Faces de Pedra
7 7- Linha Reta
Notas iniciais

Com os últimos acontecimentos, seria ingenuidade esperar que a missão fosse completada sem nenhuma intercorrência. Assim que eles se aproximaram da órbita do planeta, eles foram atacados pelos misteriosos pulsos de energia. O capitão fez o seu melhor para evitar ser atingido, mas as armas eram implacáveis e em menos de dez minutos de voo eles já estavam com sérios problemas.
“Capitão! Integridade estrutural em 60%!”
Os consoles estavam com sobrecarga, faíscas disparavam de todos os lados. Sevel estava lutando com os botões no painel para garantir que eles permanecessem em um voo estável.
“Suporte de vida está falhando!” Exclamou a doutora Wolf que estava se ocupando em desafivelar seu cinto e ir até os controles do suporte de vida.
“Irei adentrar a atmosfera do planeta! Preparem-se para o impacto!” Disse Sevel. “Dra. Wolf volte para seu lugar!”
“O sistema deve estar frito. Vou precisar quebrar isso!”
Antes que ele pudesse responde-la, a humana teimosa pegou alguma ferramenta pesada que ele não conseguiu reconhecer com sua visão periférica e acertou em cheio o console que travava o console de acesso manual aos sistemas de suporte. Ela apertou alguns botões e trocou alguns fios e logo depois ele pode sentir os níveis de oxigênio subirem e sua cabeça parar de rodar, sintoma que ele acreditava que era devido as turbulências.
Infelizmente o esforço da médica custou um preço alto. Assim que a nave rompeu o limite da atmosfera, ele a viu cair e bater a cabeça com força em um dos painéis. Foi como se ele mesmo tivesse sofrido a queda e isso lhe causou um ímpeto de ir ao socorro dela, mas por sorte seu lado lógico o lembrou que ele tinha que realizar um pouso de emergência.
Para alguém que não havia pilotado uma nave auxiliar, até que o seu desempenho fora satisfatório. Ele conseguiu pousar a nave sem comprometer a estrutura e com a maioria do grupo sem ferimentos sérios. Todos estavam bem, exceto a oficial humana.
“Capitão, a doutora está acordando.” Disse um dos oficiais táticos.
Ele se aproximou da médica que estava com um feio hematoma na testa e tomou um tricoder que estava no meio dos equipamentos que ela havia reservado. Era meio irônico que a primeira pessoa a precisar de atendimento médico na missão fosse a própria oficial médica. Ela soltou um gemido quando ele sondou seu ferimento.
“Dra. Wolf, pode me ouvir?” Perguntou ele tentando falar cada sílaba da forma mais clara.
Mais alguns gemidos.
Isso estava começando a perturba-lo.
“Robin, se estiver me ouvindo, por favor formule uma resposta clara.” Exigiu ele decaindo para o uso de seu primeiro nome.
“Capitão...” Suspirou ela.
“Sim.” Ele se aproximou mais dela.
“Lembre-me de jamais aceitar uma carona sua novamente.”
Isso causou no vulcano uma estranha vontade de sorrir. O estranho senso de humor humano lhe estava afetando, talvez essa doença emocional possa ser mais perigosa do que ele imaginava. Ele se absteve de responder e deu espaço para que a jovem pudesse se levantar. Ela tomou o tricoder de sua mão sem nem se preocupar em pedir permissão e passou o sensor ao redor de sua própria cabeça.
“Boas noticias, eu vou sobreviver.” Disse ela se pondo de pé e pegando sua maleta. “O que estamos esperando?” Perguntou ela ao notar que todos estavam parados e a observando.
Sevel tomou um passo à frente.
“Devo lembra-la que eu estou no comando dessa missão, doutora.”
Robin apenas concordou sem se deixar abalar pelo tom estranho de voz do Capitão, ela sabia que ele já tinha uma bagunça na sua cabeça para lidar além dos comentários sarcásticos dela. Sevel tomou a liderança do grupo e ela o seguiu sem questionar.
