Fairies And Tigers
13 Toda ação, tem uma reação.
Notas iniciais
Nos últimos capítulos:
“Lucy esta em conflito com os próprios sentimentos, não entende o motivo de estar tão irritada com o estranho casal de Tigres, e ainda esta intrigada por não entender Natsu.
Levy esta irritada, não entende as atitudes de Gajeel e está odiando Laary a cada dia que se passa. E se não bastasse, Frosch fez com que ela aceitasse passar uma tarde de piquenique com ele e Rogue na frente de muitas pessoas.
Antes de iniciarem o treinamento, Erza propõe mais um dia de folga, para que todos aproveitem o resort de maneira igualitária. Agora, no meio das brigas de Natsu, Gray e Gajeel e das conversas femininas das fadas, os Tigres dão as caras, fazendo com que Laary traga a tona um comentário sobre seu conhecimento do encontro anterior de Sting, Lucy, Levy e Rogue na missão em Likinus! O que será que vai acontecer? Laary dedurara as colegas de guilda, ou usara seu conhecimento para deixá-las em sua mão? “
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Laary Pov’s
As fadas estavam pálidas, e eu não pude deixar de dar um sorriso vitorioso. Oh sim, eu havia descoberto com estranheza e adoração o pequeno encontro que os tigres e minhas queridas amigas tiveram. Aquela com certeza iam ser uma informação muito útil em minhas mãos, só de pensar nas coisas que eu poderia obrigá-las a fazer se eu as ameaçar contar para Natsu-san e Gajeel-nii-sama. Hu, hu, hu... Elas que me aguardem, pois eu sou o verdadeiro demônio.
Laary Pov’s
Os tigres se aproximavam. O mesmo ar de impotência sempre presente. Minerva com o queixo esquio sempre levantado de maneira orgulhosa. E porque não estaria? Aquele seu egocentrismo nunca deixaria de existir. Sting estava do seu lado e em sua mente ocorria uma Guerra Civil, parte do cérebro querendo se afastar da Tigresa e outra parte falando Dane-se Loira de Peitões e biquíni na sua frente.
Difícil dizer o que se passava na cabeça de Orga e Rufus, provavelmente algo desnecessário de ser mencionado , mas o que acontecia na cabeça de Rogue era fácil de se saber mesmo com seu olhar sem emoção. Ele estava feliz? Com toda a certeza, mas de alguma forma estava desconsertado.
Frosch e Lector estavam brincando com os outros Exceeds. Quem disse que gatos não gostavam de água?
Os Sabers passaram pelas fadas e se instalaram num quiosque a alguns metros delas. Minerva ajustou a cadeira e deu seu protetor solar a Sting fazendo-o passar protetor em si. Rogue levou a sua para a sombra e repousou nela fechando os olhos, Rufus foi ao quiosque de Haru enquanto Orga dirigiu-se a água com uma prancha ( também tirada do nada).
As garotas estavam menos falantes, Erza estava pegando um bronzeado, e Wendy já estava se dirigindo para a água com Juvia, Lucy estava ajustando a cadeira e Levy lia. Lisanna e Laary estavam rindo de algo que a de olhos amarelos havia dito.
– Nee, Laa-chan, vamos nadar um pouco? — convidou Lisanna — Está quente demais.
– Haai! Só um minuto, quero me alongar. — deu um pulo Laary.
A Strauss deu um melódica risada enquanto a amiga se alongava. Os pensamentos de Laary eram outros. Sutilmente a albina se aproximou mais da mesa de centro que estava com o copo abandonado com o suco pela metade de Lisanna e com uma jogada digna de mestra alongou a cintura batendo-a com força na mesa fazendo o copo cair no colo de... Levy.
– KYAHH! — gritou a azulada, empurrando a cadeira pra trás, ficando de pé e deixando seu precioso livro cair no chão. — O que você tem na cabeça garota? Sua destrambelhada eu vou esfregar esse copo na sua cara.
– Gomen, fui sem querer Levy-san. — disse a garota de forma sínica.
– Meu livro... — choramingou Levy pegando o seu querido amigo da areia colocando-o em um local seco. — Agora eu te mato sua idiota.
Com uma agilidade provocada pelo ódio, Levy deu passos rápidos em direção a albina que posicionou pronta para receber qualquer ataque.
