Fada Azul

3 Capítulo 3 - Carne saborosa


O \" zumbi \" não apertou a garganta do pequeno Christian, muito pelo contrario, muito lentamente ia aproximando seus dentes podres da carne do menino. Que gritava desesperadamente, enquanto o irmão tentava recuperar a respiração sem desmaiar. Christian podia sentir o cheiro horripilante que vinha da boca do zumbi, nunca sentira um cheiro tão ruim. Fechou os olhos e começou a pensar nas coisas boas que ocorreram na sua vida.

Lembrou de todos os seus aniversários, lembrou de todos os natais que comemorou, lembrou de todas as vezes que pode brincar com seu irmão enquanto ele ainda era saudável, lembrou de como era bom quando sua mãe acariciava ele, quando seu pai o elogiava. Então vieram as coisas ruins. As brigas de seus pais. A doença de Hanz. Coisas que sempre tentava esquecer, mas que não conseguia.

Abriu os olhos, e viu seu irmão lutando para continuar acordado sem desmaiar, enquanto ele não fazia nada além de gritar e tentar se soltar. A boca do \" zumbi \" estava cada vez mais próxima. Quando sentiu os dentes entrarem em contato com sua pele, uma luz azul cortou o \" zumbi \" ao meio.

O \" zumbi \" se transformou em algo parecido com uma neblina preta e Christian caiu no chão, não se deu nem ao luxo de dizer \" Ai! \" ou olhar o que o salvou. Simplesmente correu até seu irmão para ajuda-lo. Mas não conseguiu correr até ele, pois uma luz azul brilhou intensamente. Era a Fada Azul. Seus olhos se encheram de lágrimas.

— Você veio nos salvar? — Perguntou o irmão mais novo.

— É claro. — Respondeu a Fada.

— Por favor, cure o Hanz! Cure o meu irmão! — A Fada sorriu e se aproximou de Hanz, tocando gentilmente em seu rosto.

— Christian... — Hanz finalmente havia conseguido recuperar sua respiração. — Desculpe... Eu te ignorei e quase morremos...

— Não se preocupe! Você está curado agora! Não é mesmo Fada Azul?

— É claro, agora venham comigo até meu jaridim. — A Fada sorriu.

— Não é melhor voltarmos para casa Christian?

— Não se preocupe Hanz, podemos conficar nela!

— Então vamos! — A Fada fez um jesto e então tudo em volta deles pareceu girar, e eles se encontraram em um belo jardim. O jardim do sonho de Hanz. — Vou preparar algo para vocês comerem, fiquem a vontade. — Então a Fada indicou uma pequena mesinha com 3 cadeiras em volta para eles e foi na direção de uma pequena casinha que ficava mais a frente.

— Que lugar bonito! — Apreciou Christian.

— Sim... Mas ainda acho que é melhor voltarmos, mamãe e papai vão se preocupar.

— Eu sei, só vamos comer. Ai vamos embora.

— Certo... — Hanz não sabia o porque, mas estava desconfiado. Talvez tudo aquilo parecesse absurdo demais para ser verdade. Quem sabe não era apenas um sonho. Ele se sentia confortável em pensar assim. Já Christian não, ele odiaria que tudo aquilo não passasse de um sonho, afinal, finalmente seu irmão estava curado. A Fada finalmente voltou trazendo uma bandeja.

Na bandeja havia um bule de chá, uma xicará, um prato, um garfo de churrasco, e uma faca de açougueiro.

Bom, Hanz estava certo. Serio melhor ter ido para casa. É claro que ela não deixaria seu jantar ir embora. Foi melhor terem vindo ao jardim.

Christian estava um tanto paralisado, de medo.

Hanz sabia que não ia adiantar correr.

Afinal, não estavam mais em um canteiro de flores, o cenário havia mudado. E agora eles estavam em um forno, e correntes os prendiam suas mãos e seus pés.

A Fada sorria macabramente, e lambia seus lábios. Abriu a porta do forno e segurou Christian, pegou a faca e fez um corte em seu pulso, abriu o bule e deixou com que o sangue o enchesse. Hanz gritava, e a xingava também. Christian chorava. Não havia salvação. A Fada apenas ria. Então saiu do forno tamanho família, fechou sua porta, e ligou ele.

Uma hora depois, ela degustava de uma carne saborosa, e bebia uma bebida tão gostosa quanto.

É a mamãe estava certa.

\" Na floresta vivem criaturas más. \"

Notas finais
Me senti uma canibal escrevendo isso. Mas não se preocupem, sou vegetariana. (?)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!