Faded Hearts
20 O Festival dos Anciões
Notas iniciais
Logo de manhã acordei cedo como no dia do meu aniversário, olhei para o meu relógio que estava sob o pequeno criado mudo ao lado da cama e seu ponteiro indicava 5 horas em ponto.
−Sigh! Porque venho a acordar tão cedo ultimamente?
−Está escuro e não tem sinais do sol ainda.
Levanto da cama sonolento e vou até a janela, onde olho para fora.
Final do ano sempre foi complicado para mim, por sorte eu tinha a companhia da Beth naquela mansão distante da cidade. Meu pai e meu tio sempre estavam ocupados com assuntos desconhecidos, nunca entendi o porquê de eles fazerem isso até parecia que eles estavam me evitando.
−Já que estou acordado, vou me vestir e deixar as duas malas lá em baixo.
−Vai ser uma longa viagem de carruagem.
Olho para meu reflexo no vidro da janela e tento começar meu dia animado.
Vou até o guarda roupa e pego minha camisa branca junto com uma fita vermelha, uma calça preta e os sapatos marrom com uma meia preta.
−Hmm... Fiore me deu essa camisa, mas ela não fica bonita com essa fita.
−Talvez com um casaco escuro fique bom.
Quando me visto, observo as roupas que a Fiore comprou para mim.
A camisa tem dobras chanfradas no fim da manga próximo ao pulso, assim como todos os nobres usam e a gola é menor do que uma camisa comum.
Não consigo acostumar com a falta de tecido na gola, sempre usei um lenço vermelho sobre a camisa preso por um pequeno broche dourado e um blazer marrom.
−Onde guardei os casacos?
−Ah! Achei.
Mexendo no guarda roupa encontro dois casacos. Um deles é um casaco mais leve feito de lã na cor marrom, no fim da manga tem uma faixa de cor bege, os botões são mais juntos para fechar melhor e gola parece chegar até a altura abaixo do queixo.
O outro é um casaco próprio para inverno na cor cinza escuro, seu tecido é mais grosso como os casacos de couro, o comprimento vai até a coxa como um sobretudo e os botões fecham da cintura para cima.
−Esse marrom me parece uma boa opção para usar.
−Enquanto ao outro, vou levar para usar a noite quando esfriar bastante.
Guardo o casaco cinza em uma das malas e visto o outro mais leve de frente ao espelho.
Para mim ambos são bonitos, basta eu saber como e a hora de usar. A Fiore tem um bom gosto para as roupas ou simplesmente me conhece melhor do que eu me conheço.
−Certo, agora vamos levar essas duas malas para baixo.
−Hm… a Cyan não acordou ainda.
−Será que adianto o café da manhã para ela?
Saindo do quarto, no corredor passo pelo quarto da Cyan e estranho ele ainda estar trancado.
Ela é uma mulher um tanto quieta e de poucas palavras, já me assustei algumas vezes quando ela chega por perto chamando pelo nosso nome e costuma acordar muito cedo também.
O trabalho dela não é fácil, ainda mais com as 3 irmãs que são muito exigentes com as coisas e bagunceiras na mesma medida. Agora tem mais eu e a Selene, ainda ajudo a manter os quartos arrumados para não dar tanto trabalho a ela.
Desço as escadas e deixo as malas em um espaço entre o sofá e lateral da escada.
−Senhor Hector! Não esperava vê-lo acordado a essa hora.
Cyan aparece próximo a escada com um vestido diferente do usual uniforme de empregada.
−Hmhm... nem eu mesmo imaginava isso.
−A propósito, bom dia.
Dou um sorriso ao vê-la alegre daquela forma, provavelmente as 3 irmãs se entenderam melhor a noite.
Cyan está com um vestido roxo um pouco colado no seu corpo e longo com o comprimento até as canelas, detalhes em babados brancos na gola, na manga e no final do comprimento do vestido dando uma imagem mais meiga a roupa. Seus sapatos são sapatilhas pretas com uma meia branca e um colar em forma de estrela caído sobre seu busto.
