Fé E Pecado
6 Capítulo 5 - " Você me quer... Confessa!"
Notas iniciais
Obrigada pelos reviews e juro que quando eu tiver um tempinho eu respondo, ok?
Bom... Esse cap vai ser uma prévia de como Bella atacará Ed de agora em diante, espero que gostem!
-Bella, eu tô falando sério, garota... – Alice já estava me dando nos nervos com todo aquele falatório de que era errado o que eu estava fazendo.
-Ah, não me enche o saco! – Esbravejei já estressada. – Eu já disse que vou fazer, você querendo ou não eu vou, não adianta nem me dizer nada!
-Bella, mas isso é pecado! –Exclamou tentando, inutilmente, me fazer desistir, mas era tarde demais, ele já estava na minha mira. – Você vai para o inferno.
-Oh querida... Eu vivo lá há anos! –Eu disse zombando da minha própria situação. – Olha, eu realmente estou afim dele, ok?
-Ah... tá! Como se isso mudasse alguma coisa! – Bufou. – Ele é padre!
-Não por muito tempo. – Sussurrei misteriosa e ela arregalou os olhos.
Uma coisa que percebi sobre Alice Masen: Ela se fazia de durona e descolada, mas no fundo morria de medo de fazer algo realmente ousado. Sua maior ousadia foi namorar o veterano Jasper Hale, primo daquela chata da minha outra companheira de quarto, Rosalie.
Trocamos de roupa e fomos para o salão de jantar. E... Nossa! Hogwarts perdia pra isso aqui! Esse salão parecia de um palácio de algum príncipe ou alguém muito mais importante. Tinham umas cem mesas muito bem ornamentadas e com várias comidas que pareciam deliciosas. Porém nenhuma mesa me atraiu tanto quanto a que Edward estava.
-Essa é a mesa dos professores, nem se atreva! – Alice sibilou já quase tendo uma sincope.
-É sério Ally, você precisa se acalmar! – Murmurei, enquanto me sentava numa mesa um pouco afastada da dele, porém que tinha uma boa visão tanto de cá para lá, quanto de lá para cá.
Não sei que como ele percebeu que eu estava o olhando, porém quando seus olhos pousaram em mim, eu meio que senti meu corpo todo vibrar. Ele sorriu ligeiramente e levantou a taça em sua mão, em cumprimento. Eu sorri abertamente e fiz a mesma coisa.
Tomei um gole e eu quase engasguei. Aquilo era vinho! Eles davam vinho pros adolescentes, fala sério?! Qual é...
-Você esperava o quê, refrigerante de uva? – Alice perguntou rindo. – Aqui não é a América, Bella.
Se aqui o povo é doido, tudo bem. Eu é que não iria reclamar de ter álcool de graça e sem problemas, né?
A comida era ligeiramente estranha, mas também não reclamei. Amanhã seria um dia puxado pra mim e eu queria acabar logo o jantar e ir dormir. Porém quase dei um pulo de susto quando Edward se sentou com a gente e passou sem querer a mão na minha perna enquanto se sentava, mas quando percebeu o que tinha feito, murmurou constrangidamente:
-Desculpe... – Eu apenas sorri e olhei de esguelha para Alice que estava de boca aberta. – Como está, Bella?
-Estou muito bem, obrigada. – Depois que pus o guardanapo no meu colo, repousei discretamente a mão na sua coxa.
Eu só queria ver o que ele faria. Não me matem apedrejada por isso, por favor!
Mas para minha total surpresa, ele não tirou. Não tô brincando, ele realmente permitiu que eu continuasse com a mão ali, quando eu pensava que ele iria, pelo menos, tentar educadamente se livrar do meu aperto.
-E o senhor, como está? –Perguntei tendo uma desculpa pra olhá-lo e eu quase ri com a cena.
Edward estava vermelho! Ele parecia um tomate de tanta vergonha e respirava pesadamente. O coitado afastava levemente a batina pra que um vento o acalmasse. Quando eu olhei pra Alice, ela parecia alheia demais com o seu namorado para perceber o que estava acontecendo.
