Notas iniciais
900 comentários. Não acreditei quando vi... Obrigada a todos que comentam a fic.
Aqui está mais um capitulo.

Agora eu te peguei

Pov Edward

Assim que Bella desmaiou eu endireitei seu corpo no carro, para me certificar se o cinto estava preso, e voei para casa. Depois que cheguei peguei Bella no colo e entrei em casa, encontrando Esme sentada vendo um programa culinário.

- Oh, meu Deus! O que aconteceu com ela Edward? – Perguntou aflita.

Era incrível o amor maternal que Esme tinha por todos nós.

- Ela desmaiou por causa de ameaças que estamos recebendo. Você poderia cuidar dela enquanto resolvo isso com o Emmett? – Perguntei.

- Claro leve ela pro seu quarto que irei fazer um chá para quando ela acordar. – Disse Esme se retirando.

Assim que coloquei Bella na cama e percebi que estava em segurança, beijei sua barriga e seus lábios de leve, indo ao encontro de Emmett.

- Emmett. – Gritei na porta de seu quarto.

- Isso ursão, mais forte. – Gritou Rose, ou melhor, gemeu.

Puta que pariu tanta hora para eles brincarem de encaixar as pecinhas e eles resolvem fazer isso logo agora.

- Emmett seus pais chegaram ai pra te ver e falaram que iriam te esperar, dentro do carro, quando falei que iria te chamar. O carro está balançando mais que mendigo bêbado... Fora que está todo embaçado, mas não sei o que pode estar acontecendo. – Falei me lembrando da conversa que tive com Emmett certo dia.

Eu perguntei o que o fazia brochar.

- Emmett... O Toto está murchando. – Gritou Rose frustrada.

Eu sabia que ele se lembraria do dia que pegou seus pais transando.

- Que merda Edward. – Gritou ele.

Minutos depois ele se encontrava na minha frente com uma calça apenas.

- Preciso de ajuda. A Bella anda recebendo mensagem de ameaça. Eu estou ficando preocupado. – Despejei assim que o vi.

- Calma cara. – Disse ele passando a mão pelo cabelo nervoso. – Vamos lá para a sala de computadores.

Saímos de seu quarto e entramos na porta escondida, que ficava encoberto por um tapete que tinha na parede, em cima das plantas.

- Preciso do celular dela para rastrear o número. – Falou ele.

- Aqui está. – Falei colocando em sua mão e me sentando de frente para o enorme computador que tinha adiante de mim.

- Hm... Pelo DDD dá para saber que a pessoa está perto de nós. – Disse ele olhando o número e as mensagens.

Eu estava tão nervoso que não tinha nem verificado este detalhe.

- Acha que pode ser Kate? – Perguntei com medo do que ela poderia aprontar.

- Não vou mentir para você... A possibilidade é grande, mas vamos ver o que descobrimos primeiro colocando o número aqui. – Disse ele enquanto digitava o número no computador a nossa frente. – Nossa! – Disse ele ao ver a foto da pessoa.

- Esse é o Jacob. – Falei sem entender o que estava acontecendo.

- E pelo que diz aqui ele cadastrou esse número em seu nome em pouco tempo. – Falou Emm.

- Vou ligar para Mike e pedir para achar a localização dele. Essa merda acaba aqui e agora. – falei furioso.

Depois do terceiro toque ele atendeu.

- Mike. – Falei.

- Olá Edward! – Respondeu.

- Preciso muito que você faça uma coisa para mim. – Falei sem rodeios.

- Nossa, eu faço TUDO o que você quiser. – Falou Mike dando em cima de mim.

Eu e todo mundo sabíamos que Mike era gay e tinha uma quedinha por mim.

- Bem, você poderia localizar o Jacob para mim. – Perguntei ignorando sua tentativa.

- Não acredito que você quer me trair Edward. Eu não sou contra a uma suruba. Se você quiser mais divertimento e mais buracos para se encaixar... – Começou a falar.

