Fade Out Lines
12 Capítulo 12 — Escorpião.
Notas iniciais
Capítulo 12 — Escorpião.
Narrado por Theodore
—Chris... —Suspirei.
—É sério Theo, sei que você não está contente e algo me diz que é por aquilo que Emmet disse...
—Christopher, por favor, não quero falar disso.
—Olha, então façamos assim, você me diz um dia, e eu vou ir aí te buscar, pode ser?
—Isso não é muito democrático.
—Ótimo, que tal amanhã?
—Chris... —O chamei, quase resmungando.
—Sim?
—Qual horário?
—Umas três horas?
—Tá bom, pode ser. —Acabei cedendo.
—Estou ansioso, preciso te contar muitas coisas.
—Não me deixe nervoso também, idiota!
—Desculpa Theo... —Christopher soltou uma leve risada. —Nos vemos amanhã, certo?
—Certo.
—Preciso desligar agora, tenho que ir pra academia...
—Tá bom, beijo.
—Até mais tarde, te amo, viu?
Eu não conseguia guardar rancor de Chris, como ele conseguia ser tão adorável?
Mas ao mesmo tempo, lembrei-me de suas palavras, o que ele me contaria, afinal?
Andei pelo quarto, pensativo, tinha quase certeza de que ele me contaria sobre o seu passado, tudo o que seu amigo dissera naquele dia, soava como verdade, principalmente por ele não ter negado em nenhum minuto.
Entretanto, naquele momento eu tinha coisas mais importantes para resolver, como por exemplo, me livrar do castigo.
Minha mãe não estaria em casa no horário em que Christopher me buscaria no dia seguinte, mas eu tinha certeza absoluta de que eu demoraria a voltar, e ficaria pior para mim se eu não estivesse em casa quando ela retornasse do trabalho.
Pensei no que eu poderia falar, minhas desculpas já haviam se esgotado quando Susannah foi embora, não tinha mais motivos para que ela me deixasse sair de casa.
É claro que restava somente um mês para o fim das férias, mas ainda assim eu me esforçaria para ter minha liberdade de volta, e o que eu tinha feito não era muito grave, no fim das contas.
Deixei o celular de lado e saí do quarto, andei pela casa procurando minha mãe, e ela estava em seu quarto, com a porta meio aberta, como sempre.
Dei alguns toques e entrei.
—Quando as pessoas decidem ter filhos, há algum contrato em que a pessoa tem a obrigação total de nunca mais fechar a porta? —Perguntei, e ela revirou os olhos. —É sério, nem mesmo a do banheiro, você nunca fecha, por que isso?
—O que você quer, Theo?
—Não é nada, só queria te encher o saco, velha. —Sentei em sua cama, olhando-a dobrar algumas roupas. —Por que essa cara, mãe?
—Até hoje seu pai me faz muita falta, sabia? —Ela respirou fundo.
—Eu sinto saudade também, mas na verdade, eu prefiro não me lembrar, para não ter que lidar com isso...
—Você sente necessidade de uma presença masculina em casa?
—Hã? Por que a pergunta? —Levantei uma das sobrancelhas.
—Por nada, querido...
—Acho que já entendi, está querendo voltar à ativa, hein?
—Theodore!
—O que foi, não é verdade?
—Não diga essas coisas indecentes!
—Você que tirou conclusões precipitadas, mas eu acho que você devia namorar alguém sim.
—O que aconteceu? Não sou mais uma velhinha?
—Não tanto. —Debochei. —Ah, mãe...
—Fala.
—Eu sei que estou de castigo, mas posso sair amanhã?
—Eu já estava querendo falar com você sobre isso... —Ela se sentou ao meu lado. —Sabe Theo, você me ajudou em muita coisa nos últimos dias, e foi obediente, então...
—Está me tirando do castigo? —Interrompi.
—Sim, estou.
—Sério?!
Ela afirmou e retribuiu o meu abraço, rindo pela minha afobação, mas logo se levantou.