“Os últimos resultados dos sensores mostram que há sinais de vida a 300 metros ao norte. Travem seus phasers em tonteio, não sabemos se há forças hostis nas redondezas, mas devido ao ataque que sofremos a precaução é lógica.
Eles caminharam até o objetivo e chegando lá não encontraram nada além de pedras e grama, elementos que compunham a maior parte daquela área do planeta.
“Capitão, os sensores apontam sinais a poucos metros à frente, mas não consigo ver...”
O oficial tático que estava com um dos sensores avançou alguns passos à frente de onde a jovem médica estava escaneando e teve sua fala interrompida ao se chocar com o que parecia um campo de força e ser arremessado para trás com descargas elétricas tomando seu corpo.
Robin correu ao seu socorro, mas assim que ela abriu seu tricoder para escanea-lo, viu os seus sinais vitais pararem. Era um alferes que parecia bem mais jovem que ela, pela bagunça tanto externa quanto interna que virou seu corpo, foi até misericordioso ele não ter durado tanto.
“Ele está morto, capitão. Adicione a data estelar atual nos registros como o tempo da morte, senhor.”
Sevel apenas concordou com a cabeça e anotou os dados. A médica então retirou um minúsculo embrulho de sua maleta que automaticamente se desdobrou até virar uma grande lona negra com o símbolo da Frota Estelar. Ela cobriu o corpo do oficial e após um minuto respeitoso em silencio, eles continuaram com sua missão.
“Parece que o que estamos vendo na verdade é fruto de alguma estrutura de camuflagem.” Disse Robin. “Se os sensores estão certos, o time avançado está por trás desse campo de força.”
O grupo andou mais alguns metros costeando a área do campo enquanto sondava-o com os tricoders.
“Capitão! Acho que localizei o que pode ser o controle desse campo de força.” Disse o oficial tático. “De acordo com minhas analises, um disparo continuo com o phaser pode causar uma sobrecarga forte o suficiente para desabilita-lo por alguns minutos até o sistema se reinicializar.”
“Certo, alferes. Coloquem os phasers na potência máxima.”
Os três apontaram suas armas para o ponto indicado pelo alferes e dispararam. Cerca de um minuto com o raio continuo eles viram a imagem projetada por vários painéis começar a falhar e revelar o que parecia com a entrada de um gigantesco abrigo antibombas dos tempos das grandes guerras da Terra. Com um disparo final, o sistema apagou e a instalação se tornou visível.
“Estou detectando níveis de radiação, mas nada muito perigoso para nós. Os tripulantes devem estar em algum local próximo, talvez devêssemos tentar nossos comunicadores.” Disse Robin.
“Concordo, doutora.” Respondeu Sevel abrindo seu comunicador. “Sevel para T’Aria, responda!”
Ele tentou chamar todos os membros do grupo avançado mas fora recebido apenas com estática. No momento em que ele fez menção de fechar o comunicador e desistir uma voz soou no meio dos chiados de interferência.
“Capitão... Interferência... dois feridos... interior da instalação... Achamos a fonte...repito, dois feridos em estado crítico.”
Era a voz de T’Aria, a Oficial de Ciências. Isso só serviu para fazer Robin sentir seu peito apertar. Sevel tentou reestabelecer a comunicação, mas nenhuma outra resposta veio. Então ele guardou seu comunicador e se dirigiu aos outros dois.
“Preparem seus phasers e estejam em alerta. Vamos entrar. Sigam-me!”
Robin olhou para a arma em suas mãos. A última vez que ela precisou disparar antes dessa missão foi durante o treinamento de defesa obrigatório da Academia.
Eles não precisaram avançar muito na construção que após alguns passos já se mostrava bastante alienígena para encontrar os primeiros sinais preocupantes. Um rastro considerável de sangue se alastrava por alguns metros até uma porta.
