Notas iniciais
Esse é um dos meus capitulos prediletos, então, espero que vocês gostem!!!

Silvia Wolf,

Estamos orgulhosos, embora preocupados, você não devia ter sumido! Sabemos que tem um dever a cumprir, e não impediremos sua jornada, sabemos que está bem armada e com guerreiros valiosos, mas, por favor, cuide-se. Amamos você,

Mamãe, papai e Júlia.

S. Silvia, não se esqueça que você é mais forte do que ele! Ass. Júlia.

S.S Você tem que que praticar o feitiço “Convocalos” entendeu? Ass. Mãe

S.S.S Volte viva, te amo Ass. Pai.

–Nossa- Silvia falou- Nada como o apoio familiar…

–Envie uma resposta para eles- Camila disse.

–Certo.

Silvia pegou papel e uma pena e escreveu, usando uma pedra como apoio :

Papai, Mamãe e Júlia,

Desculpem-me , mas foi necessário partir o quanto antes, eles já estão na nossa floresta, meus amigos e eu seremos cuidadosos, eu prometo que voltarei para casa.

Amo muito vocês,

Silvia

Ela amarrou a mensagem na perna da coruja que saiu voando para o norte. Silvia sentiu um peso em seu ombro, e se virou, surpresa com a ave preta pousada nela.

–Uma coruja preta?- Camila perguntou- De quem.

Silvia desamarrou a carta e a ave saiu voando, dessa vez para o sul.

–Posso?-Perguntou Camila.

Silvia olhou para o remetente, não havia. E ela negou o pedido da amiga, ela entrou na caverna, com aquele papel nas mãos.

Não acreditava que ele era capaz disso.

Silvia tremeu, ansiosa, enquanto abria a carta, não havia assinatura mas ela sabia de quem era.

“Querida Wolf,

Sei que deve achar estranho eu estar te mandando uma carta com a guerra prestes a eclodir, mas se você se render, ir sozinha na clareira onde anos atrás eu te salvei, juro que não faremos mal a você, o príncipe só quer vê-la, prometo que seremos indulgentes com seus amigos, vocês não tem forças para lutar contra nós, pensa que somos só oito? Sete de nós são extremamente poderosos, mas temos um exército de monstros, Silvia, está é uma batalha perdida. Venha até nós amanhã a meia-noite e seremos bonzinhos, vocês e seus amigos serão poupados, e sua família também.

Te espero lá,

Você-Sabe-Quem

Silvia uivou, o que seria o certo?

Bruna apareceu, assustada.

–Está tudo bem?

–Está- Mentiu a feiticeira- Meus instintos dizem para esperarmos amanhã para viajar.

–Certo, até eu me curar da paixonite, é melhor não ficarmos zanzando pela floresta, vou avisa-los, o Pedro não é adorável?

–Não vou nem responder- Silvia disse.

Bruna saiu, e Silvia revirou os olhos , pesarosa, antes de sair faria o feitiço e curaria a amiga, pegou seu cajado e as armas e itens que separara para si, ajeitou tudo em uma mochila, junto com as cartas que havia recebido.

– Anulatoramores!- Ela murmurou- Anulatoramores....

Correu até onde Bruna estava, ela conversava com Pedro, que estava vermelho, ela riu.

–Sabe Pedro, você é tão legal, e engraçado.

–Puxa, obrigado.

– E eu te acho…

– Anulatoramores!

–Eu te acho tão…peraí, o que eu ia dizer?- Bruna disse, se virando e vendo a feiticeira.- Você conseguiu?

–Sim- Silvia disse- Sem querer me gabar, mas eu sou demais.

–Só um instante- Pedro pediu- O que estava havendo?

–Bruna havia sido drogada com uma poção do amor, nosso amigo, o anão alquimista, que fez- Silvia disse.

–OBRIGADA!- Bruna gritou, fazendo uma dancinha.

Silvia sentou-se sozinha num canto, enquanto Arthur conversava com uma moita,

–Olá, Amora, como vai?- Ele perguntou

–Bem, obrigada- A planta respondeu, transformando-se em uma garota- E você?

–Bem, obrigado, você pode, por favor, avisar as outras ninfas e pedir para que elas se armem?

–Claro, Arthur!- Ela deu um beijinho na bochecha dele e sumiu em uma nuvem roxa.

O gnomo se levantou e saltitante, correu na direção do elfo, que treinava a mira sob um pinheiro.

–Lucca, não ataque Thalia, você gostaria que te acertassem com uma flecha?

–Thalia?

–É, a pinheiro.

–Quê?

–Você é surdo, babaca? – Uma menina baixinha, de orelhas pontudas e cabelos castanhos da cor do tronco da arvore, perguntou- Eu sou Thalia, a ninfa deste pinheiro, no qual você está flechando, então, queridinho, a não ser que você queira sofrer a fúria das ninfas dos pinheiros, você deveria parar de treinar sua mira bastante ruim em mim!- A garota desapareceu numa nuvem de fumaça verde-escura.

–O que acabou de acontecer aqui?- Lucca perguntou confuso.

–Thalia, a ninfa dessa arvore não gosta de ser acertada com flechas pontudas, Lucca, então pare, por favor, antes que ela comece a atirar folhas e galhos em você.

–Certo- Lucca deu de ombros e voltou a treinar nas pedras.

–Camila!- Silvia chamou- Bruna!

–Oi!- A ladina apareceu ao lado da feiticeira em questão de segundos.

–O que houve?- Bruna perguntou, vendo o olhar abatido da colega.

–Nada sério- Foi a resposta

Notas finais
E aí, Sr Anão, não ficou como vc gostaria, mas a nossa Sacerdotisa ia me matar... De nada.... Espero que tenham gostado!