—Mas trate de continuar atendendo aos meus telefonemas, se não, nada feito.
—Pode deixar.
—Me dar um sinal de vida de vez em quando não custa nada, Theodore.
—Eu sei, é que às vezes eu perco a noção da hora, então me esqueço de ligar, mas eu mando mensagem, pode ser?
—Pode, é melhor que nada.
Conversamos um pouco mais e logo me retirei de seu quarto, ainda não acreditando no que tinha acontecido.
...
No dia seguinte, eu terminava de me arrumar, Christopher estava quase chegando, e mal conseguia me conter, queria muito vê-lo, e também estava ansioso para saber o que ele me falaria.
Terminei de arrumar meu cabelo, e assim que abandonei o espelho do meu quarto, ouvi meu celular tocando, era uma ligação de Chris.
—Alô?
—Ei, tô aqui em frente te esperando.
Mal respondi e corri para a entrada da minha casa, avistei-o com o carro estacionado e ele acenou para mim. Caminhei com pressa até lá, puxei a porta ao lado do motorista e entrei.
Christopher agarrou meu rosto e me aproximou, me beijando sem cerimônia.
—Eu estava morrendo de saudade... —Ele disse, ao se afastar. —E você tá bem gatinho hoje, hein?
—Gatinho? —Ri. —Fala sério.
Ele riu comigo pelo novo elogio, e logo deu a partida no carro.
Estávamos indo em direção ao seu apartamento, me lembrei imediatamente da primeira vez que entrei em seu carro, havia recebido um beijo tão repentino, mas tinha adorado, e após aquilo fui surpreendido cada vez mais por Christopher.
Dali em diante eu nunca imaginava que a nossa relação evoluiria tanto, muito menos que eu conheceria seus amigos. Tinha gostado deles, embora as palavras de Emmet fossem como facas vindo em minha direção, não estava bravo, e nem devia estar, um homem adulto indo em baladas era totalmente normal, e eu tentava ao máximo ser compreensível com aquilo.
—Amor? —Chris chamou. —Tudo bem?
—Hã?
—Já chegamos. —Ele riu.
—Ah... —Tirei o cinto de segurança.
—No que estava pensando, hein?
—Não sei bem, eu só viajei...
Saímos do carro e peguei em sua mão, ele deu um sorriso adorável, e mais uma vez não deixei de reparar em seus traços: a barba por fazer, seu maxilar quadrado, tudo nele era atraente.
Entramos em seu apartamento, observei-o trancar a porta e deixar as chaves sob a mesa de centro.
—Quer beber alguma coisa?
—Não precisa, estou bem.
Ele me guiou até seu sofá, e me puxou para sentar ao seu lado.
—Theo, primeiro eu queria pedir desculpas pelo jeito que agi no sábado, eu passei um pouco da conta.
—É, você bebeu um pouco mais do que devia... —Debochei.
—Mas eu queria principalmente te esclarecer algumas coisas de que Emmet te disse... —Ele afagou meus cabelos. —Eu realmente ia muito no Castro, e os meninos me cobram muito para sair com eles novamente, porque faz muito tempo que não vou para lá.
—Por quê?
—As baladas eram legais, sair com eles também, mas a questão é que chegou em um ponto em que não tinha mais graça, porque eu queria encontrar alguém, ter um relacionamento sério, mas lá no Castro eu não conseguiria isso, todos eram para uma só noite.
Olhei para ele e sorri, senti que estava sendo realmente sincero.
—E eu estava certo, Theo, não era lá que eu encontraria alguém como você...
Minhas bochechas arderam ao extremo, ele levou seu polegar até minhas sardinhas e alisou minha pele, com um sorriso lindo estampado em seu rosto.
—Me desculpe por esconder isso de você. —Ele concluiu. —Eu não tenho orgulho disso, e não queria que você soubesse.
—Tá tudo bem, eu não estou bravo. —Sorri. —De primeira eu assumo que fiquei chateado, mas agora, eu estou bem...
