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5 Capítulo 5 — Segunda chance.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕

Capítulo 5 — Segunda chance.

Narrado por Christopher

Uma semana se passou depois do ocorrido, Theo havia desligado na minha cara e nunca mais havia atendido minhas ligações, eu sabia que ele estava me evitando, mas eu não podia deixar tudo daquela maneira, tinha que tirar tudo a limpo.

Era sexta-feira, já tinha passado do horário de almoço, decidi fazer uma visita especial para Theo. Peguei as chaves do meu carro e assim dirigi o mais rápido possível até sua casa.

Estacionei em frente ao portão, eu estava ansioso, porém, preocupado com a reação dele. Caminhei até a porta de entrada e toquei a campainha, escutei passos apressados e logo barulho de um molho de chaves. A porta se abriu em minha frente, e tudo o que vi, foram os olhos arregalados de Theo, e sua pele empalidecendo.

—Posso entrar?

—O que você está fazendo aqui? Como me achou?

—Tem alguém na sua casa agora?

—Vai embora!

—Por favor, Theo, só cinco minutos! —Dei dois passos adiante, em uma tentativa falha de entrar.

—Não! Vá embora! —Ele colocou suas duas mãos em meu peito, para me afastar.

—Sua mãe está em casa? —Perguntei.

—Não, ela não está. —Ele revirou os olhos. —Por acaso queria falar com ela?

—Não, só queria ter a certeza de que ela não estava.

Entrei em sua casa e encostei a porta, ele tentou me impedir, mas segurei seus braços.

—Por que está me evitando, Theo? —Perguntei, segurando seus pulsos com força e olhando em seus olhos.

—Me solta! Quem você pensa que é?!

—Desculpe... —Soltei-o e respirei fundo. —Só quero que me responda...

—Como você sabe onde moro?!

—Eu te segui naquela noite, você pegou um taxi e eu estava no carro logo atrás.

—O quê?! Meu Deus... Você é louco! Vou chamar a polícia!

—Aqui, toma, vai em frente. —Entreguei meu celular nas mãos dele, que olhou para mim, sem saber o que falar. —Olha, me escuta, eu sei que fui um idiota na semana passada, mas queria falar com você sobre o que aconteceu naquela noite...

—Eu não quero conversar.

—Theo, eu só vou embora daqui quando você responder tudo o que eu te perguntar.

Ele olhou para mim, com o cenho franzido, parecia fuzilar-me com os olhos.

—Tá. —Respondeu ríspido.

—Primeiramente, vou repetir a pergunta que eu te fiz naquele dia... Você é virgem?

—Por que quer saber?

—Não mude de assunto...

—Não é da sua conta.

—Você é virgem, não é?

—Chris... —Ele suspirou.

—Me responda.

—Tá! Eu sou virgem! —Theo se exaltou.

—Precisava mentir? Teria sido tudo diferente se eu soubesse disso...

—Para você é fácil falar, mas não é tão simples como parece...

—Claro que é simples, contar a verdade é sempre a melhor opção, e se você tivesse me contado desde o começo, eu não teria te levado para o apartamento, não queria ter te assustado desse jeito.

—É só isso? Se for, pode ir embora.

—Theo, me sinto mal por tudo aquilo, não devia ter acabado daquele jeito.

—Christopher...

—Por favor, Theo, vamos recomeçar?

—Eu não sei...

—Tudo bem, vou deixar você pensar um pouco... Isso é tudo, não vou te incomodar mais por hoje.

Fui embora ainda com minhas palavras em mente, Theo não havia me respondido, ao menos não parecia tão furioso quanto no início, mas sim, muito pensativo.

Dormi muito mal naquela noite, não conseguia parar de pensar em tudo o que havia acontecido.

...

Na manhã seguinte, vi que ele havia me mandado uma mensagem:

Chris, me perdoe, mas não poderei continuar com isso, sinto que não o conheço direito, e que não estou fazendo a coisa certa, foi bom o tempo que passamos juntos, mas aqui me despeço.

Não consegui pensar em nada além de estar com ele, não deixaria que aquelas fossem suas últimas palavras...

Quando me dei conta já estava dirigindo em direção à casa dele novamente, queria consertar tudo aquilo.

—Chris?! —Ele disse surpreso, ao me ver em sua porta novamente.

—Quero te levar para almoçar, e só saio daqui com você dentro do carro.

—Você é impossível.

—Sei disso, vamos?

—Espera, só vou pegar meu casaco, mas pode esperar aqui dentro se quiser.

Entrei em sua casa novamente, mas ao menos naquele dia tive tempo de observar tudo em volta, a decoração era impecável, sua mãe parecia ser cuidadosa nos detalhes.

