F For Fool...in Love?!
15 4-''Papéis Trocados?!''
Notas iniciais
– Por que você não nos disse antes que estava com o rico Freddie Benson?– Pam entrava na cozinha com uma travessa de comida tão cheia que Sam pensou que eles tinham ganho a loteria para tanta coisa, nunca tinha visto tanta comida em sua casa. — De hoje em diante, eu espero que você fique com a minha filha, por um longo, longo tempo. — Olhava Freddie com os olhos brilhando.
– Eu também espero o mesmo. — disse Freddie, animado.
– Ei, o que está dizendo? — Reclamou Sam.
– Hey mano — Disse Cody tentando uma aproximação — gostaria de tomar uma cerveja?
– Claro, se você não se incomodar irmãozinho.
– Entendido! — Cody sorriu de orelha a orelha, sua voz saiu um pouco mais fina por causa da animação e saiu pra cozinha pra pegar a bebida.
– ei ei, não é bom beber cerveja.
Sam estava muito incomodada com a situação.
Todos estavam venerando Freddie, quase beijavam o chão que ele pisava, mastigavam a comida pra ele, era tão estranho que chegava a ser patético.
– Por que vocês estão sento tão gentis com ele? — Ela deixou a mala no chão e se dirigiu aos pais, com as sobrancelhas juntas.
– Nós somos todos da mesma famílias não é? — Disse John sem parar de olhar pra Freddie.
Sam parou o irmão que corria de volta pra sala trazendo uma garrafa de cerveja e um copo, arrancou dele essas coisas, colocou numa mesinha ali perto e falou com Freddie.
– Eu tenho uma coisa pra te falar, vem aqui. — Foi até ele, pegou em sua mão e o arrastou.
...
– Presidente. — Níshida chamou a atenção de Marissa durante o jantar.
– Estou no meio de uma refeição faça silencio. — pediu, sem olhá-lo.
– Eu sei mas...
– É urgente?
– O quebra-cabeça no quarto do senhor Freddie... — fez uma pausa e vendo que a mulher nada dizia, prosseguiu — A razão por ele estar distraído com esse quebra-cabeça... É porque teve conflitos com a senhora?
Ela riu.
– Talvez... Quem sabe...
– Eu disse o que não devia, me desculpe. — Fez uma reverência e se virou pra sair.
– Níshida. — Chamou quando ele estava na porta.
– Sim. — Respondeu no mesmo instante em que ela pronunciou seu nome.
– Investigue o que Fredward tem feito.
Ele a olhou desconfiado mas preferiu não argumentar, balançou a cabeça, lhe disse um “entendido” e saiu.
...
“Sunday’s Sun”, Sam queria um lugar pra conversarem, então Freddie a levou pra lá, se sentaram numa mesa distante, perto da janela, mas não havia ninguém ali e ainda era 22h00.
– Por que não tem ninguém aqui? — Perguntou Sam, antes de levantar seu copo de chá gelado.
– Eu mandei esvaziar o lugar. — Disse Freddie, sem dar grande importância.
– Como? — Ela se engasgou com o chá, como ele podia mandar fechar um lugar só pros dois? Que maluco. Ela enfiou a mão no bolso e pegou um lenço pra limpar a boca.
– Você tem algo pra me contar não é? Pensei que seria melhor se fosse a sós. Mas eu estou realmente emocionado, por que é a primeira vez que eu visito a casa de uma família pobre. — Ele a olhava sorrindo.
Sam achou um pouco engraçado e até bonitinho o modo como os olhos dele brilhavam falando de sua família e sua casa.
– Sabe — Se apoiou na mesa ficando um tanto mais perto dele e sua voz era calma. — a maneira como minha família vê as coisas é completamente diferente da sua. Por isso, será que você poderia não nos visitar de repente?
Ele desviou seus olhos dela e viu um sua mão ela apertando o lenço que tinha acabado de se secar.
