F.B.I - Edward e Bella
19 A coisa vai ficar feia
Notas iniciais
A coisa vai ficar feia
Pov Bella
Acordei meio grogue e fui abrindo meus olhos lentamente, me acostumando com a luz forte que batia no meu rosto.
– Rose. — Falei correndo meus olhos pelo local começando a procurá-la.
– Ai. Estou aqui Bella. – Resmungou Rose amarrada a uma cadeira.
Só nesse momento que fui perceber que estávamos em uma cela separada e amarradas a uma cadeira com correntes enferrujadas.
– Onde estamos? – Perguntei.
– Não sei, estou tão perdida quanto você. Depois que eu apaguei não me lembro de muita coisa.
– Precisamos dar um jeito de fugir daqui. — Falei
– Nem ao menos sabemos que é o nosso sequestrador, isso me frustra. — Disse Rose.
– Esse é o meu medo, nós não sabemos o grau de perigo que ele representa. – Falei suspirando, já extremamente irritada com o acontecido.
– Eu só quero sair daqui para manter meu bebê salvo e seguro. – Disse Rosalie baixinho.
– Nós vamos sair dessa amiga, confie em mim.
Pov Edward
Maldição.
Como duas pessoas entram em um shopping com capuz e arma na mão e ninguém faz nada? Pior ainda, quem deixa esse tipo de pessoa sair normalmente, quando se está com duas mulheres desmaiadas consigo?
Quando eu ouvi a Bella me gritando eu entrei em estado de choque, pois em todos esses anos que trabalho para a FBI, nenhuma pessoa que eu amasse saiu ferida. Deve ser porque antes eu não amava ninguém...
Varias perguntas rondavam a minha cabeça, mas a certeza que eu tinha era que eu precisava salvar Bella e Rose antes que algo de ruim acontecesse. E eu estava pressentido isso.
– Edward porra, levanta esse cu murcho dessa cadeira e vamos agir. Eu quero minha mulher de volta caralho. – Gritou Emmet, totalmente irritado e eu entendia o porque.
– Acho que devemos esperar a pessoa se comunicar. – Falei.
– Tomar no rabo. Você é um policial e não sabe o que fazer?
– Emmet não enche, sei que você está irritado e eu também estou, mas não vejo motivo para você descontar sua raiva em mim. E afinal você também é um policia viado.
– Desculpe cara. Eu só temo pela minha esposa e meu filho. – Disse Emmet sentando em uma cadeira da cozinha e chorando sem saber o que fazer.
– Eu sei o que você está sentido, também estou assim. Mas agora chega de viadagem e vamos agir. Eu quero minha mulher de volta.
Quando acabo de falar o telefone toca e nós nos entreolhamos alarmados.
– Alô. – Digo pressionando o telefone a orelha.
– Oi Edward, aqui é o Jasper.
Até que fim uma luz no fim do túnel.
Pov Bella
Já sentia meu braço arder de tanto que eu tentava me solta daquela corrente, mesmo não tendo progresso.
– Bella chega você vai se machucar. — Disse Rose.
– Você tem razão. – Disse suspirando.
Nesse momento ouvimos a porta estreita do local sendo aberta e Jacob passando por ela rindo.
– Oi paixão. – Disse ele pra mim.
– Paixão é o cu da tua mãe seu safado. Solte-me imediatamente antes que eu me irrite.
– Se eu fosse você eu segurava a boca, pois quem está em desvantagem aqui é você carinho.
Respirei fundo e contei até dez para não fazer algo que me arrependesse depois.
– Jacob me deixe ir embora.
– Não. Eu tenho planos Bella.
– O que você quer com tudo isso Jacob? Você está sozinho nessa? — Perguntou Rose.
– Quero ter a Bella para mim e o pen drive de volta. E não, eu não estou sozinho.
Outro barulho se foi ouvido e pela porta entraram Tanya e Kate.
– Olha como essa vadiazinha está em nossas mãos. – Disse Kate rindo.
– O que você está fazendo aqui? – Perguntou Rose.
– Cala a boca barriguda, o assunto aqui é com a sua amiguinha. — Disse Kate desafiadoramente. – Tanya, vá chamar Garret. — Disse ela se virando para sua irmã.
Tanya saiu correndo para fazer o que a irmã mandou.
– Bella, querida Bella. – Disse ela ironicamente. – Está na hora de te tirar algo que nunca deveria ter sido seu. O Edward.
– Você vai mata-lo? – Perguntei em pânico.
– Claro que não. Eu irei toma-lo para mim, aliás você e Tanya já tiveram sua vez, acho isso uma injustiça.
– Esse é o motivo para me torturar? – Perguntei descrente.
– Claro que não. Eu quero o pen drive que contem informações sobre minha quadrilha.
– Quer dizer que Jacob não é o chefão?
– Hahahaha. Claro que não sua tola, isso era apenas uma fachada para vocês não chegarem até a mim.
– Ele é o que então? – Perguntou Rose confusa.
– Ele é meu amante. – Disse Kate dando um beijo pornográfico em Jacob.
– Kate para. Eu gosto da Bella e ela está olhando. – Disse Jacob tentando se desvencilhar dos braços de Kate.
– Até você vai me trocar por essa vagabunda? – Gritou Kate.
– Como não percebi isso antes? – Murmurei mais para mim mesma.
– Deve ser porque você não se empenhou no caso. Ao invés disso você ficava que nem Maria trepadeira dando pro Edward.
–Irmã? – Se ouviu a voz de Tanya que tinha voltado a pouco tempo com um homem alto e forte.
– Sim? – Perguntou ela ainda olhando pro Jacob.
Pelo visto a sanidade mental dela não estava muito boa.
– Garret já esta aqui. — Falou Tanya.
– Garret, me traga a Isabella e a Rosalie aqui para mim. – Disse Kate.
Dizendo isso esse tal de Garret veio em minha direção, tiro-me da cela e depois fez o mesmo com Rose.
– Cuidado com ela seu escroto. Ela está grávida. – Disse entre dentes depois que ele a jogou com força no chão.
– Calada Isabella. Quem manda aqui sou eu. – Disse Kate.
– Kate, solte a Rose. Ela não tem nada com isso. — Disse.
– Não. Só pelo fato dela ser sua amiga já me irrita. — Disse ela. — Agora levante.
Fiz o que ela mandou e chegando ao seu lado ela comecei a receber vários tapas no rosto. Eu queria me defender, mas estava com as mãos amarradas por uma corrente e isso era angustiante. Comecei a chorar. Quando ela parou de me bater sua face estava com uma expressão demoníaca.
– Garret me traga um balde com água.
Depois que Garret lhe entregou o balde ela pegou minha cabeça e afundou ali diversas vezes, me afogando.
– Pare. – Disse fraca entre lufadas tentando respirar.
– Calada. – Gritou Kate.
Dessa vez eu só consegui ver tudo turvo e sentir minha cabeça rodar várias vezes antes de cair na escuridão.
– Bella. — Eu ouvia a voz de Rose ao fundo.
A recordação da felicidade já não é felicidade; A recordação da dor ainda é dor.
George [Lord] Byron
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