Fairy Tail - A nova geração.
3 A Ilha - parte um: Isso vai mudar...
Notas iniciais
2 anos depois...
Na Ilha:
Um dos guardas jogou mais 2 mulheres na cela e a trancou, saindo logo em seguida.Uma das mulheres era a jovem de 14 anos de idade, Mary Magdalene, a melhor amiga de Ranyelle. Mary havia chegado ali uma semana depois de Ranyelle, então a ruiva ajudou Mary a se enturmar e a ensinou a trabalhar e a se esquivar das chicotadas e de uma morte certa logo depois de um abuso por não ter trabalhado "corretamente". As duas começaram com uma pequena rivalidade entre elas, mas logo viraram amigas. Junto com Mary chegara Viollete Magdalene, irmã mais nova por um ano de Mary e que, apesar de muito tímida, fraca e sentimental, conseguiu trabalhar e sobreviver e também virou amiga de Ranyelle e de algumas outras garotas do local.
Ranyelle observou e suspirou, cansada de tudo aquilo. Ela sentiu um par de mãos em seu cabelo e olhou para trás. Ela sorriu fraco para a mulher que acariciava seus cabelos.
Elizabeth: O que foi, Ray? — Elizabeth, ou tia Eliza como as crianças de lá a chamavam, perguntou. Tia Eliza é uma simpática e bela "meio-velha" (como Ray e algumas outras garotas jovens da ilha a definiam por aparentar ser mais nova do que realmente é) de 45 anos de idade, de cabelo castanhos claros com alguns fios grisalhos presos em um coque alto e firme e belos olhos castanhos escuros, meio gordinha e de baixa estatura. Ela estava naquele lugar desde seus 28 anos de idade, era uma das que estavam a mais tempo naquele lugar.
Apesar de todo o trabalho e humilhação que sofriam, Eliza estava sempre com um belo sorriso no rosto que sempre conseguia animara todos. Ela era uma maga da terra, o que facilitava em parte seu trabalho. Ela cuidara de Ranyelle desde que a garota chegara na ilha.
Ranyelle: Ah, tia Eliza... Estou com saudades de mamãe e papai, do meu irmão, dos meus amigos... — a menina disse cabisbaixa, os olhos lacrimejando. — Eu cansei desse lugar, tia! Eu não aguento mais isso... — Eliza puxou a menina em um abraço carinhoso, um gesto quase materno — Ah, tia Eliza... Você sabe que daqui a 3 meses, eu faço 15 anos... Eu sei que ainda falta muito, mas... Minha mãe, mesmo quando eu tinha apenas 3 anos de idade, comentava toda feliz sobre a enorme festa que faria para comemorar meu aniversário de 15 anos... Ah, eu sinto tanta saudade de minha mãe, tia Eli! — a pequena Ray, como Eliza gostava de chama-lá, chorava de um único olho: uma coisa que ela herdara de sua mãe.
Ela entendia toda a dor de Ranyelle, a garota ainda tinha uma família.
Eliza: Calma, minha querida... — ela passou as mãos sobre os cabelos vermelhos da garota. Quando a pequena chegara ali, tinha cabelos vermelhos escarlates, escuros como a noite, outra coisa que ela herdara da mãe, mas que agora estavam ficando mais claros, porém muito mais belos e brilhantes. Tudo na garota havia ficado mais claro, assim como a tatuagem que ela tinha abaixo de um dos olhos, que agora havia desaparecido e deixado apenas a pele branca e macia da garota. Eliza gostava de fazer tranças nos cabelos da pequena, que ela amava como se fosse sua neta.
Eliza: Eu sinto que nossa liberdade está próxima. Se acalme, que logo sairemos daqui! — ela levantou o rosto da menina e limpou as lágrimas de um único olho, já que do outro nenhuma lágrima saia: outra coisa que herdara da mãe. Ranyelle sorriu meio triste, e concordou levemente com a cabeça — Agora venha cá, me deixe fazer uma trança nesse cabelo... — Ranyelle se virou de costas para Eliza e deixou que a mulher fizesse a trança.
