Notas iniciais
OSTs do capítulo
[1] OST 2 - 13 Haja no Senpuu
[2] OST 2 - 11 Phantom Lord
[3] OST 1 - 26 Salamander
[4] OST 2 - 25 Kuraki Zankou

A noite seguia impiedosa do lado de fora da guilda. Porém, para o alívio dos que não estavam abrigados em seu interior, a chuva começava a dar sinais de que iria cessar. Gray abraçava Juvia, tentando passar para seu corpo frágil e ferido um pouco de seu calor. Ele tentava animá-la com a esperança de que tudo se resolveria. Ela pelejava em sobreviver.

–Juvia... como você sobreviveu...? — perguntou Gray.

–Eu não sei... mas agora que as coisas se acalmaram, eu me lembro de sentir algo estranho... instantes antes dele me atingir e percebi que meu corpo estava livre. Então consegui me desfazer em água... só que com o impacto, Juvia foi arremessada para o céu, e depois caiu como chuva...

–Mas isso... — ele parou. Não importava se fazia sentido ou não. O fato dela estar viva era o que ele queria pensar naquele momento. -Que bom... que está viva.

–Gray... enquanto eu estava caindo feito chuva, eu ouvi você dizer algo, mas não consigo me lembrar agora...

Ele corou tão rapidamente, que poderiam dizer que sua cabeça fora pintada com todos os tons de vermelho existentes.

–Isso... n-não importa... — disse ele desconcertado.

–Tudo bem, eu espero você estar pronto para me contar. — disse Juvia sorrindo, agradecendo por cada segundo ali, abraçada à ele.

O único problema era que a dor aumentava exponencialmente.



–Vejam só, que belos homens eu ganhei esta noite!

A figura humana à frente de Gajeel e Lily exibia um sorriso malicioso.

–Quem é essa maluca? — indagou Lily. -E nem sabe contar!

–Ho! Você é muito grosseiro, não? Me chamando de maluca... é claro que eu sei contar... eu posso ver o seu interior, tigrão!

[Lily: mas o que?]

–Se estão procurando aquela loirinha magricela, ela não está aqui. — disse a mulher.

–Gajeel, por que você só atrai gente doida?

–Como é que eu vou saber? — respondeu ele agitado. -Se a Lucy não está aqui, não temos nada para conversar. Adeus.

Ele ia saindo quando a mulher ergueu um dos braços e a imensa porta metálica fechou-se, prendendo todos dentro daquele ambiente.

–Ora, eu não posso deixar vocês irem! Não sem brincar antes. Vocês vão adorar jogar comigo! — disse ela com uma voz sedutora.

–Brincar então? — disse Gajeel virando-se. Seu olhar era cheio de furor. -Não pense que eu vou facilitar para você, só porque é uma mulher.

–Mostre-me do que você é capaz, seu gostoso!

[Gajeel: como é que é?]

[Lily: que nojenta!]

[1]

–Hehe! Você gosta de apanhar? Que bom! — disse Gajeel armando um círculo mágico. -Tetsuryuusou: Kishin! Lança do Dragão de Ferro: Seteiro Demoníaco!

O braço direito de Gajeel transformara-se em uma lança de ferro, e do círculo mágico, centenas de lancetas de ferro eram disparadas em direção à mulher. Ela sorriu instantes antes de ser atingida.

[Bum!]

Uma pequena explosão ocorrera no lugar onde ela estava. Porém, quando a poeira cessou, ela estava parada no mesmo lugar, sem nenhum arranhão.

–Ho! Então você é durona? — disse Gajeel animado. -Nesse caso... Tetsuryuu no Houkou! Rugido do Dragão de Ferro!

Mais uma vez o ataque foi disparado em direção à ela, que não se mexeu. E assim como o primeiro, este ataque não funcionara. Gajeel apertou os olhos, como se quisesse ver através dela. O que estava acontecendo?

–Então esta é a sua magia? — perguntou a mulher interessada.

–Quem é você?

[Lily: agora que você foi perguntar isso?]

