Fúria
1 Capítulo 1
Em volta ds turbinas magníficas da suprema aurora eterna
Corroída pelos lábios da morte
Existe um ser suspenso no cáustico ar da neblina da praia
Casais correm e se escondem
Formigas pintam com lápis cor de neve
As pegadas de nossos antepassados.
A voz lá no fim da coroa do horizonte
diz que já chegamos na estrada sinuosa do epírito
Dragões, heróis, deuses e semideuses
ardem em chamas pelo vento
O medo se espalha pela cidade.
Não há mais nada de concreto que esteja vivo.
O inferno se eleva por cima dos lençóis de couro
ddessa angústia que não passa
Platão fugiu em sua caverna para longe,
Sócrates se embebedou atrás das grades
e Descartes parou de pensar.
Toda a filosofia parece ilusão em fúria
Contra nós, herdeiros de sangue da nova era.
Vocês senhores das nações já estão mortos,
Suas leis, seus valores estúpidos
sumiram embaixo de nossos pés.
Serão destroçados com a mão em fúria da guerra que haverá de vir.
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