Fé E Pecado

12 Capítulo 11 - Bem vindo ao jogo!


Notas iniciais
Gente linda que eu amooo!
Olha como fui rápida.... Bom, eu tava mega inspirada, mas enfim, esse capitulo vai mostrar que nosso padre favorito também sabe jogar... Beijos!

Os dias foram se passando e eu logo fiquei novinha em folha novamente. Edward tinha mudado comigo. Algumas vezes, ele era extremamente atencioso, porém se mantinha distante de mim a maioria do tempo. Eu fiquei meio confusa no inicio, mas depois passei a usar a tática de ignorar ele, não ignorando.

Tá, eu sei que soa maluco, mas está dando certo. Eu estou sendo provocativa, porém sem ataca-lo diretamente. Como por exemplo, minhas roupas inexplicavelmente se tornaram bem menores e apertadas. Viva Alice! Enfim, tem dado muito certo, pois já o peguei se perdendo em minhas curvas algumas vezes, mas finjo que não percebo.

-Isso já é demais! – Alice exclamou pra mim, do lado de fora do banheiro. –É golpe baixo!

-Realmente... – Falei tirando a calcinha e pondo na mochila. – Mas dará certo, como das outras vezes.

-Você não tem jeito, nem Jesus te salva mais. — Comentou rindo.

Eu bufei.

- Quem disse que eu quero ser salva? –Perguntei piscando um olho.

Saímos rindo e fomos para a sala de aula de Edward, quer dizer, de religião. Corremos para conseguir um lugar na frente, na primeira fila de preferência. Ainda bem que quando cheguei ninguém tinha chegado e o lugar no canto, bem perto da mesa dele, estava vazio.

Eu tinha me vestido especial hoje. Pus minha saia mais curta do colégio e minha blusa mais apertada, deixando os primeiros botões abertos amostrando ligeiramente meu sutiã preto de renda. Senti o olhar de Edward me seguir.

-Bom dia, Bella. – Ele me cumprimentou quando eu passei.

-Ah, bom dia, professor. – Falei me sentando.

-Bom dia pro senhor também, professor. – Alice disse sarcástica, sentando-se na carteira atrás de mim.

-Ah, Alice... Não tinha te visto! Bom dia. – Disse sem graça.

-Nem sei por quê... – Ela comentou irônica e eu ri abafada.

Acho que ele não entendeu, pois ficou nos encarando por um segundo, mas depois desviou o olhar para as provas na sua mão.

-Hoje vai ter prova surpresa no segundo horário, garotas. – Avisou-nos. –Preparem-se.

-Se é prova surpresa, por que está contando pra gente? –Perguntei petulante.

Ele sorriu pra mim como se já esperasse pelo meu comentário.

-Achei que deveriam saber. – Respondeu ainda olhando para as provas, mas com um meio sorriso nos lábios.

Teve a tal prova e, é lógico, que eu aproveitei para provocar meu Edzinho ao máximo. Sei que já estava pegando pesado, mas eu estava adorando ver que eu causava efeitos nele. Alice se segurava para não rir da cara de chocado de Edward quando percebeu que eu estava sem calcinha.

Foi assim...

Eu fingi que meu tênis estava desamarrado e levantei a perna na cadeira para amarrar, abrindo a perna e mostrando tudo – ou nada, como preferir – que eu usava debaixo da saia. Ele primeiro olhou para minha perna e vi que seus olhos desceram e observavam meus gestos até que se arregalaram consideravelmente e desviaram para outro lugar bem rápido.

Eu sorri sacana e pus minha caneta na boca, baixando os olhos para a prova. Esperei o momento certo para voltar a olhá-lo, por cima dos meus óculos de leitura. Ele me encarava descaradamente, então aproveitei para dar meu ataque final.

Chupei levemente e bem devagar o bocal da caneta, depois, pus sobre a carteira e, por último, eu mordi meu lábio olhando pra prova e me levantei indo à sua direção. Eu era a única pessoa lá, além dele.

-Aqui, professor. – Entreguei a prova para ele que me olhava intensamente, como se estivesse medindo meus atos.

Deixei-o lendo minha prova, enquanto voltava a minha carteira para pegar minha mochila. Ele estava na última folha, quando me despedi:

-Tchau, Ed. – Falei informal de propósito. – Até amanhã. – E passei por sua mesa.

Quando eu já estava com a mão na maçaneta, eu senti um corpo atrás de mim, me imprensando na porta. Prendi a respiração. Não esperava ter sua respiração tão perto do meu ouvido, que chega me arrepiei todinha.

-Você está me provocando... – Murmurou no meu ouvido.

-Nada a ver. – Respondi num reflexo e ele se aproximou ainda mais de mim, dava pra sentir sua ereção na minha bunda.

-Então, pra que essas roupas tão apertadas? – Perguntou-me num tom meio selvagem, deveria ser por causa do desejo que nós dois estávamos sentindo naquele momento.

-Eu engordei por causa dos remédios que eu tive que tomar quando... Você sabe. – Respondi e ele me girou, para que eu ficasse de frente para ele, fazendo minha mochila cair no chão.

-Hum... Então, agora você vai me dizer que os remédios fazem você esquecer de pôr a calcinha também? –Sussurrou no meu ouvido, ficando entre minhas pernas. Eu as aproveitei para enlaça-lo. Nossos sexos estavam se apertando, se não fosse pela calça social que usava, estariam se tocando.

-Você notou? – Fingi de inocente e ele grunhiu no meu ouvido.

-Até parece que você não queria que eu notasse... – Falou roçando sua barba por fazer em meu pescoço. Eu embrenhei meus dedos em seu cabelo.

-Mas então, gostou da surpresa ou não? – Perguntei rouca, por causa da excitação.

-Preciso responder? –Perguntou se roçando em mim, deixando-me ainda mais molhada.

-Não, mas quero ouvir da sua boca. – Gemi quando ele tocou em minha perna.

-Sim, amei. – Respondeu ofegante.

-Então me beija! – Pedi quase me desfalecendo.

-Não. – E se afastou, quase me derrubando no chão.

Eu esperei que ele voltasse, mas ele encostou-se à quina da sua mesa e cruzou os braços, observando o quão ofegante eu estava, com um sorriso travesso nos lábios.

-Por que você fez isso?! –Perguntei sem entender nada indo a sua direção. – Você me provoca e depois se afasta, assim?

Ele soltou uma risada breve que me fez ficar ainda mais confusa.

-E por que eu não posso? –Perguntou-me sínico. – Você faz isso comigo o tempo todo. Agora estamos quites!

Quando caiu a ficha que ele não só percebeu meu jogo, como também passou a jogar comigo, minha boca escancarou e admito que, na hora, fiquei totalmente surpresa. Mas logo me recompus e me aproximei com um meio sorriso. Pus cada mão em um lado da sua cintura, na mesa, e disse:

-Se é assim, só me resta dizer: Bem vindo ao jogo! – Dei um selinho nele e saí porta a fora.

Notas finais
E aí, digam-me o que acharam, please!