F.B.I - Edward e Bella
12 Respostas- Parte 2
Notas iniciais
Respostas- Parte 2
Pov Bella
– Bem, eu sou Carlisle e tenho 34 anos. Tudo começou quando eu e minha esposa, Esme, estávamos voltando da festa de casamento da minha irmã e fomos abordados por um senhor de idade em quanto esperávamos o sinal abrir; aquilo já era meia noite. O homem trajava uma calça cotton cinza e uma blusa polo preta, deveria ter no máximo uns 80 anos. O mesmo se aproximou de meu carro e pediu que eu o ajudasse a trocar o pneu de seu carro que tinha furado e eu como não gosto de dizer não, encostei meu carro deixando minha mulher lá dentro e fui ajuda-lo. O inevitável aconteceu. O senhor de idade apontou uma arma em minha cabeça enquanto eu abaixava para olhar o pneu do seu carro e me anunciou que aquilo era um sequestro.
Conforme o homem falava, Alice gravava tudo no gravador e Rosalie fazia anotações em seu pequeno caderno.
– No primeiro momento eu me preocupei com minha esposa, fiquei com medo que de alguma maneira aquele senhor pudesse feri-la. Tentei pensar em algo para nos tirar daquela fria em que eu tinha nos metido, mas quando percebi aquele velho imundo já estava estuprando minha esposa na minha na frente, no meio da rua. Eu me revoltei e parti para cima dele, mas o que eu não esperava era aparecer mais três rapazes, encapuzados, e me segurarem me fazendo ser obrigado a apenas olhar a cena e não defender minha esposa. Depois que o imundo se sentiu satisfeito, jogou a mim e minha mulher, nua, em um carro nos levando para o casebre em que vocês nos encontraram. Lá a minha esposa foi abusada mais cinco vezes, e uma delas, foi com dois ao mesmo tempo. Fiquei com muito ódio de mim mesmo por ver a dor da mulher da minha vida e não poder fazer nada.
Alice já estava chorando e eu me encontrava no mesmo estado. Como pode haver pessoas assim no mundo senhor?
– As condições de vida eram precárias, só comiamos uma vez ao dia, em pequena quantidade, e isso quando comiamos. As mulheres eram vendidas até seus clientes cansarem das mesmas, fazendo com que elas tivessem o mesmo fim que crianças e homens, serem mortas, ou melhor, mutilada, a sangue frio e em seguida ter seus órgãos arrancados pelas mãos dos bandidos para serem vendidos pelos mesmos.
Eu estava chocada com a forma que os bandidos matavam suas vitimas. A Esme chorava capciosamente ao lado de seu marido que tentava a todo custo lhe passar segurança e calma.
– Vocês ouviram algumas conversas suspeitas dos bandidos? – Perguntou Emmet.
– Sim, eu ouvi o Mike que era o pau mandado, conversar ao telefone com tal de Jacomi... Não Jacobi... Ah já sei. Jacob. Esse era o nome.
Ao ouvir aquele nome meu corpo teve um espasmo violento, e não era de excitação.
– O que eles falavam? – Perguntou Jasper.
– O Mike parecia receber instruções, e pelo visto comandava outro crime. Esse Jacob já foi lá uma vez, é um homem alto, moreno, forte. Ele só falou que tudo estava saindo como o planejado, que seu pai estaria orgulhoso e ele iria mover apenas uma peça do seu jogo para fazer checkmate e ocupar o seu tão sonhado lugar.
– Bom agora é mesmo que temos que por as mãos no Jacob povo. — Disse Rosalie.
– Nós gostaríamos de ajudar. — Disse Esme.
Todos olharam para o Jasper esperando a sua decisão.
– Não vejo problema nenhum desde que vocês fiquem fora da ação. — Disse Jasper.
– Aceitamos. – Responderam.
Dito isso me despedi de todos e fui para meu quarto me recolher, pensando como nem todos tem sorte nessa vida.
Pov Edward
Acordei cedo no dia seguinte e fiquei admirando aquela que ocupa os meus pensamentos dia e noite, Bella. Ela estava linda naquela camisola curta, uma tentação devo ressaltar, minha vontade era pular em cima dela e fazer a mesma acordar da melhor forma que existe. Como é muita tentação para um homem só, levantei, fiz minha higiene matinal para logo em seguida descer para tomar o café da manhã.
Camisola da Bella
Chegando lá encontrei Emmet e uma mulher de cabelos loiros, que não era a Rosalie, virado para ele e que não me era estranha.
– Bom dia! – Me fiz presente.
No momento em que falei isso a mulher se virou para mim e eu não acreditei quem estava em minha frente.
– Tanya?
