Face to Face
2 Capítulo 2 - Praia
Notas iniciais
Gabrielle
Lutei comigo mesma para subir as escadas sem acordar a mãe de Lauren. O quarto de Lauren era suíte. Fiz ela ficar de calcinha e sutiã e coloquei ela debaixo da água fria. Ela até então estava calma, mas depois de um tempo da água gelada caindo sobre sua cabeça, ela olhou para mim com uma cara de “vou te matar” e eu dei um sorriso para ela.
– Você voltou. Pode tomar o resto do banho sozinha. – eu disse.
Voltei para o quarto, e na direção do armário de Lauren. Peguei um short com estampa dos ursinhos carinhosos, uma blusa larga branca e vesti. Peguei um pijama de cetim vermelho e dei a Lauren quando ela pediu.
Ela retornou ao quarto, e se jogou na cama de casal. As paredes de seu quarto eram cheias de fotos de nossa infância, e adolescência.
– Já está menos alegre? – perguntei me sentando na cama.
– Por que o teto está girando? – ela se sentou. – Eu vi o Matthew Miller te beijar.
– Foi um beijo na bochecha sua idiota.
– Gabe, eu te conheço... você adorou aquilo.
– Não adorei não – eu disse na defensiva.
– Você ia adorar se ele borrasse esse batom vermelho que você está. – ela
– E o Derek?! Você estava dançando com ele não é? Não pode ficar falando nada..
– Eu vou te matar enquanto você dorme.
– Só não vai deixar digitais.
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O resto do fim de semana tinha sido tranquilo, e domingo de noite voltei para casa. Eu não gostava de ficar em casa.
Cheguei, e como sempre, meu pai estava fora. Minha casa era enorme demais para quatro pessoas – mas os empregados preenchiam o resto do espaço.
Rosa abriu a porta, era uma senhora de 60 anos, grisalha e baixinha. Ela sorria para mim e eu sorri para ela.
– Oi, querida. Quer comer alguma coisa? Eu fiz aquelas panquecas que você adora!
– Obrigada, Rosa, mas eu estou com sono. Você também já pode ir dormir, a casa está perfeita. – respondi a ela.
– Eu acho que vou ficar acordada até o Sr. Carson voltar. – ela disse.
– Rosa, está tudo perfeito, tire um tempo para você. Onde está meu irmão? – perguntei.
– No quarto dele. Ele está com uma menina. – arregalei os olhos, agradeci Rosa, e subi as escadas para o andar de cima.
Entrei no quarto de Johnny tentando fazer o máximo de silêncio, eu estava com um jeans que eu sempre ficava na casa de Lauren, e uma blusa cinza que ela tinha me emprestado. No momento em que vi Johnny, beijando uma garota loira, eu pigarreei.
– Oi Johnny. Quem é sua amiga? – perguntei.
– O-oi Gabe, essa é a.. a Christy. – ele disse.
– Oi Christy. Não sei se você viu, mas são 22:00 horas. Amanhã você deve ter aula. – eu disse. – Já pode ir embora.
– Certo. Ah. Tchau Johnny – ela saiu do quarto, o cabelo loiro era na altura dos ombros, e os olhos dela era azuis.
– Você sempre faz isso! – ele disse.
– Irmãozinho, você tem 14 anos. Eu tenho 16. Eu posso fazer isso. – eu disse para ele. – Boa noite.
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Segunda de manhã, tomei um banho bem rápido. Vesti a camisa do uniforme – branca, de meia manga, e com o brasão do colégio do lado esquerdo. Coloquei um jeans preto, um par de all star, e prendi meu cabelo. Para um colégio particular, o San Diego Hills, era bem liberal com as roupas.
Amarrei meu casaco mais fino na cintura, e peguei minha bolsa transversal. Bati na porta do quarto de Johnny para chama-lo.
– Johnny, vamos! Ainda temos que passar na casa da Lauren, e na cafeteria! – Johnny abriu a porta com cara de sono. Ele estudava em um colégio diferente do meu, o S.S.D.H.G. (nunca vou conseguir pronunciar o nome direito), e estava com o uniforme todo certinho do colégio. O cabelo dele era mais claro que o meu, até mais claro que o de Lauren.
– Já entendi. – ele disse.
