FDL Talk Show
1 Prólogo - Está no ar, o FDL Talk Show!
Notas iniciais
Heloisa's P.O.V
– Me recuso — Leo disse.
Aline revirou os olhos. Eu segui o exemplo.
Lá estávamos nós, eu, Aline e Leo, no Bunker 9.
Eu e Aline tentávamos convencer Leo a invadir o sistema da TV Hefesto e colocar nosso programa lá, o "FDL Talk Show", porque simplesmente achamos um nome legal e coerente a nossa loucura.
E ele se recusava. O programa passaria o dia todo, sem exceção. E dane-se que o programa de maquiagem de Afrodite passava também, eu iria (na verdade seria Leo) tirar o programa maldito daquela TV.
– Leo... — Aline deu um sorriso doce. — Por favor... Quem sempre te ajuda quando precisa? Nós. Quem são suas melhores amigas? Nós. Quem te consola quando está deprimido porque teve o coração despedaçado?
– Eu — falei. Aline me fuzilou com o olhar. — O que foi? É verdade! Sempre que Leo está deprimido, eu ajudo ele. Você sempre fica conversando e comendo Nutella com o Connor. E quem fica lá, com um Leo depressivo chorando no ombro? EU!
– É mentira... — Ela disse. Olhei para ela. — Não, é verdade sim. Confesso. Mas é Nutella, fazer o que...
– Nutella é Nutella — falei.
– Continuo recusando — Leo falou. — Nada vai mudar. Não adianta porcaria alguma.
Eu e Aline nos entreolhamos e passamos a mesma mensagem uma para outra.
Se não adianta ser doce... vamos partir para ameaça grossa e curta...
– Você tem duas opções — Aline disse, levantando a mão, e levantando após o dedo indicador. — Primeira: Nos ajuda por bem. — Ela devia ter deixado o dedo indicador, mas o abaixou e levantou apenas o dedo do meio. Eu ri. — Segunda: Nos ajuda por mal.
– Qual a opção por mal? — Leo perguntou. Eu sabia que ele tinha medo de perguntar isso.
– Ah, querido... — eu lancei a ele um sorriso do mal. — Garanto que não vai gostar nada da segunda opção... — Leo engoliu em seco. — Eu vou cuidar para que sua morta seja lenta e dolorosa, e seu pós vida também... Pessoalmente...
– Acho melhor fazer sua escolha rápido... — Aline verificou as horas em um relógio imaginário de pulso. — Porque seu tempo está acabando... Tic-tac, tic-tac...
Leo suspirou, como se aquilo fosse o máximo para convence-lo e voltou-se para o computador em sua mesa.
– Certo. Quando se é doce, vale tudo. — Ele bateu em umas teclas. Aline colocou a cabeça em seu ombro para ver melhor.
Olhei para ela, que deu um sorriso. Eu agarrei o braço de Leo e olhei para o computador. Leo nos olhou, corando.
– Dá para as duas me soltarem? — ele disse. — Irrita e envergonha, isso...
– Não dá para ver direito... — Murmurei. — Tem que ser assim...
– É... — Aline concordou, assentindo com a cabeça. — Vai, deixa...
– Se as duas calarem a boca, eu irei mais rápido — Leo bateu em mais teclas no computador.
Apareciam avisos em espanhol (queridos, eu sei ler espanhol, o.k.? Tive três anos de aula) e sim, eu conseguia lê-los.
A cara feia e enorme de Hesfesto apareceu na tela. Um aviso gravado.
– Cara, você não é nada parecido com seu pai — eu disse. — Ele é... é...
– Feio — Aline disse.
– Ótima palavra — concordei.
– Sei que sou mais lindo, generoso e maravilhoso — respondeu ele. — Agora cale a boca.
– E depois dizem que eu sou a grossa... — Falei.
– E matraca — acrescentou Aline.
– POR FAVOR! Cale a boca! — Gritei.
– AS DUAS CALEM A BOCA AGORA OU EU TACO O COMPUTADOR NO CHÃO E FIM! — Leo berrou, o que fez nós duas nos calarmos.
Leo conseguiu pular o aviso do pai e partiu para outras coisas, agora em uma língua que não, eu não consegui entender.
– Isso é... chinês? — Aline perguntou, com as sobrancelhas erguidas.
– Sim. Meu pai é poliglota, então...
– Certo... — Aline levantou uma sobrancelha. — Sim, claro... obvio...
– Pare de se esnobar, Aline — falei.
– O que? — ela se virou para mim.
– Eu não consigo levantar apenas uma sobrancelha. — Resmunguei.
Aline riu.
– Sério? — Ela começou a me provocar, levantando uma sobrancelha atrás da outra.
– As duas parem agora, ou eu taco fogo aqui e vocês morrem — Leo disse. Olhamos para ele.
– Você não teria coragem. — Aline disse.
– Não mesmo. — Abaixei a mão para o chão, que tremeu um pouco, e uma mão esquelética apareceu, agarrando o ar.
Leo engoliu em seco.
– Certo, consegui. Agora precisamos de câmeras, cameraman, diretor, programador... — Leo resmungou.
– Sim, sim. Vamos lá para fora. — Aline disse.
Saimos, e ainda estava de dia. Aline chamou Connor e Travis para darem uma de cameramans, falou que Leo iria ser o programador, além de apresentador também, e Annabeth a diretora.
Eu avisei ela que essa última escolha daria problema, mas ela não me escutou. Pegamos umas câmeras com o chalé da Aline, o chalé 11, que sempre conseguia pegar umas bodegas escondidas e começamos.
Achamos também um telão, no qual conseguíamos ver nossa cara nele, e também a programação normal da TV Hefesto.
No momento, sim, estava passando o programa de Afrodite. Ela dizia algo sobre um secador de espinhas...
– No ar em um... — Leo começou a contar. — Dois...
– Por que isso me lembra algo? — Falei. — Ah. É, iCarly...
– Três!
Nossa cara apareceu um segundo depois da expressão de total choque de Afrodite. Eu sabia que ela rogara uma maldição em nós, mas naquele momento não importava.
– Olá pessoal! — Aline disse, com um sorriso alegre convincente. Mas eu sabia que ela queria matar alguém, alias, isso ela sempre quer. — Eu sou Aline, a diva maravilhosa apresentadora desse programa, filha de Hermes, conhecida como a "Serial Killer" — Aline deu um sorriso do mal.
– E eu sou Heloisa, a filha de Hades, conhecida como Rainha do Gelo, e sou apaixonada por Okumura Rin. Um dos meus maridos, sabe?
– E está no ar... — Leo disse, aparecendo na câmera. — O FDL TALK SHOW!
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