Notas iniciais
Okay. Chegou aquela hora. A hora que ninguém gosta. Está na hora de dizer "Adeus" á essa daqui também. Quero começar dizendo que não me sinto culpada nenhum pouco em adiar essa postagem o máximo que consegui. Sim, eu tenho uma vida fora daqui. Sim, eu tenho problemas com meu computador que só funcionar quando ele quer. Sim, tenho boletos para pagar. Mas assim que entrei em quarentena por causa deste surto de COVID-19 (espero que todos estejam bem e lavando as mãos), eu não tinha mais com o que tentar me convencer que hoje não era um bom dia para encerrar Extreme Love. Então me comprometi que quando ainda estivesse em quarentena iria postar o epílogo e responder os comentários... Não está sendo fácil, manas. Extreme Love foi o meu segundo projeto aqui no Nyah e assim como TPN, foi a minha segunda fanfic á bater 1000 comentários e mais de 20 recomendações! Eu devo tudo isso á vocês, meus leitores, que aguentaram comigo todos os surtos de criatividade, as ondas de criticismo, os meus próprios surtos, o tsunami de bloqueio mental e criativo, e mesmo assim continuaram comentando, favoritando, e recomendando essa história! Sei que já ganhei amizades por causa de Arrow e por causa das fanfics, mas mesmo que você seja uma leitora fervorosa ou um fantasminha que eu não conheça o nome, eu sou grata á você e a audiência que você deu para essa fanfic! ♥ As minhas estrelinhas que eu digo obrigada hoje são: Megan Queen, ReginaGeorge, Monirubi2009, Raquel Queen, Débora Mazur, Jujah, Michele, Pássaro Vermelho, Jonas Blake Queen Salvatore, Cá, Simone, Vick Queen, Shaiene Nunes, Stemily Forever, Isabel Silva, Vivi, Eliza Queiroz, Bella Blake, Malia Tate, Tris26, K.C, Willa Queen, Rose Stelle, Danubiazul, Rafaela B, yElisapl, Ilana Sodré, Maih, Vanessa Steel, Fatyph22, OlliverLaris, Mrs. Smoak Queen, Princess Eleanor, FelicitySmok, Observadora0805, NielliCris, Suh Souza, All Is Olicity, Panda, Bia Lucena, Talita, LittelMonkey, Stella Alethea, Bianca Rocha, Strawberry, Andrea Neves, Paula SC, Bia Malfoy, Anna, Luany Santos, Gabi, Nat Sertes, Mariana Perez, Milena Mary Jane, Ciin Smoak, Má, Lindatay, Pola, Ju Queen, Karllyta Styles Salvatore, MissKrux, Bree Vilhena, deusmoak, Leda Catrine, La Volpe, Mockingjay, Lydi, MissWillaHere, Mary Juh, Brubs Quevedo, Little Queen, Nightmel28, Heloisa, Piper25, Nanda, Mais Uma Leitora, Láurea, Isabelly, Vanessa, Pamela Lopes, Belltimk, Srta. Queen E, BelySmoakQueen, Ju Guimaraes, Lorena Santos, Cannon, Aninha, Any Louze, Carrie WellsBurns, Tata Neves, Bruna Alves, Luana Lasmar15, Princesa Amendoim, KleicyLS, Linee, Amandaflor, Fernanda Mara, Carla, Carambolas, Isabelle, Alana Duarte, Ka Duarte, Tricia, May Prince, AlanaJP, Clary Fairchild, Rey Withlock Kenobi, Jessica Cullen, SmoakingCanary, Bruninha, Marina Queen, Patrícia Helena, Little Fairy, SaLu, Lais Martins, Queen Salvatore, Senhorita Watsonia, Dam, Kah Mocchi, Josane Melo, Kaila Keize, RenataSouza19, Débora Cristina Oliveira, Sophie River, Pequena Rosa, Ana Carine, Duda Salvatore, Niinha, VeAlves, MariahpSantos2017, Lele Cardoso, Adriany Lorrany, DDAMS, Vick França, Em Blott, Kel Cullen, Fabia Aparecida Simões, Yah, Katharina Petrova, Dearden, Amo Série S2, Lari, Gisele Amorim, Evelyn Nunes, Mayara Queen, YouEmily, Anny Queen, Ben Soares, Dy Barreto, Cintia Paiva, Patty, Anna Lima, Little Olicity Shipper, Costa73, Francine Queen, Lara Santos, Amentista, Thammy097, Nane Cunha, Lina, Erani, Renata Afonso, Aninha Cris, Eduarda Rickards, Maria410, AnneOlie, Raquel Queen Forever, DayAne e Clarissa Fairchild! Obrigada á todas vocês pela chance, tempo e paciência que tiveram comigo e com a história! Vocês são as melhores do mundo! Minhas estrelinhas cadentes que tiraram um tempo para recomendar também não vão ser esquecidas, um cheiro e um abraço quentinho para: ReginaGeorge, Rose Stelle, Willa Queen, Vick Queen, Mrs. Smoak Queen, Vicky, Shaiene Nunes, Má, Isabel Silva, Malia Tate, Tris26, Ka Duarte, Bella Blake, Luiza, Anônimo, Marina Queen, Kaila Keize, Dearden, K.C, Mayara Queen e Emma Smoak Queen! Vocês sempre terão um espacinho especial no meu coração, muito obrigada! Sem mais delongas... 4/4