—Eu não queria que aquilo tivesse acontecido, foi um desastre. —Chris suspirou.
—Não foi um desastre, mas quando você começou a me assediar na frente dos seus amigos foi estranho, eu morri de vergonha!
—Me desculpe por isso também, mas eles são uns depravados, com certeza nem ligaram para aquilo.
—Como não? Eles devem ter ficado pensando em milhares de coisas...
—Tipo o quê? Eles já sabem que transamos.
Paralisei.
Como ele conseguia falar aquilo tão normalmente?
Minhas mãos estavam suadas, comecei a gaguejar, as palavras se enroscavam em minha garganta, o nervosismo só aumentava, e ele soltou uma risada fraca.
—M-Mas...
—Tudo bem, Theo, isso é o de menos. —Ele me acalmou. —Não precisa ficar tão nervoso.
—Eu sei, mas é que...
Christopher me interrompeu com um beijo, e sem pensar em mais nada, minhas mãos foram até seus cabelos, agarrando-os. Ele me puxou para cima dele, e coloquei uma perna de cada lado de seu corpo, apoiando minhas mãos em seus ombros.
A mão quente de Chris percorreu meu corpo por baixo da camiseta que eu usava, me arrepiei ao sentir seu toque, e curvei o corpo para frente.
Seu perfume me atraiu até seu pescoço, cravei meus dentes em sua pele, e ele deixou um gemido escapar, depositei beijos naquela área sensível, e senti seus dedos descendo até minha coxa, apalpando a região.
Desci minhas mãos por seu corpo, queria sentir sua pele, e aquela camisa estava me atrapalhando. Sem sua permissão, abri botão por botão, e percebi ele soltando um sorriso pervertido.
Continuei até o último botão, e assim toquei seu abdômen, arranhando-o. Ele contraiu o corpo, levando suas mãos até minha cintura, agarrando-a.
—Vamos para o quarto? —Ele perguntou.
POV Theodore OFF
—Quer ir tomar um banho?
—Ainda não. —Respondeu Theodore, ofegante. —Quero ficar aqui com você, só mais um pouco...
Christopher abraçou o garoto, mordendo suas bochechas sardentas e esfregando seu rosto áspero no dele, tirando-lhe risadas.
—Gosto disso, sabia? —Theo sorriu. —Gosto da sua barba...
—Gosta mesmo?
Theodore roubou um beijo, como se respondesse, e tentou se sentar na cama, ainda um pouco desconfortável.
—Tá doendo, Theo?
—Um pouco. —As bochechas do garoto avermelharam-se.
—Desculpe por ser dentro, de novo.
—Tudo bem. —Theodore umedeceu os lábios. —Eu gosto disso.
Christopher se livrou dos lençóis e guiou o garoto ao banheiro, já estavam nus, e somente se abraçaram quando a água os acolheu.
—Theo. —Chris chamou-o, tirando os cabelos molhados de sua testa.
—Oi?
—Já falei que você é uma gracinha?
O garoto nada respondeu, virando seu rosto para o lado, fazendo Christopher soltar uma risada.
—Vem cá. —Chris segurou em seu queixo, trazendo-o para perto e lhe beijando.
Theodore, embora envergonhado, retribuiu.
Saíram do banho e se enxugaram, caminhando até o quarto abraçados, e o garoto sentou-se na cama, ainda de toalha.
—Quer vestir alguma coisa minha? —Chris perguntou.
—Isso seria engraçado. —Theo riu. —Suas roupas ficariam extremamente largas...
—Então vista isso... —Christopher jogou-lhe uma calça de moletom.
Theodore tirou a toalha e vestiu-a, sem roupa íntima por baixo, e Chris analisou como havia ficado.
—Eu gostei, é perigosamente larga, mas caso caia, não teria problema algum.
—Engraçadinho...
O garoto puxou as cordas que haviam na calça e ajustou-a em seu corpo, para que o elástico apertasse.
—Toma aqui. —Christopher lhe entregou uma camiseta.
