Fairy Tail - A nova geração.
2 Arco 1: O vazio de anos... - REESCRITO
Notas iniciais
Cerca de 3 anos depois...
Dimitry corria pela guilda, brincando com Nashi, Armin e Alexy. Mira foi até eles. Após ter filhos, Mira resolveu que ficaria na Guilda, ajudando seu marido e cuidando dos filhos de todos (com ajuda, claro!), como numa espécie de creche. A Fairy Tail nunca teve tantas crianças ao mesmo tempo!
— Hora do lanche! — ela disse sorrindo e levando as crianças até as mesas. Armin se sentou ao lado de Juvia, e Alexy ao lado de Gray. Armin tem os cabelos negros de Gray e olhos azuis gelo, e Alexy tem os cabelos azuis de Juvia e olhos rosas. Juvia estava carregando Annyl, sua filha mais nova. Ela tem os cabelos negros como os de Gray e olhos azuis como os de Juvia. Alexy e Armin caiam de amor por ela, mas quem não caia? Annyl fazia qualquer um se derreter por ela com seu jeito fofo de ser, tão parecida com a mãe... Gray era todo babão com a pequena.
Nashi se sentou ao lado de seu pai, Natsu, que a abraçou, brincando com a filha. Lucy sorriu carregando seu filho mais novo, Rutsu, que tinha os cabelos dourados de Lucy e os olhos de tom caramelado e puxados do pai.
Dimitry foi para o balcão, onde Gwen Redfox estava. Ela observava atentamente alguma coisa com os brilhantes olhos vermelhos, mas ele não quis se virar para ver o que era. Mira amarrou os cabelos negros e espetados (iguais aos de Gajeel) da menina, que focou o olhar nela.
— Não deixe esses cabelos rebeldes taparem este lindo rosto! — Mira bateu com a ponta do dedo no nariz de Gwen e sorriu. Logo, a albina foi arrumar comida para as crianças.
Nathaniel Eucliffe, o filho de Sting Eucliffe (mestre da Sabertooth), havia quebrado mais uma boneca de sua irmã gêmea, Ambre Eucliffe, que se pôs a chorar. Nathaniel tem cabelos loiros e olhos dourados, enquanto Ambre é uma loira de olhos verde-água. Nashi costumava dizer que Ambre tinha cabelo de miojo.
Os dois sempre apareciam pela Fairy Tail para brincar. Sting não tinha muito tempo livre para cuidar dos filhos, então os deixava por lá, mesmo que não fosse muito "fã" da dita cuja, era a única guilda com uma creche e ele não queria que as crianças crescessem solitárias.
Castiel Redfox, o irmão gêmeo de Gwen, concertou a boneca e a devolveu para Ambre, que agradeceu com lágrimas nos olhos. Castiel apenas acentiu, desinteressado, e se sentou no balcão ao lado da irmã. Castiel tem cabelos pretos que ficam na altura dos ombros, lisos e arrumados, e olhos cinzentos. Mira saiu distribuíndo sanduíches para as crianças.
Dimitry olhou para a porta de entrada da guilda enquanto comia um. Sua mãe, Erza, havia conseguido engravidar novamente, e esperava que fosse uma menina. Ela entrara em trabalho de parto ontem, durante a manhã, e teve que ser levada as pressas para o hospital com Jellal. Agora, Dimitry esperava preocupado por seus pais, estavam demorando muito.
Lysandre e Leigh Strauss, filhos de Mira e Laxus, se sentaram no balcão ao lado de Gwen e Castiel. Lysandre subiu com a ajuda de seu irmão. Apesar da diferença de idade entre os dois ser de menos de um ano, Leigh era bem mais alto que Lysandre.
Gajeel havia saído em uma missão, deixando Castiel, Gwen e Lety, a menininha de 6 meses de idade, sobre os cuidados de Levy e os amigos. Gwen e Castiel não brincavam com o resto das crianças, conversavam somente com Lysandre e Leigh. Lysandre dizia que eles eram apenasmuito tímidos, e um pouco anti-sociais, mas que eram muito legais. Levy havia ido ao mercado com Lety, e deixara Castiel e Gwen aqui.
O coração de Dimitry disparou ao ver a porta abrir.
Mas não eram seus pais.
