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10 Capítulo 10 — Cúmplice.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕

Capítulo 10 — Cúmplice.

O coração de Theodore estava acelerado como nunca, o susto que levara era imenso, e sua respiração estava descompassada.

—Chris?! O que está fazendo aqui?! —O garoto indagou, se esforçando para não gaguejar.

—Você não me respondeu. —Christopher cruzou os braços.

Theo olhou para ele, observando seu cenho franzido e seus olhos verdes semicerrados, Chris parecia realmente desconfortável com aquilo.

—Essa é minha melhor amiga, Susannah. —Theodore apoiou sua mão no ombro da garota, sorrindo em seguida. —Não tem com o que se preocupar, desde crianças sempre nos cumprimentamos assim!

—Ah... —Chris aliviou a expressão, rindo constrangido. —Desculpe por isso...

—Não tem com o que se desculpar! —O garoto coçou a nuca. —Mas é bom que estejam se conhecendo agora... Bem, Susannah, este é Christopher.

Susannah arregalou os olhos, se lembrava muito bem desse nome, e já sabia o que estava acontecendo ali.

—Prazer, Susannah. —Chris a beijou na bochecha.

—Seus olhos são lindos! —A garota afirmou, sorrindo.

—E você é muito bonita... Theo me falou muito bem de você.

—Por acaso tem um irmão gêmeo?! —Ela brincou. —Se tiver, me apresente!

—Infelizmente, não. —Christopher sorriu gentilmente. —Theo, você está afim de fazer alguma coisa hoje? Podemos sair nós três...

—Ah, Chris, não dá, e minha mãe está em casa! Se ela te pegar aqui...

—Entendi, então acho melhor eu ir, né? —Christopher forçou um sorriso. —Desculpe por incomodar...

—Espera! —Susannah puxou Chris pelo braço, e logo após olhou com raiva para Theo. —Beija ele logo, babaca! Eu te dou cobertura!

Theo não respondeu, suas bochechas coraram; mesmo assim Christopher se aproximou, trazendo o rosto do garoto para perto, e tomou-lhe os lábios, sem pedir permissão.

A amiga vigiou a porta de entrada por alguns minutos, mas observava o amigo de soslaio, nunca havia visto uma cena como aquela; e dali em diante, teve a certeza de que aquele tal de Christopher realmente amava Theodore, já estava claro somente pela maneira que eles se beijavam, o beijo deles exalava paixão.

Chris não queria mais se separar de Theo, saboreava seus lábios com desejo, a saudade havia o deixado sedento por sua boca. Embora uma semana não fosse muito tempo, não gostava de ficar longe do garoto nem sequer por um segundo.

Theo empurrou o peito de Christopher, que grunhiu, enquanto tentava convencer o garoto a não se afastar do beijo, mas Theodore insistiu, e Christopher abriu os olhos, olhando confuso para o garoto.

—Me prometa que nos veremos amanhã... —Pediu Chris, carinhoso, acariciando as bochechas vermelhas de Theo.

—Ainda não sei, não posso te dar certeza...

—Certo, então eu te ligo mais tarde. —Christopher afirmou, bagunçando os cabelos de Theodore. —Até mais, amor... E Susannah, foi ótimo te conhecer.

—Igualmente. —Ela respondeu, retribuindo o abraço.

—Obrigado pela vigia.

—Não foi nada! Sou cúmplice do Theo em tudo! —A garota riu.

Chris se despediu mais uma vez, dando um beijo rápido na testa de Theodore, e logo indo embora, com as mãos dentro do bolso da calça.

Narrado por Theodore

—Impressão minha ou ele parecia um pouco pra baixo? —Susannah falou, ao ver Christopher entrar em seu carro.

—Espero que não... —Respondi, receoso. —Bom, vamos entrar?

—Como você consegue agir naturalmente depois disso tudo? —Ela me seguiu.

—Agir naturalmente? —Repeti a pergunta, com ironia. —Eu não consigo, você não reparou que eu fico gaguejando perto dele?

—Ah, que fofo! —Susannah apertou minhas bochechas. —Você está apaixonado!

—Ei, fala baixo... —Olhei em volta.

—Foi mal.

—De qualquer maneira, eu estou gostando dele sim, e muito. —Deixei um sorriso bobo escapar.