- Mike não é nada disso. Estou em missão. – Falei fazendo uma cara de nojo.

Eu gosto de queimar a rosca e não de ser queimado. Eca.

- Entendi. Bem vou ver aqui... Jacob Black. Achei. – Falou.

- Onde ele está? – Perguntei ansioso.

- Em ferro velho na Rua Pedrosa, ai mesmo no Arizona.

- Isso é ótimo. Envie referencias desse local para meu celular, pois não quero perder tempo.

- Ok. Até mais. – Falou com voz melosa.

Eu somente desliguei o celular e olhei para o Emmett.

- Prepare-se por que iremos para um ferro velho.

- Iremos de carro? – Perguntou

- Jacob já conhece meu carro, então teremos que usar outro.

- Pode ser o de Carlisle.

- Beleza, eu te encontro lá fora em dez minutos.

Sai dali e fui para meu quarto pegar uma arma e me despedir de Bella, mas como Esme ainda estava lá e eu não queria alarma-la, só disse que iria ao mercado e dei um selinho em Bella. Ao chegar lá em baixo encontrei Emm, no carro de Carlisle, no lado do motorista. Entrei no carro e coloquei o cinto de segurança.

- Vamos para a Rua Pedrosa. — falei programando a mesma no GPS.

- Você tem algum plano em mente para quando chegar lá? – Perguntou Emm.

- Ainda não pensei nisso. – Falei franzino o cenho.

- Sorte tua me ter então. Eu trouxe disfarces e armas. – Falou mostrando o saco no banco de trás.

Peguei o saco curioso, e comecei a vasculhar imediatamente. A primeira coisa que vi foi um vestido com bojo, um par de meias, batom vermelho, peruca preta e salto. Vasculhando mais ainda achei um boné de homem, óculos escuros, bigode e peruca masculina.

- Me diga que isso não é o que estou pensando. – Disse segurando o vestido e rezando para que ele dissesse não.

- Sim. – falou sorrindo.

Naquela hora o meu mundo foi por água a baixo.

- Então suponho que você se vestirá de mulher. – Falei apreensivo.

- Não vai dar. Olhe para o tamanho de meus ombros e braços e diga se eu conseguiria me passar por mulher. – falou flexionando um de seus bíceps.

Realmente não... Só se vestisse de traveco.

- Isso irá acabar com minha masculinidade. – Falei deprimido

- Ih cara relaxe e goze. Você será uma linda mulher... Eduarda. – falou rindo.

- Arg. Então pare o carro aqui para nos trocarmos. O vidro é escuro mesmo. – Falei indo para o banco de trás.

Assim que ele parou eu tirei a roupa ficando somente de cueca e esticando o vestido.

- Tinha que ser rosa choque? Estou quase perdendo a visão com o brilho dessa porra. – Falei chateado.

Emmett me ignorou concentrado em colocar seu bigode direito.

Coloquei o vestido, me sentindo estranho de cara. Peguei a meia e coloquei por dentro do vestido no lugar do bojo. A sorte era que o vestido era de manga e ia até os pés, o que deixava os pelos do meu lindo corpo tampado. Quando olhei a peruca quase desisti. Os fios do cabelo, que eram para ser lisos, eram tão estranhos que pareciam pentelhos da pomba.

- Emmett, aonde você pegou essa peruca? – Perguntei receoso.

- Um amigo meu fabrica. – Falou colocando sua peruca, igualmente preta, na cabeça.

Mesmo receoso coloquei a peruca na cabeça, sentindo a mesma bater nos meus ombros e passei o batom, vermelho, na boca.

- Aqui cara, a maquiagem que peguei da Alice. – Disse Emmett me olhando.

Ele já tinha colocado seu disfarce e estava... Horroroso.

- Emmet tem certeza que esse seu amigo não retirou esses fios do sovaco que ele deixou crescer? – Perguntei olhando aqueles cabelos que saiam pelo boné vermelho, que estava para trás.

