F.B.I - Edward e Bella
35 Isso foi bem do seu jeito
Notas iniciais
Queria agradecer pelos 1014 comentários que recebi até agora.
No próximo será o ultimo calmo e chegará o final. Bem, não vou falar muito... Nos vemos lá em baixo.
Isso foi bem... Do seu jeito.
Pov Bella
Três meses depois
Eu já me encontrava com seis meses e uma semana de gestação e enxergar meu pé já era um trabalho difícil. Nesses dois meses não tivemos nenhum sinal de Kate, Jacob ou o resto, o que me deixou muito puta. Essa missão já estava durando tempo de mais e era hora de acabar de uma vez por todas, pois eu decidi sair do FBI para cuidar de meus filhos. Se Edward quisesse continuar tudo bem, afinal só éramos um casal de namorados.
- Bellinha, vamos a joelharia agora. – Me intimou a Alice.
- Fazer o que Alice? E para de pular mulher, ta com pulga no brioco? – Perguntei.
- Ih... Tem alguém mal humorada. – Falou ela rindo e se jogando em minha cama. Abusada.
- Que nada... Estou super contente. Estou com o triplo de meu peso, pareço um botijão de gás com cortina, meus pés estão parecendo um sapo de tão gordo e meus seios parecem duas jacas de tão grandes. – Falei suspendendo um com a mão.
A mudança de meu corpo me afetou muito, pois além de ter que comprar roupas novas, eu não aguentava com o peso todo, que eram de dois bebês mais o meu.
- Você está linda Bella. A gravidez é uma benção na vida da mulher. – Disse ela suspirando.
- Benção seria se o pai pudesse parir e carregá-los por nove meses. – Falei cruzando os braços.
- Quando seus filhos nascerem tudo será recompensado. – Falou Alice sorrindo lindamente.
- Mas voltando ao assunto principal... Você quer ir a joelharia comprar o que? – Perguntei curiosa.
- Nossos namorados estão na loja e me ligaram, pedindo para irmos lá. – Falou ela pegando sua bolsa, que tinha colocado em cima de minha cama sem eu ter visto.
- Se é assim não tenho escolha. Vamos embora para o ônibus. – Falei criando coragem para entrar em transporte público.
Depois de ter colocado um vestido preto, soltinho, e pegado minha bolsa, fomos para o ponto e pegamos um ônibus que nos deixaria em frente à porta da joelharia. Lá dentro sentei ao lado de um jovem com cara de drogado,,enquanto Alice sentou no banco ao lado, com uma velhinha lhe fazendo companhia.
- Tem certeza que Edward não reclamou sobre eu pegar um ônibus? – Perguntei pela terceira vez.
- Já disse que não Bella. – Respondeu Alice impaciente, voltando a conversar com a senhora que estava ao seu lado.
Tinha se passado dez minutos quando o jovem que estava no meu lado tombou a cabeça, encostando a mesma em meu ombro.
- Meu filho, meu ombro não é cabide para você se apoiar não. – Falei enquanto cutucava a sua costela.
O rapaz acordou assustado, mas assim que olhou para mim entendeu o que tinha acontecido e colocou os fones, fingindo que nada tinha acontecido. Olhei para meu ombro e percebi uma mancha na manga de meu vestido preto. Porco babão.
O tempo passou mais um pouco e parecia que nunca chegávamos ao nosso destino final. Eu já estava irritada. Foi nesse momento que eu comecei a ouvir um funk tocando perto de mim. Olhei para os lados procurando a origem do som e me deparei com o moleque balançando a cabeça como se estivesse pegando santo.
- Meu filho, você pode não está conseguindo ouvir a música, mas eu estou e muito bem. Iemanjá com certeza não vai chegar agora, então abaixe essa porra por gentileza. – Falei educadamente.
- Ih olha lá a tia como é marrenta. – Falou o assanhado.
- Tia não, porque eu não tenho parentesco com seus pais. Respeite-me. – Falei entre dentes.
- Eu paguei para andar nesse ônibus, então se está incomodada com minha presença saia daqui.
O desgraçado aumentou o volume e fingiu não me ver. Ah filho de uma quenga... Agora me estressei. Arranquei o fone e joguei pela janela.
