Notas iniciais
Xenty, volti!!!! Mas, eu to ficando triste, começou tão bem com os comentários, até recomendação e agora parou. Vocês querem que eu poste duas vezes por semana? Eu posto, mas vão ter que colaborar também. Boa Leitura. ~corujinha-maria.

Thalia Grace POV
Quando levantei já eram 14:00, chegar em casa 13:00 era muito ruim, eu perdia parte da minha tarde.
— Thalia. — chama Jason batendo na porta.
— Entra. — digo com a cara enfiada no travesseiro, ainda estava do mesmo jeito que cai quando me joguei na cama.
— Papai falou para chamar os irmãos di Ângelo para virem aqui em casa, ele vai chegar com o Tio Hades lá pras 19:00. Quer todos aqui, prontos para jantar. — falou e já ia saindo.
— Jantar onde? — pergunto o impedindo de sair.
— Aqui mesmo. — diz.
— Por que você não chama? — digo preguiçosa.
— Porque não. — responde.
— Vai logo, eu sou mais velha. — mando.
— Papai mandou você. — responde. Aquilo estava muito suspeito.
— E eu estou mandando você. — tento pela última vez para confirmar minhas suspeitas.
— E eu estou dizendo que não. — responde. Bingo!
Me viro e o encaro.
— Vai ir aonde com a Piper? — pergunto com um sorriso malicioso.
— Como você sabe? — pergunta incrédulo.
— Para se recusar a fazer algo assim, nem tentar uma chantagem pra fazer é porque vai sair, e se vai sair é com a Piper suponho eu. — respondo, sou ótima nisso.
— Vamos ao parque, volto às 18:00. — responde se dando por vencido.
— Ok, desta vez eu te cubro pela minha amiga. — respondo voltando minha cara para o travesseiro.
— Valeu, mas vai logo ou você vai dormir e acordar às 19:00 com o papai gritando. — diz saindo e fechando a porta.
Decido ouvir mais duas músicas antes de ir. Mas acho que não foi uma boa ideia, as lembranças não paravam.

Flashback OFF

— Vem, Thalia! — chama Percy.
Estamos no terceiro ano, Percy, Nico e eu somos melhores amigos. Vou atrás de Percy correndo, deixo minha mochila no chão onde ficam as filas para ir para a classe e vou com eles brincar, até a hora do sinal não era necessário ficarmos lá.
— O que aconteceu? — pergunto, Nico estava rindo enquanto Percy ficava com uma cara de bravo.
— Olha essa foto. — diz Nico vindo do meu lado com uma fotografia nas mãos.
Na fotografia se encontrava um Percy sorridente, o que fazia possível se ver suas janelinhas na parte da frente sem os dentes, mas o engraçado mesmo era que ele estava na areia com o mar atrás construindo castelos e com a cabeça cheia de algas.
— Devolve! — fala ele vindo buscar.
Eu sempre fui a mais alta, então era só levantar o braço que ele não alcançava mais.
— Sacanagem, Thalia. — disse fazendo uma cara triste.
— Toma, Aquaman. — digo dando a foto para ele.
— Aquaman? — pergunta confuso.
— É seu novo apelido, já que você gosta tanto de mar. Já estava até fazendo parte de um. — digo rindo da última parte com Nico me acompanhando.
O sinal toca, brincando vamos para a fila buscar nossas mochilas. Algumas meninas nunca gostaram de mim e vieram logo querendo furar fila.
— Ei! — digo quando sou empurrada.
— Você tem que ir lá para o fim, só as bonitas ficam na frente, não as estranhas. — diz uma menina apontando para minhas pulseiras pretas de rock.
— E quem disse que ela é feia? — perguntou Nico vindo ao meu lado.
— Niquinho! — disse a mais metida. — Todos sabemos que eu sou mais bonita.
— Quem te contou essa mentira? A Thalia que é, por isso ela vai lá pra frente comigo. Fica ai no fundo.
Ele pega a minha mãe e me arrasta lá para a frente perto de Percy.
— Obrigada. — digo. — Mas não precisava, eu ia me defender sozinha.
— Pode dizer obrigado, não tem problema. — diz pegando minha mão.
E assim subimos, de mãos dadas, comigo igual um... tomate, conversando e fazendo as outras meninas também ficarem vermelhas, mas era de raiva mesmo.
— Eu sempre vou te proteger, Lia. — diz ele.
— Meu nome é Thalia, não Lia. — digo brava.
— Eu sei, Lia. — diz ele rindo, estava tentando me irritar.
Saio andando e o deixo lá.

