Fairy Tail - A nova geração.
5 A Maga de Capa Preta.
Notas iniciais
Fiore, Magnolia.
Na escola de magia Sweet Amoris...
As faíscas vermelhas e pretas flutuaram no ar quando Ranyelle tirou sua armadura. Sim, ela conseguia se Reequipar, e muitas outras coisas. Ela nem sabia controlar metade dos poderes que tinha.
Mas, graças a Sweet Amoris, ela estava aprendendo a lidar com eles. Pouco a pouco, ela ia aprendendo mais sobre sua magia. Já fazia dois meses que ela estava lá.
Hoje, Eliza decidira ensiá-la a Reequipar, o que era fácil, considerando que Ray já vira sua mãe trocar de armadura incontáveis vezes.
"Ah, mamãe...Que saudades..." — ela pensou, desamarrando os longos cabelos vermelhos. Eles cairam sobre suas costas, fazendo leves cócegas ao tocar levemente em sua cintura fina. Seu ponto fraco sempre fora a cintura, conseguia sentir cócegas naquela região até se fazia um movimento especifíco com a armadura. — "Mas essa saudade logo irá acabar!" — pensou, com grande animação. Ela colocou uma munhequeira preta sobre a tatuagem símbolo de Sweet Amoris. Eliza ainda não queria que divulgassem a escola. Afinal, elas foram dadas como mortas no "Acidente da Ilha desconhecida", que mais tarde, graças as inúmeras mortes que ocorreram no acidente, passou a ser chamada de Ilha da Morte.
Fora raptada uma vez por não ter conseguido se proteger, por não conseguir usar magia. Não queria causar mais problemas e infelicidade aos seus pais, seus amigos e os membros de Fairy Tail. Por isso, Edo-Nyelle decidira pelas duas que iriam frequentar Sweet Amoris, a escola de Magia cujo a dona era a própria Eliza, que tomara o controle da escola logo após sua irmã mais nova morrer. Assim, aprendeu a controlar sua magia. E a controlar Edo-Ranyelle também.
Ah, Edo-Ray era um ponto díficil e delicado de se lidar. Era para segurar seu outro lado que Eliza fizera um Rosário, com uma pedra vermelha no centro que indicava que a magia do Rosário estava funcionando, que agora ela tinha de usar o tempo todo, ou Edo-Nyelle tomaria o controle de seu corpo.
Não que o Rosário conseguisse segurá-la. Ela já havia provado várias vezes que conseguia tomar o controle mesmo com o Rosário e que não queria faze-lo. Edo-Nyelle era um pouco anti-social. Além de fria, calculista, vingativa, mal-humorada e radical.
Mas, Ray sabia que, no fundo, Edo-Nyelle era uma garota legal, gentil e educada, que se preocupava com os outros.
Edo-Nyelle: Por favor, pare de pensar bobagens. Sabe que não sou tão má assim... — Edo-Ray se pronunciou (a voz carregada de irônia) de dentro do Rosário, a pedra vermelha brilhando. A pedra era um Selo de Sangue: Eliza cortara com uma agulha o dedo de Edo-Nyelle e colocara as gotas dentro da pedra que ficava no Rosário. Assim, toda vez que Ranyelle estivesse com Rosário sobre o peito, Edo-Ray não conseguiria assumir o controle, a não ser que Ranyelle cedesse. Ou que Edo-Ray quisesse muito mesmo sair, o que era impossível de se acontecer.
Ray: Nah, você é tão chata... — ela resmungou, logo depois soltando uma risadinha. A pedra do Rosário parou de brilhar, o que significava que, pelo menos por enquanto, Edo-Ray não falaria nada. Vitória!
Mary: Está animada? — Mary olhou para Ranyelle enquanto jogava os cabelos louros sobre o ombro. — Tenho que admitir que estou louca para conhecer seus amigos, ver onde você cresceu... — os olhos de Mary brilhavam. — Deve ter sido tudo tão... Mágico! — Ray riu da amiga.
Ray: Hai! Foi muito bom mesmo... Fiore é um lugar mágico, e os moradores daqui são adoráveis. Uma pena que não podemos sair da escola, adoraria te mostrar os lugares mais bonitos. — ela amarrou a fita preta fina envolta do pescoço e ajeitou o vestido branco. Queria estar pefeita para quando chegasse a hora.
Mary: Mas hoje nós sairemos! E poderei ver o lugar onde você cresceu! — Mary entregou um par de meias três quartos pretas e um par de sapatos estilo boneca marrons para Ray, sorrindo. — Mal posso esperar! — ela saiu do vestiário feminino, os olhos brilhando e um sorriso radiante no rosto.
