Fade Out Lines

14 Capítulo 14 — William.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕

Capítulo 14 — William.

Eles caminharam para a sala de jantar, Theodore ia na frente, mas perto o suficiente para ouvir os dois conversando.

—Seu rapaz está com quantos anos?

—Dezesseis, mas fará aniversário em outubro. —Alba respondeu. —E as gêmeas? Elas já acabaram o ensino médio?

—As duas pretendem entrar no instituto de artes em breve.

O garoto ouviu a conversa com atenção, ficando pensativo.

Theodore ajudou sua mãe a terminar de ajeitar a mesa, enquanto continuava a prestar atenção no que falavam, percebendo que Sidney já tinha sido casado, e tinha duas filhas.

Quando sentaram-se todos para comer, Theo continuou calado, somente observando a conversa dos dois, mas assustou-se quando Sidney virou-se em sua direção, lhe perguntando:

—Então Theodore, suas aulas começam amanhã?

—Não, na terça.

—Ah, é mesmo, amanhã ainda é dia trinta e um. —O homem deu um sorriso. —Terceiro colegial, certo?

O garoto somente gesticulou afirmativamente com a cabeça, logo recebendo um leve chute de sua mãe por baixo da mesa, movimento que não foi notado por Sidney. Theodore olhou para Alba, que somente franziu o cenho, como se reclamasse pela falta de interesse de sua parte.

—Já tem algum curso em mente que pretende fazer? —O homem tornou a indagar.

—Não. —Respondeu Theo, monossilábico.

Na verdade tinha, mas não queria dar continuidade ao assunto.

A noite prosseguiu calma, as conversas eram somente sobre trabalho, e o garoto decidiu ficar totalmente de fora. Nos poucos momentos em que não estava pensando em Christopher, revirava a comida de seu prato com pouco apetite, e olhava para aqueles dois que não tiravam os olhos um do outro.

Theodore ficava um pouco enojado em ver sua mãe tão sorridente para Sidney, no entanto, sabia que estava com ciúme, não gostava de vê-la com outra pessoa. Lembrou-se de que antes de seu pai falecer, eram um casal unido, e faziam muitas coisas juntos, boas histórias eram o que nunca faltavam na hora do jantar.

Sentiu uma pontada em seu peito, e perdeu a fome.

Tomou um gole de vinho para tentar se livrar do nó que se formava em sua garganta, e logo colocou a taça de lado. Pensou em se levantar e ir para o quarto, mas seria falta de educação de sua parte, e ouviria a noite toda os sermões de sua mãe.

Esperou com paciência para que eles terminassem de comer, imaginava até que a comida de seus pratos havia esfriado, pelo tanto de conversas que jogavam fora.

O garoto se ofereceu para recolher os pratos quando finalizaram suas refeições, e após levar as louças para a pia, ouviu sua mãe pedindo para que lhes trouxesse a sobremesa.

Um pouco contrariado, Theodore obedeceu, levando dois pedaços de torta para mesa, e os servindo.

—Mais alguma coisa, madame? —Ele perguntou, ainda de pé.

—Não querido, muito obrigada. —Ela riu.

O garoto ia retirar-se da sala de jantar, quando ouviu a mãe o chamando de volta.

—Você não vai comer?

—Estou satisfeito, vou para o quarto.

Theodore não disse mais nada, deu alguns passos adiante, podendo notar o silêncio que havia deixado para trás. E assim que entrou em seu quarto, pegou seu celular, ligando para Susannah.

—Alô?

—Su! Graças a Deus, há dias que tentava falar com você! —O garoto sentou na cama enquanto falava. —Por onde andou?

—Estudando!

—Você está de férias!

—Você sabe que meus pais me colocaram na aula de piano e francês! Não tenho desculpas...

—Eles são piores que minha mãe.

—Eu sei.

—Bem que você poderia se mudar para cá.

—Vai sonhando. —Ela riu. —O que você tem de tão bom para me falar, é sobre o Chris?

—Hã?

—Quando você me liga de repente, geralmente é porque tem novidades.

—Você é boa, credo.

—Fala logo, Theo!

—Você não vai acreditar...