Descemos as escadas, e logo já estávamos na BMW. O pneu cantou no asfalto em direção a casa de Lauren.
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Lauren
Acordei umas 7:30, geralmente Gabrielle me buscava por volta dás 8:00, então fui me arrastando para o banheiro, tomei um banho rápido e fui me vestir.
Coloquei a blusa do uniforme, uma calça, jeans, peguei minha mochila e coloquei um sapato qualquer que eu achei pela casa, já que o meu havia rasgado.
Quando saí, Gabrielle estava na BMW vermelha, com uma cara de quem queria me matar. Johnny estava esparramado no banco de trás. Aparentemente dormindo.
– Nossa! Demorou! – ela berrou para mim.
– Tá, eu sei. Vamos logo.
– Ainda temos 20 minutos, vamos passar na cafeteria.
Apesar dela ter gritado sobre eu demorar, e ainda termos 20 minutos, eu assenti e disse:
– Ok.
Fomos até a cafeteria, eu tomei um cappuccino, Gabrielle um expresso com um pouco de açúcar e Johnny tomou um chocolate quente.
– E então Gabrielle, vai falar com o Matthew hoje? – perguntei a Gabe.
– Falar sobre o que? “Oh cara, desculpa por derrubar uma garrafa de cerveja em você. Foi um ótimo encontrão, quer sair comigo”? – ela zombou.
– Você é uma idiota. – eu disse.
– Parabéns fera! – Disse Johnny debochando.
– Cala a boca Johnny! – Gabrielle disse, dando um tapa no braço do garoto.
Gabrielle deixou Johnny na escola e seguimos a caminho de San Diego Hills. Ela estacionou o carro, assim que pisamos na entrada do colégio demos de cara com Derek e Matthew, eu cutuquei Gabrielle com o cotovelo.
– Oi Lauren. – Derek falou sorrindo de canto
– Oi. – Eu falei meio tímida
– Eu tenho uma coisa para te falar, vem comigo. – Ele pegou minha mão e me puxou.
– E a Gabrielle?
– O Matthew faz companhia para ela.
– Eu faço? – Matthew perguntou com cara de paisagem, e Derek lhe lançou um olhar ameaçador – Eu faço.
Fui para o outro lado do corredor com Derek, e ele estava meio sério, meio sorrindo.
– Você já está melhor? Quero dizer, sobre sábado. – ele disse.
– Ah, sim, obrigada. É isso?
– A Gabrielle me disse que você nunca tinha bebido daquele jeito – ele falou.
“vaca” – pensei.
– Eu queria te pedir desculpas, mas, eu gostei muito de passar aquela parte da festa com você. A Sophia me deu seu número.. se.. você não se importar.
“Sophia eu te amo”
– Ah, tudo bem. – eu disse sorrindo.
– É.. eu queria te mostrar uma coisa, mas.. a Gabrielle não parece muito confortável conversando com o Matthew.
Olhei para Gabe, de braços cruzados e sem responder as perguntas que Matthew provavelmente estava fazendo.
– Não... ela está bem. – eu disse.
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Gabrielle
Quando Lauren começou a se afastar, e conversar com Derek, eu fiquei com vontade de puxar o cabelo dela e correr do momento desagradável em que eu estava presa.
– Por favor, responde alguma das minhas perguntas. – Matthew disse.
– Não. – eu disse ainda de braços cruzados, e comecei a andar em direção ao meu armário.
– Meu melhor amigo e a sua melhor amiga estão conversando. Acho que seria bom se a gente trocasse algumas palavras.
– Ok. Oi, tchau. São palavras o suficiente? – abri o armário e comecei a pegar alguns livros e cadernos.
– Sério. Podia responder pelo menos uma pergunta? Como eu faço para o meu pai calar a boca sobre o contrato que ele fechou com a Carson Global?
Eu queria dizer para ele me deixar em paz, mas quando “Carson Global” entrou na frase, eu me virei para ele e olhei em seus olhos, muito castanhos, assim como o cabelo, que era um pouco mais escuro.
– Ele nunca mais vai parar de falar sobre isso. Eu sei como é, eu sou uma Carson. – eu disse e fechei meu armário.