Theo a vestiu e olhou no espelho, não conseguindo segurar a risada.
—Ficou bem larga. —Chris sorriu. —Mas tá lindo assim.
O garoto recebeu um beijo em sua testa e olhou para Christopher, vendo-o retirar a toalha, vestir uma cueca, e colocar uma calça confortável. Lembrou-se de que ele não era fã de camisetas, e isso era ruim, pois seu abdômen a mostra o deixava louco.
—Ah, eu me lembrei de uma coisa...
—O quê? —Perguntou Theo, curioso.
—Eu estava no mercado pensando em você, e então acabei comprando chocolates, mas não tinha certeza de qual você gostava, então comprei de tudo um pouco.
—Não precisava. —O garoto riu. —Você é exagerado.
—Vem comigo. —Chris o puxou.
Sendo levado até a cozinha, Theodore recebia beijos em seu pescoço enquanto os braços de Christopher o envolviam por trás.
O telefone da sala de estar começou a tocar, Chris correu atender, e o garoto observou de longe, enquanto ia até o sofá. Ele escutou o que parecia ser uma conversa entre amigos, e Christopher parecia realmente animado quando desligou.
—Amor, você não vai acreditar! —Chris abriu um sorriso largo. —Adivinha quem está vindo para cá?
—Eu não faço a mínima ideia.
—Você se lembra do meu amigo Mark? Ele virá na semana que vem com seu marido... —Ele se sentou ao lado de Theodore.
—Sério?
—Sim, você irá conhecê-los, gente muito fina.
—Isso é bem legal, estou ansioso...
—É verdade, pensei em uma coisa agora, Theo.
—O quê?
—Quando eles vierem, por que não passa a noite aqui também?
—Ah, eu não sei, não atrapalharia?
—Que bobagem, é claro que não.
—Então eu aceito. —O garoto sorriu.
—Ah, quase me esqueci do chocolate. —Christopher se levantou. —Vou pegar, já volto.
Não demorou muito e Chris retornou, com várias barrinhas em mãos.
Theodore se aconchegou no meio das pernas de Christopher, que o abraçou por trás e o beijou no pescoço.
Quando lembrou-se que havia prometido para sua mãe que mandaria mensagem, xingou em mente, esperava do fundo do coração que ela não tivesse ligado, se não estaria encrencado.
Um pouco depois, o garoto se livrou dos braços de Chris e procurou seu celular.
—Amor? —Christopher chamou. —O que foi?
—Nada, eu só preciso mandar uma mensagem...
—Para quem?
—Minha mãe.
—Ela ainda continua te sufocando?
—Bom, na verdade não, mas é que eu prometi avisá-la, só isso.
—Entendi, você tem horário para chegar hoje?
—Ah, ela não me disse nada, mas eu não queria demorar muito.
—Pode ser daqui uma hora mais ou menos?
—Pode ser sim. —Theodore sorriu, largando o celular.
O garoto engatinhou sobre o sofá, indo até Chris e o beijando.
Narrado por Christopher
Aproveitei o resto da tarde que ainda tinha com Theodore, ficamos jogados no sofá, conversando sobre bobagens e contando piadas, odiava o fato de ter que me separar dele.
Fomos para o meu quarto, Theo tinha que tirar as minhas roupas, para botar as suas novamente, eu sinceramente não me importava que ele fosse embora com as minhas, mas ele estava sempre preocupado com sua mãe, e isso me irritava um pouco.
Assim que o deixei em sua casa, nos despedimos, e voltei para o apartamento.
Mesmo que eu quisesse ter passado a noite com ele, nossa tarde já tinha sido incrível, era somente a nossa segunda vez, mas era como se minha conexão com ele fosse ainda mais profunda.
Eu podia dizer tranquilamente que mesmo tendo preservativos na gaveta, ele não quis que eu os pegasse, e de fato, sexo com camisinha era uma droga.
