Notas iniciais
Espero que gostem viuu ^^

Já fazia horas que tinha amanhecido. Olhei para o relógio e eram nove horas da manhã. Levantei e fui acordar Jessie, mas percebi que ela também não havia dormido, pois quando olhei para ela, seus olhos estavam abertos. Levantamos e fomos tomar o café da manhã. Os pais de Jessie já estavam acordados.

Ainda de pijamas nós fomos tomar o café. Quando chegamos na cozinha o pai e a mãe de Jessie estavam sentados, comendo uma torrada. Nós demos “Bom dia” e nos juntamos à eles. Enquanto comíamos a mãe de Jessie falou:

–Filha, eu, seu pai e sua vó iremos viajar hoje, logo após o café da manhã. É um assunto urgente que temos que resolver.

–Nossa, mãe... O que pode ser tão urgente a ponto de vocês terem que viajar hoje? – Jessie perguntou, curiosa, assim como eu.

–Negócios filha... Coisa de família. Vocês tem quase vinte anos, já são adultas, podem ficar sozinha. – Ela tinha razão.

–Está bem... E quando vocês voltarão? — Jessie perguntou.

–Não sabemos... Mas pode demorar. Ai meu Deus! Olhe a hora! – Disse ela, se virando para o relógio – Temos que ir! Ah, e teve um assassinato aqui na cidade, por isso uns homens virão aqui fazer algumas perguntas, pode deixar eles entrarem. – Ela disse, pegando sua bolsa. – Amor, vamos.

Os pais de Jessie se levantaram e se despediram de nós, depois saíram pela porta. Eu e Jessie acabamos de lachar e arrumamos a mesa. Fomos para o quarto e trocamos de roupa, afinal, não íamos ficar de pijama o dia todo.
Enquanto nós ficávamos no parquinho conversando e lembrando de coisas que fazíamos, a campainha tocou. Nos levantamos do balanço e fomos atender, já sabendo que eram aqueles homens de quem a mãe de Jessie avisou.

Quando abrimos o portão vimos dois homens. Um era alto, usava um cabelo um pouco grande, que quase chegava no ombro e de um castanho claro. O outro era menor que o seu parceiro, mas o físico era bem parecido. Ele usava um topete no cabelo e sorria, torcendo para ser convidado para entrar. Os dois eram realmente muito bonitos.

–Ah... Senhoritas, nós somos os agentes Sam e Dean, viemos fazer umas perguntas sobre os assassinatos que têm tido nessa cidade. — O homem mais alto disse, acho que ele era o Sam.

–É, ok. Podem entrar. — Jessie disse.
Os homens entraram. Eles atravessavam a entrada da casa enquanto eu e Jessie fechamos o portão.

–Eu não entendo, os assassinatos têm sido longe daqui, porque eles vieram aqui perguntar? — Sussurrei para a Jessie, curiosa.

–Não sei, mas vamos logo.

Fechamos o portão e fomos direto para a cozinha. Eles se sentaram na mesa, nós também. E começou o interrogatório.

–Então... Vocês têm visto coisas esquesitas ultimamente? — O Sam perguntou. Me lembrei do homem que apareceu no nosso quarto.

–Hã... O que isso tem...

–Só responda a pergunta. — Dean me interrompeu.

–Olha, aconteceu uma coisa esquesita ontem, mas não acho que... — Jessie começou a falar, antes que fosse interrompida também.

–O que? Fale. — Sam apressou as coisas. Já havia gravado quem era quem. Não foi muito difícil já que eles não eram tão parecidos.

–Nós vimos um homem ontem no nosso quarto. Ele era esquesito... Usava uma capa preta qe cobria o seu rosto e quanto eu taquei meu colar nele, ele simplesmente sumiu... — Disse, explicando o que vi ontem.

–E esse homem, o que ele queria? — Dean perguntou, ansioso.