Eu nunca me considerei uma pessoa com superpoderes, além de ter o cérebro que eu tenho, mas desde pequena eu conseguia sentir o cheiro de neve antes mesmo dos primeiros flocos dançarem pelo ar. Tudo bem, nossa temperatura atual era -12°, e seria estranho se não começasse a nevar, mas mesmo assim. Eu conseguia sentir o cheiro de neve, do mesmo jeito que a maioria das pessoas sentem o cheiro da chuva antes mesmo de ter qualquer nuvem carregada no céu.

Era, verdadeiramente, um dom.

Me enrolei um pouco mais no roupão do hotel e sorri para mim mesma, olhando para as avenidas movimentadas de Moscou lá embaixo. O prédio tinha 40 andares e estávamos na cobertura, eu tinha uma visão de tirar o fôlego da cidade inteira e até conseguia ver a Catedral de São Basílico de modo panorâmico e um pouquinho da Praça Vermelha também. Se eu virasse para direita, o Teatro Bolshoi brilhava no meio da noite e se eu virasse para esquerda, lá estava o Mausoléu de Lenin. A cidade era rica em tudo. Em cultura, em cores, em vida.

Era uma ótima cidade para se viver e criar uma família, talvez.

Girei meu corpo para esquerda e apertando meus olhos um pouco consegui ver o "Q" brilhante azul ao longe. A filial russa da Queen Consolidated é um dos prédios mais bem desenhados que eu já vi na vida. Oliver disse que demorou quase três anos para que tudo ficasse pronto e de acordo com as especificações que Robert queria. Eu ainda preferia o prédio da sede em Starling City, mas não fechava os olhos para este aqui. Era lindo, mas não era a nossa casa. Apoiei meus braços no corrimão de pedra que cercava toda a varanda e suspirei levemente.

Muita coisa tinha acontecido depois daquele episódio no heliporto. Na verdade, não uma eternidade de coisas, mas o suficiente para deixar qualquer pessoa de fora um pouco confusa. Até eu precisei de algumas horas para me organizar e organizar tudo que havia acontecido.

Depois que eu fiz a maior declaração de todos os meus vinte e quatro anos para Oliver Queen, nós achamos um banheiro eventualmente, mas não fomos muito além do que um amasso quente, Oliver ainda tinha um voo para pegar e com Bruce Wayne de todas as pessoas. Mas foi bem quente. Tipo, muito quente.

Sorri levemente e me deixei cair em minhas próprias memórias.

—- Flashback — On --

— Qual o banheiro mais perto? — perguntei e fui levada de volta para o elevador.

Oliver que estava guiando meu corpo, porque tudo que meu cérebro conseguia raciocinar no momento era que ele estava me beijando, ele havia me perdoado e que ele era meu noivo agora. Era o tipo de sentimento esmagante que teria me assustado mais do que tudo na vida, mas era algo que eu acolhia com braços e pernas abertas.

Senti minhas costas baterem no fundo do elevador e ouvi as portas se fechando, mas Oliver trouxe meu corpo para mais perto do dele assim que enlaçou minha cintura com seus braços e como eu senti falta disso. Não tinha palavras suficientes para descrever.

Então, ele fez o movimento dele.

A assinatura do beijo de Oliver era quando ele deixava de ser cuidadoso, carinhoso e até mesmo cauteloso e se transformava em algo... Mais. E eu adorava ser consumida assim, mas aí as portas se abriram e ele se afastou sua boca de mim, mas não seu corpo.

— Vamos.

Eu apenas assenti e ele liderou o caminho e eu vi que estávamos em seu andar novamente, mas Samantha não estava mais por perto. Ele empurrou as portas duplas de madeira de seu próprio escritório e eu tirei meu casaco e deixei em cima de um de seus sofás.

— Eu nunca entrei nesse banheiro, é grande suficiente? — perguntei e Oliver apenas me indicou o caminho.

Eu ri e caminhei até lá e abri a porta lateral.

O banheiro tinha os elementos de decoração do escritório inteiro o que faziam eles combinarem até demais. Tinha um chuveiro com box ali, vaso e pia. Era bem equipado, mas todas as superfícies eram de vidro e qualquer outro elemento era de ferro ou em preto fosco. Tentei me lembrar de alguma vez que Oliver tenha mencionado usar esse banheiro, mas o resultado foi redondo e zerado.