"Tomara que não demore muito..." — Ranyelle pensou, se lembrando do quanto sua mãe falava de uma imensa festa de 15 anos para a menina, enquanto seu pai ria e dizia para ela se acalmar, pois ela ainda era muito pequena... Uma lágrima teimosa escorreu por seu rosto e ela logo tratou de limpá-la. "Não irá demorar..." — ela pensou olhando seu reflexo em uma poça da água que tinha dentro da cela após Eliza terminar a trança e olhou seu reflexo na água, meio séria.
"Um mês..." — Ela pensou e seus olhos se tornaram, por meros 5 segundos, vermelhos e opacos, como se estivesse nublado dentro de seus olhos. Quando voltou ao normal, os guardas abriram o portão da cela, mandando as presas ali dentro trabalharem. — "Ou menos que isso..." — ela pensou saindo da cela e sorriu maligna enquanto passava pelos guardas, que olhavam o corpo de todas as que eles achavam atraentes.
Além de serem forçadas a usar pedaços de tecido branco como roupas, trabalharem o dia inteiro, serem constantemente chicoteadas, algumas chegavam a sofrer abuso sexual e outras eram mortas, tinham que ser constantemente vigiadas, trabalhando sobre o olhar pervertido dessas coisas, que ela nem acreditava serem humanas? Isso, claro, era o de menos, mas ela sentia um enorme nojo e repulsa dessas "pessoas".
Ranyelle: Mas... Isso vai mudar... — ela disse baixinho, mas alto o suficiente para que alguns guardas escutassem mas ignorassem, e parou de andar, sendo repreendida por alguns guardas. Ela sorriu, um misto de sarcasmo e maldade, e então riu como se aquilo tudo fosse uma piada — Isso tudo vai mudar... — ela disse olhando para alguns guardas que se aproximavam com chicotes e sorriu, novamente um misto de sarcasmo e maldade — E vai ser agora! — ela disse e começou a sentir uma sensação estranha, como uma onda de poder que subia por seu corpo. Um círculo mágico surgiu embaixo dela, brilhando a um vermelho carmesim mais puxado para o rosa. O pedaço de tecido branco que ela usava como blusa voou para cima, deixando sua barriga exposta dos seios para baixo enquanto uma luz vermelha carmesim rondava seu corpo.
"Então isso é magia..." — ela sorriu — "Você tem razão, tia Eliza... Nossa liberdade está próxima..." — um dos guardas ousou chegar perto, tentando atingi-la com o chicote, mas foi um ato idiota: o chicote começou a pegar fogo assim que se aproximou do círculo mágico. O fogo brilhava a vermelho carmesim e foi "andando" pelo chicote (que ia virando pó no segundo em que o fogo o tocava) e chegou até o homem, que também foi incinerado aos poucos — "Muito próxima..." — ela pensou e sorriu maldosamente olhando para os guardas, que a essa altura, tremiam de medo, mas ainda se sentiam confiantes: eles eram centenas de milhares, enquanto ela era só uma, e mesmo que as outras resolvessem ajudar, aquilo não adiantaria.
Era o que eles pensavam...
Enquanto isso, em Fiore, na guilda Fairy Tail:
Jellal se sentou ao lado de Erza no balcão de Mirajane, na guilda. Mesmo que outros se oferecessem para ficar no balcão, Mira não aceitava, e Laxus — que havia assumido o comando da guilda e cuidava dela juntamente com seu avô e com um pouco da ajuda de Mira — insistia que Mira continuasse lá, trabalhando na guilda, e não em missões.
Erza se aconchegou em seu marido, abraçando-o. Ela estava muito triste por não ter conseguido achar Ranyelle, mas não havia desistido ainda. Dimitry havia saído com Lysandre Strauss para procurar pistas sobre o paradeiro da irmã e, dessa vez, Erza implorou para que Jellal ficasse. Se sentia completamente sozinha, mesmo que esteja cercada por seus amigos. Ela estava acostumada a companhia de Ranyelle e Dimitry, havia até parado de pegar missões para curtir a infância de sua filha e de Dimitry, pegava missões pouquíssimas vezes para que Jellal ficasse um pouco com as crianças (embora ele fosse um desastre na cozinha e quase tenha botado fogo na mesma uma vez).