– Podem parar com essa briga AGORA! — Gritou a Titânia com toda sua autoridade. — Laary, vá logo com Lisanna. Levy, se acalme por favor.
– Erza, olha só o que ela fez com o meu livro! E com o meu biquíni! — exclamou a maga de escrita.
– Eu já disse que foi sem querer sua surda! — descontrolou-se Laary.
– EU DISSE JÁ CHEGA! — exasperou-se Erza — Me obedeçam.
Laary seguiu atras de Lisanna com grandes passadas fazendo as correntes penduradas ao seu redor tilintarem freneticamente.
Batendo os pés Levy pegou seu livro e com passos apressados se dirigiu a trilha que levava de volta ao hotel. Seus olhos estavam marejados de raiva, aquela garota era um demônio. Um dos piores existentes! Subindo pelo caminho, parou um pouco para respirar fundo e se acalmar. Estava a poucos metros do hotel, no entanto ao invés de ir para dentro, tomou a trilha a sua esquerda para o grandioso jardim com uma incrível variedade de cores.
Adentrando o jardim, de imediato a azulada sentiu ondas de calmaria alcançar seu corpo e a fazerem relaxar. Ah, o ar livre era tão bom! As fragrâncias das flores eram deliciosas, elas se misturavam criando uma nova totalmente maravilhosa. A grama acariciava seus pés fazendo cócegas e os pássaros cantavam uma bela melodia que penetrava em seus ouvidos. Caminhou vagarosamente até encontrar um local que apenas tinha grama fofa e uma refrescante sombra. Bem mais relaxada Levy sentou-se no chão e se espreguiçou se ajeitando da melhor forma possível, esquecendo-se completamente do porque de estar ali, começou a ler o livro em suas mãos se deixando levar por aquele universo.
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Rogue estava entediado.
O ''casal maravilha'' tinha enchido até a paciência de Rufus que agora já se encontrava socializando com duas outras hóspedes do resort. O moreno fingia não ligar para os sussurros que Minerva dizia a Sting e os que ele raramente dava em resposta, aquilo já estava ficando ridículo, deixando-o irritado, principalmente por ´parecer "estar de vela".
Automaticamente virou a cabeça para onde estava Levy antes da confusão com a garota de cabelos brancos. Ele vira a ira em seus olhos castanhos e anteriormente havia percebido que a menina havia se posicionado com o intuito de empurrar a mesa para o copo cair em cima da maga de cabelo azulado.
Ele estava preocupado com ela.
Aquilo era muito novo para ele, um sentimento positivo tão forte como o que sentia por Frosch ou até mesmo por Sting. Não sabia dizer se estava amando-a profundamente, mas tinha certeza que sentia um enorme encanto por ela. Ele nunca havia flertado antes, ou conversado com alguém do sexo oposto sobre um gosto em comum, aquilo era deliciosamente satisfatório.
Um estalo de beijo o fez acordar de seus devaneios. Ah não, aquilo era demais.
Com um pulo, Rogue levantou de sua cadeira e pegando sua camisa, sua toalha e o livro que Levy havia lhe dado mais cedo começou a subir para a trilha que levava para o hotel.
–Oe, Rogue, onde vai? — indagou Sting levantando a voz.
– Vou pro quarto, aqui está realmente entediante. Avise Frosch por mim. — suspirou o moreno. O loiro apenas concordou.
Cheney seguiu pela trilhar sentindo de imediato o frescor do perfume da azulada no ar. Ele seguiu pela trilhar normalmente, porém assim que alcançou a outra que levava para o jardim, não pensou duas vezes, seguiu por ela seguindo aquele perfume.
Um nervosismo desconhecido passou pela sua mente. Não era como o nervosismo antes de alguma luta decisiva ou algo do gênero, era mais leve e menos incomodo de se carregar no peito, no entendo era uma espécie de hesitação.
Continuou pelo seu caminho da forma mais calma que conseguia e a viu. Levy tinha um sorriso delineado nos lábios e os olhos absorvidos pelas palavras no livro em seu colo. Estava ajeitada de maneira relaxada na grama totalmente a vontade, mesmo estando de biquíni.
É mesmo,lembrou-se ele, ela estava com um delicado traje de banho laranja que combinava com sua fita nos cabelos azulados. Apesar de tudo ele era homem, e não podia deixar de notar a pele alva e as poucas, mas maravilhosas curvas que a maga possuía. Ela tinha um cintura tão fina e delicada, parecia que se ele a deixa-se cair ela poderia se quebrar.