Eu culpo você inteiramente por esse fetiche. — eu disse encarando a cidade pela janela em frente a pia, e me virei para ele e o encontrei encostado na porta com um leve sorriso nos lábios que faziam seus olhos azuis brilharem. Eu sabia que os meus estavam do mesmo jeito, mas eu não conseguia conter meu sorriso tanto assim, eu deveria estar parecendo uma psicopata agora.

— Eu culpo você, porque naquela noite na Poison, você sabia que eu iria atrás de você aonde quer que você fosse. — ele disse se aproximando novamente.

Uma rápida espiada e eu vi que o balcão da pia tinha uma base e parafusos reforçados, então eu subi ali em cima e ele se aproximou ainda mais se colocando entre meus joelhos. Ele me puxou pelas coxas até que nossos narizes estivessem se tocando e eu ri me apoiando em seus ombros.

Escorreguei minhas mãos para cima e emoldurei seu rosto em minhas mãos sentindo a barba dele, assim como os cabelos na nuca... Era assim que as pessoas se sentiam quando atingiam o nirvana? Fiz uma nota mental para pesquisar sobre isso depois.

O puxei até que minha boca tocasse na dele e suas mãos apertaram minhas coxas.

Fui transportada para aquela noite no banheiro feminino da Poison quando ele me beijou pela primeira vez. Era algo carnal, cru... Indomável. Oliver era assim e refletia toda a sua personalidade em cada toque que deixava em meu corpo. Era sutil, mas com segundas e terceiras intenções.

Nos separamos apenas quando o ar foi necessário. Senti suas mãos em meus joelhos novamente e eu abri os olhos e encarei os deles que me observavam atentamente e ele parecia lutar contra alguma coisa.

— Ás vezes, eu.. — ele disse deixando um beijo em minha bochecha e correu seu nariz por todo o meu pescoço em seguida, me apoiei em seus ombros e lhe dei mais espaço enquanto sentia meu ritmo cardíaco acelerar assim como a minha respiração. — Eu penso que eu vou...

— Isso está acontecendo. Eu e você. Aqui e agora. — eu o cortei e enlacei minhas pernas ao redor de seu quadril. — Eu tenho certeza que não estou sonhando.

— Como? — sussurrou contra o meu ombro depois de ter empurrado a alça da minha blusa para baixo.

— Porque se eu estivesse, eu não estaria vestida ainda. — eu disse sorrindo.

—- Flashback — Off --

Ri comigo mesma ao lembrar que logo após ter dito isso, o celular de Oliver tocou e era Anthony. Ele recusou. Depois o meu começou a tocar do escritório e era Anthony. E depois mais uma vez o de Oliver começou a tocar e advinha? Era Anthony de novo.

Oliver o atendeu depois de me dar um beijo de tirar o fôlego e o nosso segurança favorito estava apenas avisando que o helicóptero havia chegado e estava pronto, Bruce já estava no aeroporto esperando Oliver para ambos irem para Rússia juntos e as condições de tempo estava mudando, ou seja, precisávamos ser rápidos.

Então, Oliver e eu tivemos nossa primeira discussão após termos reatado. Ele queria que eu fosse com ele para Rússia usando apenas a roupa do corpo, sem passaporte, sem qualquer tipo de planejamento ou uma calcinha limpa! Eu ganhei essa primeira discussão e disse que ia fazer os preparativos e encontraria ele em questão de horas.

Ele ficou com um bico insatisfeito, mas acabou cedendo no final.

Fui com ele para o heliporto novamente e Anthony estava nos dando um olhar que dizia "Eu não sei mais o que fazer com vocês". Eu pedi desculpas por ter recusado a ligação dele, Oliver apenas sorriu e disse que ele teria feito a mesma coisa, o que fez eu e Anthony revirássemos os olhos para o meu noivo.
Eu acenei em despedida e assim que o helicóptero saiu das minhas vistas, a ficha caiu como uma bigorna de desenho animado em cima de mim. Eu estava noiva de Oliver Queen, eu fiz o pedido e ele aceitou. Eu me declarei e ele me perdoou, eu perdoei ele.

Apertei ainda mais o roupão ao meu redor quando o sentimento de paz, amor e até mesmo o os resquícios de alívio aqueceram meu peito novamente, e decidi voltar para dentro do quarto. O calor do aquecedor me recepcionou e o carpete era peludinho e macio sob os meus pés. Suspirei satisfeita e fui até a mesa de jantar onde tinha uma cesta de frutas e peguei uma das maçãs verdes que tinha ali e a mordi.

Deixei meu corpo cair na cama e fechei os olhos e voltei a reviver os últimos dias.

