F.B.I - Edward e Bella

37 Adeus Kate - PARTE I


Notas iniciais
Olá minha gente. Vocês não sabem a saudade que eu estava sentindo de vocês meu povo, espero que não tenham me abandonado. Muito obrigada a todas que me deram apoio pelo aviso que eu tinha deixado aqui. Mas vamos deixar as conversas para depois pois sei que vocês estão ansiosas para o capitulo. Ele está dividido em duas partes, e hoje a noite eu posto a outra. Boa leitura povão!

Adeus Kate

Pov Bella

Merda! O que Kate estava fazendo na sala da minha médica? Ela só podia ter sérios problemas. Eu estava grávida de gêmeos, do homem que ela dizia amar, o Edward, que dizia não sentir o mesmo por ela, não a fazia desistir de tomá-lo para si. Pra mim isso é o efeito da maconha ou doideira mesmo.

– Kate? O que você está fazendo aqui? — Perguntei ainda anestesiada pela surpresa.

Enquanto eu indagava o que estava na minha cabeça, percebi Edward enrijecer ao meu lado.

– Calada sua vadia, quem dá as cartas aqui sou eu. – Respondeu me fuzilando com o olhar.

Estava tudo muito tenso. A doutora Katrina não parava de tremer um instante, olhando para a arma, que agora estava apontada perfeitamente em minha direção. Edward percebendo isso se colocou em minha frente abrindo os braços.

– Doutora, eu quero que você entre no armário e só sai quando eu mandar. — Ordenou Kate indo abrir um armário que ficava no fundo da sala.

– Kate, por favor, nos deixe sair daqui. – Implorou Edward com a voz mansa.

Já aprendemos como lidar com esse caso especifico. Quando a pessoas está transtornada o melhor a se fazer é dialogar sem deixá-la estressada.

– Não. Você não tem porque ficar com ela Edward... Não tem. Eu sei que você me ama. – Falou.

– Vamos tentar resolver isso da melhor maneira possível para todos. Não precisa ser assim. – Tentei contornar a situação.

– Não. Ele me ama e nós também iremos ter um filho... Eu estou grávida. – Falou sorrindo com os olhos desfocados.

Pelo visto o estado mental dela estava pior do que eu imaginava ou ela andou fazendo sexo com outros homens, o que eu não duvido nada.

– Kate... Eu não sou o pai dessa criança. – Respondeu Edward calmamente.

– Não precisa disfarça por causa dessa cadela amor. Em breve ela não estará mais aqui com a agente.

– O que você pretende fazer. – Perguntou Edward dando dois passos para trás.

O silencio se instalou no ambiente até que um ruído foi ouvido atrás de mim.

– Amor, você já chegou? Estava te esperando princesa... Venha até aqui. – Disse o Paul saindo do banheiro que tinha na sala.

Puta merda. Quando agente pensa que já está fodida o suficiente, a merda toda arromba.

– Venha até aqui amor. Eu quero te beijar. – Falou novamente, impaciente.

Eu continuava estática olhando para o Paul, que portava uma arma na cintura.

– Ela não vai a lugar nenhum. – Respondeu Edward que sutilmente conseguiu dar uns passos para trás e nos colocar atrás da mesa, sem deixar de permanecer em minha frente.

Os olhos de Paul endureceram e suas mandíbulas travaram.

– Se ela não vier aqui agora, você receberá dois tiros dentro da boca. – Disse ele colocando a mão na cintura, em cima da arma.

Mais que depressa me desvencilhei de Edward e fui até o Paul, que agarrou minha cintura possessivamente e grosseiramente, começou a me beijar, sem se importar com meu estado de gravidez. Assim que aquela palhaçada toda de beijo, que não foi retribuído, acabou eu pude ver a dor nos olhos de Edward, o que acabou comigo.

– Você está muito gostosa amor. Oi filhinhos, papai ama muito vocês. – Disse Paul enquanto se abaixava em minha frente e apertava minha bunda, me causando repulsa.