Eram Levy e Gajeel, que carregava Lety no colo. Gawe e Castiel correram até seus pais. Quando a garotinha fez 4 meses, Gajeel pegou uma missão e deixou a mulher e os filhos, pois não poderia levar as crianças e Levy teria que ficar para cuidar delas.Gajeel pegou Castiel em um baço e Gavy no outro, carregando-os e abraçando Levy e a menina. Foi um reencontro emocionante, cheio de saudade.
— Ah...Não sabem o quanto senti falta de vocês! — ele disse, apertando todos num grande abraço de urso. A felicidade era evidente no rosto de todos, até na pequena Lety, que ria como nunca. Dimitry sorriu. Mal podia esperar para ver a mãe,o pai e seu irmão. Ou irmão. Quem sabe os dois? Pensou esperançoso.
Ele se lembrava bem de como foi feita a escolha do nome.
Se fosse menina, se chamaria Ranielle. Se fosse menino, se chamaria Mystogan.
Mystogan foi escolhido por seu pai, que dizia que este fora o nome de alguém muito especial para ele. Algo sobre uma história que Dimitry ouviria quando fosse mais velho. Já Ranielle foi escolhido por sua mãe, que queria uma menininha "sem maldades e pura", como dizia o significado do nome
Ele ficou lá, perdido em seus próprios pensamentos por horas...
— Dimitry... Acorde, Dimitry! — ele ouviu a voz calma de Juvia e abriu os olhos. Ele havia dormido e alguém o levara para o quarto onde colocavam as crianças para dormir, uma das várias salas da guilda. Ele olhou pela a janela. Já estava anoitecendo. — Seu pai e sua mãe chegaram, Dimitry. — ela disse com um sorriso gentil, e pulou da cama, correndo para o salão principal. Encontrou Erza, que estava de costas, e Jellal, que estava de lado observando a mulher. Dimitry correu até eles.
— Mamãe! Papai! — ele gritou e Jellal o pegou no colo, o abraçando.
— Muito bem Dimy, essa é sua irmã... — ele disse carregando Dimitry, para que ele pudesse ver a pequena bebê no colo de sua mãe. — Rainelle Fernandes Scarlet — ele sorriu e Dimitry observou a menina, que tinha cabelos vermelhos escarlete como os de sua mãe e uma estranha tatuagem no olho direito, a mesma que seu pai tinha, mas era mais clara, como se estivesse desaparecendo aos poucos.Ele não podia ver a cor de seus olhos pois a menina dormia tranquila, enrolanda em um manto lilás felpudo.
— Você sabe que não será menos amado agora que tem uma irmã, Dimy. Eu e seu pai amamos vocês dois igualmente, entendeu, mocinho? — ele concordou sorrindo e Erza e Jellal retribuiram.
— Agora, que tal irmos todos ver o desabrochar das cerejeiras? — disse Lucy. Eles quase se esqueceram. Rainelle nasceu num dia perfeito: o dia em que as cerejeiras viravam um lindo arco-íris.
Foram todos juntos para o local das cerejeiras, e passaram a noite toda festejando por lá.
Assim que chegaram em casa, Erza foi colocar Ranielle no berço e Dimitry a seguiu, querendo ver sua irmã. Enquanto ninava a garota, Dimitry viu a cor dos olhos dela. Era de um azul cobalto tão belo, que mesmo sendo tão escuro, brilhava como se fossem pedras de diamante.
A menina olhou fixamente para Dimitry e ele jurou ver um sorriso no rosto da pequena.
Ela fechou os olhos, dormindo. Erza a colocou no berço e levou Dimitry para o quarto. Ela o colocou na cama e deu um beijo em sua testa, enquanto cobria o garoto.
— Boa noite, filho — ela fechou a porta e ele sorriu antes dele cair em um sono profundo...
Cerca de 4 anos depois...
Dimitry estava em uma mesa junto com seus amigos: Nashi, Lysandre, Armin e surpreendentemente, Castiel e Gwen Redfox. Eles finalmente começaram a se enturmar, por incrivel que pareça. Eles conversavam, quando Dimitry ouviu uma voizinha feminina chamando-o e viu uma mão pequena e delicada puxando sua roupa. Era Ranielle.