– Ei, você está me ouvindo? — Perguntou ao notar que seus olhos estavam imóveis e ele não respondeu nada a ela.
– Isso aí não é do Zander? — Indicou o lenço com a cabeça, ele a viu olhando as mãos e o olhar de novo, sem saber o que dizer — Por que não devolveu a ele?
Ela não sabia o que dizer, baixou as mãos perto de seu colo de modo que Freddie não pode mais ver o lenço.
– Você... Você ainda gosta do Zander? — Ele se levantou, mexia os braços nervoso.
– Quê?
– Mesmo o Zander tendo ido atrás da Jade... Você ainda gosta dele?
Sam hesitou um momento...
– Não é isso... De qualquer forma não é da sua conta. — se tocou de que não devia satisfação nenhuma pra ele.
– Como não é da minha conta? — Ela não disse nada, olhava pra mesa — O Zander... Ele gosta de maças. — Disse depois de uma longa pausa.
– Hã? — Ela levantou as sobrancelhas... Idai que ele gosta de maças?
– Mas ele só come maças raladas... Mas eu acho que se você não comer maças mordendo, isso não é coisa de homem.
Flashback on
– Ei Zander... — Disse Freddie ríspido — Não rale as maças nesse negócio...
– Não esquenta Freddie. — disse despreocupado e continuou ralando sua maça.
– Freddie. — chamou Brad do sofá — Ainda tem bastante chá de maça.
– Brad, pare de pensar que qualquer coisa tem que terminar em chá. — Disse Freddie aborrecido.
Essa foi a primeira vez que eles ignoraram o que eu disse...
– Ei pessoal é assim que se come uma maça, assim é um modo muito mais conveniente do que transformá-la numa pasta- Freddie foi até a mesa, pegou uma maça e deu uma bela mordida nela.
Zander segurava um pratinho e uma colher saboreando a maça agora como se fosse nabo ralado.
– Eu nunca aprendi a comer assim. — declarou olhando Freddie.
– Espere ai! — Sam interrompeu Freddie de suas lembranças. — Ele realmente disse isso?
– Não foi realmente assim, você sabe, tenho que deixar a história interessante. Mas enfim... Ainda assim, não perdoava o Zander por comer maças raladas...
– Zander... Se você continuar comendo maças raladas, dizem que a probabilidade de o cabelo cair mais rápido é muito alta. — Avisou Freddie, sentando na cama.
Zander acreditou no amigo, e largou o prato na mesa.
Desse momento em diante, ele nunca mais comeu as maças que ele tanto gostava, eu roubei a comida que o Zander mais gostava. Isso aconteceu na primavera do ano passado.
Flashback off
– Humm... — Sam o olhava mas não sabia como ele queria que ela entendesse a história.
– Então, sobre ficar careca de novo, apenas saiu sem querer. — Disse ele voltando a se sentar em frente a Sam.
– Eu não estou entendendo nada do que você quer dizer. — Disse devagar, com a cabeça um pouco inclinada.
– Em outras palavras... — Ele se apoiou na mesa a encarando — Eu devo ao Zander um grande favor.
– De verdade? — Ela se espantou
– Mas é lógico.
– Ah! É por isso que no aeroporto... Você jogou a maça... — Ela fez uma pausa parecendo fazer esforço pra pensar — Eu ainda não entendo nada.
– Por isso, se você estiver apaixonada pelo Zander, eu...
Sam pigarreou, se endireitando no banco.
– E... e se... E se eu realmente gostei do Zander... Ele tem a Jade.
– Se você realmente se apaixonar por mim, o Zander também vai se apaixonar por você.
– O que?
– Por você é a mulher que eu aprovei, não é óbvio?!
