Notas iniciais
Yo minna-san! Estou de volta com um novo capítulo saindo do forno. Bom proveito ^^ *ficha do Elijah postada no blog, além do post com "50 Fatos sobre Mim". Ficha da Sasha a caminho*

Sasha estava realmente frustrada por não conseguir achar nenhum oponente. Será que todos já estavam lutando menos ela? Isso seria péssimo. Sasha odiaria ser a única a não ter feito nada; era em momentos como aqueles que sua preguiça ia embora.

Francamente, sua mente estava tão absorta em pensamentos sobre o que aconteceria se ela fracassasse ou como ela ficaria se tivesse sido totalmente inútil no final das contas que não soube ao certo como conseguiu se defender quando um dragão de gelo surgiu do nada e avançou até ela.

Cristais de gelo voaram por todos os lados, saindo do dragão e do grande escudo de Sasha. A garota foi obrigada a fechar os olhos e abaixar o rosto para se proteger antes que sofresse algum corte. Quando finalmente se permitiu a ver o que estava acontecendo, se espantou.

A figura a sua frente estava preto e branco como todos os outros magos da Fairy Tail. O problema era que ele não era da Fairy Tail; mesmo que seu sobretudo escondesse a marca de sua guilda, Sasha tinha certeza de que nunca o vira nos registros da guilda antes e que ele não estava entre os magos de X791 quando eles apareceram do nada em frente à guilda.

– Certo, quem é você e de onde você veio? – Ela indagou. – Se não é um mago da Fairy Tail...

– Me poupe. Essa guilda de fadinhas não serve para mim – desdenhou o rapaz. – Eu sou o grande imperador Lyon Vastia, ora! Jamais faria parte de algo que não merecesse meu poder!

Sasha fez um esforço para pesquisar em sua memória. Lyon Vastia... Ah, sim. Ele fez parte da antiga Light Alliance, sendo membro da Lamia Scale. Ou seja, ele não deveria mesmo estar ali.

Outra coisa: que papo era aquele de “grande imperador”?

– Essa batalha é só para as fadas! O que você está fazendo aqui?!

Lyon tirou o sorriso convencido do rosto e se pôs a pensar. Segundos depois, olhou em volta e falou:

– Eu não sei. Simplesmente apareci aqui com uma tremenda vontade de espancar a primeira pessoa que aparecesse em minha frente. – Então ele abriu aquele mesmo sorriso sinistro que estava estampado no rosto de todos os antigos magos da Fairy Tail. – Que, por acaso, foi você.

– Ah, é? – Ela debochou.

Por mais estranha que a situação fosse, Sasha estava tranquila. Na verdade, estava até mesmo aliviada. Mesmo não sendo um veterano da Fairy Tail, Lyon certamente causaria problemas aos seus amigos se ela o deixasse solto por aí. Ela ainda queria explicações. Mas naquele momento, só o que queria era fazer sua parte na missão.

– Já que você insiste – ela preparou sua espada –, eu te desafio.

. . .

Mesmo que tentasse confortar Misaki, Lothos não podia ignorar sua própria preocupação. Hana estava por aí, em algum lugar perto de Issei, e só o que ela podia fazer por sua irmã de coração era esperar que ela estivesse bem e fazendo a coisa certa. Lothos queria encontrá-la, garantir sua segurança e matar a grande saudade que sentia da baixinha, mas perderiam muito tempo a procurando e aquela neve fora de época realmente a preocupava. Imaginou se Misaki estivesse sentindo o mesmo. Não; ele parecia ainda pior.

– Ela vai ficar bem, né? – Ele acabou perguntando.

A dupla já entrava em Magnolia, onde a neve parecia ainda mais intensa. A cidade toda estava decorada com um grande tapete preto e branco, que de alguma forma tornava a noite muito sinistra.

– Claro que vai. A Hana sempre fica bem. – Lothos suspirou. Queria poder acreditar no que dizia. – O melhor que podemos fazer agora é acreditar que ela está bem.

O rapaz ficou em silêncio. Lothos olhou para ele, esperando que ele ainda estivesse de cabeça baixa, mas Misaki agora tinha uma expressão séria no rosto.

– O que foi?

– Você ouviu isso?