Mas, desde que Ranyelle fora raptada, Dimitry e Jellal não paravam mais em casa. Saiam por busca de pistas sobre o paradeiro de Ranyelle e quando voltavam, Dimitry logo pegava um missão e ia faze-las com o pai. Depois de completar 14 anos, Dimitry já estava forte o suficiente para fazer missões sozinho, então quando não buscava informações sobre onde Ranyelle poderia estar, estava em uma missão. Quando ele estava em missão, Jellal saia em busca de mais pistas, e no meio de tudo aquilo, Erza se sentia triste por ter perdido temporariamente (ela sempre se lembrava, cheia de esperanças) sua filha e solitária por que seu marido e seu filho haviam abandonado-a, se esquecido dela, esquecido que ela também estava triste e que queria um porto-seguro, algo em que se apoiar para poder se levantar e ir atrás de sua filha.
Depois que desabafou com Jellal, ele chorou. Ele consolou-a, disse que ela não estava sozinha, disse que a amava e que ela era o seu porto seguro. Depois desse dia, Jellal não saia mais de perto de Erza. Disse que esperaria ela estar psicologicamente preparada para procurar por Ranyelle e ela se sentia grata por isso. Não sabia descrever o tamanho amor que sentia por aquele homem, e do quanto era grata por ser recíproco. No começo, ela insistiu que estava bem, então eles foram a procura da menina. No final, quando não conseguiram descobrir nada sobre sua filha, ela desabou em lágrimas. Ela admitiu que não estava preparada e então eles passaram o resto dos dias na guilda ou em casa.
Mas eles não eram os únicos que procuravam incansavelmente por Ranyelle.
As pessoas mais íntimas do casal procurava também, mas com menos frequência. Mas Castiel e Gavy procuravam como loucos, indo até ao conselho, procurar informações — Makarov havia conseguido convencer o pessoal do conselho a dar informações, pistas sobre onde a garota poderia estar. Nesse exato momento, Castiel e Gavy deveriam estar no conselho.
Outra que procurava loucamente por Ranyelle era Rosalya, que fora melhor amiga da ruiva durante a infância. Rosalya havia convencido Leigh, Lysandre, Nashi, Annyl, Armin e Alexy a ajudar a procurar pela ruiva, então onde Rosalya ia um deles ia também.
A porta da guilda foi aberta. Rosalya entrou suspirando e batendo os pés, o salto preto de suas botas fazendo um barulho oco no chão de madeira. Alexy e Leigh a seguiam, o azulado de cabeça baixa, parecendo temer Rosalya, enquanto o moreno andava de cabeça erguida, mas era visível que ele tentava esconder o medo sem muito sucesso. Rosalya se sentou ao lado de Erza, enquanto Leigh e Alexy ficaram de pé, parecendo os guarda-costas da albina. Laxus, que estava ao lado de Mira, olhou curioso para Rosalya.
Laxus: O que foi, Rosalya? — a albina olhou para ele com um olhar demoníaco, fazendo Laxus engolir em seco e ir secar um copo distraidamente. Mira entregou uma xícara de chá para Rosalya, que ignorou e pegou um copo de saquê, sem se importar muito se ela não podia beber por ser menor de idade ou se seu pai estava olhando.
Rosalya: Não pai, não estou ligando nem o pouco para o fato de você estar vendo eu beber ou para o fato de eu ser menor de idade! — ela disse para Lyon, que estava vindo por trás para dar uma bronca nela. Ele suspirou e voltou para perto da esposa.Rosalya terminou de beber e logo foi pegar outro copo. Quando ela ia beber, Leigh tomou das mãos dela e bebeu — EI!O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO, IDIOTA? — Rosalya bateu em Leigh, mas o golpe não obteve muito sucesso. Ele sorriu e colocou o copo sobre o balcão, olhando para Erza e Jellal.