Susannah caminhou comigo até a cozinha, e nos sentamos junto ao balcão para fazermos um lanche. Cortei um pedaço de bolo para ela e lhe entreguei um copo de suco.

—Vocês estão namorando, não estão? —Ela sussurrou.

—Eu ainda não sei bem que tipo de relação é a que temos, nos falamos há umas três semanas, e as coisas foram ficando cada vez mais sérias...

—O que quer dizer com sérias? —Ela levantou uma das sobrancelhas.

Ouvimos passos apressados se aproximando, e logo minha mãe apareceu, terminando de abotoar o blazer de seu uniforme.

—Theo, deixei dinheiro na mesa da sala caso queiram pedir pizza mais tarde...

—Tá bom.

—E não esquece de mostrar a casa para Susannah. —Ela arrumou a alça de sua bolsa no ombro, e olhou no relógio de pulso. —Estou atrasada, tenho que correr! Theo, você viu a chave do carro?

—Já olhou no seu escritório?

—É mesmo!

Minha mãe correu de um jeito engraçado, eu adorava ver como ela ficava estabanada quando corria de salto alto. Logo ela voltou, deu-nos um beijo na bochecha e gritou ao longe:

—Juízo, crianças!

—Tchau tia Alba!

Escutei o barulho da porta batendo com força, e eu comecei a rir, há tempos não a via dessa maneira.

—Sua mãe sempre foi um sarro...

—Maluca, isso sim.

—Ah, Theo...

—Hum?

—Sabe, você deixou de responder minha pergunta...

—Eu não me lembro mais do que se tratava...

—Estávamos falando do seu namoro com Chris, ou “algo do tipo”. —Ela riu.

—Ah, verdade! E você não me disse o que achou dele.

—Ele é um gato! E também parece ser bem carinhoso com você, não?

—Sim, ele é muito gentil, em tudo o que você puder imaginar...

—Você tá rindo daquele jeito de novo, é tão fofo!

—Que jeito?

—Apaixonado...

—Está tão transparente?

—É que eu te conheço há muito tempo, e eu sei que você nunca agiu assim antes...

—Su, você também me disse que tinha conhecido alguém... —Afirmei.

—É mesmo! O Tyler! Eu tenho que te mostrar uma foto dele!

Susannah pegou seu celular da bolsa e me mostrou algumas fotos dele, e do dia em que saíram juntos, o que eu já achava incrível, porque na minha cabeça, ela não iria ter coragem de chegar nele para puxar assunto.

Conversamos mais um pouco sobre o encontro dela, e mesmo Susannah dizendo que não havia rolado nem um único beijo, eu desconfiava de que Tyler gostasse dela.

Nos levantamos e guardamos na geladeira tudo o que não iríamos mais comer.

Assim como minha mãe tinha ordenado, mostrei todos os cômodos da casa para ela. E por último, fomos ao meu quarto.

—Você não mudou nada, as suas coisas são organizadas do mesmo jeito, só mudou a posição em que a cama e a janela ficam! —Ela riu.

—É melhor assim, me sinto em casa de novo...

—Mas bem que você poderia sair desse monocromático né? Se quiser te dou umas dicas de decoração, eu sei que você gosta de azul marinho, mas...

—Deixa as minhas coisas em paz! —Peguei o travesseiro e a acertei.

—Você não fez isso! —Ela correu e pegou o outro travesseiro. —Não vai querer disputar comigo!

Arremessei o travesseiro mais uma vez contra ela, que rebateu, e assim começamos uma infantil guerra de travesseiros, mas que não durou muito. Logo nos jogamos na cama, rindo sem parar.

—Ei Theo...

—Fale.

—Você acha que eu passei uma primeira impressão muito ruim para o Christopher?

—O quê? Só por causa do selinho?

—É...

—Pare de bobagem!

—É que acho que se fosse comigo, e Tyler acabasse vendo, não sei se ele entenderia...

—Eu sou gay! —Soltei uma risada. —Ele teria que entender de um jeito ou de outro!

—Sei disso, mas Chris não ligou para o fato de eu ser uma garota, ele simplesmente ficou enciumado...

—Não fique pensando nessas coisas, afinal, já está tudo resolvido. —Sorri. —E Su, eu queria te contar uma coisa...

—Pode falar. —Ela se ajeitou na cama, me olhando de um jeito curioso.