-E-Estou bem... Estou bem, muito bem, bem demais! – Disse gaguejando todo nervoso.
-Que bom! – Falei apertando sua coxa e vi que ele arregalou os olhos.
No meio do jantar, ele colocou sua mão sobre a minha, acho que para retirá-la, porém eu fui mais rápida e entrelacei nossos dedos e sorri singelamente para ele, que engoliu a seco. Acho que finalmente Alice percebeu alguma coisa, pois deve ter visto que a gente estava comendo somente com uma mão e fingiu que seu brinco tinha caído no chão, para poder espiar debaixo da mesa.
Quando ela retornou para cima, sua cara estava chocada. Eu apenas sorri de canto de boca e continuei a cortar meu peixe com uma mão só, mas eu somente conseguia espetar. Olhei discretamente para Edward e ele também estava tendo dificuldade, porém se esforçava de verdade para não precisar da outra que estava sobre o meu poder.
Só que como minha felicidade dura pouco, ele de repente levanta, se desvencilhando de mim e com uma taça na mão, brinda bem alto:
-Quero agradecer a todos os alunos aqui presentes, espero que esse ano seja tão próspero e feliz quanto os outros anos. Amém! – Todos disseram amém também e levantaram suas taças.
Eu esperava que ele se retirasse da mesa, mas quando senti sua mão apertar meu ombro, me assustei... Chega estremeci. Olhei pra cima e o vi acenar para porta, eu assenti e o segui. Lógico que antes eu pisquei e soltei um beijinho para minha amiga toda boba.
Assim que as grandes e pesadas portas se fecharam atrás de nós, Edward agarrou meu braço e me arrastou pelos corredores vazios, até um que estava completamente vazio e escuro. Senti que estava transtornado, quando ele me jogou contra uma parede e me imprensou entre ela e seu corpo quente mesmo coberto com aquela batina horrorosa dava pra sentir seu calor, seus braços me prendiam ali.
Eu juro que eu pensei que ele fosse me beijar. Era isso que seus olhos queriam, eles me diziam isso, eles estavam tão desejosos... Mas ele não fez nada. Apenas ficou me encarando arfar como se meu pulmão estivesse pifando e depois de muito tempo só me olhando, perguntou furioso:
-O que você quer, me diga, o que você quer?! – Sua respiração quente e com cheiro de eucalipto estava me deixando louca!
-Você. – Disse simplesmente.
Ele me olhou incrédulo, para depois afrouxar seus braços e se jogar ao meu lado, também arfando. Ficamos um tempo curto, calados, mas pra mim foi super estranho. Eu queria que ele me agarrasse ali, eu necessitava disso!
-Você não sabe o que você está falando, garota. –Ele falou seriamente atormentado.
Agora foi a minha vez de prendê-lo em meus braços, eu queria fazer com que ele sentisse as mesmas emoções que havia me deixado. Eu queria que ele me desejasse tanto quanto eu o desejava naquele momento. Porém ele já estava excitado, deu pra sentir quando minha perna roçou nele. Mas era pouco! Eu o queria louco por mim, como eu me sentia estar por ele. Eu queria que ele sentisse a mesma necessidade de me ter...
-Eu te quero, Edward. – Ronronei em seu ouvido, minha boca em seu pescoço. –Dentro de mim, por favor... –Minhas palavras eram vulgares, mas eu não conseguia mais me conter! Era o que eu sentia e se eu não falasse, explodiria! – Eu preciso de você!
Minha mão por vontade própria caminhou pelo seu corpo, sentindo seu peito enrijecer e sua respiração ficar mais pesada a cada instante. Quando minha mão encostou-se àquela pedra que estava entre suas pernas, nós dois estremecemos.
-Não... – Ele tentou recusar meu toque, mas saiu mais um gemido do que qualquer outra coisa.
Eu mordi seu lóbulo e ele estremeceu mais uma vez.
-Você me quer... Confessa! – Eu pedi descontrolada e o senti me puxar para mais perto.
-Eu te...
-Padre Edward? – Uma voz feminina ao longe e nos atingiu como um raio e nos separamos rapidamente.
Fale com o autor