- Meu jovem, eu estou incomodada é com essa murrinha dos infernos que está saindo de você. Se você não sabe, o desodorante foi inventado e é o maior amigo do homem. Essa música encapetada, que você faz questão de colocar alta, não vou nem comentar. Isso ai é para receber santo mais rápido ou que? Toma jeito nessa sua vida e nessa cara de delinquente, e vai arrumar um emprego vagabundo. – Despejei tudo que estava guardado... Aquilo já estava me doendo.
Nesse momento o ônibus parou e percebi que era meu ponto.
- Alice. Chegamos. – Falei chamando sua atenção.
Ela se despediu da velha e desceu, sendo seguida por mim, que antes de sumir de vez da vida do cara, lhe estirei um dedo do meio.
- Enfim chegamos. Vamos logo entrar nessa joça que quero ir embora. – Falei mal humorada.
- Vamos. – Disse Alice sorrindo.
Entramos na loja, que estava vazia, mas paramos assim que vimos o que estava acontecendo. Aquilo só podia ser uma miragem.
- Me belisca. – Disse Alice.
Fiz o que a mesma falou, vendo-a soltar um muxoxo, então voltei a reparar na cena a frente.
Ali estavam Edward e Jasper segurando um radinho de favelado, cada um, em cima da cabeça e cantando a música do Bruno e Marrone. Quer casar comigo.
Quer, quer, quer
Quer casar comigo?
Ser mais que bons amigos
Que nem o céu e o mar
Quer, quer, quer
Quer ser prá sempre minha
Sereia ou rainha
Prá mim tanto faz...
Se alguém de fora visse aquilo acharia muito brega, mas para mim estava perfeito. Eu nunca fui romântica e sempre tive meu jeito doido de ser e para falar a verdade acho que esse jeito perduraria para sempre.
Chegou chutando o balde
Fazendo, fazendo
Baderna no meu coração
Mostrou que veio prá ficar
E agora tô carente
Tô xonado, tem jeito não...
O que mais me encantou desse gesto, foi a autenticidade. Todo casal costuma fazer um discurso e as vezes atos grandiosos, mas aquele mesmo não sendo nem um nem outro era verdadeiro e simples. Algo que vinha do coração.
Que vou fazer da vida
Sem o seu carinho
Seu jetinho, seu dengo
Seu cheiro, chamego
Ai, ai!
Menina, lá vou eu de novo
Aqui te perguntar...
http://letras.mus.br/bruno-e-marrone/88353/#selecoes/88353/
Depois que Edward cantou esses pedaços da música ele colocou o radinho no chão, sendo seguido por Jasper, segurou minha mão e se ajoelhou, que nem Jasper fez com Alice, quando a música terminou.
- Quer casar comigo? – Perguntaram os dois juntos.
- Claro. – Dissemos eu e Alice juntas.
Depois disso beijamos nossos noivos, que seguraram nossas mãos e nos levaram até a bancada para escolher um anel.
- Eu queria fazer algo mais romântico, mas como sei que você não pode ter grandes emoções planejei tudo com Jasper, que também queria pedir a mão da Alice, pensando em algo simples. Espero que tenha gostado. – Falou ele me abraçando por de trás.
- Nós amamos. – Falei colocando sua mão esquerda em minha barriga e sentindo o pequeno chute que meu pequeno amor deu.
Depois disso escolhemos os melhores anéis e amnadamos gravar as inicias dos nossos nomes. Logo depois cada casal seguiu seu rumo... Para um motel.
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Mais quatro semanas se passaram e a vida continua na mesma. Meu casamento sairia depois do nascimento dos meus bebês e seria duplo. Isso mesmo, a Alice se casaria junto comigo, pois também estava grávida, mas queria casar com uma barriguinha aparente. Estava tudo perfeito na minha vida... Tirando algumas pendências.
Pov Edward
Nesses meses que se passaram eu não tive mais noticias da Kate, mesmo procurando por todo o mundo eu não a achei. Era como se Kate fosse uma ilusão criada por nossas mentes e nunca tivessem existido.
Não mencionei o meu ultimo encontro para Bella com medo de sua reação... Não queria correr o risco de meus bebês nascerem antes da hora. Falando neles, eles estavam ótimos. Na ultima consulta deu que nenhum dos dois tem problemas, e estão em perfeitas condições para vir ao mundo. E isso era o que eu mais queria nesse momento... Meu casamento, paz e tranquilidade.
Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.
Carlos Drummond de Andrade
Notas finais
Acho que o que a Bella falou pro carinha foi o que todos nós gostaríamos de dizer um dia. kkkkk
Deixem comentários peoples.
Beijos :*
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