F.N.T
5 Spencer: Café da manhã com as garotas
Notas iniciais
Droga quem eu quero enganar?
Aquele Spencer cachorrinho de sua curadora não era eu. Sou domesticável, mas não sou estúpido. Droga! Eu sou estúpido a maior parte do tempo, essa é a verdade me esqueço disso.
Não as coisas nunca começam simplificadas: primeiro ato você é apresentado ao mundo novo; no segundo ato há complicação; terceiro ato você recebe apoio e plano de ação... Quis crer que Chloe fosse minha salvação o plano de ação para conseguir derrotar o malvado, o vilão , o meu coração, a minha paixão...
O jantar foi o tédio do tédio. Chloe é bonita com seus grandes olhos verde, lábios carnudos, cabelos negros ondulados caindo sobre os ombros e um belo físico – Sua roupa cheia de estilo de vestido leve e jaqueta de couro. – Mas os olhos azuis-real não saia da minha cabeça.
Então me enrolei na hora da despedida, precisava calar Chloe e sua falação da sua última experiência em Veneza...
Eu sei , quando abri os olhos meus lábios cobriam o da minha empresaria, curadora e colega. Continuo o mesmo cara patético de sempre. Desculpe Deus!
O beijo foi bom: dei de ombros quando ela me chamou para entrar.
Resumindo a noite de adulto.
(...)
E agora estou aqui no café Hollywood SC. Esperando Sam chegar já muito nervoso por que havia deixado Chloe dormindo e sai sem me despedir.
– Oi. – Sam entrou sorrindo. A loira tinha o cabelo em ondas brilhantes, sua expressão risonha e o jeito maroto como se tudo fosse uma piada doentia.
– Oi. – Ajeitei no assento e recebi seu cascudo.
– Obrigada pelo convite! – Sam disse e levantou o dedo chamando a garçonete próxima.
– Foi nada, estava aqui perto... – A moça bonita de avental chegou mascando seu chiclete de forma irritante.
– O pedido de vocês?
– Um café...
– Dois cafés, leite e sua maior tigela de cereal! – Sam faz o pedido me ignorando.
– E bacon! – saliento fazendo a loira corar e sorrir.
– E bem de pressa mocinha ou vou colocar uma bela critica na internet e contar minha experiência com a barata que encontrei no meu leite!
– Mas eu nem... – A garçonete abriu a boca deixando seu chiclete cair.
– É bom que traga rápido então! – Sam fez bico de decepção.
Ri e a moça saiu fazendo cara de ofendida.
– É tão bom saber que vão cuspir em meu café... – Suspirei sarcástico.
– Relaxe, eu conheço o dono! – Sam acenou para o homem gordo atrás do balcão que conversava com nossa garçonete que ruminava seu chiclete.
– Menos ruim, – sorri. Então ficou aquele silêncio onde Sam olhava para todos os cantos e só conseguia a olhar.
– Por que não foi ao festival do pretzel maluco das babas Sam&Cat?
– Festival de Pretzel maluco das babas Sam&Cat? – Ergui a sobrancelha para minha amiga.
– Sim, a ideia de pretzel de todos os sabores foi minha, o festival e o nome idiota da Cat.
– Claro...eu tive uma reunião com minha agente. – Menti.
– Hooo wooo! Esqueço que você virou um adulto velho e sem graça que fez de sua arte um negócio rentável – A voz de Sam foi de uma crítica sarcástica. Aquilo doeu um pouco.
– Não fale assim, – choraminguei a fazendo gargalhar.
– Seu pedido – Ruminadora interrompeu meu lamentar.
Uma tigela grande de cereal e leite e duas canecas de café e um belo prato com fatias de bacon. Aquele cheiro fez-me babar e observei Sam morder os lábios.
– Saúde! – Disse e Sam avançou com sua colher e serviu-se de cereal e observei colocar as fatias de bacon dentro da tigela.
– Você quer?
– Não vai me morder por querer dividir o cereal com bacon e leite com você?
– Eu o limito há três colheradas!
– Aceito!
Sam se serviu e depois me passou sua colher enquanto mastigava, me servi de uma colher com pedaço de bacon e cereal, e mastiguei. A experiência ao meu paladar fez com que gemesse.
Sam mordeu sua colher mais uma vez após eu a devolver e a encheu novamente me fazendo inclinar sobre a mesa para ser servido pela Loira que fez barulho de foguete e colocou a colher com força em minha boca o fazendo bater no meu palato que doeu, deixei leite sair pelo meu nariz enquanto engasgava.