Leigh: Sinto muito, mas o Conselho Mágico não quis nos dar informação. Dimitry e Lysandre acham que conseguiram alguma coisa e estão procurando por mais agora. Não tenho notícias de Castiel e Gavy, eles simplesmente respondem algo como "está tudo bem" e "retornaremos logo" quando pergunto, o que era de se esperar deles, mas sinto que eles estão próximos a alguma coisa concreta, e não um simples boato assim como Dimitry e meu irmão. — ele disse ignorando o que Rosalya disse e os socos (sem nenhum resultado) que a albina distribuía em suas costas. Leigh conseguia se comunicar por telepatia, não quis aprender nem a magia do pai e nem a magia da mãe, preferiu aprender a magia de Freed (Magia das Runas) e ele conseguia usar alguns golpes envolvendo tecido -o que não era muito útil em batalhas, ele usava somente para fazer curativos e remendar roupas. Ele suspirou e se virou para Rosalya, pegando a albina pela cintura e a colocando sobre um dos ombros.
Rosalya: EI! SEU BRUTAMONTES, ME SOLTA! — a albina gritava enfurecida, reclamando e batendo nas costas de Leigh. Ele sorriu meio envergonhado com uma gota na cabeça — Pensando bem... Me deixa aqui! Melhor que caminhar... — ela disse se rendendo, deixando a cabeça e os braços penderem sobre as costas do moreno, o longo cabelo platinado da garota quase arrastava no chão, se não fosse pela altura de Leigh — E você tem um cheiro bom... — ela sussurrou alto o suficiente para que Leigh e algumas pessoas ao redor escutassem. Leigh corou e riu.
Leigh: Por enquanto é só, Erza e Jellal! Volto quando tiver mais notícias! Desculpe o incomodo! — ele disse saindo. Erza e Jellal riram com uma gota na cabeça. Era incrível como Rosalya e Leigh não pareciam perceber o amor que sentem um pelo outro, quando qualquer outro percebia. Lyon olhou a cena de queixo caído. Era incrível como sua filha era bipolar: em um momento estava tão brava que brigava até com a própria sombra, em outro ela caia de amores por um garoto.
É, Lyon não estava preparado para criar uma adolescente, imagina uma bipolar? Ele decidiu deixar aquilo para Sherry, afinal, ela era mulher e mãe da menina, entenderia melhor sobre aquilo. Mas ele mesmo cuidaria de sua pequena albina quando a mesma começasse a namorar.
Jellal passou as mãos pelo cabelo de Erza, abraçando-a. Ela olhou para ele, que sorria.
Jellal: Erza... Eu sinto uma sensação boa... Acho que... — ele olhou para os cabelos escarlates dela e sorriu mais ainda. Parecia prestes a chorar. — Acho que estamos perto de encontrar nosso "moranguinho" — ele disse indicando aspas com o dedo, se referindo a Ranyelle pelo apelido carinhoso que Erza deu a ela, devido a cor do cabelo da pequena.
Erza: Espero que você esteja certo, Jellal... — ela se aconchegou no abraço dele e conseguiu abrir um pequeno sorriso. Ela acreditava nessa boa sensação (também estava sentindo-a) e esperava que este momento estivesse próximo.
E estava. Muito mais do que ela imaginava.
As portas da guilda foram abertas de maneira violenta, quase que se soltaram das dobradiças. Lysandre e Dimitry entraram correndo e foram até Erza e Jellal.
Dimitry: O conselho não quer nos dar informações! Um dos filhos da puta dos 10 Magos Santos os convenceu de que "pode ser perigoso sair dando informações para qualquer um..." — Dimitry disse em pura raiva, indicando aspas com as mãos. Erza suspirou e fez ele se sentar, passando a mão no cabelo longo e castanho-acinzentado do filho. — Desculpe, mamãe.