A moça se concentrou. Tudo o que ouvia era o vento frio fazendo as folhas das árvores balançarem, tamanho era o silêncio.

– Misaki, o que...

Mas o ruivo foi mais rápido. Antes que ela terminasse sua frase, ele estendeu a mão para cima e invocou um círculo mágico sobre a mesma, de onde saiu uma bomba que explodiu em algo logo acima da dupla. Um leve gemido foi ouvido

– Explodido. Que tal essa? – Ele se vangloriou.

Um pouco cedo demais. Distraídos, os dois não puderam perceber o próximo ataque a tempo, e de repente se viram no alvo de vários tiros de energia. Tarde demais para se esquivarem.

Felizmente, uma figura caiu diante dos dois e imediatamente invocou uma grande barreira de ar que repeliu os tiros. Ótimo, pensou Lothos. Quanto mais vou dever a essa família?

– Que tal você se gabar depois de ter terminado o serviço todo, Misaki?

– Não seja chato, Shuichi – resmungou o ruivo. – Mas... Valeu.

– Você salvou o dia mais uma vez – falou Lothos. – Agora, vamos...

– “Vamos”, nada. Vocês vão procurar a galera e eu cuido disso.

– Mas...

Lothos não pôde completar sua frase novamente; enfim conseguiu ver os rostos dos dois rapazes que os atacavam. Ambos estavam completamente em preto e branco, sendo que seus olhos totalmente negros davam um arrepio imediato a quem quer que os encarasse por uma segundo. E essa não era a única parte estranha: Lothos os reconheceu e teve certeza de que seus amigos também. Um tinha sobrancelhas enormes e seu cabelo estava amarrado numa trança sob um grande chapéu. O outro tinha um focinho e orelhas de cachorro e por algum motivo tinha uma meia pendurada no pescoço.

Aqueles dois tinham suas fichas guardadas nos fundos da guilda: Yuka e Toby. Mas o que eles estavam fazendo ali?

– Vão ver o que está acontecendo – ordenou Shuichi. – Agora.

Lothos hesitou. Mas antes que pudesse se decidir, um Misaki muito sério a agarrou pelo braço e saiu correndo.

. . .

“Ajudem o primeiro companheiro que virem! Embarquem na primeira batalha que aparecer!”, ordenara o Mestre Naoto. Só que Satoshi não esperava que tivesse de procurar por tanto tempo. Sinceramente, imaginou que a cidade estaria cheia de espíritos de magos sedentos por uma batalha.

Droga, ele queria acabar com isso logo; quanto mais cedo aquela história acabasse, mais cedo ele poderia respirar aliviado. Sua preocupação com Kagura aumentava a cada segundo. Mal conseguia pensar na situação atual sem que sua mente se desviasse para sua amada.

– Vai ficar tudo bem. Logo, logo isso vai acabar – disse Ankamy.

Para sua sorte, ela optou por ficar ao seu lado nessa missão. Satoshi se sentia muito melhor sabendo que tinha uma amiga ao seu lado. Se estivesse sozinho provavelmente ficaria muito mais nervoso.

– Eu sei. É só que...

– Kagura vai ficar bem – ela lhe garantiu. – Calma, Satoshi.

“Mantenha o foco, garoto. Com a cabeça avoada desse jeito qualquer um pode te pegar de surpresa”, Mathias avisou.

O azulado assentiu.

– Está bem. Vocês têm razão.

– Vocês...? Ah. Saquei. – Ankamy apontou para espada que armazenava a alma do mercenário. – Acho que nunca vou me acostumar com isso aí. Vocês podiam pelo menos parar de se comunicar só por telepatia.

– Não sou eu quem faz isso. É o Mathias.

“Eu não preciso dar satisfação para uma garota. Falo como quiser.”

– Agora eu ouvi! – Gritou a garota.

Isso você podia ter dito em telepatia – repreendeu-o o rapaz.

Apesar do jeito arrogante de Mathias, Satoshi realmente apreciava sua companhia. O homem que fora seu grande adversário acabou se tornando um grande amigo, e as técnicas que pôde aperfeiçoar graças à sua companhia foram muitas. Tinha certeza de que sua espada fez a escolha certa quando decidiu acolher sua alma.