—Assim como minha mãe não sabe de Chris, ela não pode saber disso que vou te contar...

—Você está me deixando curiosa, o que é?!

—Eu tive a minha primeira vez, com Christopher... —Falei baixinho, mas alto o suficiente para ela ouvir, e arregalar os olhos pela surpresa.

—Sério?!

—É.

—Não acredito! Mas você está falando do pacote completo mesmo?!

—Hã? Pacote completo? —Franzi o cenho.

—Quero dizer... Sabe... Se foi só as “preliminares” digamos assim, ou se foi...

—Penetração Susannah! —Me exaltei.

Nunca imaginei que diria aquilo em voz alta, mas não aguentava ouvir ela tão nervosa para perguntar algo, principalmente quando não tinha necessidade para tanto. Susannah estava paralisada, e depois de vários minutos, ela piscou várias vezes, e perguntou:

—E como foi?

—Doloroso. —Sorri. —Mas não me arrependo de nada.

—Eu ainda não acredito! Theodore seu safado! —Ela riu.

—Eu tenho dezesseis, quase dezessete, já estava mais do que na hora.

—Não é pra ser assim, você sabe que eu sou virgem, mas eu já tive várias oportunidades, e mesmo assim, ainda espero a pessoa certa... —Ela fez beicinho. —Como o Christopher!

—Ei, tire os olhos dele!

—Eu estou brincando, ciumento!

—Sei disso... Bom, mas eu não acho que poderia ter sido mais perfeito, ele se mostrou romântico como nunca vi...

—Ficaria muito chato se eu perguntasse os detalhes? —Ela chegou ainda mais perto. —Eu sou fujoshi, você sabe...

—Você é doente, isso sim.

—Ei! —Susannah reclamou, me dando um tapa no ombro.

—Brincadeira! Ai!

Nos deitamos lado a lado, e assim passei o resto da tarde contando em detalhes como foi minha primeira vez para ela, talvez aquilo seria constrangedor para muitos, mas entre nós não havia segredos.

E eu tenho certeza que se fosse com a Susannah, ela também gostaria de me contar tudo e ouvir o que eu tinha para dizer.

Não imaginei que a hora passaria tão rápido, só nos demos conta de que havia se passado três horas, quando a fome voltou a incomodar.

Depois que nos levantamos e fizemos mais um lanche, fomos até a sala. Mesmo com a televisão ligada, os milhares de assuntos surgiam e não conseguíamos mais parar de falar.

—Ei, Theo! —Ela pareceu se lembrar de algo. —Eu ouvi o Christopher nos convidando para ir em algum lugar amanhã...

—Eu queria muito, mas eu estou de castigo.

—Ah é mesmo, me lembrei...

—Espera! —Me exaltei.

—O quê?

—Minha mãe me proibiu de sair, mas talvez ela releve isso se for para eu te levar em algum lugar... —Abri um sorriso largo. —Afinal, você não veio nos visitar para ficar presa dentro de casa, principalmente quando São Francisco* é tão grande!

—Você é terrível, Theo, mas pode funcionar!

—Ah, Su...

—O que foi? Por que essa cara de repente?

—Tem outra coisa que não te contei...

—Desembucha logo!

—Sabe, Chris tem vinte e três anos... —Dei uma breve pausa. —E ele acha que eu tenho vinte e um...

—Você tá falando sério? —Ela me fuzilou com os olhos. —Você mentiu a idade para ele?!

—Não é que menti... Como posso explicar? Bom, quando me interessei por Christopher, ele já havia visto meu perfil no site em que nos conhecemos, e lá eu tinha que ser maior de idade para me cadastrar, então eu não tive nem a oportunidade de desmentir!

—Você só pode estar brincando! Theo!

—Não estou! —Bufei. —Você acha que eu quero manter isso? Eu quero contar a verdade para ele...

—Ele vai ficar uma fera com você!

—Eu sei disso!

—Isso é ruim, isso é muito ruim... E agora?

—Calma, Su, eu vou dizer para ele, mas tenho que pensar em um jeito de amenizar essa notícia...

—Quer que eu te ajude?

—Melhor não, por enquanto deixe tudo como está, quando eu contar, quero estar sozinho com ele...

—Eu estou preocupada, vocês são tão bonitinhos juntos... Bem que pensei que estava tudo perfeito demais...

