Fé E Pecado

16 Capítulo 15 - Qual é melhor, chocolate ou sexo?


Notas iniciais
Quero agradecer a tds que me mandaram reviews e um beijo especial a Claire Styles, que fez a sétima recomendação da fic e esse capitulo eu dedico a vc! Beijos e boa leitura.
Aviso: Esse capitulo é o mais hot até agora...

Depois daquela discussão, eu e Edward meio que ficamos brigados. Eu não gostava dessa situação, mas ele estava merecendo. Ele toda hora me esnobava... Ah, eu já estava cansada de correr atrás dele, isso sim!

A noite caiu e ficamos ele, Esme e eu assistindo TV. Só passava reprises de seriados antigos pra cacete, mas a gente estava rindo à beça. Tomei litros de chocolate quente, mas é que estava muito bom... Enrolada num cobertor por causa do frio, só faltava ter Edward agarradinho comigo.

Merda! Eu deveria estar realmente obcecada por ele, só pode. Eu não parava de pensar nele um minuto... Que saco! Algumas vezes trocávamos olhares, mas na maioria, eram irritadiços. A mãe dele estava sentada no meio, acho que ela também percebeu que nós dois estávamos brigados, pois ficava perguntando se estava tudo bem entre a gente.

-Meus amores, eu já vou dormir. – Disse bocejando. – Vou tomar meu remédio do sono e vou direto pra cama, boa noite. – E se levantou do sofá.

-Boa noite, tia. – Falei e recebi um beijo na testa.

-Boa noite, mãe. – Edward também recebeu o mesmo beijo.

Ela acenou um tchau e se retirou. Eu e Edward nos entreolhamos rapidamente, para depois desviarmos para a TV. Ele pegou mais um pouco de chocolate quente e me perguntou:

-Quer mais? –Eu assenti e ele pegou minha caneca e segurou minha mão ao despejar a bebida. Olhei para ele e, em resposta, ele abriu um meio sorriso.

-Obrigada. – Disse seca.

-De nada. – Falou meio rouco, ou era impressão minha? Não importa.

Quando Edward voltou a se sentar no sofá, estava muito mais perto de mim e aposto em dizer que foi de propósito. Fingi que nem percebi e continuei a beber meu chocolate e a assistir televisão, até ele falar:

-Sabia que chocolate é uma das comidas que pode substituir o sexo? – Seu comentário fez com que eu me engasgasse.

-Haja chocolate. – Respondi e ele riu. – Mas como você sabe disso? –Perguntei não entendendo muito sua jogada.

-Li em alguma revista. – Deu de ombros.

-Só você mesmo para acreditar nisso. – Observei.

-Como assim?

-Oh, só alguém que nunca transou poderia dizer que chocolate... – Apontei para a caneca. – Pode substituir tipo assim, uma hora de sexo. – Bufei. – Nem se você fosse o dono da fabrica de chocolate, meu filho.

-Então, sexo é melhor? – Perguntou curioso.

-Muito melhor. – Falei dando ênfase no muito. –Pena que nunca poderá experimentar sendo padre... – Olhei para ele de soslaio, enquanto falava.

Ele murmurou alguma coisa que nem tive o trabalho de tentar entender.

-Parece que minha mãe gosta de você... – Comentou depois de um tempo calado e eu assenti.

- A gente conversou bastante enquanto você pegava lenha.

-Ela disse o quê? – Perguntou interessado.

-Nada demais... – Desviei o olhar para a TV. – Esse episódio é engraçadíssimo! – Mudei de assunto.

-Se você tá tentando me enrolar, é por que ela falou alguma coisa. – Constatou. – Fala logo e nem tente me enganar.

-Por que eu falaria alguma coisa pra você? – Perguntei seca. – Você vive me dando patada!

Ele suspirou.

-Bella, me desculpe, tá? –Pediu se aproximando. – Eu perdi minha cabeça por um instante, mas você sabe que eu não gosto de ficar brigado contigo.

-Pois parece... – Continuei na minha pose de marrenta, mesmo que todas as fibras do meu ser já estivessem reagindo à sua proximidade.

- Vem cá. – Falou me puxando para seus braços. – Você fica linda brava. – Beijou o topo da minha cabeça, mas eu me desvencilhei. – O que foi?

