Faerie

1 Mal Cinza:


Notas iniciais
[King Knight]: tive ideia pra essa nova fanfic porque Hunted foi temporariamente suspensa pelo o Nyah!. Bem, espero que gostem. ;D

Todos os dias eram iguais, não eram? Ei, isso é até um pouco comum e normal e coisas normais não costumam ser interessantes nesse mundo. O normal do ser humano é algo indefinido, afinal, isso varia de pessoa para pessoa... mas como o que vemos em noticiários são estupros, infanticídio, devastação da natureza, então tais coisas são normais. O normal para os homens e mulheres deste mundo é subjugar uns aos outros, todos ensopados de sangue, nessa marcha depravada e cruel.

Uma massa de ódio, dor, sofrimento e arrependimento. O brilho da anormalidade, o brilho da empatia e do amor fora ofuscado, como os profetas da Antiguidade bem profetizaram. Somente na ficção poderíamos encontrar, nesses tempos, paz e bondade. As pessoas deste mundo pecaminoso são cinzentas e obscuras, o mundo é cinzento e sempre insatisfeito, sempre precisando girar e alimentar cada vez mais maldade. Ou será que a culpa não era do mundo, era das pessoas?

Esse era o tipo de dúvida do jovem japonês Uzumaki Naruto — ele era um rapaz deveras estranho: tinha conversas depravadas sobre Necrofilia pela a Internet, mas pessoalmente era uma pessoa... sem vida? Sim, sem vida. Ele não via bondade na Humanidade, então não tentava ser bom ou vivo com ninguém. Naruto apenas queria que o mundo mudasse, mas que diferença ele faria? Ele era apenas um garoto, não um herói.

Como bem disse um personagem de mangá, "este mundo está podre". Oh, céus, onde encontrar refúgio!? Tudo que Naruto, um loiro de quatorze anos de idade, com pele bronzeada e três curiosas marquinhas em cada lado da bochecha, poderia fazer era viver em seus livros infantis e mangás. Nele ele encontrava algum cantinho especial, um canto longe deste mundo cinzento e vicioso.

Naruto, ou mais especificamente, Uzumaki Namikaze Naruto, vivia numa pequena cidade no interior do Japão, cujo o nome era Konoha. Nada demais, era uma cidadezinha até um tanto rural, em que nunca ocorria nada demais. E quando ocorria, era sempre comentado e conhecido por todos, afinal, era uma cidade pequena.

Naruto ainda, claro, era sustentado pelos os pais, Uzumaki Namikaze Kushina e Namikaze Minato. Uma típica família feliz, com seus altos e baixos. Na verdade, o "feliz" é apenas um ponto de vista, pois não há luz nesse mundo não-iluminado. Felicidade é uma ilusão, pois o mundo real ofusca o significado desta palavra. E, no final, era injusto culpar o mundo de tudo, quando são as pessoas que formam o mundo — "mundo", no caso, como sistema de coisas.

E Naruto seguia mais um dia, caminhando pela a ensolarada Konoha. Estava ensolarado e várias pessoas voltavam da escola, todas com suas vidas em particular, seus amigos, etc — levando em conta, claro, que não existem realmente AMIGOS. O mundo cinzento só permite que as pessoas tenham colegas, traiçoeiros e enganadores. — Naruto voltava para casa, mal-humorado como sempre, enquanto andava perigosamente pelas as ruas lendo um livro. Era um livro antigo e infantil, sobre fadas.

E, então, ele sente uma dor. Dor na parte detrás da cabeça. Não... a dor tinha um significado, ele fora golpeado. E sabia muito bem por quem era.

- Naruto, seu idiota! Vai me deixar falando sozinha!? — ele conhecia bem a dona daquele voz. Sim, dona.

- Não seja chata, Sakura. E deixa eu ler o meu livro — Naruto ainda estava mal-humorado. Ele sentia felicidade apenas em seu mundo encantado, por mais que muitas pessoas dissessem que aquilo era infantil ou até feminino.

- Naruto, esse tipo de livro é coisa de menininha! — diz Sakura, segurando o riso. Naruto revirou os olhos. Ele decidiu gastar saliva e explicar à garota que sempre lhe enchia a paciência.

- Atualmente, percebo que a verdadeira pureza só pode ser encontrada em garotas pequenas, no mundo encantado delas — ele responde. E já imaginava a resposta...

