Fênix.

1 Devastados


Notas iniciais
Oi amores!Olha eu escrevi essa fic a pedido da minha amiga Sweet Begônia, e como não existe nada que ela me peça sorrindo que eu não faça obrigada... ops... Brincadeirinha. Foi um prazer flor, espero que goste.Vai ser curtinha, de três a quatro capítulos.

"Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim, ficar
Subentendido

Como uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer"

Apenas mais uma de amor — Lulu Santos

“Eu te amo”

Era apenas isso que se passava em minha mente, as últimas palavras que ele me disse antes de sair. E eu fiquei paralisada, sem poder dizer nada, por que esperei por essas palavras por tanto tempo. Depois daquele beijo, e tudo o que veio a acontecer eu descobri que ele estava apenas se sacrificando, um pouco mais a cada dia. Abrindo mão de tudo o que ele tinha pelos outros, eu precisava ser altruísta também.

Dei a ele o espaço que precisava, coloquei em minha cabeça que antes o ter em minha vida como amigo e parceiro, do que não o ter de forma alguma. Tentei ver o que aconteceria com Barry, se me permitisse olhar para os lados. Claro que não deu em nada. Eu e Barry somos o mesmo lado de uma mesma moeda. Perfeitos um para o outro, mas não o suficiente para que o ar falte, o coração acelere e que mais nada no mundo importe. Já temos pessoas que nos façam sentir assim.

Então o Ray me aparece como um CEO super malhado que faz a escalada de Salomão e ainda como um bônus é capaz de falar minha língua. Mas algo aconteceu, parte do meu passado foi exposto, a parte que eu desejava levar para o túmulo. E quando pensei que Oliver finalmente me tiraria definitivamente de sua vida, ele mostrou o contrário, foi meu conselheiro e protetor. Nós nos aproximamos mais uma vez e esperei que ele me dissesse claramente como se sentia, mas o que ganhei em troca foi um discurso totalmente direcionado a mim, durante uma luta com uma psicopata carente que implorava literalmente por atenção. E foi quando me deixei ser beijada por Ray. Não vou entrar em detalhes, não tenho motivos para me lembrar daquilo.

Tudo o que me atormenta agora são três essas palavras: “Eu te amo”. Claro que aquele sorrisinho falso em seu rosto com o propósito de me tranquilizar não colou nem por um segundo se quer. E eu não disse nada, as palavras estavam sendo gritadas em minha mente no volume máximo, mas não encontraram o caminho para meus lábios. E deveria ter dito, mas e se isso mudasse tudo para sempre? Uma vez Oliver disse que estar comigo tira seu foco do jogo. E qual estrago um “Eu te amo” não faria? Nunca colocaria a vida dele em risco dessa forma. Ele sabe como me sinto a seu respeito. Nunca fui boa em esconder esse tipo de coisa.

–O que você está fazendo Felicity? –Diggle pergunta entrando na caverna ao me ver sentada em minha cadeira com o óculos nas mãos. Seco rapidamente as lágrimas que escorreram por meinha face antes de me virar em direção a ele.

–Nada, só esperando o tempo passar. –Respiro fundo cansada. Diggle puxa uma cadeira se sentando ao meu lado. –Sete horas agora. –Pego meu celular e o seguro como se minha vida dependesse daquilo.

–Vai para casa Felicity. Você virou a noite aqui, precisa descansar, comer e fazer coisas que nós humanos necessitamos. –Balanço a cabeça negando. –Então vou te comprar um café. –Eu tento sorri com gratidão, mas aquilo deve ter sido assustador pela forma que Dig me olhou. –Já volto.

–Okay. –Fiquei o olhando subir as escadas.

OLIVER QUEEN

Quando se morre nada mais importa. Família, amigos, amor. Tudo isso passa a ser apenas uma fração diante dos dias numerados que vivemos. Me sinto completo, pois morri para honrar aqueles que amo, para protege-los.

–Inferno! –Escuto um murmurar baixo. Isso está errado, eu estou morto. –Não posso te deixar aqui, não seria certo. Eu provavelmente vou morrer por isso. –Tento abrir meus olhos mas não consigo, meu corpo parece estar em brasas.

FLASHBACK ON

–O que vamos fazer? –Pergunto a Maseo que se vê apavorado com Akio nos braços.

–Akio me conte como a mulher é. –Pede ao filho tentando manter a voz calma diante dele.

Nós conseguimos uma descrição. Maseo entra em contato com algumas fontes. Três torturas depois tínhamos um nome, Tríade, e a menor ideia do que isso significava.

–Por que não entramos em contato com a ARGUS? –Questiono pelo que deve ser a milionésima vez.

–Não posso dever favores a Amanda. –Responde cansado se jogando em uma cadeira.

–Mas eu posso. –Digo decidido me levantando. –Me coloque em contato com ela.

–Quer mesmo fazer isso Oliver?

–Ela é sua esposa, e não temos mais opções. –Ele respira fundo tirando o telefone do bolso.

