Novamente outro belo dia.

Os pássaros estão cantando, o meu chá está na temperatura certa e este livro que encontrei é realmente interessante, pois ensina sobre psicologia comportamental.

Acabei pegando ele por acaso, mas acho que conhecer as intenções inconscientes por trás das ações do ser humano é útil em interrelações de vários tipos.

Mas desde que eu peguei este livro ela tem me encarado com um olhar realmente assustador...

"E-Então, por que você pegou esse livro? O que está tentando descobrir?" — pergunta Elisa.

Hoje ela está com um laço no cabelo. Está realmente bonita!

E os raios de uma manhã ensolarada estão refletindo sutilmente em seu rosto e deixando a cor dos seus olhos mais intensa e perceptível.

"Eu apenas peguei este livro por pegar. Não tenho uma real intenção por trás disso."

"Ho... Mas é muito estranho você escolher aleatoriamente logo um livro de psicologia comportamental. Está desconfiado do comportamento de alguém ou coisa assim...?"

"Por que a insistência nesse assunto, Elisa?"

"Um momento. Eu nunca lhe dei a liberdade de me chamar pelo nome. Diga o meu nome ao contrário para que ele seja purificado."

"Você acha que só porque eu disse o seu nome ele está amaldiçoado ou alguma coisa do tipo?"

"Obviamente."

"A-Apenas responda a minha pergunta!" — digo.

"Eu não quero responder ela. E não me distraia mais da minha leitura, seu mimadinho rico."

"Que hipócrita. Você recebe quantos de mesada por mês?" — pergunto olhando fixamente para ela.

Ela desvia o olhar.

"N-Não te interessa! Você deve estar pensando que só porque eu tenho apenas uma irmã eu sou mimada, mas não é..."

"Não é o quê?"

"Não é tão verdade assim."

"Então quer dizer que nisso há alguma verdade."

"...Idiota. Você está me incomodando."

"Então não se preocupe, irei ler este livro na minha sala de aula, embora seja difícil de se concentrar lá."

Ela faz uma expressão de surpresa e receio.

"N-Não! — ela segura a manga da minha camisa — Eu... Eu não tenho o direito de te tirar daqui. Então não vá embora...; ...por esse motivo." — Elisa está com o rosto ligeiramente corado e olhando para o lado.

"E...Entendo. Então vou continuar a ler sentado aqui."

O-O meu coração está realmente acelerado! Será que ela consegue ouvir o barulho dele batendo? Está realmente alto...

Eu preciso me acalmar. — respiro fundo.

Vou arriscar mais uma vez...

"Bem... E-Elisa, foi louvável você ter sido tão gentil comigo, pela primeira vez pelo menos." — digo.

"Não entenda errado, s-seu mulherengo!!" — exclama ela.

Desta vez ela não se queixou por eu ter chamado ela pelo nome!

"O que você está fazendo?! Não se pode gritar na biblioteca. E mais, por que está gritando comigo?"

Ah! Acabei deixando meu ciúme por ele me irritar e gritei... — pensa ela.

"Desculpa. Perdi o controle por um breve momento. O fato é que você a todo momento recebe cartas de garotas."

"Mas nem por isso sou mulherengo. Eu tenho a delicadeza de recusar a todas pessoalmente e como um cavalheiro."

Ela me olha com uma expressão de surpresa e felicidade.

"E-Então... Você recusa elas porque gosta de alguém...?"

"...Talvez."

"Esse alguém é uma pessoa próxima a você...?"

"Podemos dizer que... nos vemos diariamente." — respondo.

"Isso é muito vago! Seu idiota!!"

"Ei! Eu já disse para não gritar na biblioteca!"

Mas realmente... Eu espero que possamos nos ver todos os dias, mesmo depois que o nosso 3º ano do Ensino Médio acabar. — penso.