Fé E Pecado

27 Capítulo 26 - Notícias bombásticas por telefone.


Notas iniciais
Oi gente... Obrigada pelos lindos reviews e por thallytaO ter feito a decima recomendação da fic. Adoreei e esse capitulo dedico a vc! Beijos!

Tanya’s POV

Aproveitei que Edward estava ausente para dar uma escapada para um SPA. A escola ficou entregue às moscas, quer dizer, às freiras e elas, com certeza, estariam tão ocupadas em dar conta de tudo sozinhas para notar minha ausência.

Estava eu tomando um bom banho de lama, quando meu celular começou a tocar. Surpreendi-me, pois ninguém me ligava assim do nada. Só que logo a surpresa passou, já que no visor o nome “Jacob” piscava. Respirei fundo para conter minha impaciência. Ele deveria ter me ligado apenas para encher meus lindos ouvidos com suas lamentações por estar entediado.

- Que é? – Perguntei tendo a minha tentativa de me manter paciente fracassada.

-Você não vai acreditar em quem me ligou! – Jacob exclamou do outro lado da linha. Se ele percebeu o meu tom ofensivo, não pareceu notar.

-Pela sua empolgação, arrisco-me a dizer que foi... Papai Noel? – Revirei os olhos.

-Há, há. Não achei graça... Fala sério, Tanya! – Seu jeito grosseiro me dava nos nervos. – Bella acabou de me ligar, dizendo que quer me ver.

-Bella?! – Engasguei de susto. – Como ela conseguiu seu número?

-Bom... Eu não troquei. – Falou sem jeito. – Mas enfim, o que importa é que ela disse que não está mais brava e quer me ver. Isso é bom! Agora pode dar um jeito de me tirar daqui...

-Peraí! – Exclamei o interrompendo. – Você é uma besta mesmo! Como não trocou o numero do celular? Não sabia que poderia estar sendo rastreado pela polícia, agora mesmo? E como acreditou que Bella, num passe de mágica, te desculpou? Só sendo muito retardado para não ver o óbvio... Isso é uma armadilha, seu idiota!

-Não é, não! – Gritou no telefone. – Ela tem um motivo...

-Qual? –Perguntei desconfiada. Ele estava tentando me esconder alguma coisa.

-Não é da sua conta. – Murmurou agressivo.

-Não? – Exasperei. – Eu sou a única maneira de você sair daí, meu filho. Se não me contar exatamente o que está acontecendo, eu não movo um dedo para te tirar daí. – Ameacei.

Depois de um tempo calado, ele diz finalmente:

-Ela tá grávida.

Eu quase deixei cair o celular dentro da banheira, depois dessa. Bella grávida... Será que é de Edward? Não... Se fosse, ela teria logo ido contar para ele e não para o debilóide do Jacob. OH MEU DEUS! Bella está estava grávida de Jacob!!

-Essa é a melhor noticia que você poderia me dar! – Comentei alegre, já saindo da banheira.

-Por quê? –Perguntou curioso. – Você não vai aprontar nenhuma pra cima dela, não, né? Olha... Agora, ela estando grávida de um filho meu, eu não vou deixar que você sequer encoste um dedo nela. – Avisou-me sério.

-Calma... Eu não vou fazer nada com sua princesinha grávida. – Garanti-lhe, arquitetando um plano em minha cabeça. – Aliás, você será bastante útil se for imediatamente para os braços da sua amada... Só me diga uma coisa: Você pretende casar com ela, não é mesmo? –Perguntei tentando não transbordar de excitação. – Não deixará sua Bella ficar sozinha e desamparada num momento como esse. Ser mãe solteira deve ser uma barra... – Tentei influenciá-lo.

-Eu ainda não tinha pensado nisso, mas não me parece uma má ideia. –Falou pensativo. -Os pais de Bella não tem muito dinheiro e eu posso dar conforto tanto para ela quanto para o bebê. É, Tanya... Eu vou pedir a mão dela sim. – Afirmou com tanta veemência que eu quase dei pulinhos de felicidade.

-Ótimo, faça isso! E eu realmente espero que vocês dois tenham um final extremamente feliz juntos. – Desejei com alegria fingida.

-Ah... Valeu. – E o telefone ficou mudo.

Há, há. Aquela demente me deu a melhor arma para que eu pudesse a destruir de vez. Um filho de outro, com certeza, fará com Edward nunca mais queira chegar perto dela novamente. Grávida... Que beleza!

-Bom, meu Edward precisa saber disso, não é? – Perguntei pra mim mesma, discando o numero do colégio. Alguém atendeu e eu pedi: — Você poderia me dar o telefone de Padre Edward, por favor? Eu sou a chefe das monitoras e preciso falar com ele sobre um assunto... – Ela me deu e eu agradeci, desligando. – E quem melhor para contar essa ótima notícia, do que eu?

Edward’s POV

Já tinham se passado dois meses e a imagem de Bella não se afastava da minha mente. Não que eu quisesse que fosse embora, mas isso fazia com que a saudade aumentasse muito e se tornasse mais insuportável a cada dia que passava.

O que acha, Padre? – Alec me perguntou, afastando meus devaneios. – Eu tenho mesmo vocação para seguir carreira religiosa?