—Theodore Brandford! —Ralhou a garota, irritada.

—Está bem! Minha mãe arranjou um namorado... —Murmurou. —É isso.

—Eu ouvi direito? Namorado? Sério? A tia Alba?

—Nem eu consigo acreditar, ele está em casa agora, veio para o jantar...

—E como ele é?

—Bem educado, bonito...

—Eu fiquei feliz por ela, espero que eles deem certo.

—Eu não.

—Por quê? Não pode desejar mal para sua mãe!

—Eu não gostei dele!

—Isso é ciúmes!

—Seja lá o que for, eu não quero eles dois juntos.

—Promete pra mim que você vai ficar na sua e deixar ela em paz?

—Não.

—Se você fizer alguma coisa eu vou contar para ela sobre o Christopher.

—Você não faria...

—Tenta.

—Susannah, sua imprestável. —O garoto riu.

Conversaram por algumas horas, eles sempre perdiam a noção da hora quando conversavam, e como as novidades eram grandes, não desligariam o telefone tão cedo.

Narrado por Christopher

Segunda-feira acordei cedo, saí para fazer uma caminhada em um parque que ficava três quadras do residencial, gostava de respirar ar fresco pela manhã. Todavia, ao me lembrar que hoje era meu último dia de folga, já ficava desanimado, mas o lado bom, era que veria Theodore a tarde.

Fiz alongamentos, me hidratei e comecei com passos lentos e ritmados, enquanto controlava a respiração. Minha cabeça deixou-se levar, e pensamentos sobre Theo dominaram minha mente.

Dei cinco voltas e recuperei o fôlego, fazendo uma pausa para um gole dágua.

É claro que eu estava morrendo de saudade de Theodore, mas seria egoísmo da minha parte dizer que além daquilo, eu também estava na seca? Sempre que ele ia ao meu apartamento, a maioria das vezes era eu que avançava para cima de seu corpo, deixando claro que eu queria transar, e depois de contornar muito ele acabava aceitando.

Mas hoje eu queria fazer diferente, não daria iniciativa, e esperaria ele me dizer se está a fim, ou não, pois não queria forçá-lo a nada. E tentaria descobrir se seu corpo estava realmente me aceitando bem, e as dores passando, como ele sempre me dizia.

Dei mais algumas voltas, mas acelerei, correndo em um bom ritmo.

Continuei correndo, sempre cronometrando meu tempo, mas ao olhar no relógio e ver que já tinha se passado meia hora, voltei para o prédio. Tomei um banho e fiz uma batida de leite de soja e frutas para recuperar as energias.

Algumas horas depois, eu ainda estava sem fome, mas mesmo assim fiz um almoço leve. Mandei mensagens para Theodore, perguntando que horas ele poderia vir hoje, e ele respondeu que estava livre o dia todo.

O dia passou rápido, e quando a tarde chegou, Theodore mandou mensagem, dizendo que estava vindo, e que já tinha pego o táxi. Não pude deixar de soltar um sorriso, estava ansioso para vê-lo.

Para me distrair, andei pelo apartamento, procurando ajeitar as coisas que estavam fora de lugar, mas os minutos demoravam a passar. Contudo, a melhor coisa para mim, foi abrir a porta, e recebê-lo, com um sorriso enorme em seu rosto.

Entramos e caminhamos diretamente até a sala, agarrados enquanto nos beijávamos, caímos com força sobre o sofá e continuei a explorar sua pele por baixo da roupa. Ele pareceu gostar daquilo, senti seus pelos arrepiarem, e ele chamou meu nome, suspirando.

Lembrei-me imediatamente que eu tinha feito um propósito comigo mesmo, e não o provocaria, simplesmente deixaria que acontecesse naturalmente se ele desse a iniciativa.

Fiquei com raiva pelo meu trato idiota, me afastei de Theodore devagar, olhei em seus olhos, e ele sorria como nunca.

—Estava com saudade, Theo...

—Eu também, muita!

—Você quer comer alguma coisa? —Perguntei.

—Não precisa se preocupar.

—Nem uma salada de frutas? —Insisti. —Eu tenho que evitar, mas comprei chantilly pensando em você, e...