Samantha tinha me ligado naquela mesma noite dizendo que o meu assento no jatinho da Queen Consolidated já estava reservado e que ela estava feliz de me ter como companhia de voo. Eu agradeci e ri comigo mesma depois, mandei uma mensagem para Oliver agradecendo ele também e passamos a noite inteira e parte do voo dele conversando até que ele me mandou ir dormir.

Nunca tinha feito as malas tão rápido. Fiz uma mala e levei minha mochila com tudo que eu precisava para trabalhar remotamente do quarto de hotel que ficaria. Eu não avisei ninguém que estava indo, apenas fui. Da última vez que eu tomei uma decisão assim, eu encontrei Oliver propondo para Laurel, mas decidi me deixar cair novamente. Eu sabia que Oliver iria me pegar.

Sorri e voltei a morder a maçã e o sumo azedinho me fez querer gemer levemente.

Era a primeira coisa que eu comia em horas. Estava trabalhando com Curtis para resolvermos os estragos que o cyber attack tinha deixado para trás, e Cooper estava cuidando de seu departamento inteiro e tinha apenas me mandado uma mensagem dizendo que ele odiava fazer entrevistas e que todos eram idiotas. Meu celular tocou e eu o alcancei debaixo do meu travesseiro e vi que era uma mensagem de Oliver.

"Oliver, Q: Tudo resolvido. Estou voltando para o hotel."

Oh, obrigada Deus.

Não me entendam errado, eu amei o meu tempo na Russia, mas sentia falta da chuva e do Sol insuportável de Starling City. Estávamos aqui á uma semana e até mesmo Bruce Wayne não aguentava mais o solo russo, e ele ama vodka aparentemente. E eu não aguentava mais os jantares executivos com este último.

Olhei para a estação que eu havia improvisado e um surto de energia seria a única coisa que faria toda a situação melhor. Se Oliver realmente tivesse encerrado todas as negociações com a Roskov Inc, nós iríamos embora amanhã? Depois de amanhã? Não sabia direito, Oliver não deu indícios de querer embora cedo ou tarde, ele parecia estar aproveitando a viagem a pesar de todo o stress. Nós até fomos assistir uma peça com Bruce no Teatro Bolshoi que era uma releitura de Hamlet e Oliver foi o que mais gostou. Até mais do que Alfred que é amante fervoroso de Shakespeare.

Me levantei da cama e caminhei até meu notebook e o liguei. Iria pelo menos responder meus e-mails e limpar a caixa de entrada, só para falar que eu fiz alguma coisa hoje e não procrastinei o dia inteiro, por mais que Curtis e eu tivéssemos resolvido boa parte do problema em nossas mãos. Sentei em uma das cadeiras e comecei pelos e-mails da diretoria e do conselho da empresa, depois para os nossos fornecedores e por fim para os da minha equipe. Muitos deles eram projetos para eu avaliar, coisa que eu só conseguia fazer dentro do laboratório, mas daqui eu conseguia fazer pelo menos uma triagem neles. E não Hannah, nós não vamos fazer um secador de cabelo que alisa também, porque isso já existe.

Vi um e-mail de Rory e aparentemente Harvard e o MIT haviam me convidado para palestrar na feira de ciências e tecnologia bienal de Boston. Uau. Okay. Não é uma grande coisa, apenas a Ivy League tecnológica está te convidando para o melhor encontro do mundo. Isso era basicamente a melhor coisa que um nerd poderia atender depois da San Diego Comic-Con.

— O que aconteceu? Por que está com essa cara?

Me virei ao ouvir a voz de Oliver e o encontrei parado no batente da porta do quarto.

— Ahm, Rory acabou de me mandar um e-mail com notícias. Boas notícias. — eu disse sorrindo e ele relaxou visivelmente e entrou para dentro, se despediu de Anthony e fechou a porta atrás de si.

A equipe de segurança estava no quarto ao lado cruzando a sala de estar da suíte.

— Como foi com o tal Anatoly? — perguntei assim que ele tirou o paletó e quase arrancou a gravata do pescoço ao sentar nos pés da cama.

— Nós chegamos á um acordo. Bruce não gostou da ideia de ter que visitar a Rússia mais vezes, mas Selena conseguiu mudar a ideia dele bem rápido. — ele disse chutando os sapatos e logo depois as meias.

— Uh. Eles meio que combinam. Ele é meio chato e nojento, e ela parece ser o mesmo então... — dei de ombros e ele riu.

— Eu os deixei no bar do hotel. — ele disse desabotoando a camisa.

— Ou seja, isso vai terminar em sexo. O do tipo com chicotinhos. — eu disse rindo e digitando rápido uma resposta para Rory aceitando o convite e pedindo para ele encaixar na agenda do próximo mês uma viagem rápida para Boston para nós visitarmos os meus primórdios.

Oliver riu também e jogou a camisa no montinho que se formou no chão.

