Fé E Pecado
19 Capítulo 18 - A chantagem.
Notas iniciais
Review é uma forma de me incentivar a escrever e sem ele eu me sinto desmotivada...
Bom, deixando esse assunto de lado, aqui está mais um cap!
Bjos
Respirei fundo e apertei o play.
Eu bem que tentei distrair Edward, mas nem mesmo a briga/reconciliação, fez com que ele deixasse esse assunto de lado. Ele parecia carrapato e não queria deixar esse vídeo pra lá de jeito nenhum e como eu não queria mais briga, aceitei.
Não quis me deitar ao seu lado, pois seria extremamente angustiante ficar perto dele enquanto via aquelas imagens que provavelmente comprometeriam nossa relação. Ele respeitou isso e pregou os olhos na TV e em tudo que aconteceu naquela noite.
A filmadora parecia estar em cima de algum lugar que dava uma visão panorâmica do quarto. Um relógio na tela marcava que era aproximadamente nove horas, mais ou menos a hora em que eu fui lá. Vi Jake e Emmett conversavam sobre uns jogos de Playstation, até que uma batida na porta fez com que o papo terminasse e Emmett fosse atender.
-Mas que porra... – E lá estava eu num minivestido vermelho. – Jake, sua pizza chegou...
Eu e Edward nos entreolhamos de soslaio.
A parte a seguir não foi muito importante, só foi mesmo aquela conversa entre nós três e- para minha infelicidade – a cena de sexo logo começou. Pude ouvir a respiração pesada de Edward e o observei cerrar as mãos em punhos.
-Vou adiantar... – Avisei já pegando o controle, mas ele tomou da minha mão.
-Deixe aí, eu quero ver. – Falou carrancudo.
Edward’s POV
Eu estava odiando ver aquilo tudo. Vê-lo a beijando, tocando sua pele macia e desfrutando de tudo que é meu, fez com que meu sangue todo fervilhasse. Eu não queria mais ver aquela tortura, quando de repente um gemido me chama a atenção.
-E-EDWARD. – Gritou a Bella na tela.
Eu mal tive tempo de olhar a reação da Bella ao vivo, quando a violência começou. O Black a arrastou pelos cabelos deu-lhe uma bofetada que a fez parar longe, desmaiada. Consegui, horrorizado, desgrudar os olhos da televisão e encarar a garota perto de mim, chorando.
-Por favor, não me faça reviver isso tudo de novo, Edward. –Pediu-me engasgada com o rosto entre as mãos. – É muito doloroso...
Eu a abracei e desliguei a televisão, preocupando-me em acalentá-la enquanto suas lágrimas caiam sem parar e molhavam não só minha camisa, como seu lindo rosto. Mesmo que eu sussurrasse palavras de consolo, ela não parava de chorar desesperadamente. Numa tentativa de consolá-la, lhe beijei longa e firmemente a boca.
Foi um beijo salgado, por causa das lágrimas, mas delicioso. Rapidamente já estávamos enroscados em braços e pernas, os dois em busca do toque do outro. Nosso beijo esquentou ainda mais e eu já não aguentava de tanto desejo. Bella suspirou e eu puxei-lhe o vestido delicadamente exibindo um belo corpo que já estava à espera que o tomasse. Também tirei minhas roupas e percebi seus olhos me fitando.
-Você é maravilhoso. – Comentou me tocando com deslumbre.
-Você também é, meu anjo. – E beijei-lhe novamente com mais fervor.
Nossos corpos se encaixaram num só e eu tive que me segurar para não machuca-la com meu descontrole de movimentos. Ela me guiou com o ritmo e no começo, nos movimentávamos bem lentamente até que chegou uma hora que arfávamos com a rapidez das estocadas.
-Mais forte... – Pediu-me, quase sem força até que deu um grito estridente.
-O que foi?! –Perguntei sobressaltado.
-Nada, continua! – Mandou arquejando.
-Mas você gritou! Tá doendo? – Fiquei preocupado, eu poderia estar rápido demais pra ela.
-Não! Ai Meu Deus! – Gritou mais uma vez. – Não pare, aí!
-Tem certeza? Quando a pessoa grita nunca é um sinal bom... – Comentei diminuindo a velocidade.
– Edward Antony Cullen, não ouse a parar! – Exclamou autoritária. –Continua... Rápido... Deus... Eu vou... Eu vou... – Prendeu-me com as pernas por alguns instantes e depois relaxou, com um sorriso bobo nos lábios.
