceitar o que fizeste… se continuares no estado em que estás… o teu passado irá eventualmente consumir-te… E irás tornar-te num monstro pior do que o anterior. — Acabou ela preparando-se para sair. Desviei-me da porta para ela conseguir passar. Quando chegou á porta parou. – E sabes o que te acontece se esse momento chegar certo?
Cerrei os punhos. Eu sei! Eu sei isso tudo… mas como é que eu consigo aceitar isto tudo? Cada vez que me lembro do meu passado… Vieram-me lágrimas aos olhos.
—E como pensas que eu conseguirei aceitar isto tudo? Vocês pensam que é assim tão fácil, aceitar o facto de eu ter morto 4 pessoas por vingança? — Perguntei eu com raiva. Na verdade já estava farto que as pessoas me pedissem para ultrapassar e aceitar o meu passado… o que eu fiz não tem perdão… e por isso tenho que acarretar com as consequências… Certo?
—Eeath… tiraram-te toda a felicidade apenas num segundo… qualquer pessoa se perderia nas trevas se isso lhe acontecesse… — Murmurou ela. — E quando o teu coração conhece apenas as trevas… Não é qualquer luz que consegue lá chegar… Porque, Eeath… a luz também se perde nas trevas…– Sussurrou saindo.
Lágrimas correram-me pelo rosto. Tiraram-me a felicidade num segundo? Sim… pode dizer-se que foi isso que aconteceu… Mas será isso razão suficiente para eu me vingar?
“Não tenho lembranças nenhuma dos meus pais… eles morreram quando eu tinha apenas 1 ano de idade. Foi o meu avô que nos criou, a mim e ao meu irmão mais novo. Ele ensinou-nos tudo, incluindo magia. Fora ele que me dera esta paixão de trabalhar por detrás de um balcão… Lembro-me do pequeno restaurante que ele geria. Adorava lá estar… Sentia-me tão feliz ali! Eu, o meu avô, o meu irmão e os outros empregados do restaurante… eramos todos uma grande família… Porém tudo acabou quando eles chegaram…
Quando eles chegaram e mataram todos…Eu vi o meu irmão morrer mesmo á minha frente… e eu não consegui fazer nada… Ele protegera-me… Ele fizera o papel de irmão mais velho e não eu…
Naquele momento perdi toda a esperança… toda a luz em que caminhara durante onze anos desaparecera… deixando-me nas trevas, apenas com sussurros de uma outra época.
E foi aí que as trevas se apoderaram de mim… Ou pior, fui eu que deixei que elas me consumissem… talvez assim pudesse ver aqueles sorrisos todos outra vez… assim quis acreditar, talvez se matasse as pessoas que fizeram aquilo… talvez estas trevas desaparecessem… mas não… fora exatamente o contrario… conforme mais matava mais escuro ficava… Chegou á parte em que já nem conseguia ver as minhas próprias mãos… Se continuasse com aqueles atos… em breve já não existiria nenhum Eeath…
Porém um dia... Uma fada chegou e iluminou o meu caminho.”
Agarrei o totem que o meu avô me esculpira. Era um elefante branco e pelo que ele me dissera representava a bondade. Ri-me ironicamente. Bondade… uma pessoa que mata outras 4? Representar a bondade? Ao contrário do meu irmão desiludira o meu avô… ao menos o Damon conseguira provar que tinha o totem certo… ele protegera-me… Afinal o totem dele, um cavalo-marinho, representava a proteção. Sempre me quis livrar daquele pedaço de madeira porém nunca o consegui…
—Eeath-senpai? – Leo tinha entrado no escritório e olhava para mim. Olhei-o também, ficando feliz por ter acordado daqueles pensamentos. – A Mestra Erza-nee-san diz que tens de começar a preparar o bolo… já são quase as onze da noite.
—Ok… — Murmurei levantando-me e saindo do escritório com Leo atrás de mim. – Mas eu vou precisar de ajuda… Será que me podes dar uma mãozinha? – Perguntei eu sorrindo. Ele olhou-me contente por eu lhe pedir ajuda.