— Você já jantou? — perguntou tirando o celular e a carteira dos bolsos e deixando eles no criado-mudo ao lado do seu lado da cama.

— Uma maçã conta? — perguntei de volta e eu não precisei desviar o olhar da tela para saber que ele estava me encarando com aquele olhar reprovador de pai dele. Este que era reservado apenas para uma Thea Queen, mas de vez em quando ele usava comigo também. — Eu dormi demais, acordei sem fome e comecei a trabalhar. E depois dormi de novo, tomei banho e acordei e comi a maçã.

— Nós vamos jantar. — ele decretou alcançando o telefone do hotel no criado-mudo.

— Sem mais molho pesto, por favor! Eu vou vomitar se tiver que comer isso de novo... — eu resmunguei. — É verde, pastoso e depois de um tempo fica amargo demais na sua boca.

Oliver começou a falar em russo e eu decidi que essa era a hora de encerrar o expediente e me vestir. Nós não íamos sair hoje, o que me dava a oportunidade de usar um dos meus pijamas quentinhos. O conjunto de flanela vermelho, forrado por dentro e mais do que super confortável. Eu o cacei na sacola que a camareira trouxe com as roupas limpas e o vesti. Me senti melhor na mesma hora. Assim que terminei de limpar meus óculos na barra na camisa, me virei para Oliver e o encontrei me encarando.

— O que? — perguntei.

— Nada. — ele disse dando ombros, mas seus olhos diziam o contrário.

Caminhei até ele e subindo na ponta dos pés, dei um selinho em seus lábios, quando comecei a recuar, ele não deixou e aprofundou o beijo levemente para um beijo demorado que me fez querer grudar dele feito um coala carente.

Nos separamos e eu sorri, ele também.

— Oi. — ele disse dando um beijo em cada lado de minhas bochechas e eu ri.

— Oi. — eu disse e repeti o seu movimento. — Vá tomar banho porque hoje nós vamos terminar a segunda temporada de "You".

Ele assentiu e com mais um beijo, ele caminhou até o banheiro. Encarei cada músculo saltado em suas costas e tentei ignorar como minha boca havia ficado seca ou o fluxo de ideias que inundou minha mente.

Desde que reatamos, Oliver e eu não tínhamos marcado o touchdown ainda. Já passamos da primeira, segunda, terceira base e até mesmo a linha de fundo, mas chegar aos finalmentes? Ainda não. Sempre havia algo para impedir e eu pensei que com a viagem e a privacidade do quarto, nós teríamos mais oportunidades... Doce erro meu. Nós dormíamos de conchinha todas as noites, assistíamos Netflix, conversávamos muito, e os amassos eram maravilhosos, mas...

Eu quero sexo.

Domesticidade é uma coisa maravilhosa, mas sexo também pode ser rotina. E eu adoro esse tipo de rotina. O tipo que eu tinha antes de todo o drama acontecer. Eu tinha um orgasmo garantido todos os dias. Bufei ao ouvir o som do chuveiro e a água correndo e voltei para os meus e-mails.

Meu celular apitou e eu vi que era uma mensagem de Cooper.

"Cooper, S: De nada :)"

O que?

Digitei minha resposta, mas ele não estava online. Então não responderia rápido.

"Felicity, S: Obrigada? Pelo que exatamente?"

Bloqueei a tela e ouvi a campainha da suíte. Era o jantar? Fui até a porta e vi Anthony na porta falando com o conscierge em russo. Todos, aparentemente, sabiam falar russo, menos eu. Mais algumas palavras foram trocadas e Anthony liberou o carrinho com o jantar para dentro da suíte. Ele era meio paranoico, mas depois da história com o quase envenenamento de Walter, eu não reclamava mais das paranoias dele.

Especialmente com a comida que pedíamos.

— Está liberada? — perguntei na porta e ele assentiu e empurrou o carrinho em minha direção. — Eu fui contra o jantar, só para ficar claro.

Anthony me dirigiu um de seus raros sorrisos e depois pediu licença e voltou para o seu quarto que dividia com Brad, o outro segurança carecão que eu desconfiava ser ex-assassino ou algo do tipo. Ele tinha uma vibe muito sinistra, mas era bom no trabalho e parecia pronto para qualquer coisa, até mesmo para levar um tiro por Oliver.

Empurrei o carrinho para dentro do quarto e transferi os pratos para a mesinha de centro que tinha em frente á cama. Ali tinha sido nossa real mesa de jantar nos últimos dias, porque eu havia dominado a real mesa de jantar e porque Oliver gostava de comer no chão enquanto assistíamos alguma coisa e conversávamos. Era uma mania que havíamos criado juntos.

— Felicity, não ouse começar sem mim! — Oliver gritou do banheiro e eu sorri ao abrir o catálogo da Netflix na televisão de plasma enorme.

