Férias de Dezembro
22 Capítulo 22 – Acordando para uma nova vida!
Notas iniciais
Brigada mesmo por lerem! =D
Depois de uma espera angustiante, o médico respirou fundo e falou.
- a cirurgia correu bem, o paciente resistiu muito bem ao ferimento e felizmente o corte não atingiu nenhum órgão vital para a saúde dele. – todos soltamos um ‘Ufa’ aliviados e nos abraçamos – mas será necessário que ele fique em observação até sua cura total e se mantenha em repouso absoluto. Portanto, visitas apenas quando ele for transferido para o quarto normal. – ele deu um sorriso e eu voltei a chorar, dessa vez de alegria. – com licença. – e se retirou da sala.
- uhuuuuu! Eu sabia! Eu sabia! O meu irmão é o meu ídolo! – Mikey sacudia Loly e os dois se beijavam emocionados.
- Iza, você é uma menina de sorte. Tem um cara incrível que a ama tanto e nunca deixaria esse mundo sem cumprir o que ele prometeu.
- o que, Frank?
- espere ele acordar que ele mesmo vai te contar. – Frank piscou pra mim e foi correndo abraçar Kary.
Eu fiquei sem entender, mas o importante era que ele estava vivo. E estava vivo por mim.
Passei a noite inteira acordada ali naquela sala, esperando o momento de alguém nos avisar que ele já poderia receber nossas visitas. Já era quase meio-dia quando uma enfermeira apareceu e veio sorrindo até onde eu, Kary e Frank estávamos. Os outros tinham ido pra casa descansar.
- o senhor Way foi transferido e já pode receber visitas. Quem gostaria de entrar primeiro para vê-lo? – ela perguntou.
Frank e Kary olharam pra mim me dando permissão para acompanhá-la até o quarto e eu obedeci. Segui a enfermeira até um quarto e ela abriu a porta.
- não demore muito, ele ainda está dormindo e precisa descansar. – ela disse e depois que eu entrei, ela saiu e fechou a porta.
Olhei pra cama e Gerard dormia calmamente, como um verdadeiro anjo. Sua blusa estava aberta e havia um enorme curativo em seu abdômen. Cheguei próxima à cama e olhei mais atentamente para o rostinho dele. Levei um susto quando ele abriu os olhos e sorriu pra mim.
- Gerard, você quase me mata de susto! – falei com a mão no peito e depois comecei a rir. – você e suas travessuras, sempre.
- queria que eu ficasse dormindo até você ir embora? Ta bom, eu finjo. – ele fechou os olhos e eu dei um tapinha no braço dele.
- bobo... ah, me desculpe!
- tudo bem, aí não dói. Em compensação, minha barriga... parece que fui atropelado por um trem.
- você podia ter morrido, sabia? – disse séria.
- não sem antes fazer isso de novo. – ele me puxou e me deu um beijo como nunca tinha dado antes. Foi perfeito.
- eu já sei de tudo o que aconteceu naquele dia... você me disse enquanto delirava ontem. — ele abaixou a cabeça triste.
- eu entendo se você não me perdoar nunca, foi uma completa idiotice aceitar aquela aposta...
- eu já te perdoei, Gerard. Ontem quando você estava desmaiando. – ele me olhou esperançoso – não ligo mais pra isso, quero esquecer esse momento da minha vida. Agora tudo o que eu mais quero é ficar ao seu lado. Pra sempre.
- você tem certeza disso?
- absoluta.
Ele deu um longo sorriso e começou a olhar em volta procurando alguma coisa.
- você viu meu terno? – olhei pra ele sem entender.
- está ali no sofázinho.
- vá até ele, coloque a mão no bolso direito da calça e veja se acha alguma coisa, por favor.
- tudo bem.
Mesmo achando aquela atitude dele muito estranha, fiz o que ele pediu. Enfiei a mão no bolso da calça e achei algo que parecia uma caixinha de veludo. Meu coração foi a mil quando a coloquei na palma da minha mão e tive a certeza do que era.
- Gerard... – disse de boca aberta ainda segurando a caixa.
- abra. – ele deixou escapar um sorriso bobo e seus olhos estavam molhados.
Eu abri e quando meus olhos viram aquilo brilhante, quase desmaiei de emoção. Era uma aliança de ouro branco, linda e muito mais que perfeita.
- mas... mas...
- você aceita de casar comigo, Izabel Tunner? – eu cheguei perto dele na cama e comecei a chorar de emoção.
- cla... claro que aceito!
- se eu pudesse me levantar, eu te beijava agora mesmo. – ele riu.
- não seja por isso, senhor Way. – nos beijamos apaixonados e pela janela, Kary e Frank acompanhavam tudo pulando de felicidade por verem que o amor tinha voltado à ativa e feito seu trabalho da melhor forma possível.
Em alguns dias, Gerard saiu do hospital e 1 ano depois, no mês de dezembro, nós dois estávamos nos casando na maior e mais linda igreja de New Jersey.
Sem confusões, sem arrependimentos, e sem ninguém pra impedir nossa tão sonhada e merecida felicidade. Exceto é claro, por nossas brigas bobas de sempre como quem deixou a toalha em cima da cama, quem deixou o telefone fora do gancho, quem deixou cair molho na minha blusa nova, quem... eh, deixa pra lá. O importante é que o amor não escolhe hora certa pra chegar e quando ele chega, não quer saber se os dois combinam ou não, ele simplesmente faz sua parte e deixa o restante nas mãos do destino.
E como dizia a música de fundo do nosso casamento...
That\'s how much I need you (Isso é o quanto eu preciso de você)
And I can\'t stand ya (E eu não suporto você)
Must everything you do make me wanna smile (Tudo o que você faz, me faz querer sorrir)
Can I not like it for awhile (Será que eu posso não gostar disso por um instante?)
No... but you won\'t let me (Não... mas você não me deixa)
You upset me girl, then you kiss my lips (Você me chateia, garota, e depois me beija)
All of a sudden I forget that I was upset (De repente eu esqueço que estava chateado)
Can\'t remember what you did (Nem me lembro do que você fez)
But I hate it (E eu odeio isso)
You know exactly what to do (Você sabe exatamente o que fazer)
So that I can\'t stay mad at you (Para que eu não fique brava)
For too long, that\'s wrong (Por muito tempo, isso é errado)
But, I hate it (Mas, eu odeio isso)
You know exactly how to touch (Você sabe exatamente como me tocar)
So that I don\'t wanna fuss and fight no more (Para que eu não queira mais discutir nem brigar)
So I despise that I adore you (Então eu detesto te adorar)
And I hate how much I love you boy (E eu odeio o quanto eu te amo, garoto)
I can\'t stand how much I need you (Não suporto o quanto eu preciso de você)
And I hate how much I love you boy (E eu odeio o quanto eu te amo, garoto)
But I just can\'t let you go (Mas eu simplesmente não posso te deixar)
And I hate that I love you so… (E eu odeio te amar tanto assim) (…)
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