- Esse jogo de gato e rato estava divertido no inicio, mas agora... Tá me machucando. – Desabafei. — Ah, Edward... Eu tô cansada de ficar correndo atrás de você e você fugir.–– Admiti e completei com lágrimas nos olhos: — Por isso, de agora em diante, você tem a minha palavra de que eu nunca mais vou me jogar, provocar e nem perturbar você. – Garanti-lhe. – Vou voltar a te chamar de Padre Edward e pra você, eu serei apenas uma aluna problemática da sua escola.

- Mas e se...

- Mas e se, nada, Edward! – Falei o interrompendo. — Essa brincadeira está indo longe demais e já está fazendo mal a nós dois! Agora vai dormir, pois eu vou fazer o mesmo! – Disse decidida apontando para a porta do quarto de Dona Esme.

-Tem certeza? –Perguntou-me sério.

-Não, mas não vejo outra saída.

Ele assentiu e entrou.

Assim que a porta foi batida, deixei que as lágrimas caíssem e molhassem meu rosto. Esperei até que a ultima caísse para finalmente dormir.

Edward’s POV

Depois que Bella despejou tudo aquilo em cima de mim, eu simplesmente não consegui dormir. Eu só conseguia pensar nela e em como ela estava sofrendo com essa história. Eu também já não estava achando graça nisso faz tempo, mas eu não queria que ela parasse. Não agora que finalmente percebi que estou apaixonado por ela.

Virei para um lado e virei pro outro, mas nada do sono chegar. Fiquei olhando para o teto, até que resolvi fazer uma oração em pensamento:

Meu Deus, o senhor sabe melhor que ninguém, que eu me esforço a cada dia para ser um homem bom, generoso e merecedor de toda a graça que só o senhor pode conceder. Mas, como deve saber, estou apaixonado por Isabella, pessoa mais adversa que já conheci em toda minha vida. Tentei afastar esse sentimento de mim e lutar contra, mas vêm se tornando cada dia mais difícil resistir a ela e admito que não quero mais lutar. Sei que fiz o sacramento e jurei honrar com todos os preceitos de padre e, na época, eu pensei que poderia cumprir todos eles, mas hoje descobri que eu não posso mais. Por isso, peço a ti, senhor, que me perdoe por pecar por amor. Amor esse que, espero sinceramente que seja tão reciproco e sincero quanto o meu. Amém.”

Sabendo que não resolveria nada ficar lá deitado e que o problema estaria lá assim que eu me levantasse, voltei lá pra sala, cheio de coragem. A TV ainda estava ligada, iluminando fracamente o rosto de Bella. Parecia que ela tinha chorado, pois seu rosto estava ligeiramente molhado quando lhe toquei. Ela abriu os olhos, assustada.

-Algum problema, sua mãe está bem? – Perguntou preocupada fazendo menção de se levantar.

Eu não disse nada, apenas retirei minha camisa e joguei no chão adentrando nas suas cobertas e a abraçando bem apertado, me aconchegando em seu corpo naquele sofá pequeno demais para nós dois. Seu olhar era confuso e sonolento.

-Você tá fazendo o quê? – Ela perguntou num sussurro e, em resposta, eu a beijei.

Primeiro foi apenas um roçar de lábios, pois ela não esperava por aquilo, mas depois o beijo se tornou um pouco mais rápido. Em instantes, sua habilidosa língua pedia passagem e eu deixei. Nossas línguas começaram a lutar por território, até que cada uma pudesse explorar a boca do outro ao seu bel prazer.

De repente, só beijar não era o suficiente, nossos corpos necessitavam de mais. Minhas mãos, sem o meu consentimento, segurou-lhe os seios por cima da roupa, fazendo-a suspirar e morder de leve meu lábio inferior. Eu não sabia direito o quê e como fazer, mas Bella não pareceu se incomodar, pois a cada toque meu, ela vibrava e gemia.

Bella’s POV

Eu não acreditava que tudo aquilo estava acontecendo de verdade e tinha uma grande probabilidade de que fosse apenas um sonho erótico, mas eu não me importava. Fosse sonho ou fosse real, Edward estava ali, nos meus braços.

Percebi seu nervosismo e apreensão quando me tocava, tentei transmitir segurança o máximo possível para ele, porém notei que teria que guia-lo, pelo menos, na primeira vez. Então, troquei de lugar com Edward e fiquei em cima. Senti que ele se sentiu mais confortável nessa posição, por isso aproveitei para explorar seu corpo.