A porta do banheiro abriu e de lá saiu gordas nuvens de vapor ao redor do corpo semi-nu de Oliver. Okay. Isso é tortura. De verdade. De alguma forma ele ficou maior. Os músculos, eu digo. Ele tinha comentado que treinava em todo o tempo livre que tinha, mas mama mia, here we go again... Seu corpo inteiro estava muito mais definido do que antes e tinha ficado maior, se isso fosse possível.

Ele deu uma corridinha até a área de serviço do quarto e jogou a toalha na mini secadora que parecia um mini-transformes ali. Eu destampei nossos pratos e encarei os dois pratos de macarronada a bolonhesa com muito parmesão por cima. Eu amo o meu noivo.

Sem mais pesto!

— Está nevando! — ele disse quando voltou e vi que ele tinha vestido uma camiseta nessa pequena viagem e quis fazer um bico.

Yatzee. Eu sabia!

Ele sentou ao meu lado e olhou de mim para televisão e vice-versa.

— O que?

— Eu te amo. — eu disse e ele sorriu levemente surpreso. — Sem mais pesto?

Ele gargalhou com o que eu disse.

— Sem mais pesto. — repetiu e eu dei play no episódio.

Nós começamos a comer e a assistir a série ao mesmo tempo e ninguém falou mais nada. A comida estava deliciosa e o molho só de não ser verde, já fazia ela ser duas vezes mais deliciosa. Sei que parece ser exagero, mas do mesmo jeito que norte-americanos colocam queijo em tudo, os russos colocam molho pesto em tudo.

— Oh não...

Observei o rosto de Oliver quando um dos seus personagens favoritos da segunda temporada acabou morrendo e quase ri. Ele parecia tão desolado e depois disso não quis mais comer, e eu já tinha comido o suficiente. Então fomos para cama e eu deitei em seu peito, enquanto terminávamos o episódio decisivo ao que parecia.

— Eu odeio a Netflix. — eu disse e Oliver riu. — Sério, não estou brincando! Eu acho que vou cancelar a minha assinatura e ficar apenas com o DisneyPlus.

— Não precisa retaliar tanto assim, Smoak. — ele respondeu e eu apenas olhei para ele usando a minha expressão mais séria que tinha. — Ou precisa?

— Eu já sabia que a Love seria uma espécie de surpresa para todos nós, e já está confirmado que ela vai ser a vilã da terceira temporada, mas acabar daquele jeito? Quem é aquela mulher? A Beck que voltou dos mortos? A esposa do Dr. Nicky? Eu odeio formular teorias para algo que só vou ter a resposta ano que vem! No final do ano que vem! — exclamei em um fôlego sentando na cama e vi que Oliver estava se segurando para não rir de mim. — Você não ouse rir de mim, porque você ficou insuportável depois do final de Game Of Thrones!

— Qual é... A sua série ainda vai ter continuação, a minha acabou! — ele exclamou de volta com uma expressão desgostosa e eu ri.

Nenhum final superava o de Game Of Thrones na categoria "Merda".

— Eu preciso de chocolate. — disse me deixando cair no meu lado da cama.

— Eu pedi um souffle de chocolate para você. — ele disse apontando para o carrinho.

Engatinhei até o final da cama e fui atrás da sobremesa. Estava na prateleira refrigerada do carrinho. Sim, até os carrinhos de serviço de quarto pareciam transformes também. Peguei os dois potinhos e me virei para Oliver.

— Por que tudo que a gente pede vem com algo brilhante? É por quê você é um Queen, não é? — perguntei e mostrei os dois soufflés com ornamentos decorativos em cima. Oliver apenas deu ombros, sorrindo. — Espero que sejam comestíveis.

— Que horas são? — perguntou ele de repente assim que pegou um dos potinhos de mim. — Antonhy disse que teria um show de fogos na Praça Vermelha. Parece que hoje é um feriado russo.

Eu me virei e assim que aproximei minha mão do celular, a tela ganhou vida me dizendo que era quase 01h:00 da manhã. Voltei-me para Oliver e disse as horas, eu vi seus olhos arregalarem levemente e ele pular da cama com seu soufflé em mãos e ir até a sacada.

Eu ri levemente. Não sabia que Oliver era tão fã de fogos de artifício assim. Se bem que na festa de Ano Novo, ele teve a mesma reação de uma criança ao ver o céu colorido. Ficou rindo e me apontando os maiores e mais coloridos que explodiam no céu.

Segui ele mais lentamente assim que comecei a ouvir o barulho lá fora. Abri a porta da sacada e vi ele encostado na mureta observando os vários tons de verde e azul explodirem no céu.

— Wow! — exclamei a ver as explosões coloridas que vieram depois.

Fui até o seu lado e sentei na mureta, apoiei meu queixo em seu ombro e coloquei meus braços ao seu redor ainda segurando meu soufflé e minha colher.

