Fairy Tail – A Provação de Serena
1 Dharma
Notas iniciais
Fairy Tail – A Provação de Serena
Nas entranhas das montanhas ao nordeste de Fiore existe um lugar o qual a terra possui uma concentração mágica tão grande que a torna “viva” com propriedades ainda desconhecidas para a maioria das criaturas, com exceção de uma pessoa.
***
— Ó, então viestes a mim por ordem deles, eu suponho! – diz uma voz rouca e velha ao escutar paços em sua direção.
— ...
— Esperas que dar-te-ei algum tratamento especial, eu suponho. – sua voz mudou para um tom mais sarcástico – apresente-se, pois quem vem a mim busca algo grandioso, eu suponho.
Os passos cessaram, e em seguida uma voz bem jovem o responde utilizando movimentos corporais bizarros somados a rodopios e encenações toscas.
— Eu me chamo Serena! – se apresentou o belo rapaz com um sorriso – Fui mandado pelo conselho mágico para capturar a Roda Dharma. Então gostaria que de pegá-la logo de uma vez. Me mostre onde ela está e prometo que não lhe farei nada, velhote.
Serena tinha uma aparência bem jovial com um corpo delgado, cabelos castanhos presos por um único rabo de cavalo; olhos azuis e semicerrados, vestindo uma roupa azul de camisa com mangas longas e calças cobrindo toda aperna.
O velho saiu de sua pose de lótus e sem ao menos olhar para trás e sem falar com Serena. Ele saiu de um local seco e pedregulhoso com ausência de vegetação e chamou o garoto com um gesto de mão; guiou o jovem até uma caverna escura.
— Tem certeza que é por aqui, velhote? – perguntou Serena desconfiado.
O senhor não respondeu mas em seguida recitou calmamente um mantra.
— OREFIO ROIFE IOREF REIFO EOIFR FIORE.
A caverna começou a desdobrar acompanhada de luzes brancas e douradas produzindo um som agudo e alto, e um cheiro desagradável. O jovem rapaz ficou tonto e com náuseas com o balançar da caverna...mas não por muito tempo. Depois que voltou a si e abriu seus olhos ele viu uma paisagem com grandes cascatas; florestas de bambu; aves de todas as cores e tamanhos voando livres; um gramado extenso acompanhado de uma vasta flora enchiam os olhos com sua beleza; a brisa fresca tinha um cheiro doce e agradável; e no topo do céu azul havia a Roda Dharma flutuando como uma dente-de-leão em meio ao vento.
Em contraste a esta paisagem, estava parado em sua frente um velho magro usando Tong Chong, uma veste de artes maciais. Sua cara era enrugada e com olhos tão fechados que não se via seu interior. Abaixo de seu nariz descia dois bigodes finos longos; seus cabelos estavam presos por um coque com dois bastonetes de ouro.
— Agora, hei de me apresentar, eu suponho. – disse ele em um gesto de agradecimento com suas mãos juntas palma com palma – Eu chamo-me Yù Huáng, o guardião de Faminah, o coração e espírito de Fiore.
— Como é que é? – disse Serena espantado – Mas que diabos acabou de acontecer? Já sei! É uma ilusão.
— Tu sabes que não é uma ilusão. Apenas estais confuso, eu suponho.
— Ilusão ou não, preciso terminar a minha missão. Cadê a Roda Dharma?
— Aquela ali em cima? – apontou o velho para o artefato flutuando no céu.
— Ta beleza, velhote, agora irei... – Serena se interrompeu pois percebeu que Yù Huáng utilizava em todos seus dedos anéis dourados e um par de brinco de obsidiana branca e preta. – He he...já saquei. Não será fácil né?
— Para vir até mim, já esperava que perceberias a real dificuldade, eu suponho.- disse o velho alisando seus bigodes e sorrindo – Então...
— Então o quê, velhote? – interrompeu Serena.
— Para levar o artefato, quero que pelo menos tire uma gota de sangue de mim. E se me ignorar para tentar pegar a Roda Dharma, eu irei retirar vossa vida.
— Até parece. Tchau velhote! — debochou Serena.
Serena ignorou o velho e pulou em direção ao artefato, mas em pleno ar ele foi arremessado bruscamente para o solo rasgando todo o gramado. Depois de alguns segundos ele voltou a si e fitou o Yù Huáng percebendo que dois de seus anéis brilhavam. O mais estranho de tudo é que ele sentiu seus ossos estilhaçando suas entranhas, mas não estava ferido.
— Mas que merda foi essa? – gritou Serena irritado.