—Chantilly? —Ele me interrompeu, com os olhos brilhantes.

Soltei um riso com aquilo, e levantei, o levando até a cozinha.

Abri a geladeira, peguei a lata de chantilly e uma tigela cheia de frutas picadas, coloquei-os sobre o balcão, e Theodore me abraçou pelas costas.

—Me lembrei de uma coisa... —Ele desceu suas mãos por baixo do tecido da camiseta que eu usava.

—Do quê? —Me segurei para não pensar em malícia, eu tinha que me manter firme.

—Você se lembra daquele dia?

—Qual dia? —Me virei.

—Você sabe. —Ele mordeu o lábio inferior. —Que eu te chupei aqui mesmo, na cozinha.

Meu coração disparou, podia jurar que ele diria qualquer coisa, menos isso.

Não pude conter a vergonha, não tinha ficado constrangido, mas aquilo tinha sido tão repentino que senti meu rosto esquentar, minhas bochechas provavelmente estariam vermelhas.

Ele se aproximou, colando seu corpo no meu, e naquele momento me esqueci completamente do trato que eu tinha comigo mesmo, aquilo era claramente uma iniciativa de sua parte, e eu tive ainda mais certeza ao sentir o volume por baixo de sua calça.

Grunhi ao sentir ele se esfregando em mim enquanto me encostava no balcão, levando seus braços até minhas costas, para me abraçar.

Com uma mão, acariciei seu rosto, o aproximando para um beijo, e com a outra, acariciei seu dorso, descendo-a até seu ponto fraco, e apalpando a parte carnuda. Theodore gemeu, entre o beijo, e forçou seu corpo ainda mais contra o meu.

Eu já podia sentir minha bermuda ficando apertada, e Theodore continuava a me beijar e se esfregar, mordiscando meus lábios e chupando minha língua.

Ele estava me provocando, e muito!

Theo me beijou na bochecha, descendo para o meu pescoço, e ali mordendo com força, fechei os olhos, gemendo sem perceber. Seus lábios pressionaram minha pele, e a sugou; pensei nas marcas que ele deixaria, mas aquilo era o de menos.

Ele tirou minha camiseta sem pensar duas vezes, levando suas mãos ao meu abdômen, e pude sentir suas unhas descerem me arranhando. Contraí meu corpo, ele sabia que aquilo me deixava com tesão, e Theo adorava me provocar daquele jeito.

—Posso? —Ele lambeu minha orelha, enquanto pegava a lata de chantilly do balcão.

Entendi o que ele queria dizer, e sorri, como se respondesse.

Theodore retirou a tampa, e agachou, ficando apoiado na ponta dos pés. Apertou a embalagem e espalhou a espuma branca pelo meu corpo, deixando um sorriso pervertido estampar seu rosto.

Ele deixou a lata de lado por um instante, e voltou com suas duas mãos, me agarrando firme nas laterais do meu corpo. Sua boca quente contrastou o gelado do creme, e pude contemplar sua expressão enquanto deslizava sua língua em meu abdômen.

Theo chupou minha pele, deixando leves mordidas enquanto tragava o chantilly e continuava a distribuir carícias naquela região. Ele me olhou por cima dos cílios, lambendo todo o resto do creme que faltava, ainda assim, não deixando de me provocar, descendo ainda mais.

Theo passou suas mãos sobre meu volume, apertando-o para me provocar.

Ele sorriu, abrindo o botão e o zíper, assim se livrando da minha bermuda, deslizando-a por minhas pernas. Ele trouxe sua boca para minha coxa, distribuindo beijos e subindo pouco a pouco, chegando cada vez mais perto da minha cueca.

Ele tocou por fora do tecido com a ponta dos dedos, acariciando e sorrindo safado.

Observei ele aproximar seu rosto, tremi ao sentir sua língua roçando por fora da cueca, sua boca chupou sobre o tecido e suspirei, gemendo. Umedeci os lábios, minha boca estava seca por conta da respiração falhada.

—Theo, por favor... —Me queixei. —Eu não aguento mais...