Eu não acreditava que minha ex-namorada estava nesse momento em minha frente.
– Amooooor- Disse Tanya vindo correndo em minha direção.
– Oi Tanya, o que te traz aqui?- Perguntei abraçando-a, feliz por vê-la.
– Amor, eu queria pedir para me hospedar na sua casa hoje. Kate está fazendo um ensaio fotográfico e eu vim acompanha-la. Posso?
Olhei para o Emmet que só me olhava com uma cara de deboche que não entendi o porquê.
– Claro Tanya, eu nunca te negaria isso. Nós só temos um quarto aqui, mas acho que você não se incomodaria de dormir no sofá cama no meu quarto né? – Perguntei já sabendo a resposta.
– Lógico que não amor. Sente aqui, vamos conversar.
Agora eu me lembrava direitinho porque terminei com Tanya.
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Pov Bella
Acordei sozinha naquele quarto, então me levantei, fiz minhas necessidades e desci para o café.
– Amor, prova só essa torrada que esta muito gostosa.
Ouvi uma voz anasalada, que não me é familiar, falar. Curiosa, desci as escadas rapidamente, me irritando profundamente com a cena que encontrei. Uma mulher loira dava torrada na boca do MEU Ed.
– Que porra é essa? Posso saber o que essa... Mulher está fazendo aqui?- Olhei a mulher de cima a baixo constatando que ela não era feia.
– Amor, quem é essa daí? – Perguntou o orelhão público, ops, quer dizer a mulher.
– Bom dia Bella! Essa daqui é a Tanya. Ela vai ficar conosco hoje.
PQP. Ele só pode estar brincando que vou ter que aguentar essa oferecida.
– E quem ela é para se abrigar assim na NOSSA casa?- Enfatizei bem a palavra nossa.
– Queridinha, eu sou a namorada do Ed.- Disse ela com sarcasmo. Espera só até eu deixar aquele olhinho dela roxo pra ela ver o que é bom.
– Ex- namorada Tanya.- Respondeu Edward.
Toma no cu piranha. Querendo roubar meu homem... Quer dizer, meu melhor amigo.
– Tem coisas que agente nunca esquece amor, e o nosso amor vai ser uma dessas coisas. — Disse a Tanya
Essa daí estava pedindo não só um olho roxo, como os dois com direito a meus cinco dedos impressos na sua cara. Piranha. Só faltava estar escrito na sua cara: Coma-me Ed.
– Menos Tanya, bem menos. – Respondeu Edward.
A partir daí fiquei em silencio, como os outros que estavam na mesa.
A nossa tarde passou bem rápido, com Alice, Jasper, Emmet e Rosalie arrumando e comprando móvel para o lugar que seria o quarto de Esme e Carl, enquanto eu, o Edward, a Esme, o Carlisle e a biscate, ou Tanya, como preferir, ficamos em casa sem fazer nada.
A Tanya, acento de transporte público (que cada dia senta vários diferentes), ficou se jogando para o Edward e dando pipoca em sua boca o tempo todo e pior era que ele dava papo para ela. Aquilo já estava me matando, eu já estava quase mandando ela socar aquela pipoca dentro do cu.
Lá para as 7 hora estava eu linda e bella vendo um programa culinário sozinha quando a Tanya para de supetão na minha frente, atrapalhando a vista.
– Minha filha tem como você me dar licença, pois que eu saiba você não é filha de vidraceiro para ser transparente. — Disse eu.
Eu percebi que ela queria falar algo comigo, mas deixei passar. Ás oito em ponto todos se sentaram à mesa para jantar quando Emmet soltou uma de suas perolas deles.
– Aí Edward, tu tá que nem metralhadora em mano, cada dia aponta para um lado. – Disse o Emmet, dando um tapinha, ou melhor, tentando retirar o pulmão do Ed do lugar.
– Não te entendi. — Respondeu Edward.
–Quero dizer que primeiro você estava pegando a Bella, agora já está com a Tanya. Se bem que a Bella é muito melhor que essa que ta pior que tampa de caneta, cada dia passa na boca de um. — Disse o Emmet se acabando de ri.
Senti minhas bochechas enrubescerem, e muito orgulho do meu amigo.
– Emmet não fale assim da Tanya, entendeu? – Disse o Edward sério.
Aquilo foi pior que facada, e acho que demonstrei, pois Alice apertou minha mão por de baixo da mesa e Rosalie me lançou um olhar de pena.
– Cara se eu fosse você me afastava dessa daí se não quiser cair no colo do capeta, no colo do tinhoso, daquele que não gosta da luz e...
– Emmet- Reprendeu Rosalie fazendo o mesmo se calar.