A curiosidade de seguir Theo até seu quarto era enorme, mas eu estava tentando impressioná-lo ou talvez conquistá-lo de uma vez por todas, então manter a firmeza era essencial.

Ele não demorou muito para voltar vestido com aquela mesma jaqueta de quando saímos juntos para o cinema, e pude notar que ele havia passado perfume; por um minuto essa foi minha alegria, será que ele estaria querendo me impressionar?

—Estou pronto.

—Podemos ir?

Ele balançou a cabeça afirmativamente, e sorriu com o canto dos lábios.

Caminhamos até a frente de sua casa e entramos no carro.

—Onde vamos? —Perguntou ele, enquanto colocava o cinto de segurança.

—Eu te levarei a um lugar muito especial para mim, Theo, porque eu realmente quero que você me conheça, sem mentiras, sem dúvidas, sem segundas intenções.

Depois daquilo trocamos poucas palavras.

Saí do bairro dele, fui para o centro, e continuei dirigindo por mais alguns quilômetros; andei por uma estrada curta até chegar ao bosque da cidade vizinha, e estacionei o carro.

—Você já veio aqui, Theo?

—Já ouvi falar, mas nunca cheguei a vir, minha mãe é muito atarefada...

—Não tenho dúvida de que você vai gostar.

Saí do carro, abri o porta-malas, e ele olhou curioso para o que tirei de dentro dele.

—Para que essa cesta, Chris?

—Faremos um piquenique. —Sorri, fechando o bagageiro. —Sei que pode ser meio bobo, mas sou romântico nato, essas coisas são especiais para mim...

Caminhamos por uma trilha de pedras, eu já estava familiarizado com o local, mas para Theo era tudo novidade, ele olhava ao redor com ansiedade, seu rosto estava iluminado, parecia extremamente feliz, e isso me confortava por dentro.

Mas o melhor de tudo para mim, foi ver sua reação quando de longe escutou o barulho da queda d’água, ele se transformou por completo, e foi correndo até a cachoeira.

—Olha isso! Que incrível!

—Eu não disse que você gostaria?

—Eu adorei, estou apaixonado por esse lugar!

—Realmente, temos os mesmos gostos. —Sorri para ele. —Onde quer se sentar, Theo?

—Quero ficar perto daquelas pedras ali, logo na beira do rio.

Apoiei a cesta sobre uma das rochas, e estendi a toalha em cima da grama onde nos sentaríamos.

—Ninguém nunca fez isso por mim. —Aproximou-se Theo, sorridente.

—Como eu te disse mais cedo, sou um eterno romântico... —Falei, sentando-me e tirando as guloseimas de dentro da cesta, ajeitando-as sobre a toalha. —Mas na maioria das vezes, esse é o meu pior defeito.

—Por quê? —Theo questionou, confuso.

—Quando estou apaixonado, sou capaz de rastejar pela pessoa, e isso não é bom, sempre saio machucado.

—Chris... —Ele sentou ao meu lado.

—Theo.

—Você fala isso como se esse fosse o nosso caso.

—Não, claro que não estou falando de nós, me desculpe por tocar nesse assunto agora.

—Imagine... Eu adorei ouvir isso sair da sua boca, não imaginei que você fosse esse tipo de cara.

—Qual tipo de cara? Romântico?

—Quis dizer sensível. —Ele contestou.

—E sempre quebro minha cara por isso.

—É uma pena...

—Nem tanto, eu nunca perdi esperança no amor, Theo. E é por isso que estou me esforçando hoje, quero que tudo dê certo.

—Isso é bem legal da sua parte, sabia? E original também.

—Sério? Achei que isso fosse tão clichê quanto cinema.

—Para com isso... —Ele tocou minha mão.

—Me lembrei de que você não me respondeu ontem...

—Ah é mesmo... —Ele coçou a nuca, envergonhado.

—Vai me dar outra chance? —Cheguei perto de seu rosto. —Eu prometo que vou ser mais paciente dessa vez.

—Sim, eu te dou outra chance. —Ele riu. —E na verdade, quem estava errado naquilo tudo era eu.

—Sabe, isso não é vergonha nenhuma, mesmo que você tenha vinte e um... —Olhei no fundo de seus olhos. —E você não mentiu, somente omitiu a verdade, deu a entender de que você já tinha experiência nisso...

—Eu sei, foi proposital.

—Você me enganou direitinho. —Dei um sorriso malicioso, mordendo o lábio inferior. —Se insinuando todo para mim...

—Para! —Ele gritou, com as bochechas enrubescidas. —Você quer me matar de vergonha?