Ele e muitos outros candidatos a padre me fizeram essa mesma pergunta durante esse tempo que eu estive no Vaticano. E, como era minha incumbência, tinha que mentir sobre o que eu verdadeiramente penso. Eu juro que quase ri quando soube que era essa “missão”. Fazer-me convencer esses pobres garotos assustados de uma coisa, na qual eu não acredito mais, é quase uma blasfêmia!

-Alec, você se sente capaz de honrar com todos os compromissos e preceitos que essa vida exige? –Perguntei e ele assentiu prontamente. – Tem certeza?

-Acho que sim.

-Se você acha é por que não tem certeza. – Observei sério. – Ser padre não é brincadeira ou uma profissão que pode ser desfeita de um dia para noite. O mundo é cheio de tentações, nas quais são quase impossíveis de resistir. Como padre, você não poderá sucumbir a nenhuma delas, meu filho. – Comentei e me retirei do recinto. Infelizmente, Ele me seguiu.

-Então, o senhor se arrepende de ter seguido esse caminho? –Perguntou curioso.

Engoli a seco. Essa pergunta tinha me pego desprevenido e eu não sabia se poderia lhe contar a verdade. Alec era um bom garoto, estudioso e muito jovem... Aposto como tinha um bilhão de dúvidas em sua cabeça.

-Sabe Alec, por muitos anos, eu achei que ser padre tinha sido minha melhor escolha, uma escolha em que não me arrependeria jamais de tê-la feito. Mas... Arrependi-me. –Confessei e ele arregalou os olhos. – Eu conheci uma jovem moça, na qual me apaixonei imensamente, porém seria muito fácil se eu não tivesse... – Suspirei. — Escolhido esse caminho.

Ele não pode me dizer mais nada, pois um serviçal me chamou dizendo que tinha um telefonema para mim de Londres e que era de extrema urgência. Fui até o gabinete e o atendi afoito.

-Alô? – Uma voz feminina perguntou.

-Alô, quem é? – Perguntei não a reconhecendo.

-Ah, sou eu, Tanya. Como vai, Ed? – Seu tom de voz era muito bem humorado.

Ai vem coisa...

-Vou muito bem, obrigado. – Disse desconfiado. -Como conseguiu meu número?

Ela riu.

-E por que não conseguiria? –Seu tom de voz era muito alegre para o meu gosto. – Você não estaria, digamos que, se escondendo, não é?

-É claro que não! – Afirmei com veemência. – Mas me diga logo, o que quer? Você não me ligaria assim por nada... O que está aprontando, Tanya?

-Eu? Nada... – Se fez de inocente. – Eu não posso ligar para o meu diretor favorito?

-Não! – Disse abruptamente.

-Ah... Que pena! – Fingiu pesar. — Nem para contar notícias de sua adorada Bella?

-Como assim? – Perguntei sobressaltado. – Você sabe noticias dela? Ela voltou? Ela está bem?

Ela riu novamente. Um som de deleite que chegava a ser jocoso...

-Não se preocupe. Ela está bem, bem até demais. Na verdade, deve estar radiante! – Comentou jogando seu veneno. – Ela deve estar com aquele brilho no olhar que só as mamães têm... Soube que ela e Jacob estão felicíssimos!

-O quê?– Perguntei confuso por ela meter o Black na conversa. – Seja clara de uma vez!

-Você ainda não entendeu? –Perguntou surpresa. – Bella está grávida e... Ruflem os tambores... O filho não é seu! – Falou como se tivesse me contando que ganhou na loteria.

-Não acredito! – Gritei. – Você está mentindo, sua cobra!

-Sério? –Perguntou sarcástica. – Então, por que não liga para casa da sua amadinha e confirma?

-É isso mesmo que eu vou fazer. – Garanti-lhe desligando o telefone em sua cara. – Alô? – Falei com a telefonista. – Quero ligar para Forks, Estados Unidos, casa dos Swan.

-Aguarde um momentinho... – Pediu ela e aquela irritante musiquinha tocou.

-Alô? – Era a voz de Renée. – Quem fala?

-Olá, Bom dia Renée. Sou eu, Padre Edward. Como vai?

-Ah, Padre... Estou ótima e o senhor? –Percebi que ela estava surpresa.

-Estou bem... Mas me diga, cadê Bella? –Falei tentando parecer calmo.

-Bella?–Ecoou com indiferença. – Ela não está aqui. Foi no aeroporto buscar o namorado. Quer deixar recado?

-Ah... Então o Black apareceu? –Perguntei engasgado.

-Sim! E se não aparecesse, Charlie o caçaria! Sabe como é, engravidar a filha de um chefe de polícia e pedir para morrer. Mas, pelo menos, os dois irão se casar.

Então, é verdade?!

Renée poderia odiar a filha, mas mentir de uma forma tão descarada não era do seu feitio. Eu não acreditava que Bella poderia fazer isso comigo! Um bebê! E eu sabia que era dele mesmo, pois eu próprio vi o vídeo da concepção... Droga! E ainda por cima, vai se casar com outro?

-Ah, mas e vou acabar com essa festa agora mesmo!

Notas finais
Agora sim, o circo pega fogo!