–Hum... — disse ela mordendo os lábios. -Você quer saber algo sobre mim? Há!!! Isso é tão... sexy!

[Lily: huáááá!]

[Gajeel: não quero nada, sua nojenta!]

–Você é um homem de pouca sorte, Gajeel-san! — disse ela andando em direção à ele, com os quadris movendo-se sedutoramente à cada passo. -Meu nome é Galatea, e eu uso Jisei no mahou [Magia de Magnetismo].



No caminho em que seguiam Wendy e Charles, era perceptível um cheiro doce no ar. Mas não era de nenhuma guloseima ou coisas comestíveis. Era um perfume floral, suave, acompanhado de uma brisa calma. Uma brisa?

–Como é possível ter vento aqui dentro? — disse Charles intrigada. -Estamos num corredor sem nenhuma janela!

–Eu também não sei. — respondeu Wendy. -E esse cheiro de flores me faz lembrar de um...

Elas pararam. O corredor finalmente terminara. Mas o que havia em seu fim era simplesmente inexplicável. Dentro de um amplo espaço circular havia um jardim, com inúmeras espécies de flores espalhadas por todos os lados. Ao contrário do céu no lado de fora. ali estava uma réplica exata de um dia de sol. com um céu azul brilhante no lugar do teto. Nada ali fazia sentido.

E no meio do jardim, havia uma garota, de cabelos lisos e roxos sentada em um balanço, com uma expressão triste no rosto. Quando Wendy e Charles começaram a andar em sua direção, ela ameaçou chorar.

–O que há com esse menina? — perguntou Charles.

–M-me.... me desc-culpe...

A voz dela era tão baixa que quase não se ouvia nada. Sua fala era tremida e falha o que dificultava ainda mais o entendimento. E quando Wendy tentou se aproximar para ouvir melhor, seus olhos arregalaram-se em preocupação. Ela não conseguia se mover.

[2]

–Mas... o que está acontecendo... Charles?!

–Wendy... o quê?

Charles também estava impossibilitada de se mover. Então elas olharam para a garotinha sentada no balanço. Era tremia sem parar e lágrimas escorriam de seus olhos, como rios ganhando vida pela chuva. E então, de repente, o jardim emudeceu-se, o dia claro tornou-se escuro, com nuvens mescladas de preto e roxo, as flores murcharam e a beleza do jardim deu lugar à um labirinto de espinhos venenosos.

–Por fav-vor... m-me desculpem... — repetiu ela.

Instantâneamente, um odor forte surgiu por trás de Wendy e Charles. Parecia sangue putrefato. Um rugido maligno seguiu a sequência de acontecimentos apavorantes. E por fim, um tremor no solo, indicando que algo grande começara a se mover.

O coração das duas batia rapidamente. Uma gota de suor escorreu pelo rosto pálido de Wendy, tentando em vão sair dali. Charles ativou sua magia Aera, mas ela parecia estar pregada ao chão.

–Mas que droga!

–Charles, o que vamos fazer...?

[Rudigo ensurdecedor]

–Charles...!

–Wendy...!

[HUUUUUUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!]



[Bum!]

Durante muitos segundos a única visão era uma nuvem de poeira. Embora o chão fosse revestido por um tapete felpudo e vermelho, em alguns pontos ele já havia sido destruído, dando lugar ao chão de pedras. E quando a visão voltou ao normal, Galatea jazia em pé, frente ao corpo caído de Gajeel.

–Já se deitou, Gajeel-san? E nem tirou a roupa! — disse ela se aproximando ainda mais. -Não se preocupe, eu vou tirá-la pra você.

–S-sua... — Gajeel tentou dizer algo, mas a falta de ar lhe ofuscava as palavras.

–Hiáááááá!

Tudo aconteceu muito depressa. Quando Galatea ia abaixar-se para investir em Gajeel, Lily surgiu por trás dela, em sua forma de ataque brandindo a Mujiika no Ken (Musica Sword) contra ela. Mas não foi o suficiente, pois a espada parou de se mexer a centímetros dela, como se tivesse sido congelada.