Theodore, embora muito tímido, estava se libertando de sua vergonha aos poucos, mas ele ainda ficava corado com tudo, o que particularmente eu achava uma gracinha. Suas expressões enquanto fazíamos amor me deixavam louco, ele tentava disfarçar de que não estava sentindo dor, mas não conseguia, e por final, agia como um garotinho manhoso.
Me peguei sorrindo como um bobo ao olhar para a nossa foto no celular, não dava para acreditar que eu realmente estava apaixonado, era tão incrível a sensação de ter alguém ao lado, e eu me sentia como uma criança que havia ganhado um doce.
Estava jogado no sofá, olhando para o teto da sala, o celular vibrou, me despertando, e no visor era uma chamada de Emmet.
—Alô?
—Hey Chris, você tá atrasado, o que tá fazendo?
—Eu esqueci de avisar, não vou para a academia hoje.
—Por quê? Preguiçoso...
—Eu estou cansado, acabei de deixar Theodore em casa, ele passou a tarde aqui.
—Ah seu danado! Se tem forças para ficar a tarde toda transando, também tem para vir a academia! Pode ir se arrumando!
—É Sério... —Respondi, rindo. —Eu só quero ir dormir.
—Esse garoto está tirando sua vida dos eixos, hein?
—Eu estava precisando disso...
Era verdade, Theodore chegou e mudou tudo em minha vida, minha rotina era perfeita, eu malhava praticamente todos os dias, minha alimentação era correta, e bastou ele chegar para tudo desandar, mas eu tinha adorado.
Estava feliz por ter ele ter feito um reboliço e me mostrado o que era realmente bom: poder comer porcarias, doces até não aguentar mais, deixar de ir malhar para ficar assistindo filmes, e fazer aquilo tudo ao seu lado não tinha preço.
Desliguei a chamada, eu não queria me levantar do sofá, e não iria.
Não vi Theodore até o fim da semana, e quando foi sábado, não aguentava mais, precisava vê-lo. Fiz a barba, coloquei minha melhor roupa, e passei o meu perfume preferido.
Busquei Theo em sua casa e o trouxe até meu apartamento, passaríamos o dia todo juntos, sozinhos, ou era isso que eu esperava. Estávamos no sofá, e eu já estava sem camisa, quase devorando-o, deitado sobre ele.
Logo escutamos toques na porta, e eu reconhecia aquelas batidas irritantes.
—Ah não... —Bufei.
Saí de cima de Theodore e caminhei contrariado até a porta de entrada.
—O que vocês querem? —Falei, ao abrir a porta e ver Emmet e Michael esperando.
—Nossa, alguém tá de mal humor... —Emmet invadiu meu apartamento.
Michael o seguiu e tranquei a porta, percebi ambos guiando seus olhos até Theo, que estava no sofá, e abriram um sorriso largo.
—Ah, já entendi, acho que interrompemos alguma coisa. —Emmet provocou.
—É verdade, por que não vão embora? —Ri debochado.
—Mal chegamos, deixe de ser grosseiro.
—Ei amor, parece que teremos companhia hoje. —Falei, com ironia, caminhando até Theodore, e sentando ao seu lado.
—Oi Theo, como vai?! —Michael o cumprimentou.
Theodore respondeu, educado, e eles se acomodaram no sofá do outro lado da sala, olhei para Theo e ele não sabia como agir, estava paralisado e com as bochechas avermelhadas, como sempre.
Mordi as maçãs do seu rosto, aquelas sardinhas eram extremamente adoráveis, e ele me provocava somente com isso, mal tinha ideia de como eu achava aquilo sensual.
Meu garoto me olhou como se gritasse para que eu colocasse a camisa de volta, e eu peguei-a do chão da sala e a vesti, a abotoando em seguida.
Fiquei pouco tempo ao lado de Theo, porque logo precisei levantar para preparar algo para comermos, e enquanto ia até a cozinha, observei Emmet se sentando ao lado de Theodore, aquilo não daria certo...