- O que é isso!? Um LOLICON, você é um lolicon! — exclama Sakura, fingindo estar aterrorizada. Naruto apenas bufa irritado.

- Não me entenda errado... não sou nenhum tarado que gosta de menininhas — Naruto já estava entediado. Apesar de Sakura ser sua amiga de infância, ela o desgastava.

Haruno Sakura era uma bela garota de cabelos estranhamento róseos e olhos verdes. E, até então, única companhia de Naruto. Era sua amiga de infância e sempre o perseguia para conversar. Não que Sakura o amasse, longe disso... ela sempre deixava claro que o via como um idiota rabugento e insuportável. E sua paixão ia toda para Uchiha Sasuke, o garoto mais popular da escola. Mesmo que Sakura visse Naruto como o cara mais idiota de todos, ela mesma o considerava um tipo de irmão ou algo assim. Não, não irmão... mas como se fosse um "primo".

Já Naruto duvidava muito de muitas coisas em relação a rosada. Era fato que o loiro não acreditava em verdadeira amizade no mundo real, mas ele tinha uma certa estima pela a garota. Apesar de não suportar ela o seguindo por aí.

E, dessa forma, ambos foram seguindo para suas casas, Sakura e Naruto se separaram no caminho e cada um tomou o seu rumo. Naruto era forçado a caminhar muito durante o dia, mas era por opção própria. Ele entrou em sua casa e viu sua mãe, que estava sentada no sofá da sala, vendo televisão.

- Cheguei, mãe — Naruto diz, nem esperando a resposta e subindo para o quarto.

Mal trancou a porta do quarto e foi deitar-se para dormir. Ele precisava dormir, era o seu segundo refúgio. O mundo real o enojava de diversas formas, ele queria apenas fugir de tudo.

Queria que a vida fosse um sonho.

Mas e se ela fosse um sonho, como ele leu em um livro?

Naruto adormeceu com isso em mente, e quando notou, já estava em um sonho. No sonho, ele conseguia sentir o seu corpo deitado, mas parecia estar deitado num gramado. Um som intenso ressoava em sua cabeça, quase ensurdecedor, mas não era ruim. Era algo que fazia o loiro se sentir bem. Ele abria os seus olhos, mas ainda estava um tanto sonolento, ele via tudo de forma um tanto embaçada. Naruto levantou-se, notando que estava no alto de um tipo de colina.

Bem à sua frente, havia uma pedra e parecia haver uma pessoa nela. Naruto se levantou aos poucos, ainda sentindo o corpo letárgico.

- Não! Não! Não! Está tudo errado! — a pessoa dizia, desesperada. Era uma mulher.

Ao fitar a garota a sua frente, Naruto não teve dúvidas, era a garota mais bela que ele já vira: possuía longos cabelos azulados, uma pele alva e, quando ela se virou, ele pode perceber toda a delicadeza e docilidade de uma moça pura, de uma donzela indefesa. E ele seria completamente incapaz de atacá-la. O par de olhos dela eram perolados, eram lindos e tinham um brilho peculiar.

Mas havia desespero neles. Desespero e desgosto.

- Você! Por favor, me diz, por que tudo está errado com vocês? — ela perguntava, o fitando, como se o loiro fosse tivesse as respostas para todas as suas perguntas.

- Hãn!? — ele se limitou a exclamar, um tanto debochado. Sim, mesmo diante de tanta beleza, a personalidade áspera do loiro não mudara.

- Vocês estão todos cinzas! — a bela moça, que aparentava ter a idade do loiro, já estava com os olhos aguados. Aquilo a tornou mais irresistível ainda, mas algo se formava dentro do coração do loiro. Um desespero.

Ele não queria ver semelhante pureza triste por causa do mal cinzento.

Tudo que ele pôde dizer foi:

- Eu sei — ele falou enfim, derrotado e triste. Então ela também percebera...

Percebera o mal cinzento que dominava o mundo. Um mundo cinza e, curiosamente, de trevas.

E, com esse pensamento em mente, ele acordou.

"O-o que foi isso?", Naruto pensava com dificuldade, era realmente difícil para ele manter a própria sanidade.

De fato, o que havia sido aquele magnífico sonho em que outra pessoa reconhecera o mal cinza?

Notas finais
Deixem reviews. ;D