***

– Crianças, hoje vocês irão fazer uma carta para um amigo daqui desta sala. Pode ser qualquer um, quando terminarem me entreguem para corrigir, e depois distribuiremos.
Todos começam a fazer uma carta, eu não sei para quem enviar, penso em Percy, mas ele vai receber várias e eu nem tenho o que dizer, não aconteceu nada de interessante em quatro minutos que estamos sem nos falar, penso também em Nico, mas estou brava com ele.
Olho ao redor e vejo uma menina muito bonita com a pele bronzeada, cabelos castanhos cortados de um jeito que ficava irregular com duas tranças, uma em cada lado, meio castanhas e azuis. decidi mandar para ela, pelo que eu me lembre seu nome é Piper e ela não tem muitos amigos.
Faço minha carta a chamando para tomar lanche comigo e entrego a professora.

–---------

— Piper McLean, Percy, Nico, Thalia, Nico, Percy, Percy, Nico, Thalia, Percy... — chama a professora para pegarmos as cartas, fico surpresa em ouvir meu nome. — Bom crianças, foram todas.
A maioria ficou para Percy e Nico, acho que fui a única garota a não mandar para eles, mas me enganei.
A Piper tinha mandado uma para mim, e tínhamos a mesma ideia. Olhei para ela e assenti, uma chamou a outra para tomar lanche.
A outra carta era de Nico, eu não ia ler, mas decidi ver o que ele tinha a dizer e seria usado contra ele no tribunal.
" Lia,
Desculpa por qualquer coisa que eu tenha feito. vai voltar a falar comigo?
..."
No resto ele contava sobre algumas outras coisas, ri ao ver o "Lia", meu amigo não tinha jeito, vejo que ele estava me observando e dou um sorriso para ele que retribui e fica feliz, só então começando a ler suas cartas. Ele lia o mais rápido que conseguia e deixava em qualquer canto, nem se interessava, e sua cara de tédio já estava me deixando com tédio.
***
Acabou que naquele dia eu não briguei mais com aquelas meninas, Nico jogou as cartas delas fora e eu fiz uma nova amiga, a Piper.

