Fairy Glitter

6 As cartas não mentem jamais


Notas iniciais
Entrem na campanha, façam um ficwriter feliz e deixem reviews!!

Cap. V – As cartas não mentem jamais

Cana Alberona desde que aprendeu em sua infância ver o futuro nas cartas, procurou usar isso a seu favor. Obviamente que não conseguia ver seu próprio futuro tão claramente quando o de terceiros, mas era muito útil. Principalmente no quesito amoroso, estava sempre no lugar certo, na hora certa para encontrar a pessoa que ela via que apareceria no seu futuro.

Após voltar da Ilha Tenrou e logo após os jogos mágicos Cana passou a ver três homens em seu futuro, um mais velho, um de sua idade e um pouco mais jovem. O primeiro tinha certeza que era Gildarts, seu pai. O segundo estava associado a tempestades e trovões. E o terceiro aparecia sempre como um vulto, uma imagem que vez ou outro nem aparecia quando jogava as cartas.

A maga estava intrigada com isso, queria saber quem era o homem da tempestade por isso tentou usar o mesmo esquema das outras vezes. Estar no lugar certo, na hora certa. E segundo as cartas, esse homem estava na guilda.

Caminhando despretensiosamente a procura de companhia para beber, Cana ouviu barulhos em uma sala de treinamento. Curiosa, abriu a porta e encontrou Laxus batendo em um saco de areia, sem camisa. Tinha que admitir, era uma bela visão.

Ele virou o rosto e levantou uma sobrancelha.

- Algum problema?

- Não, eu só ouvi um barulho e vim ver o que é...

A morena fechou a porta as suas costas e caminhou até o canto da sala de piso de madeira, sentando no chão.

- Vai ficar aqui?

- Não pode? – abriu a garrafa de rum –

- Não é um lugar comum para beber.

- Gosto de novas experiências.

Laxus deu os ombros e voltou a treinar batendo no saco de areia, chutando ocasionalmente. O loiro era realmente muito forte, a cada golpe ele deslocava consideravelmente o saco preto. Depois de alguns minutos, parou e caminhou até onde estava sua água e toalha de rosto.

- Vai mesmo ficar aqui? – disse sentando no chão e bebendo água –

- Estou te incomodando?

- Não. – o loiro levantou – Mas já que vai ficar, vamos fazer alguma coisa.

- Nani? – a mulher ergueu a sobrancelha –

- Vamos ver o que pode fazer, Alberona... – ele estendeu a mão e a levantou em seguida –

- Tsc... Você é um cara chato...

- Você precisa queimar todo esse álcool... Então, consegue dar um murro?

- Hum...

Cana bateu de qualquer jeito e Laxus grunhiu.

- Eu acho que você consegue fazer melhor.

- Você quer comparar minha força com a sua? Olha o seu tamanho, Laxus-kun.

Ele odiava quando ela usava aquele tom de voz.

- Vamos, Cana, monte uma postura. E dê uma direita bem dada, uma garota precisa saber dar um soco bom. Foi a primeira coisa que a tribo do trovão ensinou a Evergreen.

A mulher respirou fundo e bateu de maneira melhor.

- Melhor, mas você pode mais, vamos treinar juntos.

O casal começou a treinar alguns golpes e no fim a fada começou a se animar. Era divertido visto que Laxus estava só defendendo e dando as coordenadas.

- Mantenha os punhos mais altos, não deixe o rosto desprotegido.

O loiro dava passos para trás defendendo e notou que a colega passou a ficar mais agressiva e de repente ele foi dar um golpe, ela se esquivou e voltou com uma direita bem dada que para não levar, o mago segurou o punho de Cana e os dois se desequilibraram e caíram.

Com a maga em cima e o rosto de Laxus bem no meio dos peitos dela. Nesse instante Mirajane abriu a porta...

- Laxus, o mestre quer ver vo... – os olhos dela se arregalaram – Oh.... hihihihihihi.... Desculpe.

E a prateada saiu correndo, deixando um Laxus muito irritado.

- Ótimo, agora ela vai enlouquecer mesmo!

- Você se importa demais com a Mira, será que ainda há resquícios da paixão da adolescência de vocês dois? – disse a morena sugestiva –

- Do... do que está falando? – ele tinha ficado levemente corado –

- Ah vá... Vocês não acharam que ninguém sabia, neah? Era o assunto da guilda!

- Er.... Não sei do que está falando. – ele recolheu suas coisas – Vou indo, foi legal treinar com você, mas sua direita ainda é horrível, Alberona.

E saiu rindo.

***

Havia sido uma longa e chata missão onde Cana não pôde praticar seu esporte favorito: beber. A mulher estava prestes a ter uma crise de abstinência e precisava urgentemente de um bom vinho. Entrou no trem, colocando sua pequena mochila no chão e se sentando em um banco mais afastado dos demais passageiros.