E gargalhamos quando consegui engolir e tossir com essa nojeira.
– Ow QUERIDO! — Ouvi uma voz conhecida. Virei no assento e lá estava a morena em seu jeito fatal estilo Hollywood mesmo, engoli um seco.
– Quem é a estrelinha? – Sam questionou seu tom curioso e violento
– É Chloe! – Sorri sem graça. Voltei o olhar para Sam, queria poder passar mais tempo com a loira mais pelo visto não seria possível. – Minha curadora...
– Olá garotinha, querido? – recebi um beijo no canto dos lábios. Só observei Sam sem olhar para companheira da noite anterior ao meu lado.
– Garotinha? Quem é você Sra filha de uma...! – Sam caçoou.
– Sam! – Interrompi já puxando o cabelo da cabeça.
– O caramba com essa aí Spencer é sua “agente”?
– Nossa! Tenha modos garota, eu sei quem você é!
– Sabe é? – Olhei de uma para outra uma tensão pairava ali.
– Sam do iCarly programa da irmã “ do meu Spencer”. – Não gostei do querido e odiei o meu Spencer ainda mais.
Sam acenou positivamente, mas com um semblante de desgosto.
– Não fui com sua cara Chlöe, então dá pra sentar ali ó... – Sam apontou para mesa de frente ao banheiro masculino em um canto escuro do café. – Esperar meu AMIGO Spencer e eu terminamos nosso café, antes de termos de sentir o cheiro desse seu perfume de gamba e tolerar esse seu sorriso de vadia pra cima de nos, ok? – Sam disse isso com uma calma cínica e sorriso ainda mais falso que uma nota de 23 dólares.
– Sam? – Fiquei constrangido, Chloe gemeu ao meu lado um sinal de que se sentiu ofendida. – Ela está brincando sente comigo Chloe... – Forcei um sorriso.
– Dispenso, tomar café com essa pirralha...- “Huuw” Gemi sabendo que aquelas palavras iam ser resultado de encrenca.
Certo, Sam passou dos limites com aquela declaração. Chloe não parecia uma vadia. E na verdade , eu respeitava a morena, e depois de nossa noite juntos não poderia deixar Sam a ofender. – Vamos tomar café todos juntos!
– Não, pois é capaz de eu ter uma disenteria severa se comer olhando pra cara dessa aí, Spencer!
– Quê está fazendo? Isto é muita grosseria Sam!
– Ué sou sincera, já tô com meu estômago embrulhado... – Sam gargalhou maldosa. Sorri disfarçando com uma tosse para Chloe não ver.
– Pare de dizer asnices. Spencer, vamos embora, já pagou o café para essa pobre sem teto! Vamos embora! Não preciso disso e nem você ...
Suspirei, Chloe estava errada. Errada sobre Sam e errada sobre o que eu precisava. Precisava de Sam para ter dias melhores, pra sorrir mais, para não sentir o peso de ficar velho ou da falta da minha maninha. Ela completava tudo que faltava e isso era dolorido demais por ser errado.
– Deixe comigo Chloe , Sam só espero um mínimo de consideração, ela minha amiga. Não exagere, certo?
– Bem parece mais que ela quer ir pra cama com você! – Fiquei atônito e engoli seco com comentário disparado por uma Sam de olhos apertados para Chloe que segurava meu ombro.
– Há! Não vem ao caso! E Sam não se pode julgar por o que acha que vê... – Continuei meu discurso para satisfação de Chloe e para meu total tédio.
– Saco Spencer, cada dia mais velho e mais chato, você um cego mesmo! – Sam levantou derramando a leiteira que escorreu para minha calça, o que fez pular do assento. Observei a loira com seu olhar em chamas que ia da minha pessoa para a de Chloe ao meu lado.
– Olha que você fez! Está quente! – dei pulinhos batendo onde o leite cairá. – Ui, ui...
– Boa manhã seus imbecis; Bon Appétit ! – Sam jogou a tigela de cereal no pé de Chloe que deu gritinho.
Apenas baixei à cabeça demonstrando derrota e tentado soltar uma gargalhada.
Meu café da manhã com Sam não foi nem um pouco com o que imaginei...
– Hah! Ei mocinha ! – Chloe chamou seu jeito de vítima.
Sam só virou-se antes de sair do café e mostrou seu dedo do meio.
– Que ódio! Olhe que ela fez com meu Scarpin! – Chloe estava enervada em ódio.
Apenas suspirei cansado nunca havia visto Sam embirrar tanto com alguém.
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