– Ah deixa o Emm falar Rose, o que ele disse foi falo das galáxias. — Disse
– Bate aí Bellinhaaaa, uh! – Gritou o Emm
– Chega, nunca fui tão ofendida em minha vida. — Falou a vadia, subindo para o quarto.
– Satisfeitos?- Perguntou o Edward. — Tanya me espera. — Falou ele a seguindo.
Fiquei ali na mesa conversando com Rosalie e Alice, fingindo que estava tudo bem, até que Emmet chegou ao lado de Rosalie e falou.
– Amor, que tal irmos para nosso quarto jogar sinuca?- Perguntou Emmet com as sobrancelhas se movendo freneticamente.
– Vamos lá então... Quero ver se você sabe pegar no pau. — Respondeu Rosalie com uma cara de safada. Sei muito bem que partida é essa que eles irão jogar.
Quando Emmet e Riosalie subiram para a ‘partida’ deles, Alice me encarou e daí já presumi que ela tinha algo a me falar.
– Pode falar Alice. — Disse.
– Bella, amiga, você sabe que eu só quero o seu bem não é?- Disse Alice
– Claro. — Respondi.
– Então eu quero te dar um conselho. — Começou ela. – Você sabe que quando o amor verdadeiro chega à nossa vida não adianta fugir, ou fingir que nada existi... Pior, tentar sufocar esse sentimento dentro de você. Eu sei que você ama o Edward e ele te ama, mas você não da uma chance para esse amor. Se eu fosse você pensava bem no que esta fazendo, pois não temos todos os dias do mundo e não sabemos o que vai acontecer amanhã. Arrisque mais para não se arrepender amiga, tente resolver com ELE, esse assunto mal resolvido para não ter arrependimentos depois. Ninguém espera algo para a vida toda. Pense nisso. — Terminando de dizer, ela deu um beijo na minha testa e saiu dali me deixando imersa em meus pensamentos.
Resolvi ir me ditar e resolver o que fazer da minha vida, porém quando chego ao quarto vejo o Edward deitado no sofá com Tânya, usando uma mini camisola, deitada em seu peito. Entrei direto para o closet, porém depois de 2 minutos Edward estava atrás de mim.
Camisola da Tanya
– Porque você tem me evitado o dia todo? – Perguntou ele com o olhar sofrido.
Safado. Fica cheio de risinhos e caricias com aquela vagaba e agora sou eu que o evito. Tomar no rabo.
– Não te ignorei. — Respondi simplesmente. — Cadê Tanya?
– Está no banheiro.
Eu ia me virar, porém Edward agarrou meu braço rapidamente. Virei-me para encara-lo.
– O que foi?
– Nosso compromisso amanhã ainda está de pé? Temos que conversar sobre o nosso relacionamento, pois não tem mais como fugir disso. – Disse ele simplesmente virando e saindo do quarto.
Cinco minutos depois Tanya aparece.
– Amor- Perguntou Tanya.
– O EDWARD- Frisei bem o nome dele para ela entender. — Foi para a cozinha.
– Que bom, queria falar com você mesmo sua puta. — Disse Tanya. — Mas é só um aviso. Fique longe do MEU Edward, ouviu. Você não é a primeira que entra no meu caminho e também não será a primeira que tiro.
Falou a vagabunda me virando as costas e saindo rebolando. Mas ela se esqueceu, ou não sabe ainda, que eu sou uma policial treinada para matar e não deixaria isso barato.
Agarrei na sua cabeleira loira e lhe dei um tapa que não ardeu só minha mão, como também minha alma.
– Escuta aqui, piranha de bordel, não se meta comigo porque você não me conhece. O Edward não lhe pertence, e mesmo que lhe pertencesse, o que nunca irá acontecer, você não teria esse direito sobre ele. — Respondi agora torcendo o seu braço, já notando o vermelho na sua fusa. – E puta são sua mãe e sua avó que não soube te dar educação. Se bem que elas só sabem DAR outro tipo de coisa e você não fica atrás. — Disse e logo em seguida cuspi na sua cara e joguei-a no chão.
Direcionando-me ao banheiro e quando voltei pro quarto o Edward estava dormindo e Tanya também.
Camisola da Bella
Deitei ao lado do Edward que passou, mesmo que inconscientemente, o braço ao redor da minha cintura e repousou sua cabeça no meu colo, me dando um alivio pelo carinho, já que hoje não tive muito a sua presença comigo.
A única coisa que me vinha agora na minha cabeça era o que Alice me disse. Preciso-me tomar uma decisão para a conversa decisiva que terei amanhã com o Edward, que pode mudar minha vida para sempre. Mas de uma coisa eu tenho certeza, eu o amo.
A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.
Roger Bussy-Rabutin
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