— Dessa vez passarás – disse Yù Huáng calmamente -, mas na próxima não terás uma segunda vez, eu suponho.
— É só uma gota de sangue? – debochou Serena
— Sim, eu acredito!
Serena se pôs em uma posição de ataque com seu braço esquerdo para frente e o seu direito para trás; ambos com a palma da mão aberta como garras. Trovões amarelos saíram de seus punhos. Ele estava sério e focado. Aqui vou eu, pensou serena
Com um impulso o corpo desapareceu repentinamente levantando algumas folhas de grama e terra; posteriormente uma onda sonora grave soou após sua locomoção. Um vulto rápido como um relâmpago viajava através do ar em direção a Yù Huáng, que estava serenamente parado.
— Tchau velhote! – disse serena seriamente atacando por cima.
Uma explosão se fez ao levantar uma poeira densa que ao desaparecer mostrou o estrago no solo com uma cratera enorme, mas isso não era o mais assustador; o punho de Serena foi parado com uma palma da mão aberta de Yù Huáng. O mais interessante é que atrás do velhote havia um espírito de um boi e outro de seus anéis estava brilhando.
— Foi um ataque deveras interessante – disse Yù Huáng com uma expressão sorridente –, mas sei que podes fazer mais, eu acredito.
O Senhor se prontificou para chuta-lo, mas Serena reagiu a tempo, e recuou como um relâmpago.
— Essa é Magia Espiritual? – disse Srena confuso – Mas tem algo...
— É Magia Espiritual Oriental – explicou Yù Huáng – Uma magia perdida e muito perigosa. Entretanto meus espíritos só emprestam suas habilidades a mim. Eles não são tão complexos em personalidades como os espíritos atuais. Mas como estão em uma dimensão diferente, eles não sofrem ação de outros espíritos, nem mesmo de seu grandioso Rei Espiritual.
— Mas nunca vi nenhuma informação a respeito disso.
— E nunca verás, eu suponho. Aqui em Faminah existem muitas coisas que o mundo a fora não compreenderia. Veja ao seu redor, Serena.
O jovem mago olhou e logo se espantou, pois não havia nenhum rastro de destruição ou resquício da batalha que acabara de acontecer.
— Mas como?
— Observe direito, jovem.
— A-a terra está s-se curando... – gaguejou — não, o tempo está retrocedendo fazendo com que ela se regenere.
— Tu és esperto, moleque. – debochou Yù Huáng – Vamos recomeçar? Agora eu começarei, eu suponho.
***
Um de seus anéis brilhou e um rato espiritual apareceu; Yù Huáng desapareceu. Serena ficou atento olhando para os lados, mas sentiu um cheiro logo abaixo dele, e reagindo a isso ele usou uma de suas habilidades de caçador de dragões. Seus olhos ficaram negros como o céu o noturno.
— Destruição da Terra do Dragão da Caverna!
O solo começou a se quebrar mudando a paisagem. Um terremoto se iniciou rompendo fendas gigantes no chão.
— Então sabias onde eu estaria – a voz de Yù Huáng ressoou em alto e bom som.
— Você apenas encolheu, velhote! – exclamou Serena com um grande sorriso – Não subestime meu nariz. Já te achei! Punho da Terra do Dragão da Caverva!
Rochas circularam rapidamente em seu punho tomando uma forma de uma broca, e então atingiram o ar em cheio, mas o espírito de um boi tomou forma. O ataque emitiu um som metálico.
— Sabia! – disse Serena — Isso é uma armadura! Então...
Junto à broca de rocha, foi adicionada eletricidade, logo Serena disparou a rocha como um projétil em direção ao céu. Em seguida a rocha se desfez e Yù Huáng apareceu e desceu ao chão calmamente.
— Interessante! – disse Yù Huáng surpreso e sorrindo – Você quebrou minha perna. Parabéns, eu suponho.
— Tanta magia e só consegui quebrar uma perna? Merda – Serena estava desapontado consigo mesmo – E nem saiu sangue, sua armadura de boi é mesmo resistente.
— Agora preciso de você, eu suponho – disse Yù Huáng a um de seus anéis. Ele brilhou e um carneiro espiritual apareceu curando sua perna.
— Aaaaaaaaaaaaah, então foi por por isso que não fui morto em seu primeiro ataque quando o ignorei. Então...
Antes de Serena acabar seu discurso, os anéis de Yù Huáng brilharam e um coelho e cavalo apareceram; ele avançou rapidamente quebrando tudo a sua frente. Em reação a isso Serena criou um pequeno terremoto com o intuito de criar uma densa cortina de poeira.