−Você está animado para o dia de hoje né.
−Tanto que não conseguiu dormir mais.
−Hehe! Mesmo tendo a mesma idade da Fior, você ainda parece uma criança.
Cyan desce a escada e demonstra em seu rosto a mesma coisa que eu, um animo sem fim.
Acredito que ela deveria usar algum tecido vermelho para quebrar a cor do vestido com o azul do seu cabelo e dos olhos ou quem sabe uma faixa branca na cintura fechado em forma de um laço, com certeza ficaria bem nela.
−É mais ou menos isso.
−Nunca pensei que 1 hora no Chaos se tornaria 5 anos no mundo real.
Na verdade, ninguém esperava meu retorno da forma que foi.
−Uhum! Você quase matou as 3 de susto quando foi encontrado próximo a igreja.
−Ah! Olha a hora, tenho de fazer a comida antes de todos acordarem.
Ela pega um relógio de bolso e olha a hora através dele.
Não percebi que ela estava com o relógio em mãos, muito menos sendo o relógio que a May pediu para arrumar naquele dia.
É o relógio solar, muito parecido com o da minha mãe.
−Posso te ajudar?
−Eu ajudava a Beth com os afazeres de casa e fico um tanto incomodado de não ajudar.
Mesmo contrariando o que a May me disse, eu preciso fazer algo para me distrair ao invés de ficar sentado o dia todo lendo algo.
−Huh? ...
−Claro! Só fiquei surpresa por você perguntar isso.
Suas sobrancelhas se levantam, mas depois de perceber minha intenção, ela concorda com minha ajuda.
−Primeiro vamos abrir as cortinas, depois preparar o café e arrumar a mesa.
−E também tem...
Em poucos segundo ela começa a citar cada uma das tarefas a fazer com o dedo indicador nos lábios e partimos rumo a cozinha da mansão.
Cyan me cedeu algumas tarefas para ajudá-la na cozinha, também abri as cortinas dos outros cômodos para entrar a luz do sol.
Terminamos os afazeres rápido, então a Cyan pode aproveitar um tempo antes de acordar os outros para comer e eu a acompanhei, foi quando conheci um pouco sobre ela e a amizade dela com a May em um a pequena conversa.
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Chegamos em Moria ao anoitecer, divididos em duas carruagens. A primeira foi May, Fior, Fiore e o Leon. A outra foi a Selene, Cyan e eu, que conversamos bastante durante as horas de viagem pela rota sul que leva até a Aeternam.
Moria é conhecida como a maior cidade independente do continente, conseguiu se separar de Ebrima a cerca de 15 anos e se tornou como a destruída Perpetua, uma cidade tão forte e completa quanto um reino, não é governado por famílias nobres e sim pelo povo que constitui uma assembleia com representantes de pequenos vilarejos entorno da cidade principal.
−Que cidade linda.
−Ei Hector, veja tem uma loja de doces bem ali.
−Eu quero ir lá depois.
Selene desce da carruagem toda animada com as várias lojas que tem na cidade e principalmente com as confeitarias.
As ruas de Moria são largas e diferentes das ruas das cidades de Ebrima e de Aeternam, não tem comercio com barracas. As casas são todas feitas de pedras em formatos retangulares de forma entrelaçada, fazendo construções mais resistentes do que as de madeira que grande parte dos reinos usam. O chão é paralelepípedo com calçadas e postes com lampiões acesos com algo que presumo ser óleo.
−Sim, claro.
−Mas se você ir lá, não vai conseguir comer os doces do festival quando chegarmos lá.
Ver ela sorrir assim é muito bom, faz ela esquecer um pouco de suas memorias e acaba fazendo outras.
Claro! Nunca negaria a ela a chance de buscar suas memorias, muito pelo contrário, eu quero que ela saiba mais sobre si mesma.
−Senhora Selene, fique quieta um momento por favor.
−O laço da sua cintura está se soltando.
Cyan começa a arrumar o vestido da Selene ao perceber a faixa na cintura dela se soltar.