“Capitão! Estou detectando algo se aproximando da nossa posição.” Disse o oficial tático.
Eles saíram de todos os lados. Pareciam um cruzamento entre lagartos e morcegos e vieram voando direto sobre o grupo.
E tinha dentes afiados.
“Capitão! Vinte metros a nossa frente parece ter uma espécie uma espécie de passagem bastante estreita, isso deve despistar as criaturas.”
Robin não conseguia entender como seu colega vulcano conseguiu falar tão calma e tranquilamente enquanto estava correndo e sendo mordido por aqueles malditos lagartos voadores.
“Ou pode nos encurralar ainda mais!” Exclamou ela enquanto protegia sua cabeça e pescoço.
“Não temos outras alternativas. Vamos!”
Eles se lançaram contra a minúscula passagem apenas para cair no que parecia o centro de comando dessa estranha instalação. E como previsto, o bando de criaturinhas voadoras passou reto por eles. Ninguém havia ficado seriamente ferido, apenas algumas mordidas bem desagradáveis e uniformes arruinados. Após se recomporem, eles olharam a estranha sala onde haviam parado.
A primeira vista, já se podia notar que não era nenhuma forma de tecnologia conhecida por eles. Alguns monitores estavam mostrando o que lembrava os resultados dos sensores de longo alcance. Após um exame mais detalhado, Sevel reconheceu os dados. Eram várias informações sobre a T’Partha. Dados científicos, táticos, comunicações, diários de bordo da tripulação até os arquivos pessoais de cada um. O quer que fosse aquele lugar, estava tomando nota até do que era consumido nos replicadores. Parecia até que eles...
“Estão nos estudando.” Disse ele.
“Quem diabos deixa tudo assim exposto pra quem quer que apareça?” Perguntou Robin se juntando ao Capitão. “Senhor, os sinais de vida do outro grupo parecem estar atrás dessa porta. A comandante T’Aria mencionou feridos, é melhor nós irmos atrás deles.”
Sevel se aproximou do controle da porta, ele conseguiu remover a parte externa com facilidade e analisou os circuitos com seu tricorder.
“É um sistema muito simples.” Disse ele pegando duas pequenas chaves do conjunto de ferramentas que eles haviam trazido.
O capitão não precisou de muito tempo mexendo nos circuitos até causar uma espécie de sobrecarga que fez sair algumas faíscas do dispositivo e logo após isso as portas de abriram.
O oficial tático entrou na frente do grupo com o seu phaser em mãos. A sala seguinte parecia alguma espécie de depósito de carga abandonado há tempo o suficiente para que houvessem plantas crescendo entre as caixas.
“Capitão! Por aqui!” Exclamou Robin se aproximando das coordenadas do tricorder.
“Cuidado, doutora.” Alertou o capitão.
“Capitão?”
Era a voz de T’Aria.
O grupo de quatro cientistas estava amontoado em um canto escuro da sala. Só se podia distinguir suas formas na penumbra.
“Comandante!” Disse o oficial tático caminhando rapidamente em direção ao ponto onde os cientistas estavam sendo seguido por Robin e Sevel.
Assim que os avistou, a comandante se ergueu e fez sinal para que eles não avancem.
Tarde demais.
Torretas de phaser foram acionadas, provavelmente ao detectar o movimento do grupo e começaram a disparar em todas as direções. O alferes tático que estava com eles tomou um tiro direto em sua cabeça, Robin sentiu o sangue dele espirrar em seu rosto. Era óbvio que não havia nada a ser feito por ele, mas seu instinto e senso de dever a fez tentar alcança-lo apenas para ser agarrada com força pelo capitão que a arrastou para um local seguro.
Ela não conseguia falar uma palavra e não notou que estava chorando até sentir o gosto salgado das lágrimas misturado com o gosto acobreado do sangue de seu colega. Sevel não havia soltado seus ombros e de certa forma aquele contato firme era a única coisa que impediu que ela entrasse em pânico.