— Te achei, velhote. Toma isso: Inferno Ardente do Dragão do Purgatório! — disse Serena emanando um turbilhão de chamas da palma se sua mão.
— ...
— AAAAAAAAH! – Serena Gritou com uma dor insuportável – Minha perna foi furada!
A dor fez com que ele redirecionasse seu ataque. Ele errou seu golpe abrindo uma brecha.
— Volte para casa garoto! – gritou Yù Huáng com bastante empolgação. – Coelho Pesado!
Ele desferiu um chute de cima para baixou em Serena. O jovem mago reagiu bem a tempo.
— Dragon Force da Caverna! – Seu corpo se modificou ganhando escamas marrons como uma armadura.
A força do chute afundou Serena a centenas de metros de solo a baixo.
— Acabou. – disse Yù Huáng um pouco ofegante – Eu suei um pouco. Pelo visto estou velho, eu suponho.
***
O clima começou a sofrer uma mudança. O céu ganhou nuvens escuras. O ar, a terra e a água começaram a entrar em desordem. A Magia estava estava crescendo colossalmente.
— Mas de onde vem isso? Preciso de vocês agora, eu acredito! – exclamou Yù Huáng chamando o espírito do Cachorro e Galo. – Esse cheiro, vem debaixo da terra. Será que...
Antes de Yù Huáng concluir a frase, saiu do solo um dragão roxo destruindo o chão. Mas graças a habilidade de intangibilidade do Galo, ele escapou.
— Desgraçado! — disse Yù Huáng surpreso mas sorrindo – Preciso voar, o cheiro me diz que virá mais!
Os anéis do Galo e Cachorro se desativaram e outros três anéis brilharam, o Boi, o Cavalo e o Macaco. Uma nuvem dourada emergiu debaixo dos pés de Yù Huáng levando-o aos céus.
— Está vindo!
A pressão aumentou em várias vezes e uma erupção de mais sete dragões de cores variadas emergiram brutalmente do solo com uma força descomunal. Yù Huáng retirou um bastão vermelho de dentro da nuvem dourada e a imbuiu com mercúrio. O senhor atacou com uma saraivada de ataques com seu bastão.
— Chuva Wukong! – O bastão se movia tão rápido que criava imagens residuais dando impressão de que haviam centenas de bastões. Seus movimentos arremessavam, de sua arma, uma chuva de mercúrio em cima dos dragões.
Os ataque colidiram numa força tão grande que reverteu o fluxo da cascata, o céu se abriu e as florestas foram arrancadas do chão. Depois de muita colisão ambos ataques se dissiparam e o bastão se quebrou. E do fundo do buraco do solo emergiu Serena utilizando mais uma técnica. Em resposta isso, Yù Huáng desativou seu espíritos; seu anel brilhou invocou o espíritico da serpente. Ambos usaram seus ataques ao mesmo tempo.
— Rugido Sonoro da Serpente!
— Rugido dos Oito Deuses Dragões!
***
Uma onda sonora ensurdecedora se chocou com uma massa colorida de magia. Uma explosão se fez arrastando cada um para um extremo do campo destroçado.
— Cof! Cof! Cof! Mas o que foi isso Jovem? – disse Yù Huáng surpreso e recuperando seus ossos quebrados com espírito do Carneiro. – Tu fostes impressionante, eu suponho.
— Miserável! – disse Serena debochando-o – Não saiu uma gota de sangue.
— Como você resistiu ao meu Coelho Pesado?
— Na verdade eu me lasquei todo com o mercúrio que você perfurou minha perna antes de me dar o chute; aquilo me infeccionou. Mas aquele chute foi o pior, eu acredito que tinha umas duzentas mil toneladas aquele chute?
— Tinha um milhão de toneladas, eu suponho. – corrigiu.
— Saiba que a magia daqui é imensurável.
— Eu sei disso, meu jovem.
— Para onde você me mandou existem cavernas com água, rochas e ar com pura concentração mágica. Apenas comi parte da caverna e restaurei meus ferimentos e magia. Ou seja, estou pronto para acabar contigo.
— Olha, eu não pensei nisso! – disse Yù Huáng surpreso – Se soubesse teria colocado duzentas toneladas mil para que não chegasse nas cavernas. Mas agora não iremos usar mais magia, eu suponho.
— Como assim? Logo agora que estou recarregado. Isso não vai rolar!
— Apareçam!
Os brincos dele emitiu um brilho muito rápido deixando o local de cor preto e branco.
— Minha magia...desapareceu. – disse Serena espantado – Mas como?
— Olhe para cima meu rapaz.