–Até que enfim resolveu mostrar seu corpo másculo, tigrão? — disse ela virando-se para Lily. -Você é muito mais... selvagem que o seu amigo... acho que posso começar por você!

E dizendo estas palavras, arremessou a espada para longe. Então começou a mover-se em direção à Lily.

–A-afaste-se de mim, sua... sua maluca! — disse ele recuando.

–Não devia ser tão grosseiro assim, perto de uma dama. — disse ela com uma voz sedutora. -Ela pode te devorar.

E Gajeel, começou a comer ferro de um banquinho próximo à ele. Lily voltou para sua forma exceed e começou a correr, escondendo-se por entre as máquinas caça-níqueis.

–Ora, ora! Pare de se esconder e haja como um homem! — disse Galatea ligeiramente irritada.

[Lily: mas eu sou um gato!]

–Pare de incomodar meu gato, sua atirada! — disse Gajeel atrás dela. Estava totalmente recuperado. Ao seu lado, o resto de cinco ou seis banquinhos.

–Hô! Gajeel-san está pronto para mais? Que bom. Vou lhe dar um beijo que jamais esquecerá!

–Você continua com essas baboseiras! Vou lacrar sua boca um uma tranca de ferro e jogar a chave fora!

[3]

–Own! Que fetiche mais sexy! Venha, meu lindo.

O corpo de Gajeel cobriu-se inteiramente de ferro, deixando seu corpo protegido. Então avançou para ela, numa sequência de socos e chutes, que não atingiam o alvo. Simplesmente paravam no ar antes de acertá-la.

–Tetsuryuu no Gou ken! Punhos Fortes do Dragão de Ferro! — disse ele, quando o último soco fora desferido. De sua mão, um círculo mágico surgiu e uma força descomunal empurrou Galatea para trás, fazendo-a acertar algumas máquinas na colisão.

–Ainda não acabei! Tetsuryuu no Dai Houkou! Rugido Gigante do Dragão de Ferro!

Uma gigantesca rajada de ferro irrompeu do círculo mágido de Gajeel, acertando a área, fazendo tudo explodir. Quando a poeira baixou, a silhueta de Galatea começava a ser vista, em pé. Seu corpo já não estava mais ileso. Haviam, mesmo que poucos, alguns arranhões. Mas isso não era nada perante o que acontecera à suas mãos e ao rosto, as partes visíveis do corpo.

[4]

–Mas... que coisa é essa? — disse Lily, colocando-se ao lado de Gajeel.

–O que...

Galatea já não era mais a mesma. A beleza e a juventude se foram, e no lugar da sedutora de antes, havia uma mulher velha, com a pele enrugada e cheia de manchas. Sua expressão, porém, era de uma fúria assassina.

–Você.... OLHA O QUE VOCÊ FEZ COMIGO! — vociferou ela. -Eu me distraí com seu belo corpo e deixei você me atacar. — seu olhar tornou-se demoníaco. -AGORA EU QUERO ALGO EM TROCA!

Em um piscar de olhos, ela estava em frente à Gajeel, tão próxima, que podiam ouvir a respiração um do outro. E então, ela usando seus poderes magnéticos o impedia de se mover.

–Gajeel...!

Antes que ele pudesse oferecer qualquer ajuda, Galatea o chutou para longe, em um golpe poderoso. Aparentemente seus poderes não foram afetados por aquela velhice repentina.

–Vou lhe dar um beijo que jamais esquecerá! — disse ela mordiscando os lábios murchos.

–Mas o que...?

–Shiro Tsuya! Vigília Branca.

Foi uma das piores sensações que ele já sentira na vida. O beijo era frio e seco, sem vida e sem emoção. Não que ele compartilhasse do momento e quisesse beija-la, mas era uma situação desconcertante. E foi então que ele percebeu o que realmente estava acontecendo. Ele sentiu seu corpo enfraquecer-se e perder a sustentação. Os olhos foram ficando pesados e a respiração lenta. Calmamente, ela estava sugando sua energia vital.

Notas finais
Revieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeews *-*