– Agora, falando sério... Cadê todo mundo? Já não devíamos ter encontrado algum veterano a essa hora? – estranhou o de cabelos azuis.

– Sim, também estou achando estranho. Mas não podemos fazer muita coisa além de continuar procurando.

– Só queria que esses caras aparecessem logo. Ficar andando por tanto tempo é muito...

Satoshi se interrompeu assim que sentiu o chão tremer. Antes mesmo que pudesse gritar para Ankamy tomar cuidado, vários pilares de terra emergiram do solo, levando a dupla para cima. Ambos tiveram que se segurar nas bordas para não caírem. Enfim, os pilares pararam de crescer, mas já tinham subido demais.

– O que diabos foi isso?! – Exclamou Ankamy.

O rapaz não teve nem tempo de dar alguma resposta. Tudo tremeu mais uma vez e os pilares desceram em alta velocidade, obrigando os magos a se segurarem com ainda mais força – nada que impedisse uma colisão certa e brutal com o chão.

“Mas que merda! Pegue sua espada logo!”

O vento fazia tanto barulho em seu ouvido que Satoshi quase não ouviu a ordem de Mathias. Depois de fazer um esforço considerável para agarrar o punho de sua espada e tirá-la da bainha, o espadachim fechou os olhos e rezou para que seu amigo conseguisse resolver a situação. E assim o fez; quando estava prestes a colidir com o chão, uma barreira de luz envolveu o rapaz, protegendo-o do impacto. Satoshi deu suspiro de alívio um segundo antes de se lembrar de sua companheira.

– Ankamy...!

“Relaxa.”

Quando olhou para o lado, lá estava sua amiga, também envolta pela barreira de Mathias. Sua expressão era uma mistura de susto com alívio. Satoshi suspirou novamente.

– Graças ao nosso anjo da guarda.

”Não me chame assim!”.

Ele o ignorou; havia coisas mais importantes para se preocupar do que as reclamações do ex-mercenário. O azulado preferia se concentrar mais na figura a sua frente, certamente seu mais novo oponente.

O homem parado diante da dupla era careca, embora possuísse uma barba comprida, e vestia uma kimono e sandálias de madeira. Suas sobrancelhas pareciam mais duas bolinhas sobre seus olhos.

– Satoshi... É quem eu tô pensando que é? – Indagou Ankamy.

Satoshi assentiu lentamente. Não era preciso ser membro da Lamia Scale para conhecê-lo; bastava ter estudado um pouco. Era difícil não reconhecer o rosto de um dos Dez Magos Santos mais fortes, ainda que tivesse morrido tantos anos atrás.

– Tenho que admitir, Ankamy, nós temos uma sorte incrível.

– Muito engraçado – ela resmungou.

De repente, Jura começou a aplaudir.

– Bravo! Não esperava que vocês conseguissem sobreviver a esse ataque surpresa. Mas já que conseguiram, devo presumir que são magos dignos de me enfrentarem.

Sorte ou não, os magos da Eletro Magic se levantaram. A luta que tanto procuraram tinham finalmente aparecido; não era hora de recuar.

– Não temos muita escolha, né? – Perguntou a garota.

– Nenhuma – respondeu o garoto. – Pronta?

– Não.

– Nem eu. Vamos lá!

. . .

Ainda que tivesse plena consciência de que Saphire já entendia sua situação sobre o assassinato de sua família, Ruby simplesmente não conseguia deixar de se pensar nisso sempre que ficava às sós com ela. Provavelmente ela nunca se esqueceria do ódio e da mágoa da amiga quando lhe contou sua verdadeira história.

Mas Saphire ficava tão natural ao seu lado que era como se já tivesse esquecido tudo aquilo. Satoshi lhe contara que conversou com Saphire para fazê-la mudar de ideia sobre essa história. Nunca soube o que ele falou para ela, mas era extremamente grata ao amigo por salvar o a amizade das duas.

– Ei, Ruby. – Saphire balançou a mão diante de seu rosto. – Ruby? Você está aí?

– Ah... O que foi?

– Você está distraída demais – falou a morena. – Já quase tropeçou duas vezes. No que estava pensando?

Ruby hesitou por um segundo.