Ele entendeu meu recado, e não demorou para puxar o elástico para baixo, retirando aquela peça tão incômoda, e me libertando.

—Só mais uma coisa. —Theo pegou a lata novamente, cobrindo meu membro de creme.

Apertei meus olhos com força, me segurava para não gemer alto demais, meus lábios quase sangraram com a força que os mordi. Observei-o se lambuzar com o chantilly enquanto engolia e botava todo meu pênis em sua boca.

Joguei a cabeça para trás, meus gemidos escapavam por entre os dentes. Um grito rasgou minha garganta quando senti a cabeça do meu membro latejar contra sua garganta, ele colocava o mais fundo que podia.

Sua boca se movimentava rápido, enrosquei meus dedos em seus cabelos, o acompanhando em todos os vai e vens. Inconscientemente, eu mexia meu quadril para frente, afundando minha glande ainda mais fundo em sua garganta, ele esboçou uma expressão dolorosa, mas continuou.

Uma de suas mãos brincaram com meus testículos, os massageando cuidadosamente, e eu gemia como um louco, mas não podia aguentar aquilo por mais tempo.

—T-Theo! Eu vou... Ah, pare!

Ele se afastou imediatamente, e eu pude finalmente retomar todo o meu fôlego.

Theodore se levantou e tomou meus lábios para si, eu achava excitante o fato de sua boca estar doce, e ter tocado o meu corpo ao mesmo tempo.

O levei para o sofá, trazendo o chantilly e as frutas.

Empurrei para que ele se deitasse, e subi sobre seu corpo, mordendo cada pedacinho da sua pele branca, observando a facilidade que ela tinha para vermelhidões.

Peguei um morango, mordi somente a ponta, e levei até a boca de Theo, que mordeu o resto, até ficarmos próximos o suficiente para nos beijarmos. Envolvi sua nuca com minhas mãos, levantando seu rosto.

Colei nossas testas, e sorri, queria tê-lo mais do que tudo, e ele retribuiu o sorriso.

—Eu amo você... —Alisei suas bochechas.

Theodore me beijou em resposta, afundando sua língua em minha boca.

Como em um beijo desesperado, ele queria se aproximar ainda mais, e levou suas pernas até a parte de trás do meu corpo, me agarrando, sem que eu pudesse escapar.

Acariciei suas coxas, e senti que estava em desvantagem, pois eu já estava completamente nu, enquanto suas roupas me atrapalhavam de tocá-lo. Depois disso, minhas mãos se concentraram em me livrar o mais rápido possível de sua camiseta, e do cinto de sua calça.

Assim que suas roupas se espalharam pela sala, não fiz cerimônias para retirar sua cueca, pois vi que o tecido estava levemente molhado. Arrastei-a para baixo, e joguei-a para junto das outras peças.

Toquei seu abdômen magro, apesar disso, não deixava de ser lindo e digno de admiração. Tão frágil aos olhos, embora para mim, ele não precisava ser malhado para ser gostoso.

Ouvi um gemido tímido escapar de seus lábios quando desci de seu pescoço até seu peito, mordiscando o mamilo esquerdo. Ele arqueou levemente as costas, e desci com minha língua, para provocá-lo.

Peguei a lata de chantilly, e despejei sobre seu peito todo, adoraria sentir ele se contorcendo por baixo do meu corpo, e fazer ele sentir tudo o que ele fez poucos minutos atrás comigo.

Um gemido mais alto escapou de sua boca ao sentir seu peito ser dominado por mim, ele arfava, e tentava ao máximo, se conter, mas suas expressões revelavam exatamente o que ele estava sentindo.

Olhei para baixo, e percebi a cabeça de seu pênis gotejava, ele estava molhado, precisando de atenção. Sem pensar duas vezes, o abocanhei, e Theo soltou um longo gemido. Chupei-o com mais força, apertando meus lábios contra sua pele quente, espremendo-o enquanto o esfregava com minha língua no interior da minha boca.

Theodore gemia, totalmente entregue ao deleite, seu corpo tensionava, enquanto ele gemia meu nome. Desci minha boca até a base de seu membro, chupando-o completo, e o sentindo invadir minha garganta.