– Então me ajuda! Acho que meu pai está começando a cogitar a ideia de casar com o seu. – ele murmurou, e eu não pude evitar a risada esquisita que soltei. No momento em que um ronco, por mais baixo que tenha sido, entrou na risada, eu tampei minha boca.
– Ahn, depois disso eu acho melhor eu ir pra sala.
Eu tentei fugir logo dali, mas Matthew já estava do meu lado de novo.
– Você tem que me ensinar como rir assim. É extremamente sensual. – ele falou e revirou os olhos.
Eu tentei falar alguma coisa, mas nada saía. Ele era bonito demais.
O som do sinal para a aula, salvou a minha vida.
– Oh! Que pena, tenho que ir pra minha sala. Tchau.
“Eu vou matar a Lauren.”
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Dizer que a aula foi tranquila teria sido muito agradável, mas agradável não era uma palavra boa para definir matemática e a Srta. Sullivan.
Só que um detalhe importante: Lauren não estava na sala de aula. Ela tinha sumido com Derek e até então não tinha voltado. Já estávamos no 4 ° tempo, o intervalo já tinha acabado, e faltava mais uma aula de matemática para
finalmente irmos embora, e nada dela.
Depois de (finalmente) terminar os quinze exercícios escritos na lousa, eu peguei um livro de romance no fundo da minha bolsa, e fingi que lia; deslizei meu celular até uma página qualquer que eu tinha aberto, e mandei uma mensagem para Lauren.
Gabrielle Carson diz: LAUREN, ONDE VOCÊ ESTÁ?
Lauren Scott diz: Relaxa rainha do drama, estou na praia, com o Derek.
Gabrielle Carson diz: Mas que porra! Nem pra me avisar? Em que praia? Depois da aula eu vou pra aí.
A próxima mensagem demorou uns 10 minutos.
Lauren Scott diz: Aquela na rua onde eu moro. Vai pra minha casa, e depois segue reto, perto daquele penhasco sinistro.
Gabrielle Carson diz: O nariz da Srta. Sullivan parece cada vez maior. Ok, depois da aula eu estarei aí. Não faça nenhuma loucura!
Lauren Scott diz: Ok.
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Depois da aula eu passei em meu armário, guardei meus livros e fui direto para o estacionamento do colégio.
O estacionamento não tinha carrões, eram carros comuns, e velhas picapes. A não ser aquela coisa vermelha e reluzente que era meu carro. Claro que também tinha alguns carros lindos, mas a BMW brilhava tanto que eu queria explodir por dirigir um carro chamativo.
Apoiados no carro, encontrei Maggie e Amy, conversando com Sophia e Jimmy.
– Hoje não rola carona. – disse assim que cheguei de frente para eles.
– Como assim? Por que? – perguntou Amy. Amy com seus curtos cabelos castanhos, e seus olhos castanhos que sempre davam a impressão de serem vermelhos, e claro, poucos (30) centímetros mais baixa do que eu.
– Tenho que buscar a minha cria na praia.
– Cria.. ? – perguntou Maggie. Maggie era uma menina um pouco mais baixa que eu, com cabelos loiros acobreados, e olhos castanhos quase pretos.
– Lauren. Ela está com o Derek Collins na praia.
– Que? Com o Derek? – exclamou Sophia. Sophia não era exatamente alta, mas era mais alta que Maggie e Amy, ela tinha cabelos castanhos compridos, e olhos castanhos. Um piercing discreto estava no seu nariz, e a mão do namorado, Jimmy, estava envolta de sua cintura. Jimmy era extremamente loiro e tinha olhos verdes, que pareciam mais com furacões coloridos.
– Sim, com Derek. Acho que estão apaixonados, ou o efeito da cerveja ainda não saiu da alma deles. De qualquer forma, eu vou pegar minha cria. – eu disse e dei tchau para todos.
– ESPERA! Ei, você sabe onde o Derek está? – perguntou Matthew.
– Na praia com a Lauren. Eu vou buscar ela..
– Eu vou junto.
– Eu não consigo MESMO me livrar de você...
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Lauren
Era com certeza uma loucura ter fugido do colégio sem mais nem menos, mas eu sentia a liberdade percorrendo minhas veias. Derek e eu tínhamos primeiro tomado um sorvete, depois tínhamos ido ao shopping, e por final na praia.