— Olha aquele ali... — ele apontou para a minha esquerda e eu vi uma explosão vermelha no céu que, eu juro por Deus, tomou o formato de uma rosa.

— Como é que eles fazem isso?! — perguntei mais do que impressionada e

Oliver apenas riu e pegou meu soufflé de mim.

Oliver riu e se abaixou levemente e quando se virou para mim tinha uma rosa em mãos, só que era amarela. Fiquei boquiaberta e ele riu. De onde ele tirou isso? Eu estava aqui momentos atrás e tenho certeza que não tinha nenhuma flor ou planta aqui.

— O que...?

— Eu gosto de momentos assim com você. — ele disse me oferecendo a flor que eu aceitei com um sorriso. — Parece que somos só nós dois no mundo.
Eu assenti e esfreguei meu nariz no dele, enquanto o sorriso idiota se recusava a sair do meu rosto. Assistimos os fogos por mais ou menos três minutos e eu desviei meu olhar quando os coloridos acabaram e ficaram apenas os dourados e pratas. Oliver ainda assistia tudo como um garotinhos.

— Felicity?

— Hm? — perguntei colocando meu nariz em seu pescoço.

— Antes de eu te conhecer. Eu tinha um plano. Eu sabia tudo que eu queria e como chegar até lá, mas aí você entrou na minha vida. E foi como o efeito borboleta. Tudo mudou. Eu estava em um espaço da minha vida que não era ruim, mas também não era ideal. Não era saudável. — ele disse em voz baixa e eu não me atrevi á abrir os olhos com medo que ele parasse de falar. — Você e sua generosidade, sua paixão, sua inteligência... Me mostraram que eu poderia ter mais, que eu merecia mais. Mais do que tudo que eu havia planejado.

Suas palavras fizeram meu esôfago decidir praticar piruetas em cima de saltos 15cm.

— Nós podemos ser perfeitos um para o outro, mas não significa que isso seja saudável também. — ele disse e se afastou levemente.

Então fui obrigada a encarar seus olhos azuis. Eles pareciam brilhantes e elétricos como na noite dentro daquele banheiro feminino. Engoli seco e apenas assisti ele tomar fôlego e lamber os lábios levemente, parecia procurar as palavras certas.

— Eu não sei se mereço sua confiança, se eu mereço você depois de tudo que nós passamos, acredito que eu mostrei o quão difícil eu consigo ser quando eu quero, mas não importa o que aconteceu ou o que vai acontecer, eu sei que você sempre vai ser a melhor parte da minha vida. A melhor parte de mim. Felicity, eu sou um homem melhor só pelo fato de te amar e sou sortudo suficiente á ponto de você me amar de volta. — ele disse sorrindo largo e eu senti meus olhos pinicarem.

Era aquela sensação que você sentia quando seus olhos meio que queriam te avisar que a torneirinha iria abrir e era para você se preparar com um lenço ou a manga de um moleton bem fofinho.

— Você meio que não deixou eu falar nada naquele heliporto, mas eu me apaixonei de novo ali. — ele disse e se virou levemente para onde tinha deixado os nossos soufflés e tirou o enfeite brilhante do meu que revelou ser um anel com um diamante enorme que de alguma forma não havia sujado de chocolate. O anel de Moira. — Você me daria a honra de me tornar o homem mais feliz na face da Terra?

Oh.

Meu.

Google.

— Sim.

Ele deslizou o anel levemente ensebado que valia mais do que todos os nossos órgãos do nossos corpos junto em meu dedo anelar direito e esperei ele estar satisfeito com seu trabalho para pular nele logo em seguida.

Tateei meu corpo ao dele como se fosse um polvo trancando meus membros ao seu redor com facilidade. Suas mãos voaram para minhas pernas, subiram as coxas e ficaram repousadas na minha bunda onde ele apertou assim que eu capturei seus lábios com os meus.

Beijei Oliver lentamente, tentando demonstrar que eu realmente não tinha medo ou dúvidas sobre o nosso futuro junto mais. Que o meu amor por ele beirava a ser incondicional, e por mais que isso me assustasse um pouco ainda, estava tudo bem.

Fomos para dentro do quarto novamente e Oliver esqueceu os fogos de artificio e nossas sobremesas do lado de fora, na verdade eu acho que ele nem se importou com os ambos. Eu também não. A porta bateu atrás de nós, enquanto ele nos direcionava até a cama. Uma parte de mim estava feliz por tudo e outra parte de mim estava exultante, porque... SEXO! FINALMENTE!

Oliver se sentou ao pé da cama e meus joelhos se afundaram ao lado de seus quadris no colchão macio. A ereção de Oliver se fez presente e eu me esfreguei contra ele descaradamente mesmo. Estava me sentindo excitada e quente. Gemi levemente com o atrito gerado e Oliver infiltrou suas mãos por baixo do meu pijama e eu apenas levantei meus braços.