“Doutora, eu preciso que você se acalme. Suas habilidades serão extremamente necessárias.”
Foi como se o cérebro dela tivesse desligado até que uma estranha onda de calma invadiu sua mente e ela pode começar a raciocinar. Assim que deu por si mesma, ela notou que o capitão havia pego suas mãos e estava tocando seus dedos com os dele em movimentos circulares. Os olhos dele estavam fechados e quando os abriu viu Robin o encarando interrogativamente. Mas não havia muito tempo para questões, as armas continuavam disparando e se o outro grupo havia passado por elas, com certeza precisavam de auxílio médico.
“Eu acho que posso conseguir uma boa mira daqui e desativar uma das Torretas, assim poderemos avançar mais alguns metros.” Disse Sevel. “A partir de lá poderei desativar a segunda.”
Robin concordou e permaneceu abaixada em seu local atrás de uma das caixas. Sevel se levantou e atirou duas vezes contra a arma alienígena. Assim que os disparos diminuíram, ele fez sinal para que ela avançasse. Ela conseguiu correr até o ponto indicado e lá ela teve uma visão melhor do outro grupo.
Todos pareciam bem batidos com várias escoriações, mas seus olhos se prenderam no vulcano que estava deitado com a cabeça no colo de T’Aria e que pressionava um buraco aberto por um tiro de plasma em seu abdômen.
Era Varen.
“Wolf! Volte à sua posição agora!” Exclamou Sevel ao ver a humana abandonar o local seguro antes que ele pudesse travar uma mira na segunda torreta.
Robin não pensou, não ouviu e nem sentiu o tiro que pegou seu ombro de raspão abrindo uma ferida séria. Ela só tinha a imagem de Varen gravada em sua retina e foi com ela em mente que ela se lançou até o grupo de cientistas.
“Dra. Wolf!” Exclamou T’Aria parecendo levemente alarmada ao notar o ferimento no ombro da médica que estava gerando uma mancha vermelha cada vez maior na manga de seu uniforme.
A médica não deu a menor atenção a oficial de ciências e em resposta apenas jogou a sua maleta no colo dela.
“Pegue o regenerador vascular!” Ordenou ela enquanto sondava a ferida de Varen com seu tricorder.
Hemorragia massiva, aorta rompida, laceração no pulmão e coração e queimaduras de segundo e terceiro grau ao redor. Estado gravíssimo, ele não iria durar muito sem uma cirurgia.
“Eu disse para manter a posição!” Disse Sevel ao se juntar ao grupo após desativar a última arma.
“Ele está gravemente ferido!” Respondeu Robin. “Se eu ficasse enrolando lá, poderia não ter quem salvar!”
Sevel abriu a boca para responder, mas Robin o empurrou para o lado sem cerimonias e pegou o reconstrutor vascular.
“Você está sangrando, doutora!” Disse ele tentando chamar a atenção da médica para o ferimento no ombro dela que não havia parado de sangrar ainda.
“Ele também está e não vai demorar muito para não ter mais o que sangrar!” Disse ela começando a incorporar a persona que todos os cirurgiões incorporavam ao começar um procedimento. “Capitão, peço que libere o campo para que possa trabalhar.”
Sevel não discutiu e abriu espaço. Robin havia escolhido T’Aria como sua assistente e lhe entregou um regenerador dermal para que ela pudesse tratar das escoriações mais leves do resto do grupo. Ela tentou começar pelo ferimento da médica, mas o olhar que Robin lhe deu já foi aviso o suficiente para o que seria dela se se aproximasse mais. Vulcana ou não, aquilo era uma mensagem universal.
A hemorragia parecia quase impossível de conter com os equipamentos limitados que ela havia trazido. Assim que ela parava um sangramento, outro recomeçava e ela estava começando a temer pelo pior.
“Nós precisamos leva-lo de volta para a nave!” Disse Robin ao notar a real dimensão do risco que seu amigo corria. “Não há mais nada que eu possa fazer.”
