Notas iniciais
Yoo minnaa Nós vemos lá embaixo, por que o Nyah tá cortando as minhas notas ¬¬' Capítulo grande pra recompensar pelo capítulo passado, que foi minusculo o/ Mas esse capítulo também tá um lixo '-' Termina aqui o "arco" 1: O vazio de Anos... O "arco" 2 começa no próximo capítulo. Boa leitura minna- san *-*

Ranyelle fechou os olhos, deixando a água correr livre por seu corpo, um sorrisinho brotando em seu rosto ao se lembrar do quão cansativo e bom havia sido seu dia.

Havia ido à guilda. Reencontrou Nashi, Annyl, Armin, Alexy, Rutsu e, melhor ainda: reencontrou Rosalya. Ambas ficaram tão felizes que só ficaram chorando, sorrindo e abraçando uma a outra.

Alexy fez escândalo, gritando de felicidade sem parar. Nashi e Annyl pularam sobre a ruiva, chorando. Lysandre fingiu que não estava chorando. Leigh segurou Rosalya, para que a albina não saisse gritando na rua. Todos cercaram-na, sorrindo e chorando. Até Laxus, que dificilmente demonstrava suas emoções, apertou as bochechas da garota, querendo uma garantia de que era ela mesmo e disse que estava feliz por ela ter voltado.

Todos. Menos um certo ruivo, que Ranyelle quase não reconheceu. Como ela reconheceria? Quando o conheceu, ele tinha cabelos negros, e era um garoto fofo. Agora tem cabelos vermelhos, e é grosso e rude.

"A ruiva se afastou de Rosa, que estava numa pequena discussão com Leigh. Ranyelle realmente havia perdido muita coisa, já que quando eram crianças, Rosa era a garota mais fofa do mundo perto de Leigh, e agora os dois viviam numa eterna briga, embora fosse possível sentir a presença de um carinho especial entre os dois.

Ela conversava com Gavy, quando esta apontou para um canto da Guilda. Ranyelle olhou atentamente para o ruivo, que folheava um livro.

Seu queixo caiu, e ela saiu correndo na direção do garoto.

Ranyelle: Castiel! – ela gritou, pulando e abraçando o garoto. Mas ele não a abraçou de volta, como ela pensou que faria.

Castiel: Droga! Tava torcendo pra você não fazer isso... – ele disse, irritado. – Me solte, por favor.

Ranyelle: Tiel? – ela o olhou, se afastando. Ele não a olhava nos olhos, e mordia o lábio inferior. Porque ele não a olhava nos olhos? Porque ele não sorria e abraçava também? Será que ele não sentiu saudades, em todos esses anos? Será que não gostava dela, e havia amado o tempo que ela passou fora? Milhões de perguntas rondavam sua mente.

Castiel, parecendo ler a mente da ruiva, disse:

Castiel: V-você não é mais uma criancinha pra ficar fazendo essas coisas, sua baixinha irritante! – ele disse, se soltando. Ele parecia um pouco envergonhado, mas logo seu rosto voltou a ser sério. – Você foi embora, aquele dia na Ilha... Você não tem o direito de voltar depois do incidente na Ilha, e me pedir que chore de felicidade. – ele disse, frio, e se afastou.

Pelo resto do dia, Castiel foi frio e irônico. Sempre falando coisas irônicas e até pervertidas sobre qualquer coisa que a ruiva fizesse."

Seu dia não fora muito como esperava, mas pelo menos havia reencontrado todos.

Ela suspirou, pelo que parecia ser a nona ou décima vez em dez minutos e desligou o chuveiro, enrolando-se na toalha.

Ela saiu do banheiro cheio de vapor e foi para seu quarto. A ruiva reparou que a janela estava aberta, fazendo um ar frio entrar no quarto.

"Estranho. Pensei que tinha fechado a janela..."— ela pensou e deu um pequeno pulo ao ouvir um som abafado vindo do local próximo a cômoda onde guardava suas roupas íntimas. Ela olhou ao redor, e seu queixo caiu.

****: Nee, Ranyelle, belas calcinhas! – comentou aquela voz rouca mergulhada em pura sedução.

Ela se sentiu arrepiar. E não era por causa do vento frio que entrava pela janela.

( ~*~)

Ranyelle jurou que vermelho pimentão era eufemismo para a cor que agora consumia seu rosto. Ela fechou os olhos, segurando firmemente a toalha ao redor de seu corpo e tentando não gritar. Ela sentia seu corpo inteiro arder de vergonha e, veja só, de raiva também.