–Não sei! Ele só estendeu a mão e começou a se aproximar da gente. Eu peguei qualquer coisa ao meu alcance, que foi o meu colar e taquei nele. — Disse, lembrando daquele momento de desespero.

–Sam! É aqui! — Dean disse, ignorando completamente que eu e a Jessie ainda estávamos naquela conversa. — Meninas, teremos que ficar essa noite aqui. Sei que é esquesito mas...

–Calma ai Dean! — Sam o interrompeu. — Olha garotas, nós pensamos ter achado o assassino, e ele está rodeando essa casa, teremos que ficar aqui, mas vamos precisar que acreditem no que vamos contar agora.

Eu comecei a ficar nervosa. Como assim o assassino está nessa casa?

–Hã... Ok, meus pais foram viajar e acho que eles confiam em vocês então... O que é ? — Jessie apressou as coisas.

–Esse assassino, não é humano. — Eu e Jessie ficamos sem reação — Ele é um fantasma que estamos procurando faz semanas ou até mesmo meses. — Sam começou a falar.

–Pera... Que tipo de policiais vocês são? — Perguntei.

–Não somos policias moça... Somos caçadores. Caçamos seres sobrenaturais, seres que todos acreditam que não existe. — Ele me chamou de moça?

–Olha, não me chama de moça! Me chamo Annie! E bem... Eu sinceramente não tenho o que dizer.

–Não acredita na gente, Annie? — Dean perguntou, falando Annie em um tom mais alto.

–É... Eu quero acreditar, sinceramente, acho essas coisas bem... De um certo modo legais. Mas ao mesmo tempo não consigo. Mas ok... Façam o que vocês devem fazer e depois vão em bora. — Encurtei a conversa, me levantando da mesa.

–É... Eu concordo totalmente com a Annie. Podem pegar tudo necessário.Qualquer coisa estaremos lá em baixo, na churrasqueira. Vem Annie.- Jessie me puxou pelo braço. Eu dei um sorriso que dizia um "Até logo" e sai daquela cozinha.

Eu e ela descemos para a churrasqueira. Sentamos na beira da piscina e ficamos ali, em silêncio observando aqueles homens trazerem duas malas, que sabe Deus o que tinha lá dentro. Eles colocavam sal, pelo menos eu acho que aquilo era sal, em volta da casa. Eu os observava com o rosto curioso, quando um deles, o Dean, percebeu que eu estava olhando eles. Virei meu rosto no mesmo momento.

–Jessie... Um fantasma... Você acredita neles?

–Sinceramente? Sim. Não tem motivos para eles estarem mentindo. Se quisessem nos roubar já teriam feito isso. Além do que, eu vi ele na estrada aquele dia e ele sumiu de repente. E ontem a noite nós vimos ele e ele também sumiu. Que tipo de pessa desaparece do nada? — Ela tinha razão.

–É, você ta certa. Acho que isso é uma das coisas mais estranhas que já fizemos juntas... — Disse e ri.

–É! Mais estranha do que escrever no banheiro todo o nome daqueles garotos! — Ela riu, lembrando daquela lembrança.

–Pelo menos agora não vamos ficar desesperadas por não conseguir limpar a tampa do vazo né? — Eu ri mais ainda.

–É, mas vão se preocupar com a vida de vocês. — Olhei para trás, e Dean havia dito isso, logo atrás dele vinha o Sam. — Nós pedimos uma pizza, já deve estar chegando. Enquanto isso queremos conversar com vocês.

Ficamos em silêncio.

–Vocês viram esse fantasma alguma outra vez, além de ontem? — Sam perguntou, se sentando no chão na nossa frente.

–Bem... Eu vi. Quando fomos à uma festa, ontem também, na estrada ele apareceu. — Jessie respondeu ele.

–Pera, na estrada? — Dean perguntou, surpreso.

–Sim. Eu vi ele por um momento depois ele desapareceu. — Jessie disse, normalmente.