Theo puxou ar para os pulmões, soltando um suspiro delicioso, ergui os olhos e pude me deslumbrar de sua expressão de prazer. O vi com os lábios semicerrados, e seus olhos completamente fechados. Seu rosto estava vermelho, provavelmente por seu corpo estar quente e seu sangue fervendo debaixo da pele.

Apertei seu pênis ainda mais contra minha boca. E senti seu corpo tremer, um claro sinal de que estava delirando, louco para se saciar. Mas eu o provocaria um pouco mais...

Tirei-o de minha boca, e lambi toda sua extensão.

Desci aos seus testículos assim como ele tinha feito comigo, tocando-o delicadamente e tomando-lhe com os lábios. A sensação era incrível, o corpo de Theodore se remexia, e ele tentava impedir que os sons saíssem de sua boca, tampando-a com a mão, mas seus gemidos acabavam saindo abafados.

O peito de Theo descia e subia descontroladamente, não conseguindo controlar sua respiração e seus movimentos involuntários.

Ele me chamou, murmurando, fazendo cada pelo do meu corpo se arrepiar com sua voz manhosa. Theodore pediu para que eu não o provocasse mais, dizendo que estava difícil de segurar, ele queria gozar.

Ouvi suas súplicas, queria que aquele momento fosse incrível para ele.

Eu quase tinha me esquecido do chantilly, peguei a lata cobri seu membro com a espuma branca, e assim voltei a colocá-lo todo em minha boca.

Theo soltou um gemido, com a voz trêmula, eu conhecia seus gestos e cada movimento de seu corpo, todas as suas ações denunciavam que ele estava bem perto do seu clímax.

Theodore chamou meu nome, suspirando e arfando, me avisando do que já estava óbvio. Aumentei o ritmo, queria que ele se despejasse todo em minha boca. Chupei-o com ainda mais força, senti seus dedos enroscando em meu cabelo, e ele movendo seu quadril um pouco para frente.

Engoli cada gota dos jatos que se chocavam contra minha garganta, e ele soltou o último suspiro, antes de retomar o fôlego, abrindo os olhos aos poucos.

Assim que parei os movimentos, distribuí beijos em seu abdômen, logo indo de encontro aos seus lábios.

Nos abraçamos por uns minutos, cheguei perto de seu pescoço, sussurrando em seu ouvido:

—Já que estamos todos lambuzados, por que não tomamos um banho?

Ele aceitou, e fomos abraçados, com pressa, até o banheiro do meu quarto.

Quando entramos debaixo do chuveiro, a água quente nos acolheu, e tratei de beijá-lo novamente, não conseguia me afastar de seus lábios por muito tempo. Ele agarrou meus cabelos, que já estavam encharcados, e colou seu corpo no meu, vendo que eu ainda estava excitado.

—É mesmo, faltou você...

Ele interrompeu antes de falar a frase por completo, mas já entendi o que ele queria dizer. Ele tinha me masturbado e parado no meio do caminho porque eu tinha pedido, e quando foi a vez dele, fui até o fim.

Ele levou suas mãos até minhas costas, me acariciando enquanto a água escorria por nossos corpos.

—Nós nunca fizemos no banho. —Theodore sussurrou.

—Tudo tem sua primeira vez...

Ele tirou sua cabeça da curva do meu pescoço, entendi o seu olhar, não era uma simples indireta, ele realmente estava a fim.

Saí do box por um minuto, abri uma das gavetas do gabinete do banheiro e peguei um pequeno tubo de dentro dela.

—Só teremos que ter cuidado, é solúvel em água. —Voltei para perto dele. —Talvez precisaremos repassar algumas vezes.

Ele não respondeu, tratando de tirar o lubrificante das minhas mãos e abrindo a tampa com rapidez. Eu estava adorando ver Theodore daquele jeito mais descontraído, sem medo ou receio de nada.

Ele me puxou, me encostando na fria parede do banheiro, e apertando o tubo contra sua mão, para espalhar o gel em mim. Dei um sorriso com aquilo, me lembrando que na primeira vez que ele tinha feito isso, estava com as mãos trêmulas e a ansiedade e o medo o dominavam.