Erza: Não tem problema, filho. Você fez seu melhor. — Erza sorriu passando as mãos pelo longo cabelo de Dimitry e Jellal concordou com a cabeça, também sorrindo. Dimitry sorriu fraco para os pais e observou a guilda.
Leigh se aproximou de Levy e Gajeel, falando com seu jeito formal. Ele ainda estava com uma Rosalya meio irritada sobre os ombros.
Leigh: Sr. e Sra. Redfox? — ele perguntou e ambos olharam para Leigh e para Rosalya, que agora estava calma, parecia estar dormindo. — Castiel e Gavy pediram para avisar que o conselho, aproveitando que eles não desistiriam tão fácil de conseguir informações, mandaram eles para uma missão. — Levy arregalou os olhos.
Levy: O que? Mas que missão? É muito perigosa? — ela tinha um semblante preocupado. Admirava a todos que ela conseguisse manter a ordem na casa com tantos filhos e não confundir nenhum nome. Até Gajeel confundia.
Leigh: Parece que está havendo um tipo de batalha em uma Ilha meio distante de Magnólia... — ele disse hesitante e olhando para as pernas de Rosalya. Ele olhou para o chão, mais vermelho que os cabelos de Erza, decidindo se olhava para o rosto bravo de Levy ou para as belas pernas de Rosalya. Por precaução, olhou para o chão.
Levy: O que? Eles ousam mandar meus bebês para uma ilha distante de Magnólia, sozinhos, para enfrentar uma batalha?! — ela quase gritou. Gajeel colocou a mão no ombro da esposa.
Gajeel: Baixinha, fica calma. Eles dão conta do recado. Eles já são quase magos Classe S, esqueceu? — Levy relaxou um pouco. Mas só um pouco mesmo.
Levy: Não Gigante, eu não esqueci... Mas... Eu me preocupo... — ela suspirou — Para mim, eles serão sempre meus bebês... — ele a puxou, fazendo-a se sentar e a abraçou, dando um beijo em sua testa.
Gajeel: Não se preocupe. — ele disse por fim e Leigh se afastou levando Rosalya, que agora andava preguiçosamente ao lado do moreno e pedia para ele voltar a carrega-la.
Leigh: Não seja preguiçosa, Lya. — ele disse chamando-a pelo apelido que somente ele, e mais ninguém, tinha autorização de chama-la. — Você é meio pesada. Meu braço está doendo. Depois eu te carrego. — ele sorriu olhando para a rua enquanto Rosalya se apoiava em seu braço.
Rosalya: O.k, mas vai ser nos ombros! — ele concordou sorrindo. — Espera aí... — ela passou pela porta da guilda, seguindo ele. — Você me chamou de gorda? — ela perguntou calmamente, parando de andar. Ele parou também.
Leigh: Não. Em que... — ela o interrompeu enquanto voltavam a andar.
Rosalya: Você me chamou de gorda sim, seu brutamontes! Não acredito que me chamou de gorda... — eles saíram discutindo, fazendo todos da rua olharem para eles, já acostumados com as frequentes e bestas discussões deles. Discutir era o que eles mais faziam, todos já estavam acostumados. Mas no final, um sempre ia atrás do outro, pedir desculpa.
Enquanto isso, com Castiel e Gavy...
Era uma ilha relativamente grande, cheia de construções. Todas estavam rodeadas de poeira, e algumas caiam. Parecia que uma batalha estava ocorrendo naquele lugar. Gavy se colocou ao lado do irmão.
Gavy: Nossa mãe está preocupada. Você não deveria ter aceitado essa missão. — Castiel olhou para a irmã. Ela estava, como sempre, usando roupas parecidas com as de seu pai. Os cabelos pretos e espetados voaram ao vento e Castiel olhou nos olhos vermelhos dela. Um raio cortou o céu e iluminou, por alguns segundos, os piercings de Gavy. Ela era uma versão feminina de seu pai na aparência, mas tinha uma estatura baixa assim como sua mãe, e sua personalidade era uma mistura de ambos. Castiel voltou a olhar para a ilha, se apoiando em uma mureta de madeira que tinha no barco.