Ranyelle se olhou no espelho, arrumando a saia preta e a blusa social branca. Ela tirou a fita preta do escoço. Com o rosário ali, a fita não ficava, hum, legal.
"É hoje..." — ela pensou e sorriu, antes de sair do vestiário.
A pedra do rosário brilhou e pode-se ouvir uma risadinha segundos antes da pedra parar de brilhar.
Gavy pegou um panfleto. A missão parecia simples: matar um monstro que estava escondido num bosque em Fiore. Ela foi até o balcão, onde Castiel, Nashi, Armin e Annyl aguardavam. Castiel estava emburrado e Nashi e Armin discutiam enquanto Annyl tentava separa-los. Annyl tirou a blusa. Sim, era ela quem tinha de separar a melhor amiga e o irmão mais velho.
Armin: Cabelos de fogo! — Armin disse a Nashi, irritado.
Nashi: Cuecas congeladas! — Nashi cutucou de volta, irritando-se. Annyl colocou a mão no ombro de Nashi e no de Armin, com uma gota na cabeça e com a esperança de acabar com aquela discussão, da qual ninguém sequer se lembrava do por que de ter começado.
Annyl: Mano, amiga... Acalmem-se e... — Nashi e Armin a interromperam.
Nashi/Armin: CALADA! — eles gritaram juntos. Castiel grunhiu enquanto Gavy mostrava a missão para Mira, que secava os copos junto com Ambre. Se é que podemos considerar que Ambre está ajudando, já que a loira está com os olhos grudados em Castiel. Ambre dizia que era paixão, embora parecesse mais com obcessão da loira por Castiel, que não dava a mínima para ela.
Castiel: Calados! E vista sua blusa, Annyl. — Castiel disse, sério. Embora os cabelos tingidos de vermelho o fizessem parecer um tomate, ninguém conseguia rir dele. Annyl vestiu a blusa, corada. — Vamos logo fazer a missão... Quero voltar a tempo para ver o desabrochar das cerejeiras... — Gavy riu enquanto andava ao lado do irmão. Nashi, Armin e Annyl foram andando logo atrás deles.
Gavy: Calma, mano! O desabrochar das flores de cerejeira é só daqui a um mês. Você chegará bem antes disso acontecer. — Gavy abriu um sorriso malicioso enquanto Castiel revirava os olhos. — Não precisa esconder, Castiel. Todos já sabem o porque de você querer tanto ver as sakuras brilhando como o arco-íris... — Castiel encarou a irmã, que não tinha mais o sorriso malicioso no rosto. Agora ela encarava o céu azul com um sorriso triste e nostálgico. — Todos esperam anciosamente por esse dia, Castiel. Não só por ser simplesmente o dia mais lindo do ano... — ela deu uma pausa e olhou para o irmão. — Mas por ser o aníversario dela também. Todos se lembram do dia em que ela chegou, irradiando luz e felicidade. Todos, sem exeção, estavam felizes. Depois, todos foram observar as flores brilhando... — ela olhou novamente para o céu. Castiel suspirou.
Castiel: E foi nesse momento que ela abriu os olhos pela primeira vez. Naquele momento, Erza tinha certeza de que a vira sorrir. — Gavy olhou para o irmão novamente. — Não precisa contar essa história outra vez. — Castiel emburrou e virou a cara para o outro lado. — E não é por isso que quero ir... — Gavy riu e suspirou, desistindo da discussão.
Depois disso, eles seguiram o caminho em silêncio, apenas Nashi e Armin discutiam com Annyl tentando acalma-los.
Todos sabiam que o dia do deabrochar das flores de cerejeira no arco-íris...
Era o dia do aniversario de Ranyelle.
Eliza acariciou Totó, seu cão de estimação, e encarou as garotas em sua frente. Ela suspirou, se dando por vencida. Nunca vira garotas tão felizes quanto estas, que estavam de pé diante de sua mesa com os maiores sorrisos que ela já vira.
Eliza: O.k, vocês podem ir... — as meninas comemoraram. — Já colocaram as munhequeiras? — ela perguntou, se levantando e indo em direção a um ármario.