—Claro senpai! – Exclamou ele sorrindo para mim também. Depois desviou o olhar até á minha mão ferida.
—Oh… Não te preocupes… já nem deita sangue nem nada… — Disse eu tirando a ligadura e mostrando-lhe a ferida. – Graças ao teu curativo melhorou mais depressa… Obrigado Leo!
E assim dirigimo-nos os dois para a cozinha, comecei a preparar um bolo de morango enquanto Leo preparava as bolachas com pepitas de chocolate que Akane pedira. No momento em que colocava o bolo e as bolachas no forno ouvi alguém bater á porta.
—Eu abro! – Gritei dirigindo-me á porta. Assim que a abri uma Val stressada disparou para dentro do edifício sem sequer cumprimentar ninguém ou de se dar ao trabalho de pedir licença para entrar enquanto um Claude aborrecido se mantinha lá fora com dois Exceed a voarem ao seu lado.
—Erza! – Exclamou Val assim que entrou de rompante. Depois olhou-me confusa. – O que raio tás tu aqui a fazer? – Perguntou-me ela. Eu ia responder mas ela colocou a mão á frente da minha cara. – Depois logo me dizes isso! Eu preciso de falar urgentemente com a Erza! – Exclamou ela passando por mim. Um Zidane curioso impediu-a de avançar mais para o interior da casa.
—Zidane! – Exclamou ela contente de ver o seu amigo. – Estás muito elegante hoje… — Murmurou apontando as roupas do rapaz. Zidane fez uma vénia.
—Muito Obrigado… Não passei aquele tempo todo no armário para nada, não é verdade?— Gozou ele fazendo Val rir. Detesto quando ele faz esta piada… será que ele não tem outras piadas de gay para dizer? Olhei Claude que ainda se encontrava no exterior da casa.
—Vieste de arrasto? – Perguntei com pena do rapaz, abrindo mais a porta para que ele e os Exceeds entrassem.
—Nem imaginas Eeath… esta gaja é maluca… e violenta… — murmurou ele suspirando. Olhei e sorri.
—Eu imagino Claude… Eu tenho de atura-la todos os dias…
—Tenho pena de ti amigo… — Disse ele dando-me palmadinhas no ombro e dirigindo-se para a sala. Quando entrei na divisão já Val estava sentada no sofá com Karou ao colo e abraçando Excalibor. Leo estava sentado ao lado de Zidane e Claude sentara-se ao lado de Val.
—Leo… já viste se estava tudo bem com os bolos? – Perguntei ao rapaz. Ele abanou a cabeça afirmativamente.
—VALKÍRIA MAGNÓRIA! – Exclamou exaltada uma mulher atrás de mim. Todos na sala se assustaram…menos Val que olhou Erza e sorriu.
—Erza! Era exatamente contigo que eu queria falar… — Valkíria não pôde continuar a falar já que Erza tinha literalmente aparecido ao lado dela, pegando-a ao colo.
—Cala-te! És mesmo teimosa, sabias? Sempre a desobedecer a ordens médicas! – Exclamou irritada Erza.
—Espere Mestra Erza! Eu preciso de falar consigo… — Começou Val, mas foi interrompida por Erza.
—Sim, sim… Nós já sabemos de tudo querida! – Val olhou-a boquiaberta preparando-se para falar mas Erza impediu-a. – Não! Não há possível argumento! – Exclamou ela caminhando em direção às escadas que levam ao segundo andar. – Agora vais descansar que nós tratamos do resto Valkíria! – E assim desapareceram as duas para o andar de cima com Excalibor e Karou. Fiquei a olhar as escadas por uns segundos.