A primeira coisa da qual se deu conta foi o cabelo meio longo, pintado de vermelho. Depois, como quem não quer nada, grudou os olhos nos múculos do ruivo. Certo, aquele era Castiel, sem dúvidas.

Ele estava casualmente encostado na parede com um sorriso muito sacana nos lábios, mas o que Ranyelle custava a crer era nos braços musculosos rodando entre os dedos — nada mais, nada menos que — sua calcinha mais ousada. Que, por sinal, fora Rosalya quem colocara em sua gaveta apenas três horas atrás, por achar que suas roupas íntimas não eram... sedutoras, digamos assim.

Dessa vez, ela não conseguiu segurar um grito agudo, que doeu seus ouvidos. Castiel jogou a peça íntima dentro da gaveta novamente, e pôs as mãos calejadas sobre os ouvidos, resmungando.

Castiel: Mas que droga, Ranyelle, você tem que ser tão barulhenta assim? – reclamou, seus ouvidos sensíveis latejando de dor. Ranyelle soltou um resmungo baixinho, seus ouvidos latejando de dor também. Mas ela ignorou a dor, e ignorou os resmungos de Castiel também. Com sorte, seus pais não teriam escutado o grito ou ignorariam.

Ranyelle: O que, apenas o que, você está fazendo aqui? – ela perguntou, tomando cuidado para não gritar. Se seus pais viessem conferir se estava tudo bem, ambos estariam encrencados.

O Redfox se desencostou da parede, olhando o quarto. Era melhor fazer isso à olhar a figura tentadoramente vermelha e seminua da ruiva. Por Deus, ela sequer percebera que estava só de toalha?

Castiel: Sabe toda aquela coisa um tanto clichê de “conheça seu inimigo”? – como tinha uma imaginação muito boa, mentalizou Ranyelle vestida com as roupas mais masculinas que conhecia só para conseguir olhar para ela e, quando o fez, deu de ombros. – É isso o que estou fazendo.

Ranyelle: Mas eu não sou sua inimiga! – ela cruzou os braços finos debaixo dos seios grandes que permaneciam precariamente cobertos pelo tecido da toalha (ainda sem perceber que vestia apenas aquilo) e suspirou, massageando as têmporas. – De qualquer forma, por que está fazendo isso?

A resposta veio rapidamente, sem hesitações:

Castiel: Por que o mestre te pediu pra ficar de olho em mim. – ele disse, remexendo na escrivaninha que ficava num canto do quarto.

Ranyelle piscou, se lembrando do momento em que Laxus a chamou para ter uma conversa em particular, um pouco antes de Mira chamá-la para fazer a marca da Guilda.

"Laxus: Bem, Ranyelle, tenho um único pedido para lhe fazer. Se aceitar, poderá entrar na Fairy Tail agora, mesmo sem estarmos com as vagas abertas.
A ruiva sorriu. Estavam na sala do mestre. Laxus encontrava-se sentado numa poltrona de couro vermelho, atrás de uma mesa de mogno pólido, enquanto Ranyelle permanecia em pé diante da mesa.
Ranyelle: Faço o que o senhor quiser, tio Laxus! – ela disse. Chamá-lo de tio costumava irritá-lo quando a ruiva ainda era uma criança.
Laxus: Quero que fique de olho em Castiel. – a cor sumiu completamente do rosto da ruiva. – Quero que o mantenha na linha, que o controle. Vocês se davam bem quando crianças, então essa tarefa não deve lhe incomodar tanto, não é? – ele disse.
Mas lhe incomodava. O ruivo era muito inconstante, e manter um olho nele seria exaustivo e complicado, só que ela não podia simplesmente dizer isso à Laxus. Aquela era sua oportunidade de ouro e jamais abriria mão de fazer parte da Guilda. Se não aceitasse, teria que esperar abrir uma vaga, e isso significaria ficar fora da Guilda por um bom tempo. Então aceitou, acenando com a cabeça."

Ranyelle: Você escutou a conversa? – ela perguntou, um tanto surpresa.

Castiel: Sou um Dragon Slayer. Posso apurar minha audição quando quero. – ele respondeu tranquilamente, observando a cama da ruiva.

Ranyelle: E já que eu tenho que ficar de olho em você, resolveu me dar o troco? – constatou a garota, apoiando as mãos na cintura, ligeiramente descrente.

