Faça-me, Quero Ser Tua.

15 Nenhuma Certeza


Notas iniciais
Oii ^^ Saudads... Espero que gostem do cap, e que comentem;;; Obrigada a tods q comentam... Las Amooo Muchos bessssoooos Ah, e um em especial para a Maria Cristina, minha colega da escola que me surpreendeu ao comentar a fic;;; Te adoro amigaaa! Desfrutem...

Depois daquele beijo que me deixou completamente fora de mim, Carlos Daniel levou-me para o carro, e as pressas colocou-me no banco traseiro.

–Você está encharcada. –disse ele passando a ponta dos dedos pelo contorno de meu rosto, retirando meus cabelos dali. –James, Siga.

Carlos Daniel deu as ordens ao motorista e comecei a pensar em como ele teve a capacidade de fazer as coisas que fez comigo ali, com aquele homem a poucos metros de nós. James é loiro dos olhos verdes, vi seu olhar pelo retrovisor enquanto ele nos levava mais cedo para o hotel. Ele parece ser um bom homem. Carlos Daniel tirou-me de meus pensamentos quando seus braços envolveram-me, puxando meu corpo para próximo de si. Ergui meu rosto e meu olhar se encontrou com o dele, que me mirava fixo, ainda a procura de alguma coisa.

–Senhor, eu...

–Pare de me chamar de Senhor. –falou ríspido. -Não estamos em horário de trabalho. Apenas Carlos Daniel, ou Carlos... Como preferir.

Oh, isso é novidade, uma grande novidade. Sua voz no começo lançou-se fria e em seguida, a doçura em cada palavra, ouriçou todos os meus sentidos.

–Tens certeza? –perguntei com a aflição em minha garganta.

Carlos Daniel sorriu para mim, e balançou sua cabeça de um lado para o outro, mantendo o pequeno sorriso para mim, apenas para mim.

–Desde alguns minutos atrás, de nada mais tenho certeza.

Jesus... ele... oh céus.

Vi os lábios dele tencionarem quando ele encarou meus lábios, como se tentasse evitar algo. Meu pensamento desconectou-se de meu corpo, quando ele segurou o contorno de meu rosto com uma das mãos, e com a outra, prendeu-me mais junto de si. Seus dedos em meu rosto acariciavam a pele que necessitava cada vez mais daquele toque. Seu olhar colou no meu, e ele aproximou sua boca da minha, respirando ofegante sobre meus lábios. Minha boca secou, desejando sentir seu gosto outra vez, mas quando pensei que ele me beijaria, ele colou sua testa a minha e fechou os olhos, antes de sussurrar baixinho.

–Tem Certeza?- disse roçando seu nariz ao meu, tão... amável.

As primeiras palavras que vieram em minha mente voaram de minha boca sem controle, e acabei usando para ele os mesmos argumentos que usou comigo.

–Desde alguns minutos atrás, de nada mais tenho certeza.

Carlos Daniel abriu os olhos, e mirou no fundo da minha íris, fazendo-me submergir na escuridão de seu olhar. Minha mão sã apoiou-se a curva de sua mandíbula, sentindo o começo de sua barba, adorando por senti-lo. Ele sorriu, e após passar a língua nos lábios, colou lentamente sua boca na minha, como se desejasse desfrutar de mim, desfrutar de algo que nem eu mesma era capaz de entender, algo que só ele via em mim. Sua boca moveu-se contra a minha, apenas lábios com lábios, buscando o encaixe perfeito, que ao ser encontrado, explodiu no meu mais profundo, comandando-me a agir.

Meu corpo criou vida própria, e sem mais pensar, arrastei minha língua para o interior de sua boca, provando seu sabor, degustando seu gosto tão... único.

–Sh... –sussurrou ele afastando os lábios bruscamente dos meus, mas ainda mantendo-se perto. Gelei por inteira e assustada mirei no fundo dos olhos dele. –Temos que conversar antes que... eu... –ele piscou lentamente e seu olhar voou para meus lábios, encarando-os. –Droga.

Sua boca aproximou-se da minha como se fosse em câmera lenta. Seus lábios sugaram meu lábio inferior, puxando-o para si. Sua língua correu por ali, provando-me, de uma maneira...ah...