Consigo uma audiência com Waller e descubro que a Tríade com sede em Hong Kong tem bases em Vietinã, Macau, China e também em países como a Malásia, Singapura, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido e muitos outros países. As tríades chinesas são uma das organizações criminosas mais organizadas e poderosas do mundo, que engloba outras organizações criminosas menores para execução de serviços sujos, com adesão constante de cerca de 1,5 milhão na China continental e 2,5 milhões de membros no mundo inteiro. As Tríades são quase intocáveis por qualquer grupo de aplicação da lei, o que coloca a ARGUS no jogo como uma de suas principais inimigas. Descubro também o nome de quem a pegou. O que me levou a deduzir o motivo do sequestro.

–Como foi? –Maseo de levanta assim que fecho a porta, passo todas as informações para ele que parece menos esperançoso a cada palavra. –Tem o nome?

–Chien Na Wei. –Informo vendo-o ficar pálido. – A o nome que conseguimos antes. O que significa?

–A morte da minha família.

FLASHBACK OFF

–Isso vai doer Oliver, e vai doer muito. –A voz me dizia. –Não pode gritar, não pode fazer nenhum barulho.

Nesse momento sinto algo quente sendo colocado sobre meu ferimento e todo o meu corpo em chamas. Aperto os lábios os mordendo para evitar gritar, mas a dor era imensa.

FELICITY SMOAK

Dois dias sem notícias, claro que eu me recuso a acreditar que ele perdeu o maldito duelo. Por mais que me doa a simples menção ao nome dele, ou o esforço que tenho feito para me manter inteira, eu faço o que tem que ser feito. Escuto meu celular tocando e vejo uma mensagem de um número desconhecido.

“Verdant agora.”

Não sei o motivo real daquilo, mas sinto meu coração se acender em esperança. –Oi, já está de saída? –Escuto Ray dizer entrando em meu escritório, mas não paro, então ele me segue até o elevador.

–Não posso falar agora Ray, eu realmente preciso estar em outro lugar. –Respondo entrando no elevador.

–Mas... –Sua voz se perde na distância.

O caminho parecia ser terrivelmente longo. Dirijo no limite da velocidade, torcendo para que os sinais estivessem abertos. Estaciono meu carro em frente a boate e entro a passadas rápidas. Ela estava vazia e em um canto afastado vejo Dig. Ao me aproximar mais posso ver Roy ao lado de Laurel e mais uma pessoa. Sinto meu coração acelerar, e já não posso mais apenas andar, corro em direção a eles parando abruptamente ao perceber quem era.

–O que ele está fazendo aqui? –Pergunto seca de ódio para Dig que parecia tão irritado quanto eu.

–Boa tarde senhorita Smoak. –Malcom Merlin me olhava com um sorriso sínico nos lábios, sinto a mão de Dig em meu braço nesse momento eu preciso me concentrar nela para me acalmar.

–Vou perguntar mais uma vez. –Fecho meus olhos respirando fundo. -O que diabo ele faz aqui?

–Eu vim fazer um favor. –Responde ainda sorrindo. –Tenho uma pessoa que me devia um favor dentro da Liga. Entrei em contato e ele me informou o resultado do duelo.

–O... que? –Laurel pergunta e a mão de Diggle se estreita em meu braço como se me fornecesse apoio, para me manter ereta.

–Oliver foi morto por Ra’s Al Ghul... –Ele continuou falando e pude ver Roy levar as mãos à cabeça, Laurel começar a chorar e Diggle me puxar para seus braços, fico entorpecida, sem acreditar no que ele estava dizendo.

Eu tomo folego e me solto dos braços do Diggle indo em direção ao desgraçado do Merlin. Uso toda a força do meu corpo o socando a face. Ele é pego de surpresa, dá um passo para trás devido ao impacto e se vira novamente em minha direção com um sorriso doentio, eu estava prestes a armar outro soco quando sinto braços me prendendo e me afastando dele, eu me debato em meio a fúria tentando me livrar de quem me segurava.

–Ele vai pagar Felicity. –Para minha surpresa era Laurel quem me segurava. –Mas você não deve fazer isso, não assim. Não agora. –Me solta quando percebe que eu me acalmei.

Eu o encaro com tanto ódio que nem sabia que poderia sentir um dia. –Vai embora. –Falo diretamente para ele. –Agora!

Ele sai da boate com o mesmo sorrisinho no rosto. Só nesse momento a notícia me atinge de verdade, sinto meus joelhos fraquejarem e então Diggle está novamente me abraçando. Aquilo parecia tão errado, não deveria ter acontecido com ele. Oliver sacrificou tudo, passou por mais coisas do que eu posso imaginar, e morreu para salvar a irmã. Não, não era verdade, não podia ser.

–É mentira Diggle. –Sussurro em meio ao choro. –Ele não pode estar morto, ele disse que voltaria não disse?

–Sinto muito Felicity. –Diggle acaricia meus cabelos. –Sinto muito por isso.

–Eu não disse... Não respondi... Eu não contei a ele Diggle. –Chorava sem conseguir controlar o desespero que sentia.

–Ele sabia Felicity. Oliver sempre soube. –Respondeu.

OLIVER QUEEN

Abro meus olhos e descubro que pareço estar em um quarto de hotel barato. Tento me levantar, mas meu corpo dói, sinto meus músculos rígidos como se estivesse a muito tempo com meu corpo parado. Uma sensação de deja vu enorme toma conta de mim.

–Com fome Oliver?

–Maseo? –Ele me estendia um prato de sopa.

Notas finais
Olha galera comentem, me digam o que estão achando ok. Bjs