Fairy Tail - A nova geração.
6 Sonhos...
Notas iniciais
****: Castiel?... — uma voz chamou. Era uma voz feminina e familiar, mas ao mesmo tempo fraca e assustadora.
Castiel estava num lugar completamente escuro, e tinha a sensação de estar sendo observado. Ao olhar para cima, percebeu um par de olhos que o observava, sendo um azul claro e o outro vermelho com uma afiada pupila de gato.
****: Você prometeu que iria me proteger... — os olhos sumiram, e de repente ele estava num lugar muito claro. Era um penhasco, coberto de neve. A garota apareceu na ponta do penhasco, a cabeça abaixada com os cabelos caindo sobre o rosto. — Você não cumpriu sua promessa... — ela levantou o rosto. Castiel arfou. Era Ranyelle, com arranhões no rosto, manchas azuis brilhantes pelo corpo que se pareciam com resto de magia e olheiras sob os olhos azulados.
A ponta do penhasco se partiu. Ela caiu, gritando e tentando desesperadamente se erguer de volta. Ela escorregou, e Castiel gritou, pulando e segurando o pulso da garota. As lágrimas corriam pela face dela, e Castiel lacrimejava. Ele sorriu, e por um segundo ela sorriu de volta. Por apenas um segundo.
Ela segurou o pulso de Castiel com força, fincando as unhas que se assemelhavam a garras.
Ranyelle: Cumpra sua promessa... — ela disse com a voz fraca e completou, com um sorriso triste no rosto: — Vou virar asas que sobem livremente... Venha rápido e me pegue!*— ela cantou e então soltou o pulso de Castiel, fazendo com que ele a soltasse também. Ela caiu, se despedaçando no chão.
Castiel acordou, suando e sentindo uma leve ardência no pulso. Ele olhou o mesmo e suspirou.
Fazia um mais ou menos um mês que vinha tendo sonhos como aqueles. Sonhava com Ranyelle. Ah, e sempre trazia consigo uma lembrancinha do sonho: cortes de forma oval no pulso, causadas pelas unhas de Ranyelle; lama nos dedos, sob as unhas; cama suja de barro, molhada por água de um rio sujo ou de neve derretida (pois era muito gelada) e as vezes até sujo de sangue. Isso só aconteceu uma vez, quando sonhou que estava lutando com Ranyelle. Algumas vezes, ele tocava aquela cicatriz em seu quadril, desejando que não tivesse sido apenas um sonho muito real, e sim uma luta boba com Ranyelle para ver qual dos dois era mais poderoso.
Ele se levantou, afastando Ranyelle de sua mente. Se era ela mesma naquela ilha, por que não voltou com eles quando os reconheceu?
"Ela te abandonou, deveria se esquecer dela" — repetia mentalmente para si mesmo, mas simplesmente não conseguia. Ela nunca sairia de seus pensamentos.
Ele suspirou ao olhar pela janela. Deviam ser apenas quatro da manhã, e ele sabia que não conseguiria voltar a dormir, então foi tomar banho, deixando a água levar seus problemas para o ralo e se permitindo pensar em Ranyelle.
Às sete horas da manhã em ponto, Gavy já estava no quarto de Castiel, gritando histericamente.
Gavy: CASTIEL! ACORDE! A TIA ERZA E O TIO JELLAL QUEREM TODOS NA GUILDA AGORA MESMO E... — ela olhou para o irmão, que a encarava com uma sobrancelha erguida e com o violão no colo, afinando as cordas do instrumento. — Eto... Como assim você já está acordado? — ela perguntou, estranhando o irmão, que normalmente era o último a acordar.
Castiel: Acordei por causa de uns barulhos estranhos, e não consegui mais dormir. — ele colocou o violão e um bloco de notas sobre a cama. — Vamos para a Guilda? — ele disse, saindo e fechando a porta do quarto. — Não quero que tia Erza nos mate por que chegamos atrasados... — ele disse, descendo as escadas.
Gavy mordeu o lábio inferior e Rajeel parou ao seu lado. Ambos observavam Castiel descendo as escadas.
Rajeel: Ele não está bem. Acordei cinco da manhã com ele tocando violão. — ele sussurrou no ouvido da irmã, que se arrepiou e mordeu o lábio inferior com mais força.
Gavy: eu acordei três da manhã com um grito dele. Quando fui lá, ele murmurava sem parar o nome... Dela. Você sabe... — ela suspirou, sem querer falar o nome da ruiva.
Rajeel: Espero que Erza tenha boas notícias. — ele suspirou e então desceu as escadas.
Gavy olhou para uma cômoda no fim do corredor. Havia um porta retrato virado de cara para baixo. Nele, havia uma foto de Ranyelle, Castiel e todos os outros no aniversário de seis anos da ruiva. Foi a última foto que tiraram dela.
Hoje, ela estava com um bom pressentimento, sentia que algo bom iria acontecer. Ela foi até o final do corredor e levantou o porta retratos, sorrindo ao observar a foto. Em seguida, desceu as escadas, indo com os pais e os irmãos para a Guilda.
Uma ótima sensação fazia cócegas em seu peito.
Sim, hoje com certeza seria um ótimo dia.
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