– Nada. Só estou imaginando qual será nosso adversário.

Saphire balançou a cabeça em descrença.

– Você não é o tipo de pessoa que se preocupa com essas coisas. Fale a verdade.

Droga, ela a conhecia bem demais. Se Ruby ao menos soubesse onde estava o mago fantasma” mais próximo para poder se teletransportar até ele e se livrar daquela conversa...

Bem, de certa forma, suas preces foram atendidas. Saphire desviou a atenção de Ruby para um ponto a sua esquerda assim que ouviu um barulho vindo daquela direção. Ruby suspirou de alívio; salva pelo gongo.

Mas a ruiva se esqueceu do alívio momentâneo assim que a causa do barulho apareceu: uma rajada de vento surgiu, prestes a atingir as magas e toda a área a sua volta, tornando impossível de escapar correndo. Por isso, Ruby agarrou logo o braço da amiga o mais rápido e com mais força que pôde e se transportou com ela para alguns metros a frente, fora da área de alcance da ventania. Porém, com o teletransporte repentino, as duas acabaram caindo no chão.

– Ai... – Gemeu Saphire. – Essa doeu.

– É, mas prefiro alguns arranhões a ser levado por essa... Coisa. – Ruby se sentou. – O que foi aquilo?

Saphire olhou em volta.

– Está escuro demais para enxergar de onde veio esse vento. Parece até que começaram essa coisa à noite de propósito.

Mas Ruby se preocupava mais com o silêncio. Não havia ninguém andando na rua e Saphire já tinha parado de falar; elas deviam ser capazes de ouvir pelo menos o som de um passo. A menos que...

A ruiva olhou para cima quando sentiu fios de cabelo caindo em seu rosto. Uma moça vinha caindo sobre as duas com o pé esticado, envolto de um pequeno tornado branco e preto. Dessa vez Ruby estava tão atordoada que coube à Saphire salvar a dupla; segurou o braço da amiga e pulou para frente, caindo mais uma vez de mau jeito. O pequeno tornado fez um estrondo enorme quando a moça finalmente colidiu com o chão. Ruby olhou para trás. Uma pequena cratera se formara bem no lugar onde estavam.

– Ah! Essa foi por pouco...

A figura tinha cabelos presos por um laço com uma franja caindo sobre a testa e vestia uma camisa, saia e sapatilhas. Através de sua meia calça era possível ver a marca da Lamia Scale estampada em sua panturrilha direita.

– Alguma ideia de quem ela seja? – Perguntou Saphire.

– Não sei mesmo – admitiu Ruby.

A moça riu.

– Minhas oponentes são mesmo duas idiotas, não é? Pois bem, deixem que eu me apresente. – De repente, a neve ficou mais intensa. – Sou a God Slayer do Vento, e vou aniquilar vocês!

. . .

Luke não queria, mas continuava hesitante em lutar com Gajeel. Afinal, ele era o “papa” de Fel. Sabia que ela estava conseguindo suportar isso a ponto de lutar com sua “mama”, mas para ele estava sendo terrivelmente difícil fazer qualquer coisa além de desviar de seus ataques.

– Você tem que atacar, garoto covarde!

Mais uma vez o Dragon Slayer do Ferro transformou sua perna numa pilastra de metal e a esticou, tentando uma rasteira em Luke. O ruivo pulou para desviar, mas não pôde fazer nada quanto à segunda pilastra que saía do braço de seu oponente. O golpe lhe atingiu em cheio e Luke foi jogado brutalmente no chão.

– Se você não vai lutar, então vou acabar com isso agora mesmo.

Gajeel recuou seu braço e o transformou numa enorme espada. Luke ainda conseguiu se levantar mesmo com o corpo inteiro insistindo que ele continuasse no chão. O Dragon Slayer sorriu e avançou num corte horizontal.

Então, o mago de fogo ficou com muita raiva. Não só de Gajeel, mas dele mesmo; se perdesse ali seria uma decepção para todos os seus amigos, para o povo de Fiore, para ele mesmo e, principalmente, para Fel. Como podia ter hesitado tanto? Que tipo de mago ele era?