—Você acha que ele vai querer continuar comigo quando eu contar?

—Pode ser que leve um tempo para ele se acostumar com a ideia, mas é melhor você contar, antes que seja tarde demais, tem que se arriscar.

—Você tem razão. —Joguei a cabeça para trás no sofá. —E tem mais uma coisa...

—Lá vem... O que é agora?

—Eu disse para ele que você havia feito o ensino médio junto comigo, porque Chris acha que eu faço faculdade, então no caso você também seria mais velha... —Falei, constrangido. —Desculpe te meter nessa, Su...

...

O resto da tarde passamos na frente da televisão, mas sem escutar uma única palavra que saía dela.

Depois de tanto conversar, acabamos adormecendo no sofá, jogados de qualquer maneira, pois o sono reinou.

A noite, minha mãe chegou e nos acordou, então passamos um tempo conversando com ela enquanto o jantar não ficava pronto.

E quando nos servimos, a mesa virou uma disputa para ver quem falava mais alto; mas eu não tinha do que reclamar, pois sempre gostei de reuniões familiares acaloradas.

Após o jantar, tive longas conversas durante a madrugada, mas eu e Susannah decidimos dormir quando o sono nos pegou de jeito.

Na manhã seguinte, eu estava um pouco indisposto, parecia que não havia dormido nada.

Christopher havia me ligado na noite anterior, mas eu não havia escutado o celular tocar. Retornei sua ligação, e para minha sorte, ele estava acordado.

—Oi amor! —Ele parecia contente. —Bom dia!

—Bom dia, como você está? —Falei, abraçando o travesseiro. —Acabei de acordar, nem levantei da cama...

—Que gracinha... —Chris riu de um jeito adorável. —Estou muito bem, e você? Como dormiu?

—Dormi bem, mesmo querendo ter dormido mais. —Soltei uma risada. —Ah, sabe, eu também queria te pedir desculpas por não atender sua ligação ontem, eu não ouvi...

—Tudo bem, Theo...

—Então... Eu queria saber, você planejou algo para hoje?

—Não planejei nada, tanto que eu queria te convidar para vir aqui hoje com a Susannah, posso chamar os meninos também...

—Quem? Seus amigos?

—Ah, perdão, eu não sei se já te falei sobre eles. —Chris riu. —Emmet e Michael, eles fizeram faculdade comigo, e frequentamos a mesma academia... Bom, também tem meu amigo Mark, mas ele já é casado, e mora um pouco longe, então vem somente algumas vezes por mês para São Francisco com seu marido.

—Marido?

—Sim, ele se casou tem uns dois anos, qual era o nome mesmo? —Christopher dizia alguns nomes em voz baixa. —Ah, lembrei! Lucas! Era esse o nome do noivo dele!

—Eu nunca vi pessoas do mesmo sexo casadas, acho isso incrível... —Falei. —Seria bem legal conhece-los...

—Não vai demorar muito para eles voltarem, e quando eles estão somente de passagem, dormem aqui em casa e vão embora no outro dia... —Christopher disse. —Mas por enquanto eu poderia te apresentar ao Emmet e Michael, eles já sabem sobre você, e estão doidos para te conhecer!

—Sério mesmo?

—Sim, você vem né?

—Pedindo assim, não tem como negar...

—Ótimo, mais tarde te ligo para ir te buscar.

Desligamos a chamada, e meu coração estava aos pulos, não imaginava que conheceria os amigos dele, e Susannah também ficaria feliz em saber.

...

Algumas horas depois, minha mãe nos levou até o shopping, eu e Susannah compraríamos algumas coisas e ficaríamos conversando e passeando.

Dessa vez minha mãe pediu com muita “ênfase” para que eu não esquecesse de atender suas ligações, se não as coisas ficariam piores para mim. E também para que eu ligasse quando quisesse que ela fosse nos buscar.

Assim ela se retirou, dando um beijo em nossas testas.

Eu e Susannah demos algumas voltas no shopping, olhando as vitrines das lojas e dizendo o que gostávamos ou não. Um pouco depois, decidimos comprar um lanche, então caminhamos até a praça de alimentação e entramos na fila de uma lanchonete.

Olhamos o cardápio, fizemos nosso pedido, e assim que os lanches ficaram prontos, escolhemos uma mesa para sentar.