— O que foi, pequena? — ele se agachou ao lado dela sorrindo.Ao perceber que ela estava lacrimejando e com as bochechas vermelhas, indicando que ela havia chorado, sua expressão caiu do sorriso para a raiva e o medo — O que aconteceu? Alguém brigou com você? — ela concordou com a cabeça.
— O Nath...Ele pegou o meu ursinho, me empurrou e saiu correndo... — as lágrimas rolaram pelas bochechas da menina e Dimitry a abraçou. Ele nunca vira Ranielle sem aquele ursinho, era seu brinquedo favorito, e fora Jellal que deu para ela desde o dia de seu nascimento. Além do mais, Nathaniel estava sendo maldoso com uma criancinha.
De repente, Castiel se agachou e botou uma mão no ombro de Rai, chamando a atenção da pequena, que se soltou de seu irmão para fala com o Redfox.
— Onde vocês estavam onde quando ele pegou seu ursinho, Nielle? — ele perguntou com um sorriso reconfortante nos lábios, fazendo a garota parar de chorar. Ele limpou as lágrimas dela — Não chore, não deixe esse pirralho acabar com sua felicidade e com este lindo rostinho — Dimitry estranhou. Era a primeira vez que ele via Castiel ser tão gentil com alguém que não fosse seus irmãos e seus pais.
— Foi lá fora... Embaixo da árvore... — ela disse baixinho e Castiel se levantou.
— Não se preocupe, Nielle! Eu e seu irmão vamos pegar seu ursinho, e ensinar aquele babaca a não mexer com um membro da Fairy Tail! — ele afagou os cabelos da menina e sorriu. Dimitry reprimiu a vontade de bater em Castiel por ensinar um xingamento para sua irmã. Eles foram procurar o dito cujo, e encontraram Nathaniel rasgando a cabeça do ursinho.
Dimitry ficou furioso, e deu para perceber que Castiel também...
1 hora depois...
— Ah...Vocês não deviam ter brigado... Podiam simplesmente ter chamado um adulto! — Dimitry encolheu os ombros enquanto Erza dava uma bronca nele e em Castiel. Levy também estava lá, mas deixou a bronca para Erza, acreditanto ser mais efetivo. Todos temiam a Titânia.
— Gomen ne, tia Erza, Mamãe... — ele olhou para o chão. — Mas eu odeio quando fazem esse tipo de coisa, quando todos deveríamos ser amigos! Nathaniel não entende isso! Ele é um covard, briga com todos, o tempo todo! Eu não aguento vê-lo fazendo isso, e o que ele fez com a Nielle foi a gota d'água pra mim! — ele disse e cruzou os braços. Levy sorriu discretamente, mas a Scarlet-Fernandes não era tão fácilmente derretida.
— Nós entendemos a situação, e vamos falar diretamente com Sting sobre o filho dele. Mas se Nathaniel fizer algo do tipo novamente, falem com um adulto! Não se metam em encrenca.
— Aye! Gomen ne! — Castiel e Dimitry disseram em coro. Erza sorriu satisfeita, e os liberou da bronca.
— Tomem cuidado! — Gritou Levy, rindo junto com Erza da situação.
Eles voltaram para a mesa onde estavam seus amigos. Agora Rosalya, a filha de Lyon Vastia, também estava lá. Ela é uma criança muito bonita, com os longos cabelos prateados, os olhos dourados e a pele meio caramelizada. Eles saíram para brincar, e Rosalya saiu, provavelmente para brincar com Ranielle.
Castiel observou, com um sorriso, a ruivinha brincar com suas amigas, antes de ir ele mesmo brincar com os seus amigos.
Algumas horas depois...
Já era noite. Castiel estava sentado na grama, do lado de fora da guilda, observando o céu escuro e estrelado. A cor azul do céu...O lembrava da cor dos olhos de alguém, mas ele não conseguia se lembrar quem exatamente. Ele ouviu uma voz feminina o chamando e olhou para o lado. A dona dos ditos olhos brilhantes o chamava, com um sorriso no rosto.