-Então, gritar é bom? – Perguntei curioso de verdade, esperando que ele ainda tivesse consciente. Ela assentiu e disse:
-Muito bom. – E me abraçou, enquanto eu me aconchegava em seus braços. – Quer dizer que você está fazendo bom trabalho. – Contou-me de olhos fechados.
-Então devo ser excelente. – Comentei comigo mesma e ela sorriu.
-Com certeza. – Balbuciou antes de pegar no sono.
Ela estava cansada. Mal dormiu noite passada e agora deveria estar um caco, assim como eu. Só que eu estava feliz demais pra conseguir dormir, eu simplesmente estava extasiado com tudo que aconteceu conosco.
Eu nunca pensei que amar fosse tão... Gostoso.
Não tive nem tempo de saborear esse momento com Bella, quando Tanya abriu num rompante e nos flagrou. Droga! Pela sua cara de raiva, com certeza, daria merda! Ela fechou a porta com violência e eu fiquei sem saber o que fazer.
Resolvi não acordar Bella e resolver, por mim mesmo, esse problema. Vesti-me rapidamente e fui atrás de Tanya, que estava sentada num dos bancos do jardim com a respiração ofegante e com mão no peito.
-Tanya! –Chamei-lhe e ela me encarou raivosa. – Nós precisamos conversar!
-Precisamos conversar uma ova! – Exclamou vindo à minha direção. – Eu vou te denunciar, seu cretino! – E depositou uma série de tapas em meu peito.
-Calma! – Eu falei segurando suas duas mãos com uma minha. – Você não vai dizer nada a ninguém.
-Quem vai me impedir?! – Perguntou petulante.
-Eu. – Disse firme. – Eu sei que você não quer me prejudicar... Por isso, vai ficar calada.
-Mas e o quê ganho com isso? – Perguntou afiada pondo a mão na cintura. – Vamos, o que eu ganho por ficar calada, Padre Edward? – Seu tom de voz era mesquinho e altivo, sem respeito algum. – Aposto como todos vão gostar de saber como o “senhor” – Pôs aspas no ar. – está se relacionando com uma aluna... Ah, como vão!
-O que você quer? –Sibilei com ira, segurando seu braço com força. Eu não esperava isso dela, uma garota que sempre me pareceu do bem...
- Só mesmo que ela. Você. – Respondeu com um sorriso felino estampado naquela cara falsa.
-Como é que é, sua doida? – Meu tom de voz estava se alterando, ela parecia adorar isso.
-Isso mesmo que você entendeu! – Disse sem vergonha. – É esse o meu preço, é pegar ou largar.
-Sua puta! – Xinguei-lhe com nojo e a soltando.
-Não mais que sua Belinha. – Afirmou sorrindo vitoriosa. – Por um acaso não mereço o mesmo tratamento que você dá a ela, padreco? –Perguntou irônica.
-Nem de longe, sua vagabunda! – Ela riu de escárnio.
-Xinga que assim eu gamo! – Gargalhou ainda mais. – Mas eu quero uma resposta... Vai sair comigo ou vai perder tudo?
-Não me importo...Vai lá, conta! – Mandei-lhe ríspido. – Eu já vou largar a batina mesmo, na verdade, você estará me fazendo um imenso favor! – Percebi que por essa ela não esperava, mas logo se recompôs, dizendo:
-Você acha mesmo que só irão te expulsar do colégio? – Perguntou irônica. – Oh Docinho, com certeza, vão pôr um belo processo em suas costas por pedofilia, já que a Belinha, pelo que eu saiba, ainda é menor de idade. E o pai policial dela, então? – Riu da minha desgraça. – Vai leva-la de volta para o lixo de onde ela jamais deveria ter saído e você nunca mais a verá em sua vida... O que acha? Parece bom, não é?
-Você não presta! — Cuspi e ela riu.
-Somos dois, pois não sou eu quem tá pegando uma vagabundazinha qualquer menor de idade. – Disse se aproximando de mim e eu me afastei. – Você não tem escolha, meu amor. Ou você fica comigo também e eu fico calada ou fica só com ela e se ferra.
-Pra quê você tá fazendo isso, Tanya? –Perguntei angustiado. – É só pelo prazer de me ver sofrendo?
-Você não vê o óbvio, não é mesmo? –Perguntou retórica. – Eu te amo muito antes de ela chegar e te tomar de mim... Ela simplesmente não tem esse direito!
Essa foi a minha vez de rir.
-Eu nunca fui seu, Tanya. – E dei meia volta, me afastando daquela víbora. – E nunca vou ser!
Notas finais
Só eu sei! Há, há, há! Morram de curiosidade!
Brincadeira!
Beijos!
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