—Coisa estranhas acontecem nesta casa… — Murmurei por fim. Depois olhei os presentes. – Oh espera… Estamos a falar da Erza e da sua família… Nada disto é estranho… — Zidane olhou-me com ar de ofendido. Levei as mãos ao ar. – Fica sabendo, Zidane, que eu acho que és a pessoa mais normal nesta casa… o que já por si comprova o que eu disse anteriormente!
—Estás morto fofo! – Exclamou ele olhando-me predatoriamente. Desafiei-o com o olhar. Ele riu. – Pronto… Talvez não seja capaz de te matar… és demasiado bom para desperdiçar… Mas posso sempre violar-te! – Exclamou ele piscando-me o olho.
—Não se chama violação se o outro consentir! – Exclamei eu piscando também o olho, entrando no joguinho dele.
—Oh não Eeath… Por favor… não digas isso… — Murmurou Claude. – Não entres nos joguinhos dele… é impossível ganhar-lhe… — Olhei Claude rindo.
—Vá-lá… tenho a certeza que não é assim tão di… — Calei-me ao ver Zidane levantar-se e a caminhar até mim. – Para! – Ele não parou e eu comecei a recuar. – Para Zidane! – Ele continuava a perseguir-me. – Ok, Ok! Ganhas-te! Eu retiro o que disse! Todos nesta casa parecem perfeitamente normais! — Exclamei aflito. Zidane sorriu e foi sentar-se de novo.
—Eu avisei… — Ouvi Claude sussurrar para o ar.
—A tua cara está toda vermelha senpai! – Exclamou Leo entre risos.
—Oh… não é a única parte do teu corpo que eu consigo deixar vermelha…- Disse Zidane com um sorriso provocador.
—ZIDANE! – Exclamamos eu e Claude ao mesmo tempo enquanto Leo se ria ainda mais. Nesse momento Erza entrou de novo na sala e Leo parou de rir… ou pelo menos tentou… A mulher de cabelos vermelhos caminhou até estar frente a frente com Claude, onde o ficou a observar por uns segundos.
—Desculpa… — Disse ela por fim. Nesse momento senti uma má atmosfera na sala. – Estava a ver como ficarias melhor… Esquartejado ou Inteiro
—Foi a Val que me obrigou a vir! – Exclamou Claude em sua defesa – Mas porque raio ninguém vê que eu é que sou a vítima? – Perguntou ofendido.
—Sim Claudius… eu sei que foi ela que te obrigou a vir… mas também sei que a podias ter impedido! – Disse Erza deslocando-se para uma sala adjacente e voltando com a bola de lacrima de comunicação para contactar SaberTooth. Momentos depois Sting e Laxus apareceram na imagem.
—Claude tens umas horas de vida… é melhor que as aproveites… — Murmurou ameaçadoramente Laxus assim que apareceu.
—Eu não fiz nada! – Exclamou o Rapaz de cabelo rosa desesperado. Erza riu-se.
—Ela já cá está… acabou de chegar e eu já a fui meter num dos quartos de hóspedes… — Informou Erza.
—Muito Obrigada… — Agradeceu Laxus. – Eu, a Mira e o Natsu iremos aí ter contigo para falar mais sobre o assunto.
—Então e eu? – Perguntou a voz do Raiden. – Eu também quero ajudar!
—Não… Eu preciso que voltes com o Freed e o Bickslow para a guilda! – Exclamou Laxus olhando para o possível lugar onde estaria Raiden. Depois olhou de novo Erza. – Estamos todos cansados por isso só iremos amanhã… Talvez estejamos aí por volta das dez da manhã…
—Claro… Agradeço! – Exclamou Erza com um sorriso.
—E por favor não deixes a Valkíria sem vigilância… — Implorou o Mestre.
—Eu meto o Eeath e o Leo a vigiarem-na… — Notificou Erza. Mas porque é que eu tenho que fazer tudo?
—Erza… Se Fairy Tail precisar de ajuda no assunto não hesites em pedir… Saber terá todo o gosto em ajudar-vos a todos! – Informou Sting.