Ele tinha braços fortes e definidos, que tinham um gostinho salgado. Ele se arrepiou quando lhe beijei a barriga e senti que ficou ainda mais excitado quando mordi sua orelha. Joguei meu cabelo pro lado e nem precisei pedir para que ele beijasse minha nuca. Era sua primeira vez, mas ele já sabia como fazer um belo chupão.

- Você é tão cheirosa... – Comentou num murmúrio em meu ouvido.

Suas mãos puxaram a barra da minha blusa para cima e eu ajudei a tirá-la. Levantei-me um pouco para que ele pudesse ver meu corpo e ele gemeu ao tocar pela primeira vez em meus seios nus. Voltei a beijá-lo e ele me abraçou, embrenhando seus dedos nos meus cabelos. Puxei sua mão e pus na minha bunda, onde soube que era para apertar.

Eu já estava cansada de preliminares, mas eu sabia que tinha que ir devagar por causa de Edward, era a primeira transa dele e eu queria que fosse perfeita e com direito a tudo e mais alguma coisa.

Logo seus dedos passearam pelo cós da minha calça, pedindo permissão para tirá-la, eu deixei. Fiz o mesmo com ele e finalmente estávamos os dois nus. É minha obrigação salientar de que a natureza foi bastante generosa, com muita ênfase no bastante, em sua masculinidade.

Bastou um toque meu lá para que Edward estremecesse o corpo todo. Olhei para ele e ele estava com os olhos fechados e com as mãos cerradas em punhos. Eu comecei com um movimento devagar para cima e para baixo, mas pedi:

-Ed, olha pra mim. – Ele, relutantemente, me obedeceu a minha ordem, um pouco, e semicerrou os olhos. –Relaxa e aproveita. Só continua olhando pra mim.

Ele assentiu e se esforçou bastante para abrir bem os olhos e olhar dentro dos meus. Aproveitei que tinha sua máxima e completa atenção e comecei a lhe chupar. Ele gemeu baixinho, mas não desviou o olhar.

Comecei bem devagar, querendo que ele se adaptasse em minha boca, para depois acelerar ao ponto de ele praticamente fodê-la. Pouco tempo depois, seu corpo começou a tremer mais do que o normal e seus músculos tencionaram até que relaxaram de vez.

Engoli todo seu sêmen e lhe dei um beijo rápido. Pensei que ele demoraria algum tempo para se recompor e voltar ativa, mas não, ele sequer parou. Com grande agilidade, me pôs embaixo de si e fez o mesmo caminho que eu fiz em seu corpo. Parando particularmente na área dos meus seios, onde passou bastante tempo sugando-os.

Não aguentando mais, puxei sua mão e a pus em meu sexo que já latejava em aguardo ao dele. Ele pressionou dois dedos em meu clitóris e eu quase gritei. Ele se levantou um pouco e observou-lhe os dedos melados da minha excitação. Rapidamente, pôs na boca e experimentou do meu gosto.

-É bom. – Comentou sorrindo pra mim e me beijou com sofreguidão, enquanto voltava a friccionar meu clitóris.

Quando seus lábios deixaram os meus, eu quase reclamei, se eles não fossem para um lugar que me trouxesse tanto prazer. Eu quase arranquei seus cabelos de tão bom que era sentir sua boca quente em meu sexo.

Assim que eu tive meu primeiro orgasmo, Edward ficou me observando, sem saber o que fazer a seguir, mas mesmo de olhos fechados, perguntei:

-Está pronto, meu amor? – E procurei pelos seus lábios.

-Nunca estive mais, meu anjo. – Falou em minha boca.

Então, com um pouco da minha ajuda, Edward me penetrou e finalmente perdeu a virgindade. Pedi para que ele esperasse um pouco, antes de começar, para que meu corpo acomodasse toda sua extensão.

Depois, com movimentos rápidos e precisos, Edward me levou ao êxtase novamente. Demorou um pouco para ele ter um orgasmo, mas quando finalmente teve, fez com que ele esmorecesse sobre mim.

Quando ele recobrou a consciência, perguntei em tom de gozação:

-Agora que você conhece bem os dois, qual é melhor, chocolate ou sexo?

-Acho que eu devo provar da segunda opção mais vezes, antes de me decidir. – E me beijou, fazendo amor comigo de novo e de novo e de novo, até que amanhecesse e nossos corpos exaustos caíssem no sono.

Notas finais
E aí, o que acharam? Deixem reviews, please! Só assim dá pra saber onde eu estou acertando ou errando na fic.