Sua mão pressionou minha nuca, puxando-me para junto dele, e assim, colou nossos lábios completamente, deixando que eu me deliciasse com seu sabor, perdendo-me ali. Sua boca movia-se continuamente a minha, sua língua chicoteando de encontro minha, guerreando uma com a outra, tomando todo o ar de meus pulmões. Seus dedos em minha nuca agarraram meus cabelos, e logo puxou minha cabeça para trás, afastando-me poucos centímetros dele.

–Deus... Paulina, Santo Cristo... –ele colocou sua testa a minha, enquanto por meus lábios entreabertos, eu tentava controlar minha respiração descontrolada. Ele abriu os olhos, e mirou no fundo de minha íris, enfeitiçando-me. –Temos que conversar...

Carlos Daniel depositou um suave beijo sobre meus lábios latentes, e logo puxou meu rosto para mais perto de seu peito, fazendo-me encaixar-me a ele. O Frio já não mais existia, mesmo estando com as roupas encharcadas.

Por um lado, sentia-me completamente errada por estar assim, com ele... um homem que mal conheço, mas que me tem como sua de uma maneira tão intensa, tão sua... E por outro... ele parece que me conhecer melhor que a mim mesma. Seu toque, Seu mover entre a calmaria e a tempestade, seu beijo... ele me domina.

Encostei-me ao seu peito, inalando seu cheiro misturado com o da chuva. Embaixo de meu rosto, escutava as batidas de seu coração tentando acalmarem-se, quase em vão. Carlos Daniel mantinha um de seus braços envolvendo minha cintura, com seus dedos bailando sobre minha camiseta. Seus outros dedos esticaram-se e começaram suavemente a acariciar meus cabelos.

Com os pensamentos desconexos, apenas naquele homem que me tinha em seus braços, eu adormeci, desfrutando de seu cheiro, de seu toque, desfrutando do momento.

Acordei em um sobressalto quando o carro parou de se mover. Carlos Daniel segurou meu rosto e o ergueu para que eu o visse, e assustada, ele sorriu ternamente para mim.

–Oi.-sussurrou com os olhos aos meus.

–Oi. –murmurei com a voz rouca. Ele sorriu um pouco mais, e logo a porta dele se abriu. James.

–Você está bem? –perguntou-me olhando para minha mão inchada, com o corte exposto.

–Acho que sim. –fui sincera.

–Venha, você precisa tomar um banho, roupas secas, e comer algo.

–Carlos Daniel, onde estamos? –perguntei dando-me conta de que estávamos bem longe do hotel.

–Minha casa.

O QUE! Estamos... na na.. casa dele! Mas... ele tem uma casa, mas ficou no hotel... mas... Estou confusa.

–Hey, não se assuste. Só não quero que fique sozinha, e quero cuidar de você. Essa casa é muito grande, tem espaço para nós dois.

Estou pálida por dentro. Jesus, estou na casa dele... com ele! Meu Deus.

–Já disse que não precisa cuidar de mim, acho que já sou grande o suficiente para isso. E também, tenho minha casa, tenho minhas coisas, mesmo sendo humildes.

–Fique tranquila. Amanhã cedo você me levará para conhecer onde mora. Mas agora, venha. E não me desobedeça...

Ele aproximou seu rosto do meu, e colando sua bochecha a minha, colocou sua boca próxima ao meu ouvido.

–...quero cuidar de você, e te prometo, que não farei nada que não queira...

Ele colou sua boca ao meu ouvido, e depositou um pequeno beijo ali, arrepiando-me por inteira, despertando pontos desconhecidos por todo meu ser.

–...agora venha.

Antes que eu pudesse assimilar tudo aquilo, Carlos Daniel saltou para fora do carro e puxou-me junto com ele. Seu braço manteve-se em minha cintura, mas ele puxou-me para mais perto, com o vento cortando nossa pele. Congelei instantaneamente, e como sempre, ele arrastou-me pela porta principal, levando-me para o seu mundo.

Notas finais
E ai? Gostaram? Avisando que a partir de agora, as postagens irão demorar um pouco mais... mas não deixem de acompanhar! #LasAmoMisAlmaaaas! jiji, parei! Beijoss Comentem, favoritem, recomendem... mandem pras vizinhas.. kkk