– Você não é o pai dos meus filhos, seu nojento. – Disse o empurrando sem conseguir olhar para Edward dessa vez.

O que veio a seguir me pegou desprevenida. Um tapa forte foi desferido em minha face causando uma latente dor.

– Nunca mais repita isso sua vagabunda. – Gritou ele com a veia saltando do rosto.

A única coisa que fiz foi chorar, e praguejá-lo mentalmente.

– Ora seu cachorro, filho de uma puta. Não acredito que você bateu na minha mulher... Eu vou te matar. – Gritou Edward dando um soco no Paul. – Você está bem vida? – Perguntou olhando para mim.

– Estou. Desculpe-me por isso. – Sussurrei, sentindo ele me abraçar.

Paul agora estava do lado de Kate, que me fuzilava com os olhos.

– Você vai pagar por isso. – Gritou ele pegando a arma e apontando para Edward.

– Não, ele não. Mate-me então... Mate-me. – Gritei me pondo na sua frente.

Em minha cabeça eu pedia a Deus para ficar viva tempo suficiente para trazer meus filhos ao mundo.

– Paul, você não irá fazer isso. Temos um acordo, esqueceu? – Disse Kate levantando a mão e abaixando a arma, o que me fez respirar aliviada.

– Nunca mais faça isso Bella. – Sussurrou Edward em meu ouvido, com a voz levemente tremida.

Antes que eu tivesse tempo de falar algo Kate se fez presente.

– Acho que vocês são uns reféns muito sem graça. Em filmes que eu via geralmente pessoas em suas posições costumavam perguntar o porquê disso tudo. — Disse Kate se jogando na cadeira da doutora, colocando seus pés em cima da mesa. A arma permanecia em sua mão.

– Acho que seu estado psicológico fala por você. – Respondi sem paciência pra essa merda toda.

– Vou deixar essa passar. Mas antes de fazer o planejado, quero lhe contar o porquê disso tudo.

Eu nada respondi, apenas continuei agarrada ao Edward, que tinha me colocado novamente colada as suas costas.

– Há muito tempo atrás, para ser mais precisa há 10 anos, minha mãe decidiu se separar de meu pai para viver com outra mulher. O nome dela era Elisabeth Cullen, uma mulher viúva que já tinha um filho chamado Edward Cullen. Assim que o vi percebi que foi amor a primeira vista.

Com essa informação eu fiquei chocada. Tudo bem que Edward nunca falou de seus pais, mas saber assim do nada que sua mãe era ou é lésbica e que Kate foi sua ‘irmã’ me abalou.

– Kate, eu acho que esse seu comentário é totalmente desnecessário. Eu já sei dessa parte e não quero ouvi-la novamente. – Falou Edward com uma voz dura que eu nunca ouvi antes.

– Mas pelo visto ela não sabe. Não me diga que está com vergonha ou com medo do que ela possa achar sobre isso Dudu. – Respondeu ela usando um apelido que para mim soou muito intimo.

– Eu quero saber. – Me pronunciei.

–Naquela época Edward já era lindo e muito cobiçado pelas mulheres, e parecia simplesmente não me notar de jeito nenhum, mesmo eu fazendo de tudo para chamar sua atenção. Até comecei a usar roupas mais vulgares do que eu estava acostumada para chamar sua atenção, porém nada parecia surtir efeito. – Continuou ela como se não tivesse parado de contar o ocorrido. – Quando eu pensei que ele estivesse começando a corresponder minhas investidas apareceu a Tanya, minha irmã por parte de pai, que tinha ido estudar fora, mas voltara por não conseguir ficar longe da família. De mim... Éramos muito unidas. Foi a partir de sua chegada que tudo começou a piorar. Nossas mães começaram a receber cartas com letras de recortes de revistas contendo ameaças, e tudo por serem lésbicas. Quando pensei que as coisas não pudessem piorar descobri que Tanya e Edward estavam namorando.

