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2 Vizinho suspeito
—Droga, como eu posso ser tão burra nisso?! –Haku, uma jovem loira de olhos azuis, se joga em cima de sua mesa, derrotada, após comparar os resultados de sua prova com sua amiga:
—Bem, você devia ao menos ter acertado as questões com as contas mais simples, mas estamos falando de você. –sua amiga, Melissa, ri enquanto apontava para as questões:
—É que eu já tinha queimado neurônio demais depois de responder as difíceis.
—Você não tem jeito. Mas se continuar assim, vai rodar em matemática.
—Eu sei!
—Hei, a aula já acabou, andem logo! –o professor berra com elas, mostrando a chave da sala com uma cara raivosa:
—Sim professor! –Melissa pega sua mochila e arrasta Haku para fora da sala, que continuava lamentando seu péssimo desempenho na prova –Vamos lá, é só você estudar mais e parar de ficar vendo TV o dia inteiro!
—M-mas e a novela?
—Depois pega na internet. O que é mais importante, a novela ou passar de ano? –ela encara seriamente a loira, que dá uma risada nervosa:
—T-tá, mas eu vou precisar das suas anotações.
—Tá na mão. –fala, estendendo um caderno, que Haku pega com um sorriso radiante:
—Você é um anjo, sabia?
—Me elogie depois que formos para o terceiro ano. –as duas chegam no portão do colégio –Diz aí, já decidiu o que vai fazer no seu aniversário amanhã?
—Nada de especial, minha mãe provavelmente vai fazer um bolo, mas só isso. Você sabe que não comemoro. –ela dá de ombros:
—Mas sempre bom perguntar. –com uma piscadela, Melissa lhe acena em despedida e parte para casa.
Haku começa sua jornada a pé para casa, passando em um mercado no meio do caminho. Cantarolando enquanto balançava a sacola, nota uma comoção dentro da casa ao lado da sua, que estava desocupada há alguns anos.
Curiosa, olha o portão aberto e vê um homem de cabelos pretos dando instruções aos homens que carregavam um armário. Quando os trabalhadores adentram a casa, o homem nota Haku espionando, que fica nervosa ao ser pega:
—Hã… Desculpe, não queria atrapalhar! Eu só fiquei curiosa! –ela começa a falar, recuando:
—Haku, é você? –o homem parecia surpreso:
—Oi? Como sabe o meu nome?
—É você mesma! Nossa, como você cresceu! –ele chega perto dela, que recua um passo:
—Te conheço?
—Eu fui seu vizinho há oito anos atrás, não lembra? Você odiava quando brincávamos de pique esconde e sempre perdia.
É, isso soa como eu. Ela pensa, porém por mais que tentasse, parecia que havia uma nuvem bloqueando suas lembranças quando pequena. Estranho, é como se faltasse algo antes de eu entrar na casa mal assombrada… Mas espera, por que eu entrei nela?
—Me desculpe, mas não me lembro do senhor.
—Uma pena… –ele abaixa a cabeça, olhando para o lado e vendo uma pequena roseira, rapidamente tira uma rosa e a estende para Haku –Tenho certeza que logo se lembrará daqueles dias divertidos.
—A-ah, não precisa me dar essa rosa…
—Eu insisto. –o sorriso dele era sedutor, fazendo-a ruborizar:
—E-eu tenho que ir para casa! –antes de ele tentar lhe dar a rosa mais uma vez, Haku se vira bruscamente e corre para a casa do lado, fechando a porta com força.
Seu coração estava disparado, aquele estranho homem mexeu com ela, agindo como se a conhecesse. Seus olhos se arregalam quando olha para sua mão e vê a rosa, jurava que a havia deixado na mão dele.
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