Flashback OFF

Aquele havia sido um bom dia. Decido ir chamar Bianca, eles voltaram para o prédio agora que o outro lá voltou. Antes o apartamento ficava vago.
Vou até o apartamento, toco a campainha e ela atende:
— Thalia! A que devo a honra? Achei que estava dormindo. — diz abrindo a porta.
— Seu pai vai jantar lá em casa, é pra ir para lá, você e o outro. — digo entrando e me jogando no sofá.
— Ok, que horas? — pergunta de pé.
— Lá pras 19:00. — digo me incomodando com ela de pé.
— Tem como chamar o Nico pra mim? Preciso terminar de arrumar umas coisas e não posso sair daqui, a empregada já vai chegar e ela está sem chaves. — diz se sentando, devia estar cansada, havia várias caixas na casa para arrumar.
— A Marcinha? — pergunto, eu amo ela, faz cada comida boa e é um ótima pessoa.
— Não, a nova. — diz.
— Onde ele está? — pergunto estava prestativa hoje.
— No apartamento do Percy. — só que nunca.
— Olha, eu estou prestativa mas nem tanto. — digo brava, ela queria que eu fosse lá.
— Por favor. — pede fazendo cara de cachorrinho que caiu de uma daquelas caixas.
— Só se me disser o que fazia com ele no lanche. — digo cruzando os braços e a fulminando com o olhar.
— Ele é o mesmo de antes, o nosso amigo. Nem sei porque ainda não estamos todos juntos. — diz com uma pontada de tristeza.
— Porque ele quis assim, e eu vi que ele era o mesmo quando jogou suco na Annabeth. — retruco.
— Ele não queria... — tentou dizer mas eu a interrompi.
— Nem invente desculpas, ele jogou e se mostrou aquele mesmo que nos deixou.
— Ok, mas faz este favor para mim? — disse dando se por vencida.
— Eu vou para o céu depois desse dia. — digo me espreguiçando.
— Claro que vai, Thalia. Até porque é um amor de pessoa. — diz irônica.
— Eu sei. — dou um sorriso de anjinho e saio.
Chegando lá Tia Sally se surpreende e peço silêncio, decido começar uma brincadeira.
— Com licença. — peço fazendo uma voz de menina diferente da minha. — Sou nova no prédio e preciso de um pouco de farinha para um bolo. Tem como me ajudar?
— Claro. — responde Tia Sally, acho que ela já entendeu. Eles tem mania de espiar desde pequenos.
— Entre. — diz à mim. — Os meninos estão na cozinha, quer comer conosco?
— Desculpe, nem me apresentei. — digo.
— Que isso, meu nome é Sally, pode me chamar de Tia Sally se quiser.
— Ok, Tia Sally. Eu sou... — abrimos a porta.
Bingo! Eles caíram quando a porta foi aberta, a Tia Sally andava mais atrás e silenciosamente eu a abri, eles não tinham como ouvir meus passos. Começamos a rir.
— Eu já falei que é feio espiar. — diz Tia Sally os levando de volta para a mesa pela orelha com os dois reclamando de dor.
— Desculpa, ficamos curiosos. — diz Nico.
— A curiosidade matou o gato. — digo.
— O que faz aqui? — pergunta ele.
— Sua irmã pediu para avisá-lo que é pra ir para casa, e às 19:00 vocês vão jantar lá em casa. recado dado. — digo. — tia Sally eu já vou tá.
— Fica um pouco, faz tanto tempo que não vem aqui. — pede.
— Você sabe porque eu não venho. — digo olhando em seus olhos.
— Não ligue para meu filho, me ajude a fazer um bolo para uma vizinha nova. — pede me puxando mais para dentro da cozinha.
— Qual andar? — pergunto.
— Da filha de Zeus, sua irmã mais velha. — responde ela.
— Hum, acho que até sei quem pode ser. — digo pensando em alguém que havia visto.
— Então vamos, me ajude. Eles chegam de noite de acordo com Frederico, o porteiro. — falou apressada pegando as coisas.
— Ok. — digo me dando por vencida.
Não troquei uma palavra com os meninos, apenas me divertia com Sally.
— 18:00, já vou. — diz Nico. — acho melhor você também ir, Thalia.
— Já vou Tia Sally, foi bom passar a tarde aqui.
— Volte sempre.
Saio do apartamento junto com Nico, ao entrarmos no elevador ele apaga e estávamos quase que no topo, o prédio é alto, começo a me desesperar, tenho medo de altura e elevadores.
Nico ao ver que não tinha nem mais ar vai até mim, tentando me acalmar.
Ao olhar naqueles olhos negros, quase não sendo possível de enxergá-los na escuridão, me perco. Sinto sua respiração se aproximando até que nossos lábios se juntam e eu acabo me esquecendo até do meu nome.
Como eu queria isso, como eu precisava disso, como eu precisava dele, pelo modo desesperado que nos beijávamos acho que ele também precisava.
— Eu... — ele tenta pensar em algo com a respiração ofegante pelo beijo e nossas testas coladas, mas eu apenas o beijo novamente e ele me prensa na parede do elevador.

Notas finais
Comentem!!! Se vocês quiserem duas vezes por semana me avisem. E eu respondo os comentários do capítulo anterior amanhã, tenho que sair. Beijos doce e obrigada por lerem. ~corujinha-maria.