Nós nos sentamos na areia. A brisa que vinha do mar era bem leve, e era um dia quente em San Diego.
– Olha – eu disse apontando para uma garotinho de cabelos castanhos, que devia ter uns 5 anos; depois apontei para uma garotinha morena brincando na beira d’água. O garotinho não parava de olhar para ela.
– Ele não tira os olhos dela – Derek concluiu.
– Acho que ele vai falar com ela.
– Eu não. Ele tem 5 anos, com 5 anos todo mundo é tímido. – Derek disse.
– Quer apostar? – perguntei.
– Claro, é só dizer – ele sorriu.
– Ok. – tirei um tempo para pensar e por fim cheguei na aposta perfeita. Eu sabia que ganharia. – Se ele falar com ela, você vai ter que se jogar do penhasco.. pelado. E vice-versa.
– Pelado? – eu assenti. – É uma aposta meio radical quando o quesito é timidez de um garoto de 5 anos de idade.
– Com medo de perder?
– Pelado então.
Ficamos vidrados no garotinho, e por fim, ele chegou perto da menina morena e eles brincaram na areia.
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Eu estava de costas, e Derek tirava suas calças. Tínhamos esperado uns 20 minutos, até que fosse a hora do almoço e as pessoas começassem a ir embora da praia.
– Pronto – ele disse com uma voz nada feliz.
Eu me virei e ele estava de costas. Estávamos na borda do penhasco, e tudo o que eu via, era uma bunda – branca – e bonitinha.
– Vai. Pode pular. Foi uma aposta.
– Isso é realmente necessário?
– Anda logo com isso!
Tínhamos comprado uma toalha – de incríveis 20 dólares – em uma loja na ponta da praia, e deixado nas pedras, para que quando Derek voltasse ao penhasco para se vestir, ele não estivesse nu por completo.
Um pensamento me ocorreu, e assim que Derek pulou, gritando um sonoro “Ahhhhhhh......”, eu peguei as roupas dele e saí correndo.
Quando cheguei ao pé do penhasco, Derek estava com a toalha branca pendurada na cintura. Ele olhou para mim, e para as roupas, para mim e para as roupas. E eu saí correndo.
Corri o mais rápido que pude, consegui chegar a beira da água, enquanto as calças jeans, e a camiseta do colégio balançavam em minhas mãos.
Derek corria atrás de mim com certa dificuldade. Ele segurava a toalha e tentava não cair ou tropeçar em algumas pedras ou até mesmo em buracos na areia feito por pás de crianças. Quando eu caí no chão, senti o peso de outro corpo em cima de mim.
Derek ria, e eu ria bastante também. Ele tirou as roupas de minhas mãos e ficou de pé.
– Olá. – uma voz feminina disse, e quando olhei para Gabrielle, ela estava com Matthew.
– Oi, cara – Derek disse para Matthew.
– Ahn, Lauree, eu preciso falar com você.
Odeio quando ela me chama de Lauree. Significa que aí vem coisa.
– Ok – eu disse e Gabrielle praticamente me arrastou de lá.
– Eu tive que passar dolorosos minutos de constrangimento com o Matthew. – ela falou.
– Ele parece gostar de você..
– Calada! Você vai tirar sua calça, que está TODA suja de areia, vai enrolar uma toalha nessa tua cintura, e vai entrar naquele carro.
– Ok, mamãe..
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Gabrielle
– Tchau Derek, tchau Matthew – eu disse e fui com Lauren até o carro.
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Eu estava sentada na ponta da cama de minha cama. Amy, Maggie e Gracie estavam esparramadas no colchão e Lauren teclava sem parar.
– Certo, já temos 26 páginas falando sobre esses escritores, podemos fazer uma pausa? – perguntou Maggie com voz cansada.
– São no mínimo 30 páginas. – eu disse – Se terminarmos logo, nós ficamos livres disso.
– São no mínimo 30 páginas, para daqui a três semanas! Vai Gabe, nos dê um alivio. – Amy falou.
– É por isso, que a minha menor nota no boletim é 9.5, e a maior de vocês é 8.0. Vamos terminar isso. – eu exclamei.