— Um Tigre e um Dragão. – disse serena confuso – Mas o que eles...?
— Eles representam o equilíbrio onde apenas nossos corpos e habilidades de combate serão testadas. Só desativará quando um de nós cair, ou sob minha ordem, nesse caso, se você me fizer sangrar. – explicou enquanto ele tirava a parte superior de sua roupa, demostrando uma físico bem definido. – Puf...Puuuuf – ele respirava fundo e a cada entrada e saída de ar em seus pulmões, seus músculos cresciam. Ele ficou grande e musculoso – Agora vamos com tudo, eu suponho.
***
Yù Huáng disparou em direção a Serena e quando chegou perto, ele pulou e girou dando-lhe um chute com o calcanhar em direção ao rosto. Mas Serena defendeu com seu antebraço tendo um apoio de seu outro punho para amortecer o impacto. Isso que com que o jovem fosse arrastado por alguns metros. Mas Yù Huáng não esperou e o atacou com um jab direito, mas o Serena se esquivou avançando a direita do senhor, que percebeu e redirecionou seu ataque para o cotovelo assim acertando a cabeça de Serena.
O Jovem ao cair o atacou com uma rasteira, mas o senhor reagiu com um pulo, então Serena deslizou suas costas no chão e usou suas mãos para dar apoio no chão e chuta-lo no ar. Isso fez com que Yù Huáng sofresse um pequeno dano, todavia ele não parou; avançou com um soco cruzado de esquerda; Serena esquivou segurando seu punho, tendo cuidado com o cotovelo, e usou suas pernas para derruba-lo no chão com uma chave.
Isso não abalou Yù Huáng, ele se levantou com Serena preso em seu braço e o desferiu com força no chão. Antes que isso acontecesse, o jovem mago se soltou e chutou o rosto do senhor.
— Tu és bem talentoso, Serena!
— Sou mesmo, velhote!
— Agora irei acabar com isso!
— Quero só ver.
Yù Huáng começou a atacar com uma chuva de socos em Serena, que respondeu da mesma forma. Era tão rápido que seus braços desapareceram em meio a uma tempestade de socos.
Crack!
— Não é possível!
Crack! C-Crack!
— E-ele... mas como?
Craaack! Craack! Craaaaack!
— O que achou velhote?
— Minhas....minhas....tu estavas atacando minhas articulações e tendões sacrificando seu ossos...mas para quê?
— Finalmente!
POOW!
Serena aproveitou o momento de distração de Yù Huáng e lhe uma cabeça com toda a força no nariz.
Plec... plec...plec
— Hehehe...você me fez sangrar, Serena! – disse Yù Huáng
— É, eu suponho! – respondeu Serena sorrindo que veio a desmaiar.
***
Senhor Serena, acorde! Senhor Serena....
— Porcaria..... – disse Serena ainda sonolento – quanto tempo fiquei desacordado?
— Por algumas horas, eu suponho. – respondeu Yù Huáng. – Espere, tenho duas coisas para você.
Yù Huáng deus as costas e trouxe até serena...
— Essa é a Roda Dharma, não é?! Consegui, eu sou demais – disse ele gesticulando poses esquisitas. – e esse?
— Bem, sua missão não era obter apenas este artefato, mas sim para nomeá-lo como o mais novo primeiro mago santo. Ninguém conseguiu me fazer sangrar em décadas e você conseguiu tal feito, eu suponho. Por isso esse boche dos magos santos lhe pertence., eu suponho
— Então isso quer dizer que nossa luta você não estava lutando a sério?
— Na verdade eu estava, mas o conselho mágico só permite que eu use até 25% de meu total poder, entretanto eu usei 30%, só para me divertir mais. Não conte a eles, eu suponho.
— Certo, e para quê eu usarei essa Roda Dharma?
— Além de um amuleto, ela lhe permitirá acessar vários locais onde onde um mago comum não conseguiria entrar devido a natureza de certos tipos de magia.
— Só isso? Achei que me daria mais fama e esplendor, mas até que é estiloso.
— Ah, e quando voltar, se apresente com um nome mais imponente, pois você é forte e lhe trará mais respeito. Fostes agraciado pelos dragões deuses; desfrute disso para o bem de Fiore e não para bem próprio.
— Dizem que eu sou uma teoria híbrida. Não ligo para isso. Agora irei me chamar Extreme Serena.
— Esse é horrível, eu suponho
— Huuuum... Great Serena!
— Que tal, God Serena. Combina mais com vós, eu suponho.
— God Serena.....é, eu gostei.
— Então, God Serena, eu o nomeio como o mago mais poderoso de Fiore.
FIM
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