Ray: Hai, Eliza-sensei! Só precisamos das capas agora! — a ruiva sorriu mostrando os dentes. Ela tinha os caninos levemente mais afiados, o que deveria fazê-la ficar assustadora, mas a fazia ficar adorável. Eliza não pode deixar de sorrir para as garotas. Ela tirou três capas de dentro do ármario e entregou para as garotas. — Arigato! — a ruiva agradeceu, fazendo uma pequena revêrencia. Eliza conteu o sorriso. Nunca vira Ranyelle tão feliz.
Viollete/Mary/Peggy: Arigato! — as três agradeceram juntas e então colocaram as capas, colocando o capuz sobre a cabeça. Elas sairam, rindo e conversando.
Ranyelle sorriu para Eliza, como se estivesse agradecendo e saiu, fechando a porta atrás de si.
Gavy grunhiu. Era simplesmente íncrivel como ninguém ali sabia fazer um trabalho em equipe.
Castiel estava sentado sob a sombra de uma árvore, os olhos fechados e um meio sorriso no rosto. Provavelmente estava adorando o fato dos outros estarem se lascando enquanto ele estava lá, tranquilo.
Armin e Nashi não paravam de discutir, nem se lembrando mais do porquê da discussão.
Annyl e Gavy tinham de trabalhar sozinhas para acabar com o monstro. Ah, e elas não faziam uma boa dupla.
Gavy: Castiel, levante-se e ajude! Largue de ser folgado! — ela gritou para o irmão, as veias saltando de sua testa de tanta irritação. A única coisa do corpo musculoso e relaxado de Castiel que se mexeu foi sua boca, que se abriu para ele soltar uma risadinha.
Castiel: Se virem. Da última vez, eu tive que cuidar de tudo sozinho. — ele deu de ombros.
Gavy grunhiu novamente. Se continuasse assim, eles nunca terminariam o trabalho...
Castiel se levantou num pulo, os olhos cinzentos arregalados. Ele fez um sinal para que os outros ficassem em silêncio, que foi o que todos fizeram, inclusive o monstro. Graças a audição e o faro aguçados normais de um Dragon Slayer, Castiel, Gavy e Nashi conseguiam escutar passos a distância, se aproximando cada vez mais. Eles também conseguiam sentir os cheiros das pessoas.
Castiel respirou profundamente e sua irmã e Nashi fizeram o mesmo. Era possível sentir cheiro de baunilha, limão, alecrim e algumas outras coisas, mas o que mais se destacva era o cheiro de rosas e morangos.
Uma mistura deliciosa e estranhamente familiar.
Annyl franziu a sobrancelha enquanto tirava a blusa. Quatro figuras usando capas apareceram no campo de vista dos magos da Fairy Tail. Não era possível ver seus rostos.
****: Huh? Problemas com o monstro? — perguntou a figura usando uma capa vermelho vinho. Pela voz, os magos conseguiram identificar que era uma garota.
Annyl: S-sim... — Annyl respondeu, colocando a blusa novamente. A jovem estava tentando ao máximo parar com aquela mania vergonhosa. — C-como sabe? — ela perguntou, desconfiada. Castiel, Armin e os outros ficaram na defensiva, prontos para atacar se fosse preciso. Nashi socava furiosamente a cauda do monstro, tentando segurá-lo para que não atacasse os outros.
****: Se nos permitem, iremos ajuda-los. — disse a figura usando uma capa roxa escura. A garota usando uma capa preta deu um passo a frente e esticou a mão, como se estivesse pronta para lançar uma magia, mas a maga de capa verde-musgo a parou.
*****: Não, Hime-sama! Isso é muito perigoso! Nós daremos conta disso sozinhas,senhorita! — a maga de capa vere-musgo disse e a de capa vermelha bufou.
****: Violette! Não a chame de princesa! Você sabe que ela odeia isso e... — a de capa vermelha disse, começando uma pequena discussão com a de capa verde. A maga da capa preta ficou com uma gota na cabeça e a de roxo interrompeu as que estavam brigando. Os magos da Fairy Tail também ficaram com uma gota na cabeça, tentando entender o que estava acontecendo ali. — Certo, gomen! — ela fez uma pequena reverência, se desculpando. — Peggy, você pode ir sozinha... — ela disse, envergonhada. A maga de capa roxa riu um pouco, parecendo feliz.
Nashi se perguntou como alguém conseguia ficar feliz por ter que derrotar um monstro, se distraindo e soltando a enorme cauda do monstro. Ele, aproveitando que estava livre, rugiu e bateu em Nashi com a cauda, jogando-a para longe.
Annyl: Nashi! — a morena gritou, correndo junto com o irmão e Gavy atrás da rosada.Castiel continuou parado no mesmo lugar, olhando para as arotas misteriosas usando capas.
