Em volta ds turbinas magníficas da suprema aurora eterna

Corroída pelos lábios da morte

Existe um ser suspenso no cáustico ar da neblina da praia

Casais correm e se escondem

Formigas pintam com lápis cor de neve

As pegadas de nossos antepassados.

A voz lá no fim da coroa do horizonte

diz que já chegamos na estrada sinuosa do epírito

Dragões, heróis, deuses e semideuses

ardem em chamas pelo vento

O medo se espalha pela cidade.

Não há mais nada de concreto que esteja vivo.

O inferno se eleva por cima dos lençóis de couro

ddessa angústia que não passa

Platão fugiu em sua caverna para longe,

Sócrates se embebedou atrás das grades

e Descartes parou de pensar.

Toda a filosofia parece ilusão em fúria

Contra nós, herdeiros de sangue da nova era.

Vocês senhores das nações já estão mortos,

Suas leis, seus valores estúpidos

sumiram embaixo de nossos pés.

Serão destroçados com a mão em fúria da guerra que haverá de vir.

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