— Obrigada, Castiel... — ela disse baixinho, com sua voz de bebê fofa — ... obrigada por me devolver meu ursinho... e por me defender de Nathaniel... — ela abraçou o ursinho olhando para o chão. Mira havia costurado o ursinho e, apesar do remendo ser notável, Nielle gostou ainda mais dele assim. Castiel ficava encantado pela doçura da menina, pela sua inocência e pela sua beleza. Os cabelos vermelhos escarlete dela voaram com vento frio da noite e ela se encolheu um pouco. Castiel a fez se sentar ao seu lado e a cobriu com seu casaco.
— Não precisa agradecer, Nielle! — ele sorriu olhando a ruivinha — Eu vou sempre te proteger, baixinha! — ele sorriu e ela o olhou.
— Promete?... — ela perguntou e ele assentiu, aconchegando-a num abraço.
— Sim... Sempre... — ele sussurrou, e a garota beijou sua bochecha. Castiel ficou vermelho de vergonha. O rosto da Scarlet também queima de vergonha.
— Obrigada, Tiel... — ela disse se levantando. Ela colocou o casaco sobre o ombro dele e saiu correndo. Ele passou a mão onde Nielle havia lhe beijado.
"Sempre, baixinha...", pensou, enquanto observava o céu.
Cerca de 2 anos depois...
Haviam pessoas estranhas na Fairy Tail. Pessoas que estavam machucando os membros da guilda. Ranielle procurava desesperadamente por seus pais, por seu irmão ou por Castiel. Mas ela não encontrava nenhum conhecido. Estava uma confusão lá dentro. Ela via golpes mágicos sendo lançados por toda parte, viu um dos espíritos de tia Lucy, Virgo, derrubar um grupo de homens que tentaram se aproximar de Lucy por trás, mas não viu o menor sinal da cabeleira azul de seu pai, não vira o brilho de sua mãe ao se reequipar, não achava os brilhantes olhos vermelhos de Dimitry e não encontrava Castiel. Ela segurou o choro.
Estava completamente perdida, e o pior, não sabia usar magia. Dois homens nada amigáveis e com sorrisos maliciosos apareceram na frente dela. Ela se assustou, o coração batia rápido de medo.
— Ora... Olha que gracinha... Uma garotinha tão bonitinha como você não deveria estar sozinha aqui... — um dos homens disse se aproximando.
— Sim... Ela deveria estar satisfazendo algum homem, não concorda? — o outro disse se aproximando também, ambos tinham um sorriso malicioso no rosto. Quando um deles estava prestes a tocar na garota, algo os acertou em cheio, jogando-os longe. Ela olhou para o lado e viu Gwen Redfox. Ela sorriu para Ranielle antes de voltar a lutar. Mesmo sabendo que ela não veria ou ouviria, a ruiva agradeceu. Mas ainda precisava achar alguém, não conseguiria se proteger sozinha.
Quando um grupo de homens a abordou, não havia ninguém ali para protege-la.
A última coisa que ouviu antes de desmaiar, foram os gritos.
Ela reconheceu as vozes. Eram Erza, Jellal, Dimitry e Castiel, que observavam a menina desaparecer junto com todas aquelas pessoas em choque.
Eles não haviam sido capazes de protege-la.
Cerca de 6 anos depois...
Erza estava sentada em uma mesa, olhando pela janela.
"Por que justo ela?", era o que a Scarlet sempre se perguntava.
Seis anos atrás, uma guilda ilegal atacou a Fairy Tail. Vários se feriram, mas nenhum morrera. Apenas algumas janelas e portas foram quebradas. Mas a única a ser levada foi sua filha.
Eles não pegaram ninguém da guilda, a não ser Ranielle.
Jellal e Dimitry já não paravam mais em casa. Ainda não desistiram de procura-lá, mas nunca deixavam Erza ir, pois achavam que ela faria besteira por pensar que a culpa era sua e por achar que ela ainda não era capaz de lutar, de sair em uma missão... O que, infelizmente, era verdade. Ela não tinha forças emocionais para lutar, mesmo depois de tantos anos. Então ela simplesmente ficava lá na guilda, se remoendo de ódio por não ter sido capaz de cuidar de sua própria filha.
Ela enterrou as mãos no rosto e começou a chorar, quando sentiu uma mão em seu ombro e olhou para trás. Castiel Redfox a encarava, segurando as próprias lágrimas. Aquele simples gesto foi tão reconfortante para Erza. Ele então soltou seu ombro e se sentou em uma mesa ao lado de suas irmãs, Gwen e Lety, e ao lado de seu irmão, que se Erza não estava enganada, se chama Rajeel. Levy e Gajeel tem tantos filhos que, quase sempre, Erza esquecia ou trocava seus nomes. Quase todos na guilda faziam isso.