Freddie lhe lançava um olhar meio triste e ao mesmo tempo sedento de alguma coisa, Sam não conseguia fazer nada, a não ser olhá-lo e se perder em seus olhos, sentia seu coração bater rápido e tremia levemente, não sabia o que ele queria que ela dissesse, pensava que ele queria que ele se declarasse e jurasse amor eterno mas não era o que sentia, não o amava, sentia arrepios quando o via e estava começando a se acostumar com sua companhia, mas Zander ainda estava muito vivo dentro dela... Claro que ouvir que ela era a mulher que ele aprovava era uma coisa que ela não ouvia todo o tempo, era como se dissesse que ela era a mulher que ele gostava certo? Pra dizer que a aprova... E pra dizer a verdade, ela até gostou de ouvir isso, se sentir desejada é muito bom as vezes e isso fez com que seu coração desse uma palpitada mais forte, mais ainda assim... Não poderia corresponder ao que Freddie queria.
...
Depois de se despedirem, Sam foi pra casa, pensando somente num banho e cama.
Entrou em casa e quando chegou na sala a luz da cozinha ligou o que fez ela se assustar de novo.
– Olá Sam. — Pam apareceu, sorrindo docemente pra filha.
– O que faz acordada? Está ai apenas me esperando?
– Queria saber o que aconteceu... Tudo bem?
– Quer saber... Eu estive pensando... Aquele cara é mesmo um idiota. Não sabe de nada... ele pode ser até legal... Mas não sabe como lidar com as coisas... Diz tudo o que quer do jeito que quer... Não é assim que as coisas funcionam comigo...
– Ele está falando sério Sam, pude ver seus olhos quando você entrou na casa aquela hora, mas você não conseguiu enxergar perdendo tempo brigando com todos nós.
– Não brinque...
– Não estou brincando... Ele é um homem Sam, e para os homens admitir as coisas é uma coisa um pouco complicada... Ainda mais complicada se for negócios do coração... Pense bem no que vai fazer ou dizer, pode acabar machucando-o profundamente, ou até a você mesma.
Depois de dizer isso, Pam se aproximou da filha, segurou seu rosto e sorriu, lhe deu um beijo lento em sua testa, passou o dedo em cima e saiu.
Sam acompanhou a mãe com os olhos até ela sumir, depois de um tempo ali parada, foi pro quarto também.
...
– Kacey não veio... — Sam olhava pra mesa da amiga, que estava vazia, como todos os últimos dias.
– Ei Sammy’s, é hoje, você não se esqueceu não é? — Umas garotas se aproximaram da morena.
– Que?
– Você prometeu que iria a boate com a gente. — disse a outra do lado esquerdo dela.
– Boate?
Sam não sabia ir a essas coisas... Nem sabia se sabia danças, tentou argumentar algo, mas as meninas continuaram insistindo impenetráveis.
...
– Me desculpe... Mas insistiram tanto que eu concordei... Já estavam me enchendo o saco. — Disse Sam pelo telefone parecendo um tanto aborrecida.
– Tudo bem, eu entendi, vou avisar a Jay da sua falta. — Carly limpava o vidro segurando o telefone entre a orelha e o ombro. — Ah, nós temos clientes — Ela percebeu uma movimentação do lado de fora — tchau... Bem vindos. -
Saudou quando ouviu a porta abrir e logo virou de frente pra eles.
– A Sam Puckett está por ai? — Gibby estava ao lado de Brad, os dois entravam e olhavam a loja como se analisando-a.
– Ela... Não veio trabalhar hoje...
– Você conhece bem a Sam? — Gibby enfiou as mãos nos bolsos e encarou Carly.
– Bem... Nós somos amigas desde o jardim...
– Então você deve ser a melhor amiga da Puckett. — Brad parecia animado
– Bem, sim... Nós somos muito amigas...
– Você está com tempo? Gostaríamos de levá-la conosco. — Ele piscou um olho pra ela, lançando charme.
Carly o olhou por alguns segundos até conseguir dizer algo.
– É... Eu tenho que trabalhar agora...
– Está tudo bem...
Brad a pegou quase que no colo e começou a levá-la pra fora. Carly berrava, até que viu Jay e lhe deu grito de desespero.