A nossa bagunceira está toda arrumada com um vestido de tom bege com saia mais lisa e com algumas dobras, fechada no pescoço como uma camisa social com uma fita vermelha na gola, na cintura uma faixa vermelha que amarra com um laço nas costas e pôr fim a Cyan penteou o cabelo dela a ponto de ficar bem arrumado e liso.
−Hmhm! Agora você está linda.
−Esses olhos vermelhos ficaram muito bem com essa roupa.
Quando termina de arrumar a faixa do vestido da Selene, ela arruma o cabelo dela para que fique caído certinho sobre os ombros.
−Esse vestido ficou muito bem em você.
−Não parece aquela menina rebelde que eu conheço.
Com meu elogio, ela acena com a cabeça sorrindo, mas logo aquela imagem some de seu rosto ao ver mais uma loja de doces.
−Senhor Hector, Senhora Selene.
−O festival é na rua principal, vamos?
−Vai começar em breve.
Cyan está contente com o resultado da conversa de ontem, nos guia até a avenida onde o evento começa.
A cada passo que dávamos, a música se tornava mais presente e a presença das famílias na rua é maior. As mulheres vestiam roupas claras e os homens roupas de tons marrons e verde, o mesmo valia para as crianças que corriam por todo o lado com doces e enfeites comemorativos nas mãos.
−Incrível! Ei Cyan, Hector.
−Vejam quantas barracas, tem doces, decorações e jogos.
Ela corre na nossa frente com empolgação e olha para todos os lados.
−Huhuhu! Ela é bem energética né.
Cyan parece se divertir ao estar perto da Selene.
É bom que ela possa descansar de seu trabalho um pouco, trabalhar como empregada não é fácil.
−Sim, ela demonstra seus sentimentos facilmente e pode cansar qualquer um sem problemas.
Click!
Quando respondo, observo meu relógio que os ponteiros indicam 6 horas da tarde.
Os outros vieram antes para se prepararem para o evento, elas são a atração todo ano para cantar e reforçar a esperança nos corações das pessoas.
−Ei Cyan, vamos nas barracas dos jogos?
Selene puxa o vestido da Cyan para chamar a atenção dela.
Ainda bem que pensei em sapatos baixos para ela, caso contrário iria se machucar ao correr por todo lado.
−Pode ir, ela está sempre comigo e por isso ela te chamou para brincar.
Falo baixo para a Cyan ao perceber que ela ficou sem jeito diante do pedido da Selene.
Ela pega a mão da Selene e as duas correm até a barraca de tiro ao alvo.
Sigo elas caminhando calmamente, enquanto observo a multidão que se formou ao chegarmos no local do evento mais esperado por essa cidade.
É um lugar muito alegre e positivo, diferente das várias cidades que passamos que parecem ter uma energia muito negra e por vezes faz mal para mim.
Não sei qual é o motivo disso acontecer comigo.
−Anh!Anhh!
−Porque não consigo acertar isso com o arco?
Quando chego perto vejo a Selene segurando o arco de forma errada para atirar e a Cyan tentando anima-la.
−Conseguiu acerta algum?
−Haha! Você está fazendo isso errado, deixe-me te ajudar.
−Olá, quero tentar uma.
Pego um arco na barraca e entrego nas mãos dela.
−Você pega o arco no meio com sua mão esquerda e posiciona o braço reto.
No lado esquerdo dela começo a orientar ela ao modo correto de usar.
−Isso, agora você pega a flecha e estica a linha na base dela apoiando a parte do corpo em cima de sua mão.
−Agora um segredinho meu, você usa o dedo indicador como mira, esticando ele e fechando o olho direito para conseguir mirar melhor.
Pacientemente ela faz cada coisa que eu digo e fecha seu olho direito.
−Perfeito, na hora de atirar a flecha prenda a respiração antes e só solte quando terminar.
A Selene segura a respiração concentrando seu olhar em um coelho de pelúcia preto.
Zzzin! Pow!