Castiel: Sim – o ruivo sorriu de orelha a orelha, seus dentes cintilando devido à iluminação do quarto. – Não vou te deixar fora do meu campo de visão. É por isso que, a partir de agora, você e eu formaremos um time.

Os lábios de Ranyelle tremeram, e logo ela começou a rir. Achou que ele estava brincando, mas ao notar seu semblante sério, percebeu que não havia piada alguma ali.

Ranyelle: Está prentendendo facilitar meu trabalho? – perguntou, achando totalmente sem sentido a decisão do Redfox. Se tinha de ficar de olho nele, então formar um time com ele seria o ideal. Sem falar que não conseguia controlar totalmente sua magia ainda, então o Dragon Slayer de ferro seria muito útil.

Castiel: Facilitar? – riu, realmente achando graça. – Muito pelo contrário. Eu vou fazer do seu trabalho um verdadeiro inferno. Vou te fazer desejar nunca ter entrado pra Fairy Tail – fechou as mãos em punhos. – Eu nunca facilito para inimigos.

Ranyelle estava chocada. Como ele podia ser babaca a esse ponto? Quando ele se tornara tão babaca? Era uma falta de ética danada isso que ele estava fazendo, e a ruiva não tinha feito nada para merecer tal tratamento.

Ranyelle: Não sou sua inimiga, sou sua nakama! — ela apontou para seu ombro esquerdo, onde estava a sua tatuagem da guilda, que era cinza e contornada de preto.

Quando os olhos cinzas de Castiel pousaram na marca da Fairy Tail da garota, ele não conseguiu evitar o sorriso que lentamente abriu caminho por seus lábios. Estava feliz. Sim, inexplicavelmente, seu íntimo estava agitado e exultante. Achando isso ridículo, fez força para transformar o sorriso em algo mais malicioso.

E foi então que Ranyelle percebera seu erro, ao se lembrar do por que de sua marca ser cinza como os olhos de Castiel. Ela queria que sua marca fosse vermelho-sangue. Quando Mira estava aproximando o Carimbo Mágico* do ombro da ruiva, ela se lembrou de que a marca no ombro direito de Castiel também era vermelho-sangue, e ela não queria que o ruivo pensasse que ela escolheu vermelho por causa dele. O pensamento de se afastar sequer passou por sua cabeça. Tudo que conseguiu pensar foi "Qualquer cor, menos vermelho! Droga, Castiel idiota!"

Castiel: Oh, minha nakama, sim. Mas acho que quer ser bem mais que isso...

Que o Dragon Slayer de ferro era um filho da puta, Ranyelle não tinha dúvidas. Sabia que ele iria comentar algo do tipo, havia sido burra e impulsiva ao mostrar-lhe a marca — mais precisamente sua cor — e agora arcava com as provocações.

Ranyelle: Não pense que é cinza porque eu estou remotamente interessada em você. Na verdade, eu percebi que cinza fica muito bem com o meu tom de pele. Sim, e eu gosto muitíssimo de cinza – isso era mentira; sua cor favorita era vermelha. Nunca achou muita graça no cinza, pra falar a verdade, mas Castiel definitivamente não precisava saber disso.

Castiel: Ah, eu posso ver como você gosta de cinza, Ranyelle – o Redfox comentou, fuçando novamente na gaveta ao seu lado e retirando de dentro dela uma peça íntima em um tom cinzento. De maneira muito sacana, ele a levou até as narinas e cheirou.

Ranyelle, assim como sua percepção de mundo, congelou. Um, dois segundos, mas pareciam horas. De seu interior, uma raiva espumante brotou da imensa vergonha e constrangimento. Não conseguia nem respirar direito. Tudo o que fez foi voar para cima de Castiel enquanto gritava para ele soltar a calcinha.

O mago não esperava realmente por aquela reação e, quando sentiu os socos da ruiva contra seu peito, deu alguns passos cambaleantes para trás. Os golpes não doíam, mas ele agia por reflexo. De repente, sentiu a cama bater por detrás dos seus joelhos e, perdendo o equilíbrio, caiu deitado no colchão, trazendo Ranyelle consigo.

Durante a queda, ambos fecharam os olhos. Por instinto, Castiel envolveu a cintura fina da garota de maneira protetora, e ela não protestou. Eles abriram os olhos e fitaram os olhos um do outro, assimilando a sequência de acontecimentos. Um longo minuto silencioso se passou e o ruivo não saberia dizer o que estava mais macio: o colchão em suas costas ou aquilo que estava apoiado exatamente sobre si. Intrigado com a maciez, olhou para baixo, entre seus corpos colados.