- Ah, cala a boca Edward. Faça a maquiagem e coloque as lentes que estão do seu lado.

Coloquei a lente castanha, percebendo que Emmett tinha colocado a suas azuis, e tentei fazer a maquiagem. Depois que terminei fui para o banco do carona, na frente.

- Até que não está tão mal. – Falei dando uma olhando para nós dois e caindo na risada depois. Rimos tanto que foi necessário abrir as janelas.

- Eduarda, você esqueceu-se de colocar o salto. – Falou com cara de deboche.

- Oh amor, você é tão carinhoso. – Falei com voz fina.

Agachei para colocar o salto mais àquela porra não queria entrar.

- Rodolfo, não quer entrar. – Falei com voz de mulher.

- Deixa que eu resolvo. – Falou.

Ele se agachou na minha frente e tentou colocar o salto.

- Ai... Ah... Ah. – Gritei com voz de mulher, segurando na janela e me remexendo desconfortável no banco.

- Calma, daqui a pouco eu termino isso aqui. – Disse ele vermelho pelo esforço.

- Porra... Ah... Seu filho da puta... Ah! Você fez isso com tanta... Ah... Força. – Falei entre arquejos, ainda com voz de mulher, me sacudindo muito dentro o carro. Com certeza o mesmo devia estar balançando.

Emmett conseguiu colocar o salto em um pé, mas ao tentar colocar no outro, acabou deixando meu dedo virado para cima, o que foi muito doloroso.

- Tira o dedo daí se não eu vou... Ah. – Gritei relaxando no carro assim que ele endireitou.

Assim que abri os olhos e olhei em volta percebi que tinha muita gente em volta do carro olhando assustados. Uma mãe estava tampando os ouvidos da filha, a mesma estava de costas para o carro, e uma velhinha fazia uma cara tão engraçada que seu eu não estivesse envergonhado, estaria me acabando de rir.

- Ér... Desculpe. – Disse com voz de mulher e abaixando o vidro do carro, vendo Emmett fazer o mesmo.

- Hm... Vamos sair daqui. – Disse Emm saindo cantando pneu.

- Seu filho da puta, viu o que me fez passar. – Perguntei, com voz de homem dessa vez, sentindo a raiva chegar ao limite.

- Eu não tive culpa cara. Você que estava gritando que nem um louco ai com voz de mulher. – Respondeu sem graça.

Depois disso o caminho todo foi silencioso, pois nem eu nem ele tínhamos coragem de olhar na cara um do outro.

- Agora seremos um casal de namorados que veio ao ferro velho querendo encontrar uma bicicleta antiga, para duas pessoas andarem juntas. – Falou Emmett assim que paramos o carro em frente do ferro velho.

- Entendi, pegue sua arma. – Falei saindo.

Assim que Emmett saiu do carro, segurou minha mão me conduzindo até um galpão que tinha no lado esquerdo. Nunca vi tanta tralha velha junta... Nem quando eu ia visitar minha avó que adorava colecionar coisas antigas.

- Vamos entrar sem fazer barulho. – Sussurrou Emmet.

Assim que entramos no galpão, eu vi Jacob amordaçado no final do mesmo. Ele estava com correntes nos pulsos, o prendendo na cadeira velha de metal, que já estava enferrujada, e em sua boca tinha um pano grosso que não o deixava falar. Era visível que ele estava abatido.

- Irei te soltar. – Falou Emmett.

Assim que o Emm foi se aproximando o Jacob começou a se agitar e arregalar os olhos.

- O que foi? – Perguntou Emm atento.

- Olha o que temos aqui. – Falou uma voz que eu nunca iria me esquecer.

Fiquei rígido na hora, mas em seguida me lembrei de que ninguém saberia que era eu e o Emmett ali. Estávamos disfarçados.

A vida não consiste em ter boas cartas na manga, e sim em jogar bem as que se tem.



Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo, pois tentei compensar ao outro que eu estava sem ideias.
Comentem e recomendem.