−Ah! Eu acertei, eu acertei.
−Vocês viram isso?
Ela pula com toda energia ao conseguir acertar o bicho de pelúcia que queria.
−Hmhm! Foi muito bem senhora Selene.
−Estou impressionada.
−Obrigada.
Cyan pega o coelho que o homem da barraca lhe dá e entrega para a Selene.
A Selene é bem amável com a Cyan, apesar de sua rebeldia natural e seu comportamento de menina-moleque. Até parece que as duas tem uma conexão natural de irmãs.
Sem contar que ela aprendeu rápido como usar o arco e flecha.
Seu aprendizado é fácil, imagino quem ela realmente pode ser e como chegou a esse ponto de perder-se no Chaos.
−Eee! Hehe!
−Gostei de ter vindo aqui.
Ela abraça o coelho e vem até mim com um belo sorriso alegre.
−Uhum! Parece que acertamos em insistir de você vir conosco.
−Agora vamos atrás de alguma barraca de doces, antes do festival começar mesmo.
Aquela forma de abraçar o coelho é a mesma daquela Selene com a raposa de pelúcia.
−Sim, sim. Cyan vamos?
Estou sendo surpreendido por um certo apego da Selene diante dela.
Na verdade, demorou para ela ter um contato mais próximo com os outros, como as três são um tanto difíceis de ter amizades era esperado uma a proximidade com a empregada delas.
−Claro! Gostaria de um doce também.
−Se não for um incomodo.
Ela se mostra como uma irmã mais velha porem limitada a acreditar vou impedi-la de alguma forma por ser uma empregada.
−Não será incomodo algum, muito pelo contrário, será uma ótima companhia.
−Então vamos?
As duas acenam com a cabeça e começamos a caminhar pela avenida.
Passamos barraca por barraca, parando para ver enfeites, algumas comidas tradicionais da cidade, jogos e certamente os doces que provamos um a um.
Click!
−Hmm.
Enquanto as meninas paravam na barraca com um doce feito de abobora, verifico meu relógio mais uma vez.
−7 e meia da noite.
−Ainda temos muito tempo até o horário da atração principal.
A medida que a hora passa, mais e mais pessoas enchem a avenida principal de Moria.
−Ei Hector, vamos naquela barraca.
Um pouco distante, a Selene me chama para continuar nossa caminhada.
Aceno com a mão indicando que estou indo.
−O que foi? Está preocupado com algo?
−Vi você olhando para o relógio e ficou parado ali.
Cyan parece estar curiosa com a minha atitude a pouco tempo atrás.
−Uhm! Nada de mais, só o velho habito de observar o relógio.
−Para onde vamos agora?
Respondi sinceramente, a única coisa que fiz foi um péssimo habito que adquiri desde quando minha mãe me deu seu relógio e continua depois que recuperaram ele para mim.
−Hmm! Que tal aquela loja ali?
Cyan aponta para uma barraca com livros, alguns cachecóis e acessórios.
Selene puxa a roupa de ambos para irmos até a barraca.
−Oh! Esse colar é muito bonito.
−Hector, o que ele é?
Ela pega um colar com uma cruz pendurada de forma que lembre a letra X, suas pontas são mais largas e arredondadas no final ao invés de uma cruz normal com pontas quadradas.
A cruz parece girar conforme ela se mexe com o colar nas mãos.
−Essa é a cruz do povo Noxia, ela é pendurada dessa forma para simbolizar todas as crenças independente de qual seja.
−Por muito anos acreditaram que ela indicava, que eles nunca tiveram alguma crença.
Por força do habito, acabei explicando mais do que necessário, apesar que ela perguntaria o porquê dessa forma dela.
−Legal! Não sabia dessas coisas.
−Ah! Eu quero aquele lá por favor.
Selene aponta para um acessório indicando ao vendedor qual é.
−Um prendedor de cabelo floral é.
−Ele é muito bonito e esse aqui também.
Cyan começa a olhar os colares após ver o prendedor da Selene.