—Ei Theo, como você acha que serão esses amigos do Chris? —Ela perguntou, enquanto mordiscava uma batata frita.

—Eu não faço a mínima ideia, estou um pouco nervoso, sabe?

—Não tem motivos pra isso.

—Eu sei, mas e se eles não gostarem de mim?

—Quem tem que gostar de você é o Christopher, não eles.

—Eu sei Susannah, mas geralmente quando não gostamos da pessoa de primeira, é difícil mudar de opinião depois...

—Você está se preocupando demais! Tenho certeza que eles vão te adorar!

Continuamos conversando enquanto terminávamos o nosso lanche, e não demorou muito para que meu celular começasse a tocar, pensei que poderia ser minha mãe, mas para a minha alegria, era Christopher.

Ele queria saber onde eu estava para ir me buscar, e então combinamos um lugar para nos encontrarmos, e desligamos a chamada.

—Ele está vindo, vamos esperá-lo na porta de entrada principal... —Confirmei. —E Susannah, não se esqueça de que ele acha que você tem vinte e um...

—Tudo bem, eu já até pensei em uma faculdade falsa, assim como você, seu malandro! —Ela me deu outro tapa no ombro.

—Ai! Já pedi desculpas por te meter nessa, não pedi?!

Assim que terminamos de comer, compramos sorvete, caminhamos até a frente do shopping, e ficamos esperando enquanto eu olhava para o relógio sem parar.

Christopher demorou um pouco mais que vinte minutos para chegar, mas ao vê-lo, meu coração bateu ainda mais forte, aliviando toda a ansiedade que eu sentia. A primeira coisa que fiz ao vê-lo, foi abraçá-lo com força, já estava morrendo de saudade de seus braços.

—Eu teria sido mais rápido se não fosse esse trânsito, desculpe... —Chris me beijou.

—Não demorou, não! —Sorri e dei uma última olhada em suas roupas. —Você está muito bonito, sabia?

—Você também... —Ele retribuiu o sorriso, e logo depois cumprimentou Su, dando-lhe um abraço, e um beijo no rosto. —Susannah, você está linda de vestido!

—Obrigada!

—Estão todos prontos? Podemos ir? —Christopher perguntou, e assim nos guiou até onde seu carro estava estacionado.

Entramos, sentei-me no banco ao lado do motorista, enquanto Susannah ficou sozinha no banco de trás. Por um momento, me perguntei se ela estava se divertindo, porque mesmo que ela topasse fazer tudo comigo, eu não sabia se ela falava a verdade quando dizia que estava gostando de tudo aquilo.

—Theo, vai colocar o cinto? —Christopher me chamou, me despertando dos devaneios.

—Ah, sim! Desculpa... —Falei, obedecendo.

—Está tudo bem? —Chris perguntou, preocupado.

—Tá sim, eu só estava distraído.

Ele me olhou nos olhos e sorriu para mim, mas sem dizer nada, somente acariciando minha bochecha de leve; Christopher tocou meu queixo e me trouxe para perto, me dando um beijo casto.

Depois que ele deu a partida, ficamos conversando no carro enquanto ele dirigia até seu apartamento, falando um pouco sobre cada um de seus amigos. Fiquei ainda mais ansioso para conhecê-los, principalmente porque ele havia dito que tinham um grande senso de humor.

Quando finalmente chegamos ao estacionamento do residencial, Christopher abriu o porta-malas, tirando sacolas de dentro dele, e eu o ajudei a levar algumas.

Fomos até seu apartamento, entramos, e coloquei as coisas sobre o balcão enquanto Chris fechava a porta.

—Estão com fome? Comprei alguns petiscos, cervejas...

—Não se preocupe, acabamos de comer. —Respondi.

Eu e Susannah estávamos tirando as coisas da sacola, ajudando Christopher a arrumá-las nos armários, e ela sussurrou para mim que tinha adorado o lugar.

Continuamos conversando com Christopher, e logo escutamos alguns toques na porta de entrada.

—Eles chegaram... —Chris afirmou.

Notas finais
São Francisco*: Localizado na Califórnia, Estados Unidos. ♕ PS: Alguém notou dois personagens novos nesse capítulo que são de outra fanfic minha? xD ─▪▪▪─ - - - ─▪▪▪─ - - - - - - ───▪♕▪─── - - - - - - ─▪▪▪─ - - - ─▪▪▪─