Quando o braço-espada de seu oponente estava prestes a atingi-lo, Luke pulou em cima dele, gritando de raiva. Lutou para conseguir manter o equilíbrio enquanto corria até o veterano com o punho mais coberto de chamas do que nunca. Porém, quando estava prestes a acertá-lo, algo o carregou para os céus.

O ruivo demorou alguns segundos para se acalmar e parar de se agitar tanto. Enfim olhou para cima.

– Kay?!

– Observe e aprenda – disse a Exceed simplesmente.

Ele olhou para baixo. Natasha surgiu, pulando para desferir um corte vertical com sua espada. Ele já ia falar que aquilo não serviria em nada quando percebeu, embasbacado, que o punho da espada se fundia com a mão da garota e que a lâmina se expandia cada vez mais. A gigantesca espada de Natasha se colidiu com a quase tão enorme espada de Gajeel.

– Mas... Vocês nem deveriam estar aqui! E aquele papo “proibida a participação de outras guildas”?

– É uma longa história. Bem... Nem tanto, mas não temos tempo para isso agora. Se você ainda quiser lutar, terá de achar outro oponente.

– Mas...

– Não adianta reclamar – falou Kay. Lá embaixo, Natasha retornava a espada ao seu formato normal. O largo sorriso estampado em seu rosto era quase tão assustador quanto o de Gajeel. – Essa luta é só dela.

. . .

Sasha estava mais cansada do que pensou que ficaria, considerando que a luta havia começado apenas minutos atrás. Por outro lado, Lyon parecia bem disposto; continuava insistindo em invocar dragões de gelo consecutivos. Sasha patinava no chão que ela mesma congelara para esquivar, mas a neve, de alguma forma, estava começando a atrapalhar.

– O que foi, garota? – O tom de Lyon era de puro deboche. – Eu estava mesmo esperando algo digno do poder do grande imperador, mas isso é bem frustrante!

Lyon deu aquela risada sinistra que causava um verdadeiro frio na espinha. Bastou isso para Sasha ficar zangada de vez. Patinando de lado, baixou a lâmina da espada até encostá-la no solo de gelo, ficando-a cada vez mais. Assim que chegou mais perto de Lyon, ergueu a espada, levantando com ela um muro de gelo.

Ice Wall...

Sasha deu mais uma volta antes de voltar com tudo. Pulou em direção ao muro, com a espada apontada para frente. A lâmina começou a atrair todo o gelo do muro pouco antes de entrar em contato com este; o paredão se desfez e o gelo seu uniu em torno da espada, criando uma enorme lâmina congelada nas mãos da garota. Lyon ficou sem reação.

Ice Tiger Blade!

Todo o gelo se quebrou com a conclusão do ataque e o mago da Lamia caiu aparentemente inconsciente no chão de neve. Sasha suspirou.

– É, até que isso foi mais fácil do que eu esperava.

Cedo demais; a risada sinistra de Lyon mal soou quando Sasha notou um gigante gorila de gelo bem atrás dela. Não teve tempo para desviar. O gorila a agarrou com uma de suas mãos imensas e a jogou para cima, bem a tempo de entrar no alvo de uma enorme serpente de gelo que vinha em espiral. A maga estava surpresa e assustada demais para fazer algo. Então, fechou os olhos e esperou pelo pior.

Ele não veio. Não se passou nem um minuto e Sasha sentiu como se o vento a tivesse empurrado para longe dos dois animais de gelo. Abriu os olhos e só então sentiu os braços da pessoa que a segurava no colo. Ela já ia agradecer quando paralisou novamente.

O rosto de Kenzo nunca lhe pareceu tão sombrio e misterioso, mas aquela expressão era estranhamente familiar. Sasha também sentia como se já tivesse estado naquela posição antes e em circunstâncias semelhantes. E a cicatriz de seu sensei nunca lhe pareceu tão evidente.

Arregalou os olhos. De repente, ela se lembrou.

Notas finais
No próximo... (narrado por Yuri) De todas as pessoas no mundo para me acompanhar numa luta, por que tinham que ser logo eles? E ainda querem uma entrada triunfal... Me poupe. Fazer o quê... Só por uma noite, vamos ter que fingir que não temos nada um com um outro. Pela Pegasus e por todos. Não perca o próximo! "Trimens" Soreha, sayounará!