Facebook das Creepypastas
6 Capítulo 5: A família Slender conserta tudo. De novo.
Notas iniciais
O Slender Man analisou a bizarra cena. O Herobrine no chão segurando os guarda-filhos dele, gemendo; A Nina com vários cortes no corpo; O Jack Sem-Olho caído no chão, com as calças caídas; O Jeff atravessado na parede. Por fim, ele disse telepaticamente, tão calmo quanto o tio Slender era, para todos:
– O que diabos aconteceu aqui?!
– Bem... – A Nina disse desconfortavelmente, olhando para o coitado que gemia no chão. – Tivemos uma pequena discussão.
– “Pequena discussão”? – O Slender repetiu. – Isso aqui está pior do que a Guerra d’A Coletiva!
– Não exagere, tio! – a Nina disse. Segundos após ela dizer isso, uma lâmpada caiu – provavelmente derrubada pelo tremor causado quando o Jeff atravessou a parede -, estilhaçando-se no chão.
– Foi só uma lâmpada!
– Diga logo por que vocês brigaram. – O Slender parecia analisá-la com atenção e frieza, mesmo sem ter um rosto. Bem, enrolar não ia adiantar mais.
– É uma situação complicada... – a Nina sorriu, incerta. – Como posso dizer?... Eu tinha que manter o meu casamento.
Silêncio. Um silêncio formou-se, parecendo gélido e pesado. Então, o Splendorman quebrou o silêncio:
– Para manter o casamento... Você tem que surrar o seu marido?
– Não exatamen-
– Ótimo! Adorei a sugestão. – O Splendorman pegou um bloquinho de notas do bolso de suas calças de bolinhas. Ele pegou um lápis também, e começou á escrever. – “Espancar... O marido... Faz o casamento... Ser... Duradouro...”.
– Primo, nós temos coisas mais urgentes no momento. – O Slender disse, ainda frio e calmo. – Como, por exemplo, o que deveríamos fazer com esses infratores.
– Mas todo o dia Creepypastas brigam, e você permite isso. – a Nina notou.
– Brigar é uma coisa. Tentativa de destruição á propriedade privada é outra.
– Nós não tentamos destruir nada!
– Se já causaram esse estrago sem tentar, não quero ver vocês tentando.
– Mas... Mas...
– Nada de mas! – o Splendorman disse, dando um passo á frente, tendo terminado de escrever. – Vocês estão de castigo!
O Slender Man virou a cabeça ao Splendorman, que prosseguiu:
– Primo, creio que você chame isso de “prisão domiciliar”, mas no fim, é a mesma coisa do que castigo.
– São completamente diferentes. – o Slender Man disse.
– Então diga as diferenças.
– Em prisão domiciliar, você não pode sair... – nem prosseguiu, quando o Slender Man percebeu o que dissera. – Entendi. Então eles estão de castigo.
– Exatamente, primão. – o Splendorman sorriu, dando um tapinha nas costas do Slender. – Agora, vamos carregá-los até os quartos deles!
– Minhas... Bolas... – O Herobrine começou se por de pé, agora, claramente com raiva. – Ah, Nina. Eu vou te matar!
– Oh não... – ela murmurou, se afastando lentamente.
– EU VOU TE MATAR! – O Herobrine rugiu, pulando até ela. Ela viu a vida inteira dela passar na frente dos olhos dela. Uma vida correndo atrás do Jeff, uma vida que ela casou-se com o Jeff.
Ela tivera uma vida boa.
Porém, o Splendorman agarrou o Herobrine pelo pescoço e puxou-o para perto de si.
– Mas que... – ele só teve tempo de falar isso, antes que o Splendorman atingisse um dedo na veia do pescoço do pobre lorde das trevas, o fazendo desabar, inconsciente, no mesmo instante.
– Valeu! – a Nina ergueu o polegar num “joinha”.
– De nada! Agora, vem pra cá. – o Splendorman disse animadamente.
– O que... – o Splendorman repetiu o mesmo que fizera ao Herobrine na Nina. Então se virou para os outros lutadores, que tinham estado ali o tempo todo, observando a discussão em silêncio... E só viu o Jack, de pé, com as calças levantadas, correndo desesperadamente para todas as direções, batendo nas paredes.
– Bem. – o Splendorman disse. – Parece que eles vazaram. E o Jack está tentando vazar.
– Impeça-o.
– Como assim, impeça-o? É hilário vê-lo bater nas paredes! – o Splendorman disse, apontando ao Jack, que tentava encontrar a porta... Mas fracassava miseravelmente, graças ao desespero de tentar fugir. Ele batia nas paredes como uma bolinha de Pinball, e corria para outra parede, tentando se recuperar.
– Bem, vamos carregá-lo, então. – O Slender Man andou até o Jack e nocauteou-o com um golpe na cabeça.
(...)
– Ai... Minha cabeça... Onde é que eu tô? – o Jeff grunhiu, lentamente abrindo os olhos. A visão dele estava turva, e ele se sentia tonto, como se estivesse drogado.
Porém, ao abrir os olhos, ele distinguiu vagamente a forma de uma mulher o olhando. Essa mulher sorria, e ela disse, numa voz familiar:
– Oh, finalmente você acordou!
– Quem... Quem é você? – Jeff perguntou, encarando a mulher.
– Não me reconhece, amorzinho? – a Nina perguntou, aproximando-se dele com um sorriso e um olhar vorazes.
– Oh não... – ele disse, tentando se mexer, mas ao olhar para os pulsos, viu que estavam atados. E viu que a suas canelas também estavam atadas á cama. – Oh não...
– Agora que não tem ninguém para interferir, vamos poder nos divertir muito, Jeffinho!
– Oh não, oh não, oh não!
– Agora, você é meu. – A Nina disse, aproximando-se dele á passos largos, sorrindo insanamente.
– OH NÃÃÃÃÃO! – O Jeff gritou, e toda a mansão tremeu com o grito, enquanto a Nina começava a “brincadeira”.
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