Embora estivesse longe, adorava minha cozinha de conceito aberto, assim poderia ficar de olho nos meus “convidados” e o que eles estavam aprontando com meu namorado, enquanto eu cozinhava.
Ouvia pouco do que eles conversavam, minha sorte era de que Emmet nunca era a pessoa mais silenciosa do mundo. Mas eu não sabia se estava ouvindo bem, não estava acreditando em meus próprios ouvidos.
Emmet estava mesmo pedindo desculpas para Theo?
Precisei parar tudo o que eu fazia para ir confirmar diretamente o que eu pensava, fui na direção deles e Michael me olhou, sorrindo travesso:
—Que foi Chris?
—Só quero ter a certeza de que não estão enchendo a cabeça dele de besteiras. —Ri. —Do que estão falando?
—Olha o ciúme... —Emmet fez bico. —Cuidado hein Theo, seu namorado é escorpiano, isso é perigoso...
—O que falam do signo de escorpião? —Theodore perguntou, olhando para mim, deixando escapar um riso no canto dos lábios.
—Eles são possessivos ao extremo, e ciumentos também. —Emmet afirmou.
—E bons na cama. —Completei.
—Dominadores, você quis dizer. —Michael se intrometeu.
—Olha só, a trupe dos peritos em horóscopo. —Provoquei.
Theodore soltou uma risada, fiquei feliz em ver que ele estava se divertindo.
—Mas não tente esconder que você é ciumento ao extremo. —Emmet ressaltou. —E isso pode sufocar às vezes.
—Quem ama cuida, e eu cuido bem de perto... —Brinquei.
As horas se passaram e vi que o clima estava bem mais agradável do que quando Theodore os viu pela primeira vez, e particularmente, estava feliz por Emmet ter pedido desculpas ao Theo, meu garoto realmente parecia mais tranquilo com a situação.
...
Uma semana tinha se passado, era novamente o fim de semana e eu já tinha arrumado o apartamento inteiro para a chegada dos meus visitantes.
Theodore havia trazido uma mochila de casa, com somente o básico do que precisaria para ficar uma noite. Mark e Lucas chegariam logo, e enquanto esperava-os, aproveitei os últimos minutos a sós com Theo.
Prendi-o debaixo de mim no sofá, enquanto sentia seu corpo remexer e se arrepiar com meus toques. Queria provocá-lo, sentir seu corpo tremendo e arfando por mim, mas tinha que me segurar para não ir longe demais.
Levei minhas mãos até a barriga de Theodore, fazendo cócegas nele, e tirando-o risadas escandalosas. Mas quando parei, olhei em seus olhos, ele ria e esbanjava felicidade, meu peito se sentia preenchido somente em ouvir o som de seu riso, ficava satisfeito em saber de que estava fazendo a coisa certa pela primeira vez em minha vida.
Estava absorto em pensamentos quando tomei seus lábios para mim, queria sentir seu gosto doce, e ele retribuiu meus toques, levando suas mãos até minha nuca.
Deitei-me totalmente sobre ele, levei meus dedos para debaixo de sua camiseta, senti sua pele quente se contraindo, e ele deixou um gemido escapar por entre os dentes. Olhei mais uma vez Theodore nos olhos, e não importava quantas vezes eu fizesse isso, não deixava de me surpreender com o brilho que eles podiam ter.
—Eu estou feliz... —Theodore mordeu o lábio com força. —Sabe o motivo?
—Qual? —Tentei me segurar para não agarrá-lo diante da provocação.
—Meu corpo está se acostumando em receber você...
Ele não precisou dizer nada explícito para que eu entendesse, soltei um sorriso malicioso, concordando com ele. Na semana passada tivemos dias bons, vários dias bons, e a cada noite em que dormíamos juntos, a dor de Theo diminuía.
Acariciei seu corpo, e quando estava ficando divertido, ouço a campainha tocar.
—É sempre assim, por que não adivinhei? —Murmurei.
Theodore riu do meu nervosismo passageiro, e caminhou comigo até a porta de entrada.
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