Mas depois de tantas noites juntos, percebi sua vergonha diminuindo, e revelando um pervertido nato por debaixo daquelas sardas. Ele se aproximou, para me roubar mais um beijo, e perguntou qual posição eu queria.

O coloquei contra a mesma parede que eu estava encostado, e suas mãos se apoiaram sobre os azulejos escorregadios.

Entrei nele com força, que deixou escapar um grito rouco, puxei seus cabelos de leve, e colei o corpo dele no meu, me movimentando devagar. Ele arqueou as costas, gemendo e remexendo seu quadril, me provocando.

—Empina mais sua bunda, Theo.

Ele me obedeceu, e dei um tapa ali de leve, fazendo ele soltar uma risada fraca.

Dei uma segunda estocada, forte e funda, ele estremeceu, gemendo.

Não acreditei quando vi que ele estava mesmo rebolando, ele sabia que aquilo me deixava doido, principalmente quando gemia daquele jeito e me ajudava nos movimentos.

Segurei com força em seu quadril, acelerando o ritmo.

Suas mãos desciam pelo azulejo, e me aproximei, colando meu abdômen em suas costas e colocando meu rosto em sua nuca. Senti que ele se arrepiava com minha respiração ali, e mais uma vez remexia seu corpo contra o meu.

Eu queria poder ver o seu rosto, queria ver suas expressões, e como se ouvisse meus pensamentos, Theodore virou o rosto de lado, unindo nossos lábios. Minha respiração entrecortou, soltei gemidos abafados pelo beijo, e o corpo dele retraiu, ficando ainda mais estreito.

—Você continua tão apertado... —Suspirei, me afastando do ósculo.

—Quero te ver. —Pediu Theo, com a voz trêmula.

Me afastei, retirando-me de dentro dele, e ele pode virar-se para mim. Seus braços foram para trás de minha cabeça, e segurei em uma das suas coxas, erguendo-a e a colocando atrás de meu corpo.

Penetrei-o novamente, com força, deixando um gemido escapar, e suas unhas cravaram em minha pele. Fui um pouco mais para trás, fazendo a água quente bater em minhas costas, e me arrepiei ao sentir as gotas escorrerem.

Empurrei meu quadril contra o dele, e o corpo de Theo acolheu meu pênis até o fundo, ele estava quente, fervendo! Meu membro palpitava dentro dele, e ele arfava, respirando pesado, com uma expressão erótica que me deixava louco.

Meti com mais força, me movimentando rápido, fazendo nossos corpos estalarem a cada vez que se chocavam, nossos gemidos se misturavam com o barulho da água, e nossos gritos ecoavam pelo banheiro.

Seus braços desceram para minhas costas, senti a ponta de seus dedos apertarem minha pele enquanto me movimentava para dentro dele, e ele mordeu o lábio, fechando os olhos.

—Levanta a outra perna... —Pedi.

—Não dá, eu vou cair...

—Eu te seguro, confia em mim.

Ele olhou para mim, receoso, mas obedeceu.

Meu corpo foi para frente para prendê-lo na parede, segurei firme na perna que já estava atrás do meu corpo, e com a outra mão, peguei sua outra coxa. Sem precisar me retirar de dentro de Theo, ele cruzou os pés nas minhas costas, e assim o levantei.

Theodore sentou sobre meu membro, fazendo seu corpo escorregar até o talo, e ele não conseguiu segurar o grito que rasgou sua garganta, ele tremia de excitação.

Observei suas mãos serem apoiadas em meu ombro, e ele cavalgou no meu colo, dando alguns pulos enquanto remexia seu quadril. Fui engolido por ele mais uma vez, dessa vez era eu que gemia, seu corpo era delicioso.

—Suas bochechas estão rosadas... —Ele sorriu. —Adoro te ver assim.

Me aproximei de seu rosto, ainda segurando suas pernas, e assim o beijei, apoiando-o naquela parede gelada. Theodore me prendeu com suas pernas com ainda mais força, e somente se segurou em mim com uma das mãos, pois levou a outra para seu pênis, para se masturbar.