– Ei, o que vocês estão fazendo? — Jay se debruçou no balcão encarando os dois estranhos.
– Gostaríamos de pegar essa garota emprestada por um tempo. — Falou Brad, ainda segurando Carly com firmeza.
– Que besteira é essa? Eu vou chamar a policia.
– Tudo! — Gibby abriu os braços e voltou pra perto do balcão — Eu compro tudo! Tudo que tiver aqui.
– Vá e se cuide. — Jay olhou pra Carly.
– Como? Jay? Não! Espera... Como você muda de opinião rápido não? — Ela já estava dentro do carro, sendo puxada por Brad.
...
Sam olhava pro palco, tinha uns homens dançando muito animados. Estavam na balada, mas pra falar a verdade o que ela queria mesmo era estar em casa.
Ela olhava em volta, milhares de pessoas dançando, num canto casais se pegando como se o mundo fosse acabar.
– Ei, vamos fazer um brinde. — Uma das garotas a cutucou e ergueu a taça que segurava, as amigas a copiaram, Sam segurava um copo de refrigerante, ergueu o copo e bateu no das outras meninas depois tomou um gole.
– Ei ei, vocês não acham aquele cara um gato? — A que estava na direita de Sam apontou pra pista.
– Que perdição ele é tão lindo. — Outra garota olhou também.
Sam virou pra procurar também, tinha um homem encostado na parede.
– Você não acha que ele se parece com o Zander? — Sam ouviu as meninas conversando atrás dela, ouve um murmúrio de concordância.
– Ah meu deus, ele está olhando pra cá.
– Meu deus ele está vindo pra cá.
– Meu deus ele já está aqui.
Ele se aproximou de onde elas estavam e sorria.
– Olá.
– Olá — disseram em coro.
– Eu vou no banheiro. — Declarou Sam entregando o copo a menina mais próxima.
Antes de sair, ela parou e olhou pra trás, ele era mesmo muito parecido com Zander, ficou olhando pra ele até ele perceber, ele ficou a encarando e sorrindo, Sam tratou de desviar o olhar e saiu dali.
...
– O Freddie é do tipo que não enxerga as coisas em volta. — Estavam na casa de Brad, sentados na sala. — Embora eu ache que estaria tudo bem se o Freddie e a Sam ficassem juntos.
– Mas eu não quero que o Freddie vá tão fundo nisso. — Declarou Gibby preocupado.
– Mas eu acho que isso é assunto dos dois não? — Disse Carly aborrecida. — Eu não acho que devemos interferir.
– Está tudo bem se eles estiverem brincando. — Gibby parecia sem fôlego — Mas se começarem a levar a serio, haverá grandes problemas. Você entende?
– Eu não entendo.
– Você não entende? — Brad a olhava indiferente.
– Eu não entendo o que vocês querem dizer com tudo isso. — Carly o olhou retribuindo o olhar. — Com licença.
Carly se levantou de onde estava e tratou logo de sair dali, iria pra casa estava cansada desses metidos.
– Ei espera.
– Deixa Gibs, ela é do tipo que eu não me dou bem de jeito nenhum! — Bufou Brad.
...
Sam voltou do banheiro e parou na frente do bar encostada no balcão, estava cansada queria ir pra casa, apoiou o braço no balcão e deitou em cima.
Olhava pra porta quando viu uma figura conhecida.
Kacey entrava, mas não era a Kacey que costumava ver, estava muito bem vestida, com um vestidinho curto, o cabelo preso e uma maquiagem mais forte.
– Anh? Kacey? Como pode ser?
A mulher sumiu, não devia ser, com certeza não era ela, Kacey nem tinha aquelas roupas, bom nunca olhou seu armário mas era estranho, Kacey não era assim...
– Ei!
A chamaram e Sam logo virou pra ver quem era. Era o homem de mais cedo, a cópia de Zander ele lhe estendia um copo de bebida.
Notas finais
AMANDO OS COMENTÁRIOS Quase chegando sexta para eu responder *-*
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