“As comunicações ainda estão fora do ar, não vamos conseguir contatar a T’Partha para pedir por um transporte.” Respondeu Sevel. “Eu vou voltar para aquela sala de comando e ver se consigo descobrir o que nos atacou e se há alguma forma de terminar com essa interferência. Mantenha seu comunicador ativado.”
Robin concordou, mas não tirou seus olhos de Varen que felizmente estava inconsciente após tamanha perda de sangue.
“Vamos, Varen. Você me prometeu mais aulas de Vulcano na próxima semana, eu até pude dar uma boa resposta para o capitão mais cedo. Eu nem pude lhe agradecer.” Disse ela após detectar mais um sangramento.
Os outros presentes nem ousaram questionar o motivo pelo qual a humana estava conversando com seu paciente mesmo ele estando desacordado. Varen era querido por todos e todos mesmo que em um nível mínimo temiam pela vida de seu colega.
Levou quase uma meia hora até que o comunicador que T’Aria tinha com ela começou a apitar.
“T’Partha para grupo avançado.”
T’Aria abriu seu comunicador e respondeu.
“Comandante T’Aria aqui.”
“Comandante, qual seu status?”
“Estou com alguns feridos aqui, um em estado grave. Precisamos de transporte o mais rápido possível.”
“Ainda temos alguma interferência, mas parece estar diminuindo. Iremos continuar tentando compensar. Estou mantendo orbita por enquanto, mas não sei por quanto tempo estaremos seguros.”
“Estamos no aguardo, T’Aria desliga.”
O quadro de Varen estava se tornando cada vez pior e cada vez mais rápido. Sevel havia se juntado ao grupo logo após T’Aria desligar o comunicador.
“Eu posso estar completamente enganado, mas baseado nos dados que eu descobri, parece que encontramos uma espécie de base usada pelas forças romulanas nos tempos da guerra. Alguém tomou esse lugar e é responsável pelos ataques à T’Partha e há muitos dados sobre a neurologia vulcana. Instalei uma sub-rotina que deve desencadear a reinicialização do sistema o que deve nos devolver o poder transporte.”
Logo após a fala do capitão, Varen recobrou sua consciência mesmo com seu estado grave.
“Ro...Robin...” Disse ele em um sussurro.
“Estou aqui.” Respondeu ela segurando o tricorder que estava monitorando seus sinais vitais.
“Poupe suas forças, vamos dar um jeito em você logo.”
Mas isso não parecia acalmar o jovem cientista e sim agita-lo ainda mais. Ele tentou erguer sua mão direita e tocar o rosto de Robin, mas ela o segurou e o fez se manter deitado.
“Por favor, fique quieto.” Disse ela em um tom maternal. “Você arrumou um belo ferimento e eu não estou conseguindo estancar a hemorragia.”
“Eu posso sentir...” Gemeu ele. “Robin... por favor...” Ele tentou se erguer novamente.
“Varen, por favor... não se mova.” Disse ela ao detectar uma nova fonte de sangramento. Ele não iria durar muito desse jeito.
“Robin... K...K...Katra...Sanoi...”
Ela não entendeu o que ele quis dizer e estava ocupada demais fazendo com que ele ficasse parado. Seus sinais estavam enfraquecendo.
Enfraquecendo...
“T’Partha para grupo avançado, conseguimos uma trava de transporte.”
Enfraquecendo...
“Entendido, T’Partha. Seis para subir. Mande Dr. Sakht nos receber.”
Enfraquecendo...
“Energize!”
Em um piscar de olhos Robin se viu de joelhos na plataforma de transporte. Ela não viu quando Sevel a tirou de cima de Varen para que o Dr. Sakht pudesse assumir. Era como se o tempo tivesse congelado para a visão que ela teve em seu tricorder milésimos de segundo antes de ser transportada.
“Falha total dos sistemas. Sinais vitais nulos.”
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