Não consigo evitar, mas começo a observar ela buscando um colar para usar e aos poucos vejo como é sua personalidade.
−Olá, senhor.
−Vejo que você está acompanhando elas e percebei que você parece uma pessoa inteligente, não gostaria desse xadrez especial feito de cristal?
−Faço aquele desconto para você.
O vendedor da barraca percebe que fiquei meio de fora sem ver acessórios e tenta me aproximar com um jogo de tabuleiro.
−Seria bem interessante eu ter um xadrez, mas a muitos anos que não jogo.
−Vou passar dessa vez.
Nego sua proposta de forma amigável para não ofender ele, por descuido da minha atenção.
−Ho-ho! Entendo, você foi o primeiro que me respondeu de forma educada hoje.
−A verdade é que esse xadrez pertencia ao meu filho que morreu cedo e pelo senhor ser tão educado comigo mesmo sendo um nobre, eu gostaria de dar-lhe como um presente.
O homem sorri de tal forma que seu bigode parece sorrir junto com ele.
−Ah! Por favor, não precisa realmente.
−O senhor deveria guardar isso com carinho, da mesma forma que seu filho cuidou.
Ele pega o tabuleiro e tenta entregar para mim.
−Tudo bem, eu sinto algo bom vindo de você jovem nobre.
−Tenho certeza que cuidará dele com carinho e lembrará que esse velho homem deu esse tabuleiro de presente.
O homem insiste pegando minha mão direita e coloca ela sobre o tabuleiro.
−Mas... Hmm! Está certo, farei como pedido.
Pego o tabuleiro com cuidado e guardo sobre a bolsa que estou carregando.
−Obrigado, bom moço.
−Meninas, escolheram o que gostariam de levar?
Após me agradecer, ele começa a atender um grupo de menina adolescentes no outro lado da barraca.
−Senhor Hector!
−Posso levar esse?
Cyan bate em meu ombro para chamar minha atenção sobre um colar que ela gostou.
O que ela me mostra na verdade é uma fita chanfrada branca como o babado das saias dos vestidos com um pequeno laço vermelho de uma fita mais fina amarrada.
−Sim, ele é bem a sua cara.
Ela me trata como se fosse seu mestre, na verdade nunca tive algum servo e a única empregada da família que cuidou de mim, foi a governanta da nossa casa, Elizabeth.
−Como assim a minha cara?
−Você pensa que sou como?
Seu olhar curioso expressa sua grande dúvida sobre o que penso sobre ela.
−Hmm... ele é algo que uma mulher meiga gosta de usar, pequenos detalhes que fazem a diferença quando está próximo de alguém e alguns detalhes como acessório de meninas.
−Desde o dia que eu cheguei, você demonstrou ser assim.
Assim como a Selene, ela lembra meninas criadas pela nobreza e principalmente por famílias reais.
Ser mais feminina possível, paciente, compreensiva, sabia, ter compaixão, ser muito respeitosa e amável com as pessoas. Além disso demonstram um lado menina e inocente, também se destacam por terem um lado materno natural.
Fiz minha lição de casa como observador. Hehe!
−Owh! Fico sem palavras com essa resposta.
−Obrigada.
Ela desvia seu olhar ao escutar minhas palavras enquanto entrega a fita ao vendedor.
−Selene, escolheu qual vai levar?
−Daqui a pouco, temos de ir à praça para a apresentação das senhoras.
Cyan chama a atenção da Selene distraída com a grande variedade de acessórios presentes na barraca.
−Senhor, só o prendedor por favor.
Ela entrega o prendedor floral para o vendedor que empacota os dois acessórios em um pequeno saco de papel.
−Tudo deu 870 pratas.
O homem entrega o pacote para mim e em seguida eu entrego o valor que ele cobrou.
−Obrigado!
Ele agradece quando nós partimos para passar em outros lugares.
Ainda temos tempo até a hora da apresentação da May e da Fiore, então continuamos a passear por toda a avenida com calma e ver o que tem a venda pelas lojas.
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