A maga de capa vermelha murmurou um xingamento. A de capa preta fez um barulho de culpa com a boca. A de roxo se aproximou do monstro e grunhiu, brava.
Peggy: Como ousa machucar alguém na minha frente? — ela esticou o braço, pronta para fazer algo, mas a de preto se colocou em sua frente e lançou uma bola de fogo vermelho carmesim no monstro, que em questão de segundos estava no chão.
Gavy se aproximou da maga.
Gavy: Meu nome é Gavy... — ela disse e esticou a mão. A maga de capa preta não cumprimentou a morena. — Como podemos lhe agradecer? — a garota pareceu hesitante mas, por fim, falou.
****: Trabalhem em equipe. Vocês são amigos, tem que trabalhar juntos. Não é esse o lema da Fairy Tail? Companheirismo? — ela disse e então se virou de costas para Gavy, voltando a andar. — Vamos, garotas. Não estamos muito longe de nosso destino... — as outras magas de capas a seguiram, andando silenciosamente. O único barulho que consguiam escutar era o som das folhas sendo pisoteadas.
Gavy deu de ombros e foi até Nashi, que estava desmaiada. Armin e Annyl tentavam desesperadamente acordar a rosada.
Castiel olhou para o caminho que as misteriosas garotas de capas tomaram.
O fogo vermelho carmesim e o cheiro de rosas e morangos que exalavam da maga de capa preta lhe eram familiares.
Mas, onde ela já vira um fogo vermelho tão intenso?
Onde ele sentira aquela deliciosa mistura de rosas e morangos?
Ele não se lembrava, mas sabia que era importante.
Violette: Princesa, não deveria ter se arriscado tanto! — Violette disse e Ray revirou os olhos.
Ray: Por favor, Violette, não me chame de princesa. E não era perigoso... — Mary a interrompeu.
Mary: Eu acho que conhecia o ruivo e a morena de roupas estranhas. Não os vimos na Ilha, no dia em que seu outro lado destruiu tudo num acesso de raiva? — dessa vez foi a própria Ranyelle que interrompeu as garotas, correndo na direção de uma bela e grande casa.
Ray: É aqui... — ela sentiu os olhos se encherem de lágrimas. Peggy e as outra tiraram o capuz, mas Ranyelle continuou com ele. Mary tocou ombro de Ray, um sorriso acolhedor no rosto.
Mary: Nós vamos deixr vocês a sós. Estaremos no centro da cidade, olhando umas coisinhas. — ela saiu puxando Peggy e Violette. Ray agradecia por ter amigas tão boas.
A ruiva se virou, olhando para a bela casa que se erguia a sua frente. Ela respirou fundo. Sua mão tremia quando ela a esticou e bateu na porta.
Uma mulher ruiva de olhos castanhos abriu a porta. Seu rosto era tão belo e acolhedor... Atrás dela, um homem de cabelos azuis e olhos verdes olhou para Ray. Ambos abriram um sorriso gentil, mas Ray podia ver a tristeza escondida em suas faces.
Erza: Olá... — Ranyelle a interrompeu, pulando em seu colo. O capuz caiu de sua cabeça no processo, revelando seus cabelos vermelhos.
Ray: Mamãe! — ela disse, as lágrimas escorrendo por sua face. Erza e Jellal prenderam a respiração.
Erza: F-filha? — a mãe de Ray sentiu as lágrimas escorrerem por sua face. Ela se afastou um pouco, observando o rosto da ruiva. O sorriso nos rostos de mãe e filha era idênticos e iam de orelha à orelha. — Ranyelle! — Erza abraçou a menina com força. Jellal se juntou ao abraço, se permitindo chorar de felicidade.
Jellal: M-minha filha... — ele gaguejou, segurando a esposa e sua filha num abraço. — Oh, céus... Graças a Deus você está bem!
Erza: Nunca mais suma, mocinha! — Erza sorriu e segurou o rosto da menina em suas mãos. Ela riu e logo eles estavam sentados no chão, rindo, chorando e se abraçando. — Eu estou tão feliz... Ainda bem que você voltou, meu moranguinho... — Ranyelle riu do apelido que sua mãe lhe dera. Jellal riu também, apreciando tudo aquilo. Parecia um sonho do qual eles não queriam acordar nunca.
Ranyelle sorriu.
Ela prometera a Castiel e agora havia cumprido.
Ela estava de volta a Fairy Tail.
E dessa vez, nada iria leva-lá embora.
Fale com o autor