Suas pernas estavam abertas o máximo possível, e me afundei dentro dele, vendo ele dizer palavras obscenas — algumas indescritíveis, e gemer, sendo consumido pelo prazer que retesava seus músculos.

Era difícil me controlar, queria logo me desmanchar dentro dele, mas ainda assim, não queria que aquele momento acabasse, observar ele se contorcer naquela posição era maravilhoso, e algo que nunca havíamos tentado antes.

A voz de Theodore saía falhada, a falta de ar nos dominava, eu continuava a fodê-lo com força, arrancando gritos escandalosos de sua boca, e como estava perto de seu rosto, ouvir os seus sons perto dos meus ouvidos me arrepiavam por completo.

Minha garganta trancou, minha fala foi cortada pela metade, e ele entendeu que eu estava próximo do meu ápice. Os gemidos fugiam dos meus lábios, Theodore arranhava minhas costas, enquanto eu o invadia pela última vez antes de preenche-lo.

Fechei os olhos com força, sentindo uma corrente elétrica percorrer meu corpo, e suspirei, sentindo meus músculos se relaxarem em seguida.

Meus pulmões procuravam por oxigênio, e Theodore suspirava, parando de mover seu membro. Com cuidado, soltei suas pernas, uma de cada vez. Saí de dentro dele, olhando o líquido escorrer por entre suas coxas.

Ainda sem saber o que dizer, minha respiração estava acelerada, e ele me puxou para um beijo. Colei nossos corpos, trazendo-nos para debaixo do chuveiro, e assim acariciei a parte de trás de seu corpo, que estava sensível.

Ele levou suas mãos em meu corpo também, na mesma região, e apertou minha bunda com força, com suas duas mãos. Não pude deixar de soltar uma risada, perguntando o porquê daquilo, e ele me respondeu, dizendo que queria conferir se a academia estava fazendo efeito, e que por sinal estava, chamando meu bumbum de durinho.

Ri alto com aquilo, adorava as coisas que ele inventava, mesmo não fazendo ideia de onde ele tirava aquilo.

Terminamos o nosso banho sem nos desgrudar, e fiz com que ele gozasse pela segunda vez. Só não continuamos com aquilo, porque estávamos exaustos.

Levei-o para o quarto, e nos trocamos, passando o resto da tarde deitados na cama, sem fazer nada. A presença dele já era o suficiente, e a sensação de ficar em seus braços era tão gostosa que nem nos damos conta que já estava anoitecendo.

POV Christopher OFF

Narrado por Theodore

Cheguei um pouco tarde naquela noite, andei pela casa — que estava escura — minha mãe parecia ter ido dormir cedo, pois não tinha aparecido para me dar nenhum sermão. Repensei o fato de ela ter um namorado, talvez aquele homem estava a distraindo o suficiente para que ela esquecesse de pegar no meu pé.

Fui ao meu quarto, peguei meu notebook na escrivaninha, e deitei na cama.

Entrei no site, e antes mesmo que eu pensasse em enviar uma mensagem para Christopher, ele já havia deixado um recado, perguntando se eu iria dormir cedo naquela noite.

Respondi-o de uma forma irônica, dizendo que alguém havia me tirado o sono.

Passamos a madrugada conversando sobre os detalhes da nossa noite, e como tudo tinha sido perfeito. Nunca achei que ele seria o tipo de cara que gostasse de conversar sobre isso, mas ele adorava, sempre perguntava o que eu tinha achado, e se eu tinha gostado.

Mas quando eram duas da manhã, não demorou muito para que o sono me atingisse, e assim tive que me despedir dele, fechando o notebook e o jogando ao lado.

Acordei cedo com o barulho do celular, voltei a dormir, mas ele tornou a tocar, eu sempre tinha dificuldade para levantar, e colocava vários despertadores em minha volta caso eu não acordasse.

Com muito custo, me sentei na cama e esfreguei os olhos para desprender as pálpebras que insistiam em fechar.

Peguei o notebook que estava fechado, ainda sobre minha cama, e abri o chat para conversar com Christopher. Lhe dei bom dia, mesmo sendo sete horas da manhã, pois tinha certeza de que ele veria.