Tirou uma garrafa de dentro da bolsa e pediu um copo para um atendente. Seriam longas treze horas de viajem até magnólia, ainda bem que havia ganhado na missão além da recompensa algumas garrafas de bebidas. Respirou fundo e sentiu o trem começando a andar.

Seis horas depois, Estação da cidade de Elbury, 19:30 p.m.

A jovem Alberona estava dormindo tranquilamente com a cabeça escorada no vidro. Todas as seis garrafas de bebida que havia ganhado do contratante já estavam vazias. Vestia uma calça escura, sapatilhas, uma blusa listrada de gola alta até o meio da barriga e o rabo-de-cavalo estava frouxo devido a posição em que se encontrava.

Poft!! Uma mala cai pesadamente no chão o que faz a maga pular.

- Alberona!! – a voz grossa de Laxus chacoalhou a cabeça de Cana –

- Hum?

Ela olhou ao seu redor com aquela cara típica de ‘onde eu tô? Quem sou eu? Pra onde eu vou?’ Depois fixou o olhar no loiro, piscou algumas vezes e terminou ajeitando o corpo no banco.

- Laxus...?

O Dreyar chutou a mochila para entre os dois bancos e sentou-se espaçoso no banco de frente a colega de guilda, cruzando os braços em frente ao peito.

- Onde estamos?

- Elbury. Nossa, você está horrível...

- Eu tava dormindo, queria o que? Mas tá fazendo o que aqui mesmo?

- Eu fui a sede do conselho resolver algumas coisas pro velho e tive que pegar um trem com conexão. E você?

- Missão. O aluguel da hills vence daqui dois dias. – disse despreocupada –

- Você só faz missões para pagar as contas?

- Por que mais eu faria? – ela deu os ombros – A vida é muito mais do que ficar trabalhando o tempo todo.

- E ficar enchendo a cara é muito proveitoso... – ironizou o loiro –

- Cada um leva a vida do jeito que deve. – resmungou –

- Não queria tornar-se uma Classe S?

- Eu nunca quis ser um Classe S por mim, era só para me sentir digna de ser filha do meu pai. Agora que ele já sabe não faz muito sentido.

A mulher ergueu o corpo para sentar-se de maneira melhor, de alguma maneira, às vezes a presença de Laxus a intimidava. Ele era um homem imponente, talvez o que algumas garotas chamassem de macho alfa, ele sabia como impor respeito.

- Você tem potencial para ser uma maga de alto nível, vai mesmo passar o resto da vida bebendo e trabalhando só para pagar as contas? – ele ergueu a sobrancelha –

- Eu tentei muitas vezes e não consegui...

- E onde está a garota que estava se gabando de ter quebrado o medidor de magia?

Cana suspirou.

- Você é um cara muito chato, Laxus-kun!

Ela sorriu de canto vendo a carranca que se formou na cara do companheiro. Ele odiava ser chamado daquela maneira.

- Eu só acho que você não deveria desistir.

O resto da viagem foi tranquilo e silencioso. A Alberona notou que ele usava uma jaqueta de couro do tamanho comum, ela ainda estava com o sobretudo dele, por cima de uma camisa de oncinha... Ela não sabia se ria da breguice ou se pensava que ele podia. Afinal, um homem de 1,85m com aquele porte todo tinha o direito de ser brega o quanto quisesse.

Desceram em Magnólia logo que o dia estava amanhecendo, o Dreyar desceu do trem na frente de Cana que acabou tropeçando e para que ela não caísse, ele a segurou com o braço esquerdo. Ficando em uma posição comprometedora, meio como se fossem um casal... E claro que alguns metros a frente tinha que estar a tribo do trovão que veio recepcioná-lo. Evergreen abriu seu leque cobrindo o rosto e riu. Bixlow apontou e começou a falar coisas que seus bonequinhos repetiam e Fried simplesmente ficou vermelho.

Oh ótimo....

- Er... Obrigada. Depois eu levo seu casaco para você!

E novamente Cana sumiu de vista antes de encarar os chatos que viriam cheio de perguntinhas maliciosas e que espalhariam fofocas pela guilda.

***

Pouco a pouco Makarov estava passando as funções de mestre de guilda para o neto que atualmente já cuidava de boa parte da parte administrativa. O velho estava esperando uma carta de Bob, da Blue pegasus, que algum membro da guilda traria, mas como era um assunto relativo a rede de guildas legais, resolveu passar o encargo para o neto.

Laxus estava sentado no balcão bebendo uma caneca de cerveja observando ao seu redor, aquele pessoal continuava exatamente o mesmo, bebendo, brigando e rindo por qualquer coisa. Ele podia ver que alguns casais já se formavam e outros um pouco mais singelos.

Mirajane atrás do balcão falava e falava sobre um assunto que ele realmente não prestava atenção. Correu os olhos mais uma vez pela guilda e sem querer eles pararam sobre a filha de Guildarts que excepcionalmente não estava bebendo e sim mexendo em seu baralho com uma expressão de não compreensão.