– Gabe, a Gracie já cochilou em cima dos livros de Voltaire. Não sei vocês, mas eu estou morta de fome. – disse Maggie.
– Vocês estão na minha casa. E vão comer quando eu deixar vocês comerem! Anda!
Depois de mais 3 horas, nós incrivelmente terminamos com 42 páginas. Era um trabalho em grupo, e tínhamos que montar tudo certo. Logo fomos para a cozinha, e Rosa tinha feito bolos, biscoitos, sucos e sanduíches.
– Então.. o que você e Matthew conversaram quando você foi me buscar na praia? – perguntou Lauren, comendo um cookie de chocolate logo em seguida.
– O pai dele assinou o contrato com a Carson Global. Aparentemente o da festa em que eu estive no sábado. E eu disse, que nenhuma magia negra pode fazer ele se sentir normal, e para ele apenas relaxar, que alguma hora, o pai dele pararia de falar sobre isso.
– E depois?
– Ele pediu meu celular.
Um coro de “Hmm.....” se formou entre as garotas.
– Para pedir conselhos! Suas idiotas!
– Conselhos.. uhum. – disse Gracie com a cara de sono mais esparramada possível. Ela tinha grandes olhos verdes e cabelos castanhos escuro, era extremamente baixinha e magrela.
– Só eu sei o saco que é ser uma Carson. Eu posso ajudar os filhos dos caras que estão associados com os Carson. – falei, e mesmo assim elas me olharam com uma cara maliciosa. – Por que o Derek estava só de toalha e em cima de você quando eu te encontrei na praia? E as roupas dele não estavam nem no corpo dele?
Gracie e Maggie quase cuspiram o suco de pêssego. Já Amy, cuspiu mesmo o suco de pêssego.
– QUE? COMO ASSIM? – perguntou Gracie.
– Foi uma aposta. – ela disse rápido – Ele perdeu. Quem perdesse tinha que pular do penhasco pelado. Eu saí correndo com as roupas dele, ele me alcançou e se jogou em cima de mim. Apenas isso.
– Você deve ter adorado. Derek Collins é lindo! Ele é um Deus. – Gracie disse. – Apertou a bunda dele?
Gracie tem essa coisa com bundas... Ela simplesmente ama as apertar.
– Não! Gracie.. eu só fiz a aposta.. mais nada.
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Duas semanas depois.
Eu estava deitada na minha cama fazendo o dever de matemática, e meu celular apitou.
Matthew Miller diz: Sério, acho que estou maluco. Meu pai pirou porque veio um 9.0 no meu boletim.
Gabrielle Carson diz: 9.0 é uma ótima nota. Nossos pais devem ter começado a compartilhar métodos de ensino.
Matthew Miller diz: Acho que é porque foi em matemática. Ele quer que eu seja o super herdeiro fabuloso dos Miller que sai saltitando e nadando no dinheiro. Que saco..
Gabrielle Carson diz: Hahaha, você disse super herdeiro fabuloso? Acho que nossos pais estão mesmo compartilhando métodos de ensino.
Matthew Miller diz: Meu pai já disse essa frase umas 3 vezes. Não deixa de ser uma ótima frase de efeito.
Gabrielle Carson diz: Ok, hahaha, diga logo o que você quer. Eu estou fazendo a lição e matemática.
Matthew Miller diz: Ajuda.
Gabrielle Carson diz: Você é do quarto ano, e eu do terceiro. Não dá para eu te ajudar.
Matthew Miller diz: Que saco, vou ter que chamar a Bethany Porter. Ela é bonita, chata e inteligente. Por que você, que é do terceiro ano, é bonita, legal e inteligente não podia ser da minha sala? Injusto!
Gabrielle Carson diz: Muito injusto! Ok, sério, tenho que terminar essas... coisas! Boa noite!
Matthew Miller diz: Boa noite.
Tinha sido assim nos últimos 3 dias. Eu e Matthew estávamos muito próximos e tínhamos virado muito amigos. Ele contava novidades para mim, e eu para ele.
Terminei o dever e dormi rapidamente.
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Lauren
Nas últimas semanas, eu e Derek saíamos muito. Ele tinha me levado em um parque de diversões abandonado, a uma boate estranha e para o penhasco – dessa vez, nós dois pulamos (não pelados, é claro).
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