– Kate... Nós não precisamos reviver tudo isso novamente. – Falou Edward com a voz triste.

– Me deixe contar porra. – Gritou ela retirando seus pés da mesa em uma velocidade incapaz para humano, batendo com o cabo da arma na mesa, assustando os presentes.

Depois disso Edward abaixou a cabeça e se calou.

– Onde parei?... Ah. Claro, estava falando do casal feliz. — Disse com um sorriso debochado. — Edward e Tanya faziam programas de namorados todos finais de semanas e já estavam até marcando para transaram. Seria a primeira vez para ambos. Eu só sabia sofrer calada com tudo isso. No dia em que eles saíram para um motel eu chorei por horas, pois minha irmã tinha me pedido ajuda nas roupas e me contado tudo o que pretendia fazer com o Edward, mas naquela época eu não a culpava, pois ela não sabia do meu amor por ele.

– Quando os dois chegaram em casa de madrugada, eu ouvi por horas Tanya contar como foi a transa deles até ela pegar no sono. Aquilo acabou comigo... Ainda mais por saber que ele falou o tão sonhado ‘eu te amo’ que eu sempre quis ouvir para ela. Apesar da dor consegui dormir naquele dia, o que foi meu maior erro. Quando acordei novamente a casa estava pegando fogo e Tanya me sacudia, pedindo que eu ajudasse a acordar os outros já que a casa estava toda tomada já. Eu corri e fui direto pro quarto de nossas mães, encontrando Edward com um homem de capuz preto em uma luta braçal em que uma arma era segurada pelos dois. Edward tentava pegar a arma para jogá-la longe, mas o cara, que era mais forte, tentava apertar o gatilho. Vendo isso acertei uma cadeira na cabeça do bandido, vendo Edward conseguir pegar a arma e a mesma disparar em seguida, perfurando nossas mães que estavam abraçadas em cima da cama. Depois disso a casa explodiu e nós fomos levados para um hospital todos com vida... Menos nossas mães que morreram nas mãos desse cretino.

Assim que Kate terminou de contar a história eu não sabia o que falar. Estava chocada demais para demonstrar alguma reação.

– Você veio atrás de vingança agora Kate? Eu já disse que não tenho culpa. – Respondeu Edward com a voz sofrida.

– Claro... Quero ter tudo que sempre sonhei antes de me matar para encontrar minha mãezinha e minha irmãzinha vadia, que precisei matar para salvar minha pele. Quero que você me ame e cuide nosso filho que está em nossa barriga depois que eu me for.

– Só isso? – Perguntei desconfiada.

– Não... Ele me tirou alguém muito querido. E eu irei tirar dele também, mas em dose tripla. – Respondeu com um sorriso maligno em minha direção.

– Nada disso Kate. – Gritou Paul alterado, que até então estava quieto. – O nosso acordo era você ficar com o Edward e eu com a Bella. Eu a amo e não deixarei que nada de mal aconteça a ela e a nossos filhos.

– Estamos em um impasse então. – Respondeu ela se levantando e apontando sua arma para o Paul, que rapidamente sacou sua arma ficando em nossa direção.

Isso não ia nada bem. Um tiroteio aqui, agora, nessa sala pequena com certeza deixaria alguém morto ou gravemente ferido.

Continua...

Notas finais
As coisas estão feias para nosso casal top né. Não vou fazer comentários, hoje lá para as 22 hrs eu posto a segunda parte. Quero comentários nas duas em, e quem sabe recomendações para me incentivar a escrever mais hahaha Meu povo, o ano novo foi maravilhoso, meu deu muitas inspirações. Estou num momento tão feliz que acho que vocês darão muitas rizadas com os capítulos apos o nascimentos dos babys. Mas chega de falar por agora. Bjs e até mais tarde povo.