- Você e a Cana tem estado muito próximos desde a Ilha Tenrou...

Jogou a Strauss como quem não queria nada enquanto enxugava um copo.

- Todos voltamos mais próximos, Mirajane.

- Hum... Mas é que vocês estão sendo vistos juntos muito frequentemente.

- Não pense besteiras, são só coincidências. – ele levou a cerveja aos lábios –

- Oh sim... Sei... – ela deu um risinho e saiu de perto –

De repente uma presença chamou atenção nas portas duplas da guilda. Um rapaz de cabelos loiros e roupas sociais que fez muitas garotas sorrirem feito idiotas. Ele como bom conquistador, sorriu para todas, mas caminhava em direção a uma certa Alberona com um sorriso idiota nos lábios.

Com certeza queria um outro abraço como o que ganhara no dia do jogos mágicos. Laxus involuntariamente levantou-se e foi caminhando até que quando o rapaz estava prestes a se jogar na maga foi parado pelo braço musculoso do loiro que apoiou a mão no ombro do loirinho franzino.

- Hibiki, estava mesmo esperando você. – disse num tom meio irônico? –

- Oh... Laxus-san, o mestre comentou mesmo que talvez eu tratasse com você! – ele olhava meio que desesperado na direção de Cana que o viu e deu tchauzinho –

- Bem, vamos tratar logo do que interessa, vou pedir para Mirajane levar algo para você comer!

E assim saiu puxando o rapaz pelo colarinho e esse chorava e erguia os braços na direção da morena. Todos na guilda que notaram a cena começaram a cochichar sobre o suposto caso do mais novo mestre com a filha do mago classe SS.

***

Cana estava sentada na grama atrás da guilda olhando as estrelas. Estava tirando as cartas mais uma vez porque simplesmente não se conformava com o que elas lhe mostravam. O tal homem do trovão estava cada vez mais nítido e ela simplesmente não sabia quem ele era... Ou talvez quisesse não ver quem era.

Suspirou e levou sua garrafa aos lábios sorvendo o álcool numa tentativa de relaxar. Fechou os olhos e deitou na grama tentando organizar as ideias.

- Bebendo sozinha, Alberona?

A voz grave do homem a tirou de seus devaneios forçando-a a abrir os olhos, dando de cara com ele em pé, perto de sua cabeça com os braços cruzados sobre o peito.

- Já terminou sua reunião com o Hibiki?

- Já sim, ele teve que voltar já para a Blue Pegasus... – o loiro deu uma risadinha lembrando de como forçou a barra para que ele pegasse o trem –

- Oh que pena, queria beber com ele...

Ela sentou-se e ao seu lado, sem saber muito bem o motivo de estar ali, ele também pegando a garrafa em que ela bebia e levando aos lábios grossos.

- Hey, essa garrafa é minha...

Ela esbravejou, pegou a garrafa de volta e o homem riu.

- O que viu nas cartas? Parece agitada...

Ela juntou suas preciosas e suspirou bebendo mais um pouco.

- Elas estão erradas! Não pode ser o que eu estou pensando.

- Elas já se enganaram alguma vez? – indagou tomando a garrafa dela e bebendo um longo gole –

- Não! Mas desta vez vão estar, tenho certeza!

E Cana foi tentar tomar a garrafa de Laxus que começou a se divertir não entregando a mesma a dona. Ele era maior e potencialmente mais forte e com certeza não estava bebendo desde que o sol nasceu. Sem notar, a morena subiu no colo dele acabando por derrubá-lo com as costas na grama...

E bem, para não perder o hábito Mirajane saiu nesse exato momento e viu a cena comprometedora em que se encontrava o casal. Ela ficou vermelha, seu um risinho e saiu correndo de volta para dentro da guilda.

Por um momento, depois de voltar para seu lugar na grama, ela pensou que ele sairia correndo para se explicar, mas laxus continuou sentado e pegando a garrafa que tinha rolado para o lado, bebeu outro gole.

- Não vai sair correndo para se explicar?

- Como se adiantasse alguma coisa, não vou perder meu tempo.

A fada sorriu e permaneceu sentada ao lado dele.

- Você paga a próxima garrafa... – disse bebendo o último gole do seu vinho –

Ele a olhou de canto, fez uma careta e depois se levantou para buscar outra bebida. Cana deitou na grama olhando para o céu cheio de estrelas e sorriu... Talvez não fosse tão ruim se as cartas estivessem certas.

Owari...

Notas finais
Olá pessoas, aqui estou eu com o post de natal!! Eu sei que esse não é o casal mais popular por aqui, mas deem uma chance para eles vai!!!! Eu amei todos os comentários, desculpe se ainda não respondi todos, mas o farei assim que possível!!!
Kisskiss
FELIZ NATAL!!!!