Castiel também se sentia um inútil, um fraco por não ter sido capaz de cuidar de Ranyelle. Ele olhou pela janela, vendo o céu azul claro e o Sol iluminando a mesa, e fechou os olhos, se lembrando da garota...
Os longos cabelos vermelhos da menina...
Os belos olhos azuis...
Os lábios rubros como uma rosa...
Ele balançou a cabeça, se sentindo um pervertido por estar pensando coisas desse tipo sobre uma menina de 6 anos.
Não.
Ela não tinha mais 6 anos. Agora ela deveria ter 12 anos de idade. Seus cabelos deveriam estar maiores, os olhos mais azuis e mais brilhantes, os lábios mais vermelhos...
Ele balançou a cabeça para afastar esses pensamentos, se sentindo um pervertido novamente. Jogou a cabeça para trás, apoiando-se na cadeira. Ele sentia tanta falta da baixinha...
Ele se lembrou da promessa que fez para ela quando a mesma deveria ter uns 4 anos de idade...
— Promete?... — ela perguntou e ele assentiu, aconchegando-a num abraço.
— Sim... Sempre... — ele sussurrou, e a garota beijou sua bochecha. Castiel ficou vermelho de vergonha. O rosto da Scarlet também queima de vergonha.
— Obrigada, Tiel... — ela disse se levantando. Ela colocou o casaco sobre o ombro dele e saiu correndo. Ele passou a mão onde Nielle havia lhe beijado.
"Sempre, baixinha..."
Ele não pode segurar uma lágrima teimosa que insistiu em rolar pelo seu rosto.
"Me desculpe, baixinha... Eu não fui capaz de cumprir minha promessa..." , pensou cerrando os punhos e logo sentiu as mãos quentes de Gwen em seu rosto, limpando as dolorosas lágrimas que insistiam em vazar de si. Mas quando ele abriu os olhos, não era Gwen que limpava suas lágrimas. Era Erza, que também tinha lágrimas nos olhos. Ela o abraçou num gesto quase maternal, como se ela estivesse explodindo de amor maternal para dar e precisasse soltar.
— Nós vamos encontra-la, Castiel! Nós vamos... — ela disse, e ele pensou no quanto queria que este dia chegasse logo.
Enquanto isso, em uma ilha bem afastada de Magnolia...
— Anda logo, sua lerda! Mais rápido! — o homem gritou para uma menina, que tentava desesperadamente trabalhar o mais rápido possível. Os homens obrigavam mulheres e crianças a trabalhar em uma escavação, a procura de alguma magia desconhecida por elas. Se elas não se enganavam, se chamava Uryu, que significa "Grande poder das Trevas". Ranielle conseguiu desviar de uma chicotada dirigida aos seus pés e voltou a trabalhar o mais rápido possível. Ela segurava o choro, não aguentava mais aquilo.
Como ela sentia saudades de sua mãe, do carinho que ela lhe fazia quando ela ficava com medo...
De seu pai, que sempre sabia como acalma-la em momentos de medo e nervosismo...
De Dimitry, que sempre cuidava dela e sabia como alegra-la...
E de Castiel, que prometera que sempre a protegeria.
Ela não pode impedir que uma lágrima rolasse por sua bochecha, pelo único olho do qual ela conseguia chorar, assim como sua mãe.
"NÃO...", ela pensou olhando assustada a cena que se seguia a sua frente. Os homens estavam levando 5 mulheres para aquele lugar. O lugar de onde nunca mais se saia. Entre as 5, estavam Darlene, a mulher que sempre fora tão carinhosa com Ranielle, e a filha dela, Karol. As lágrimas correram livres por sua bochecha. Ela não podia fazer nada para impedir que aquilo acontecesse. Se sentia um completa inútil por isso.
"Por favor...Me dê forças para sair daqui...", ela pensou, chorando e desviando de mais uma chicotada.
"Me ajude, Castiel...", uma última lágrima rolou por sua bochecha e ela voltou ao trabalho.
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