—Eu sei Sting! A vossa ajuda será bem-vinda assim que analisarmos a situação! – Vociferou ela. E assim a lacrima apagou-se. – Muito bem… Tu Claude o melhor é voltares para casa… E tu Zidane vai ver se a tua irmã já está a dormir sim? Se ainda tiver acordada lê-lhe alguma coisa… Eu preciso de fazer umas pesquisas. – Declarou ela saindo da sala novamente. Zidane levantou-se.
—Bem… eu vou ver como está a Akane e depois vou deitar-me… preciso mesmo do meu sono de beleza… — Disse ele começando a subir as escadas para a o segundo andar. – Boa noite baes…
—Ah… Hoje foi um dia dos diabos… — Suspirou Claude. – Que horas são? Meia noite? – Leo abanou a cabeça afirmativamente. – Ah… a minha mãe não está nada á minha espera… mas que se lixe… pode ser que ela queira uma ajuda extra para cuidar da Nora– Disse ele levantando-se e caminhando até á entrada. – Até amanhã rapazes… — Despediu-se ele saindo e fechando a porta. E assim ficamos eu e Leo sozinhos na sala.
—Eu vou ver como está o bolo e as bolachas… Podes ir andando para o quarto. – Disse a Leo. Ele levantou-se e correu pelas escadas acima. Eu dirigi-me para a cozinha, abri o forno e vi que o bolo e as bolachas estavam quase prontos por isso esperei mais uns minutos. Assim que vi que estavam no ponto retirei-os do forno e coloquei-os ao pé da janela para arrefecerem mais depressa. Aproveitem e cortei já uma fatia do bolo de morango colocando-a num prato, dirigindo-me para a sala onde Erza tinha entrado á uns minutos. A sala era uma espécie de mini biblioteca e Erza estava sentada num cadeirão, mexendo numas folhas. Assim que entrei ela olhou-me por uns segundos, desviando o olhar para o bolo assim que o viu.
—És um querido Eeath… — Agradeceu ela quando lhe entreguei o prato com a fatia de bolo.
—Tenha cuidado Mestra… ainda está quente… — avisei eu dirigindo-me até á porta para sair e ir ter com Leo.
—Eeath… — Chamou ela antes de eu passar a porta. – Sabes… As feridas físicas são fáceis de ultrapassar… com uns medicamentos e com o tempo a dor vai desaparecendo… São as feridas emocionais as piores… essas não se curam assim tão depressa e não existem medicamentos que as curem… mas existe uma coisa que pode atenuar as dores… Sabes o que é Eeath? – Perguntou-me ela colocando uma garfada de bolo na boca.
—Sim, sei Mestra Erza… não se lembra? O Makarov deu-me a resposta quando me foi buscar… — Murmurei eu.
—Eu sei… estava só a certificar-me de que não esquecias isso! – Exclamou ela devorando o bolo e deixando-me ir.
“Meu rapaz…Pensa… seria isto que o teu avô quereria que fizesses? A vingança não os trará de volta… nem irá atenuar essa dor… A única coisa que poderás fazer é seguir em frente… Tenho a certeza de que eles queriam que tu fosses feliz… não lutes para veres os sorrisos deles, isso já não é possível… Luta para que eles vejam o teu sorriso!
Eeath Kageyumi… a única coisa que consegue derrotar as trevas não é a Luz… a Luz apenas as apaga… Só existe uma coisa que poderá resgatar uma pessoa das trevas…”
Amor… Pensei eu Sorrindo. O Mestre Makarov e a Mestra Erza apenas queriam que eu fosse feliz como fora outrora… Por isso é que eles me deram este trabalho em Éclair Fata… eles apenas queriam que eu ultrapassa-se o meu passado e que aceitasse o que fiz, que continuasse em frente e impedisse outras pessoas de cometer os mesmos erros que eu! Eu sabia disso… apenas não sabia como o fazer… Agarrei a totem que o meu avô me dera e sorri… finalmente percebera o que fazer.
Fale com o autor