–Sam... Ele não está conectado com a casa. Mas se ele não está conectado com a casa, ele está conectado com elas! — Dean disse.
Eles se encararam durante um tempo, mas a campainha da casa atrapalhou a concentração deles. Eu me levantei.

–Eu atendo, deve ser a tal pizza. — Disse.

–Eu vou com você, não é legal vocês andarem por aqui sozinhas, principalmente agora que sabemos que o fantasma está conectado com uma de vocês. — Dean se levantou.

Nós fomos até o portão e pegamos as pizzas. Levamos até a cozinha. Já era tarde para almoçar, umas três horas da tarde. O tempo havia passado rápido mesmo. Depois que almoçamos eu e a Jessie ficamos na cozinha arrumando os pratos e tudo que havíamos usado enquando os garotos foram revistar a casa atrás de algo.

Quando acabamos eles nos encontraram no cozinha. Iríamos esperar o anoitecer para os garotos verem o fantasma. Eles disseram que se vissem ele, poderiam descobrir que objeto ele usa que nós também temos. Enquanto não anoitecia ficamos conversando. Eles nos contaram sobre a vida deles, depois de muito insistirmos para eles.

Eles se chamavam Sam e Dean Winchester. Eram caçadores desde pequenos. Sempre vivem procurando nos jornais casos para solucionarem e tornarem digamos que o mundo um lugar melhor para se viver. Resumindo eles salvam vidas.

Eu contei o básico sobre mim. Somente que eu era uma pessoa normal, que passava as férias na casa da prima. Jessie não disse quase nada, ela era igual a mim.

–E seus pais? — Perguntei.

–Estão mortos. — Dean disse, com a voz triste.

Antes que eu pudesse me lamentar ouvimos um barulho vindo de dentro da casa. Eu olhei o relógio e já eram nove horas da noite. Já havi escurecido fazia horas, mas como as portas estavam fechadas não havíamos percebido.

Sam e Dean se levantaram e pegaram suas armas. Eu e Jessie nos levantamos e ficamos atrás deles. Eles esperavam o tal fantasma aparecer.

Eu de repente comecei a sentir frio, o mesmo frio que senti ontem a noite. Por pura intuição me virei, com medo de algo estar atrás de mim, e eu estava certa.

Aquele homem de capuz me observava, eu não sabia o que fazer então fiz a primeira coisa que veio na minha cabeça. Eu berrei.

–Sam! Dean! — Gritei e eles se viraram.

–Abaixei! — Sam gritou, e eu abaixei, ele atirou no fantasma e ele desapareceu — Você viu Dean? — Sam perguntou, ainda armado, esperando pelo fantasma.

–O colar. — Dean disse. — Annie, aonde você consegiu esse colar? — Ele perguntou apressado.

Antes que eu pudesse responder o fantasma apareceu novamente, dessa vez na frente deles. Eu olhei para ele e percebi que ele usava o mesmo colar que eu, mas eu não pude nem mesmo confirmar, pois os Winchesters já estavam atirando nele.

–Eu... Eu desenterrei a alguns dias atrás! — Disse, ainda com medo.

–Queime! Rápido! — Sam berrou.

Eu não perdi tempo. Peguei uma táboa coloquei em cima do balcão e tirei o colar. Coloquei ele em cima da táboa. Enquanto isso o fantasma aparecia para os meninos e a Jessie, mas eles mantiveram o controle. Eu corri pela pia e achei um fósforo. A primeira tentativa de acendeu falhou. Corri para acender outro, e consegui. Rapidamente queimei o colar com o foco.

Aos poucos ele derretia. De repenteo fantasma apareceu do meu lado. Quando ele estava prestes a tocar em mim, ele começou a pegar fogo. Olhei para a táboa ao meu lado e o colar já havia derretido.

Notas finais
Não sei quando vou postar o próximo capitulo, depende se eu souber que tem gente lendo... haha'