Deixei notebook de lado enquanto esperava ele responder, caminhei até meu armário, separei a roupa que usaria, e a deixei dobrada em cima da cama. Dei uma última olhada na tela, mas ele ainda não havia visualizado as mensagens, então decidi ir tomar uma ducha rápida.

Saí e encostei a porta do meu quarto, caminhei até o banheiro ao lado, entrando e me livrando das minhas roupas, adentrando o box.

Lembrei-me imediatamente da noite passada, e era como se eu pudesse sentir os azulejos gelados em meu rosto, e minhas mãos escorregando pela parede enquanto arfava e tentava controlar os gemidos.

Mordi o lábio com força, tudo tinha sido maravilhoso, e incrivelmente prazeroso.

Deixei um sorriso bobo escapar, pensando em cada detalhe, mas tratei de me livrar daqueles pensamentos rapidamente, pois meu corpo estava ficando animado.

Ao terminar meu banho, me enxuguei e penteei os cabelos, me olhando no espelho. Eu estava com algumas marcas roxas, mas eram em lugares em que a roupa podia cobrir.

Abri a porta do banheiro e olhei tudo em volta, saí usando somente uma toalha, não queria que minha mãe me visse naquele estado. Dei poucos passos até meu quarto, mas não me lembrava de ter deixado a porta aberta...

Entrei e tranquei por dentro. Me trocando rapidamente, pois já eram 7hrs22min e minhas aulas começavam às 7hrs45min.

Aquela manhã estava fria, então tratei de colocar uma segunda blusa de frio por baixo da jaqueta que eu usaria. Terminei de me arrumar, e assim caminhei até minha cama, olhando meu notebook que ainda estava aberto, Chris tinha me respondido, perguntando como eu estava.

Mandei mais uma mensagem, e saí do quarto, caminhando até a cozinha. Não estava com muito apetite, mas mesmo assim tomaria o café da manhã; abri o armário, peguei uma tigela, o pacote de cereal, e logo abri a geladeira para pegar o leite.

Ouvi passos se aproximando, e falei em voz alta:

—Mãe, você vai me levar na escola hoje?!

—Sua mãe está no banho.

Meu corpo gelou ao ouvir aquela voz, virei-me e me deparei com Sidney, ele tinha dormido em casa?

Não consegui dizer nada, o susto havia trancado minha garganta.

—Desculpa te assustar. —Ele me olhou, e riu.

Sua voz saía em tom de deboche, mas ele não deixava de me olhar fixamente, eu não conseguia compreender o que se passava na sua cabeça. Sidney deu mais alguns passos, e se aproximou, dizendo:

—Theodore Brandford... Sua mãe manteve o sobrenome de seu pai, certo?

Acenei a cabeça em confirmação e ele continuou.

—Como ele se chamava? —Sidney tornou a indagar.

—William... —Suspirei, minha voz quase não tinha forças para sair.

—Você não se parece nada com sua mãe, Theo, você é a cara de seu falecido pai, ontem mesmo Alba me mostrou uma foto dele.

Forcei um sorriso, mas não tive sucesso, eu deixei o leite sobre o balcão, tinha perdido o resto do pouco apetite que eu tinha, onde ele queria chegar com aquela conversa?

Sidney rodou os calcanhares, se afastando de mim, e eu pude recuperar o oxigênio de meus pulmões.

Ele estava de costas, mas logo virou-se, e eu vi algo diabólico no fundo de seus olhos.

—Bom Theodore, acho que se você tem algo a esconder, não deveria deixar tão visível para as outras pessoas...

Meu coração acelerou.

O que ele queria dizer com aquilo?!

Sidney pareceu compreender minha expressão confusa, e não precisei perguntar nada para que ele respondesse.

—Sua mãe gostaria de saber quem é esse tal de Christopher? —Ele me olhou, cerrando os olhos. —Seu pai morreria de desgosto, ainda bem que ele não está vivo para ver a bichinha que você se tornou...

Notas finais
Esse capítulo ficou bem longo, né? Até eu me surpreendi! Por favor, me digam o que acharam do cap, estou super ansiosa pra saber o que vocês estão pensando! Beijos, Okay ♕