A ruiva seguiu seu olhar, observando que a toalha na qual estava vestida havia descido e aberto, deixando seus seios fartos totalmente prensados no peitoral duro e definido do Redfox. Pior, seu corpo todo estava sendo prensado contra o corpo dele. Piscou enquanto o constrangimento a tomava com uma voadora na cara.

Ela gritou, tão alto que o ouvido de ambos ficou doendo por um bom tempo, e dessa vez, seus pais com certeza viriam conferir se estava tudo bem. Ela pode ouvir o barulho das louças e talheres serem largadas e o barulho das botas de sua mãe no chão. Ela também pode ouvir ela dizendo a Jellal que iria ver se estava tudo bem.

Levantou-se mais que rapidamente e se enrolou fortemente na toalha, se encolhendo no meio do quarto. Mais uma vez havia sido burra e impulsiva, e agora teria que arcar com as provocações — de novo. Sim, porque não havia modos de sair dessa situação sem receber ao menos uma alfinetada de teor erótico do ruivo.

Ela não conhecia o "novo" Castiel, mas conhecia o suficiente para saber disso.

Porém, contrariando todas as sua expectativas, Castiel virou o rosto, respeitando seu momento. Ele se sentou no peitoril da janela, que ficava sobre a cabeceira da cama, de costas pra ela.

Castiel: N-Não esqueça de estar amanhã bem cedo na guilda, vamos escolher um trabalho – e, dito isso, o Dragon Slayer pulou habilmente através da janela, sumindo na noite estrelada.

Aparentemente, Ranyelle não o conhecia tão bem assim.

Porque, afinal, era impressão sua ou... Castiel havia mesmo gaguejado? E aquilo no rosto dele, logo antes de ir embora, eram bochechas coradas?

(* ~ *)

Na manhã seguinte, a Scarlet mais nova fez força para levantar; estava acabada. Depois que o Redfox havia ido embora ao início da noite e depois de ter falado para sua mãe que havia visto uma barata em seu quarto e por isso havia feito tanto barulho, tudo o que ela conseguiu fazer foi rodar initerruptamente na cama como se fosse um espetinho assando. Durante a noite inteira. Não conseguira sequer pregar os olhos e, quando a claridade começou a dar as caras pela janela e o despertador tocou insolente, Ray tê-lo arremessado contra a parede não foi nenhuma surpresa.
Arrastou-se para fora da cama junto com a coberta vermelha, entrando em um breve estado catatônico enquanto fitava o tapete felpudo azul aos seus pés. Inspirou e expirou, rastejando até o banheiro e largando o pijama e a coberta pelo caminho.

O banho ajudou a garota a recobrar o ânimo, mas quando foi selecionar a roupa que vestiria, estancou. A calcinha cinzenta ainda estava onde caíra noite passada, no pé da cama. Apenas a visão daquela peça fez com que ela despertasse totalmente e se enchesse de vergonha.

"Droga... Isso é inacreditável!" — Pensou, corada e irritada.

E realmente era. As ações daquele maldito Dragon Slayer de ferro não podiam afeta-la tanto assim, era ridículo! E daí que ele vira e mexera em suas calcinhas? Ela não precisava dar um chilique por causa disso. Nas lojas, por exemplo, quase todo mundo via as calcinhas à venda, e alguns até mexiam!

"Sem chilique, Ranyelle. Sem chilique." — pensou, se acalmando um pouco.

Mas o problema, ela sabia, não estava aí. Havia algo de muito íntimo em ter um homem cheirando sua calcinha, ela achou, por mais estranho ou pervertido que fosse. E não foi só isso. Seus seios haviam entrado em contato direto com o peitoral definido de Castiel, seu corpo havia estado colado ao dele, e tal acontecimento matava-a de vergonha porque, na verdade, ela tinha gostado da sensação.


Mas ele não sabe disso!”- exclamou uma parte de sua mente. O mago não sabia o que ela havia sentindo, nem tinha como ter percebido porque ele mal olhara pra ela.

Sim, vitória!” — a ruiva pensou com um sorriso no rosto.

Notas finais
E aí, gostaram? Sei que não mereço e nem tenho o direito de pedir, mas... Comentem, please! Quero críticas (construtivas),me dê ideias e digam se gostaram do capítulo. Vocês são o combustível para a minha imaginação! Kissus, e até o próximo capítulo *3*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.