Castiel: Calma, maninha. Estamos precisando de um pouco de ação para tirar todo esse peso dos ombros por alguns minutos, pelo menos. — Gavy apoiou as costas na mureta, ficando ao meu lado e de costas para a ilha. Ela cruzou os braços. — Vai ser bom esquecer ela por um tempo... — Gavy olhou de lado para o irmão. Sabia muito bem quem era esse "ela". — Mamãe não tem nada com o que se preocupar. Nós conseguimos fazer essa missão. — Gavy se virou e olhou para a ilha.
Gavy: Eu sei. — ela disse por fim apoiando a cabeça no ombro dele. — A mimada da Debrah continua fazendo birra sobre... Ranyelle? — ela disse o nome de Ranyelle meio hesitante, mas não se incomodou nem um pouco quando falou sobre Debrah.Sabia que o irmão iria se incomodar sobre como ela falara de sua namorada, mas ela não ligava. Debrah era, para a maior parte das pessoas da guilda, uma chata enjoada. Mas Castiel estava apaixonado por ela.
Ela aparecera depois de uma pequena batalha da Fairy Tail contra a guilda dela. Depois, ela foi para Fairy Tail e Makarov colocou Castiel para vigia-la, pois não confiava na garota. Ele acabou se apaixonando, então começaram a namorar e todos na guilda começaram a confiar nela. Mas Gavy, Rosalya, Nashi e Annyl ainda vigiavam a morena. Alguns diriam que é inveja, mas não é. Elas não confiam em Debrah. Ela não parece apaixonada por Castiel.
Castiel ignorou o modo como Gavy chamara Debrah.
Castiel: Sim, ela continua. Ela não quer que eu continue procurando. — ele olhou para baixo. — Acho que eu irei parar de procurar por... Ela, Gavy. — ele não conseguia dizer o nome da ruiva. Gavy se afastou num salto, surpresa.
Gavy: O que? Ah não, Castiel! Você vai dar ouvidos a essa mimada? — Castiel olhou para o rosto da irmã. Ela estava irritada. Ele suspirou.
Castiel: Gavy, já faz nove anos! Nós nunca chegamos a nada em todos esses anos! — ele crispou os lábios. — Acho... Acho que... Ranyelle... — ele fez uma careta ao falar o nome da ruiva. Evitava ao máximo dizer seu nome. — Acho que ela está morta. — ele disse em um sussurro e logo sentiu um forte tapa em seu rosto. Ele tocou o rosto onde ardia e olhou para a irmã. Ela chorava e respirava fundo. Um raio cortou o céu atrás dela.
Gavy: Ranyelle não está morta. — ela disse lentamente. — Nunca mais ouse falar isso, Castiel. — ela limpou o rosto. — O.k, desista. Mais saiba que se fizer isso, só confirmara que você é um imprestável e baba-ovo daquele demônio que você chama de namorada. Desista, e perderá meu respeito e a amizade de todos aqueles que são importantes para você. Faça isso e perderá a mim, aos nossos irmãos, nossos amigos... Ficará apenas com sua amada Diabrah. — ela disse com raiva e dando um novo apelido para Debrah. — E quando acharmos Ranyelle, quando ela voltar para a guilda, para casa... — o barco parou e Gavy se virou, saindo do barco. — Não chegará perto dela, não deixarei que toque em um fio de cabelo dela. Não deixarei o cara que passou anos procurando por ela e que agora vai desistir por causa de uma merda de namorada que mais parece um demônio se aproximar dela. O cara que não é meu irmão, e que ninguém reconhece mais. — ela disse por fim saindo do barco.
Castiel olhou para o chão e seguiu a irmã. Decidiria depois o que faria.
Agora, ele tinha uma missão a completar.
O que nenhum dos dois sabia era que estavam mais perto do que nunca de encontrar a ruiva.
Muito perto.
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