Interrompendo os devaneios de Rogue, Levy soltou uma límpida risada enquanto lia, de forma automática o mago deu um meio sorriso que agora para seu espanto estavam ficando cada vez mais comuns.
Ele não queria interrompe-la naquele momento de leitura, iria se afastar vagarosamente como se nunca tivesse ido ali. Decidido, virou-se e antes mesmo que pudesse dar um passo ouviu:
– Rogue?
– Oi, desculpe eu não queria te interromper. — disse o moreno.
– Não, você não me interrompeu não. — sorriu Levy.
O Dragon Slayer virou-se ficando de frente para a azulada, eles encararam-se minimamente e o mago lembrou-se subitamente que estava sem camisa. (N/A: >O<)
Um tanto envergonhado pela sua desnudez, ele virou-se novamente dizendo:
– Uhn, de qualquer forma eu já vou. Não quero lhe atrapalhar. Vou procurar um outro lugar para ler.
– Espere. — Levy falou — Uhn... Você não gostaria de ficar e ler comigo?
Cheney ficou surpreso, assim como a Mcgarden que não acreditava que havia dito aquilo, as palavras haviam simplesmente saltado da sua boca antes mesmo de poder se conter. Porém não mais surpresa que o moreno que disse:
– Eu adoraria.
Levy travava uma guerra em seu interior, felicidade, curiosidade, rastros de culpa. Sendo este ultimo logo esquecido já que Laary estava na praia não ela. Deixando qualquer outro fato de lado para que aquele momento não fosse estragado, ela posicionou-se de forma que ficasse um espaço para o Cheney.
Rogue hesitou por apenas um minuto, ele deveria aproveitar aquele momento a sós com ela, e não havia nada de errado naquilo. De forma vagarosa dirigiu-se até o lado da azulada se sentando e colocando sua camisa e a toalha ao seu lado, começou a ler.
A maga de escrita voltou sua atenção para o livro sorrindo satisfeita. Ou melhor, tentou. Rogue sentou perto o suficiente para que seus braços ( e que braços!) roçassem levemente a fazendo arrepiar-se; e não era só isso, ela conseguia sentir com perfeição o seu perfume misturado com protetor solar. O que diabos acontecera com ela?? Estava lendo muito romance em que os mocinhos se apaixonavam-se a primeira vista! Só podia ser isso!
Não que as coisas estivessem fáceis para Rogue; a pele formigava onde a maga havia encostado e ele sentia cada vez mais vontade de acariciar seus cabelos. No entanto, fora outra coisa que o fez virar para ela. Em seu braço esquerdo e em sua perna esquerda haviam traços do suco de laranja ressecado formando uma estranha película em sua pele alva.
De foma imediata, Rogue levantou-se e caminhou até uma fonte alguns metros a frente deles junto com sua toalha, pegou uma ponta e a mergulhou na água cristalina.
Levy observava tudo e enfim notou o porquê dele fazer aquilo e imediatamente sentiu o rosto ficar vermelho de vergonha. Maldita Laary! Tinha se esquecido do estrago que o suco havia feito e não esperava ( e nem queria) que fosse o rapaz a perceber.
Em meio de sua trava mental, Rogue chegou perto da maga e pedindo licença pegou a mão esquerda da Mcgarden com a própria esquerda e com a toalha na outra mão começou a passar na mancha do suco.
Eles estavam extremamente próximos.
Levy podia ver com clareza a forma com que os fios de cabelo caiam sobre seu rosto; como seus cílios eram espessos; como seus olhos avermelhados estavam concentrados naquela tarefa. Ela não conseguia assimilar algo que tinha perfume parecido com qual que emanava daqueles fios.
Rogue não sabia o que diabos ele estava fazendo, no entanto, naquela altura do campeonato ele não poderia parar. Segurando qualquer possível tremedeira continuou sua tarefa com afinco não conseguindo deixar de pensar como aquela pele era macia e alva além de que a proximidade dos dois era imensa.
Terminado o braço, ele ficou de joelhos ainda segurando a mão da azulada. Dando uma pequena alongada no pescoço e tirando uma insistente mecha que atrapalhava sua visão endireitou a cabeça ficando frente a frente a maga. Ele percebeu que ela o encarava e que seu rosto estava avermelhado, ela ficava tão fofa daquela maneira. Eles se encararam por longos segundos vermelho com castalho, castanho com vermelho.