—Fica tranquilo, Theo, podemos falar do que quisermos, na maior parte do tempo ninguém vem aqui.

—Eu gosto de tranquilidade... —Ele sorriu.

—Eu sei... —Acariciei sua bochecha.

—É bom ficar longe de tudo, você não acha?

—Sim, e sabe de uma coisa? Me lembrei de que você era fanático por doces, e trouxe uns mimos especiais para você.

Além da garrafa de vinho, havia colocado sobre a toalha vários potes separados; com queijos, biscoitos, tortilhas, também havia trazido cookies e barrinhas de chocolate.

—Chris...

—Oi?

—Eu ainda não estou acreditando que você fez tudo isso por mim...

—Era o mínimo que eu podia fazer, e se prometer que não vai contar para ninguém, posso beber um pouco de vinho com você.

—Não conto, prometo.

Abri a garrafa, mesmo sabendo que poderia levar uma multa ou coisa pior se fosse parado para fiscalização. Mas eu não me importava, só pensava em como era bom estar com ele.

—Chris, o que somos um do outro agora? —Ele perguntou, mordendo um pedaço de queijo.

—O que você quer que sejamos?

—Eu não sei bem, acho que é muito cedo para dizer que temos algo.

—Como preferir, Theo, eu espero o tempo que for necessário por você.

—Mas tem uma coisa que não sai da minha cabeça, Chris.

—Pode falar.

—Nós não temos um relacionamento sério agora, mas eu não gostaria de te ver com outra pessoa entende? —Theodore disse, completamente envergonhado.

—Sei como se sente, eu também não gosto de te imaginar com outro alguém, e isso é normal quando gostamos muito de uma pessoa.

—Para mim parecia egoísmo.

—Bom, de certa forma é, só que de uma maneira boa.

Continuamos provando os docinhos e os aperitivos, e eu tentava me segurar para não passar de meio copo de vinho, mas Theo já havia bebido três copos e meio, e sem que ele percebesse, já estava ficando mais desinibido.

—Chris, você já nadou aqui?

—Poucas vezes...

—Se você tivesse me avisado, eu poderia ter pego uma troca de roupa, porque estou com vontade de entrar na água.

—Ah, não pensei nesse detalhe, mas caso queira, podemos deixar para outro dia, sempre estou vindo aqui...

—Tá bom, vai ficar me devendo. —Ele fez um bico extremamente adorável.

Ah como queria roubar sua boca para mim só mais uma vez. Meus olhos não conseguiam disfarçar, eu estava olhando embasbacado para ele. Torcia para que Theo estivesse gostando de tudo aquilo, pois não conseguia mais me segurar.

Acariciei seu rosto mais uma vez, sua pele era angelical, meu Deus, como adorava aquelas sardinhas!

—Estou louco para te beijar... —Supliquei.

Theo nada disse, seus braços foram para trás de meu pescoço em um curto período de tempo, o movimento foi tão rápido que me dei conta daquele abraço somente quando senti o peso de seu corpo sobre o meu.

Ele se colocou no meio de minhas pernas, segurando as laterais do meu rosto, tomando iniciativa para um beijo delicioso. Meus dedos entrelaçaram em seus cabelos negros, colei seu corpo no meu e aprofundei o beijo, apoiei-me com os cotovelos e aos poucos me deitei e Theo se encaixou por cima de mim.

POV’s Christopher OFF

—Ei, hoje foi muito divertido. —Chris estacionou o carro em frente à casa de Theo.

—Foi mesmo...

—Eu não quero me despedir de você.

—Nem eu. —O garoto afagou a bochecha de Christopher. —Se eu pudesse, te convidaria para entrar.

—Não é a hora ainda, sua mãe já deve ter chegado, Theo.

—E como você disse, as latinas são as piores...

—É mesmo. —Chris sorriu sutilmente. —Posso te perguntar só mais uma coisa?

—Sempre.

—Posso te chamar de meu querido, meu doce, ou...

—O que acha de meu amor? —Theo o interrompeu.

—Eu gostaria muito...

—Então estamos combinados.

—Nos vemos amanhã, amor?

—Com certeza.

Notas finais
Meus queridos, queria deixar um recadinho pra vocês, vi que há muitos leitores acompanhando ou favoritando a fanfic, mas que não comentam por vergonha ou falta de hábito, saibam que uma ÚNICA palavra basta e já saberei que vocês passaram por aqui. Então anuncio a CAMPANHA do "gostei", se leram e não costumam comentar, deixe somente uma única palavra para descrever o que acharam do capítulo, até mesmo um "não gostei" vale! Espero que tenham gostado desse capítulo e que deem continuidade à essa campanha! Até o próximo domingo! ♕