Levy desceu os olhos levemente e não pode deixar de pensar: "Oh meu Deus! Aquela era a clavícula mais bonita que já havia visto. E aqueles músculos..." Mas nada se comparava aqueles olhos.
Cheney pensava a mesma coisa, os olhos de Levy eram tão belos que ele ficaria daquele jeito por horas e não se cansaria de vê-los.
Uma irritante brisa jogou fios azulados no rosto da Mcgarden e antes que ela pudesse fazer algo, o moreno levou sua mão a face feminina tirando os incômodos fios e os colocando atras da orelha e a deixou ali, apoiada na bochecha.
–Rogue... — sussurrou Levy sem saber o que dizer.
Eles estavam com os rostos a centímetros de distancia, a maga podia contar o número de cílios que ele possuía. Involuntariamente abriu os lábios minimante esperando.
– Eu... — começou o moreno aproximando o rosto.
Então como se tivesse levado um choque Rogue despertou do transe e se afastou tirando a mão do rosto de Levy suavemente.
– M-me desculpe por isso. — pediu o moreno.
Rogue estava jogando pragas sobre si, quem ele achava que era pra fazer aquilo? Ele e ela nem direito haviam se conhecido e ele já estava fazendo aquilo? Ele tinha que ter no minimo a noção de que nem os sentimentos dela ele sabia para tomar uma atitude daquelas!!!
– T-tudo bem. — disse Levy abaixando a cabeça super envergonhada.
Seu coração estava descompassado. Serio mesmo que eles haviam quase se beijado?? OH MEU KAMI, em menos de dois dias? E claro, ele deveria ter uma Laary na vida pra não querer beija-la. É, ela iria ficar mesmo pra titia.
Rogue respirou fundo algumas vezes e novamente se dirigiu a fonte aproveitando para molhar a toalha e refrescar a mente. Ele havia mesmo feito aquilo? Seria imaginação dele ou ela estava com um brilho decepcionado no olhar? Mas é claro! Ela não espera que ele simplesmente fizesse aquilo.
Suspirando pesadamente ele dirigiu-se a maga de escrita solida e lhe entregou a toalha úmida.
– Aqui está.
– Obrigada. — disse Levy evitando olhar em seus olhos
Aquele silencio desconfortável era de matar.
– Eu acho que vou para o quarto tomar um banho e me trocar. — disse a azulada tentando amenizar o clima.
– Claro. — assentiu Rogue estendendo a mão para pegar a sua toalha.
– Não se preocupe, vou lava-la depois eu lhe entrego. — falou Levy segurando a toalha junto a si. — Eu insisto. — assegurou quando o moreno abriu a boca para contestar.
– Obrigada. — respondeu sorrindo de canto.
O Dragon Slayer estendeu a mão para ajudar a maga a se levantar puxando com uma certa facilidade. Levy balbuciou palavras de agradecimento e com a outra mão pegou seu livro o de Cheyne e a camisa do mesmo.Ele lhe agradeceu imediatamente e colocou a camisa, o que deixou a maga um tanto desapontada, coisa que com toda certeza não admitiu mesmo em pensamento.
Eles continuaram o caminho para o hotel em silencio, ainda estava cedo, daqui umas horas seria servido o almoço. Juntos seguiram para o elevador e para seus respectivo corredor. Ao chegarem, cada um parou em sua porta.
– Bem, até mais Levy. — disse Rogue abrindo sua porta e ficando de costas pra azulada.
– R-rogue... — chamou a maga e com sua ultimas forças se aproximou do moreno e ficando na ponta dos pés depositou seus lábios suavemente em sua bochecha esquerda. — Obrigada. Bye, bye. — disse a ultima frase entrando no quarto e fechando a porta rapidamente.
Cheney ficou estático e depois do que pareceu uma eternidade entrou no próprio quarto com um sorriso no rosto.
No quarto 80, Levy estava sentada com as costas contra a porta e a toalha no moreno no colo. O que ela havia feito??? Ah Deus, ela queria se matar! Mesmo com aqueles pensamentos misturados um sorriso se formou em seus lábios, não importava, ela estava feliz com aquilo. É, quem diria, ao que parece, no final das contas teria de agradecer a Laary por toda aquela confusão.
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