A blusa se foi e Oliver desatou o meu sutiã com apenas uma mão e um movimento só, assim que o fecho se soltou, meus músculos relaxaram e eu senti meus mamilos enrijeceram com a temperatura gelada do quarto. A porta ficou aberta por tempo demais, eu acho. Ou poderia ser o jeito que Oliver estava me encarando também.

Ele deslizou as alças até que meu torso inteiro estivesse exposto.

Ele voltou a se aproximar e beijou minha garganta, a sensação foi maravilhosa. A sua barba estava roçando e adicionando ainda mais.... Alguma coisa. Eu só sabia que era bom. Muito bom. Me apoiei em seus ombros e fechei meus punhos em sua camisa assim que seus lábios chegaram em minha clavícula e ele continuou indo em direção Sul.

— Felicity... Deus. — ele disse antes de inverter nossas posições e me deixar por baixo e pressionar seu corpo ao meu na cama.

Perdi a fôlego e os sentidos por dois segundos inteiros assim que senti sua língua contra meu mamilo. Gemi levemente. Ele começou a fazer movimentos com ela contra meu mamilo e ocasionalmente deixava seus dentes roçarem contra minha pele sensível.

— Oliver... — gemi seu nome quando comecei a sentir um leve desconforto no meio das pernas.

Ele me ignorou e começou a sugar, sua mão apertou o seio livre e eu envolvi minhas pernas em seu quadril buscando um atrito adicional, mas ele não deixou. Suas mãos se voltaram para meus quadris e o empurraram levemente para baixo e ele recomeçou a tortura no outro seio.

Me sentia mais do que pronta agora, mas Oliver queria ir devagar.

Ele se afastou levemente e tirou a própria camisa revelando seu corpo mais do que sarado para mim. Ergui meus quadris e ele deslizou minha calça do pijama para fora do meu corpo junto com as meias fofinhas. Ele separou minhas pernas e descansou as mãos em meus joelhos e voltou a pairar sobre mim. Meus seios estufaram contra o seu peito e aproveitei a aproximação para me esfregar contra ele. Não sabia se era possível, mas ele parecia ainda mais duro.

— Está molhada? — perguntou em voz baixa e eu assenti e senti sua mão escorrer entre nossos corpos e me tocar por cima do tecido da calcinha. — Oh, sempre pronta.

— Eu quero você. — eu disse beijando sua garganta, sentindo seu calor e me moendo contra o seu toque. Ele fez um movimento circular e eu quase fui ao nirvana. Estava mais do que pronta e tudo que eu conseguisse agora era lucro para mim. — Oliver...

— Eu quero provar você primeiro, Felicity. — ele disse e eu assenti.

A calcinha fora embora logo após isso. Fechei os olhos ao sentir seus beijos começarem um trilha do meu pescoço até meu umbigo e logo depois indo ainda mais para baixo. Senti seu dedo separar meus lábios quentes e sua língua invadiu sem convite ou aviso.

Eu gemi alto.

Oliver puxou meu corpo até que minhas coxas estivessem em cima de seus ombros e não houvesse mais espaço entre mim e ele. Apertei os lençóis ao meu redor em punhos apertados e Oliver voltou a fazer a mágica dele. Sentia seus movimentos sendo precisos e lentos propositalmente, e isso me fazia revirar os olhos de prazer.

— Olhe para mim. — ele ordenou contra minha carne, a sensação de sua respiração contra a minha carne aquecida me fez tremer. Olhei para baixo, sentindo meu corpo queimar com excitação quando reconheci o seu olhar. Com seus olhos presos nos meus, ele deslizou lentamente a língua entre minhas dobras.

— Você é minha. — sua voz abafada contra mim me fez ver estrelas.

Ele me lambeu outra vez, mais firme, mas ainda mais lento.

— Eu sou sua. — eu disse, sem fôlego.

Eu choraminguei, estendi a mão e agarrei o cabelo de Oliver. Ele não parou. Meu corpo explodiu em um orgasmo forte e preguiçoso que tomou conta de mim por inteira. Oliver então mudou o ritmo. Ele acelerou as coisas, como eu queria desde o começo, mas ainda estava muito mole para reagir. Ele estimulou meu clitóris como um profissional e mesmo minha mente ainda estando nublada pelo orgasmo, meu corpo respondia de acordo para ele.

Suas mãos apertaram meus seios dolorosamente e eu senti um leve tremor em minhas coxas. Ele me massageou com força e vigor e eu me apoiei em meus cotovelos e observei ele.

— Oliver...

Eu não conseguia formar uma frase sequer. Não passava do nome dele.

Ele sugou meu clitóris como se fosse a merda de um pirulito do sabor preferido dele e voltou a apertar meus seios. Me deixei cair no colchão novamente e apertei suas mãos ainda mais contra minha pele, depois agarrei seu cabelo com força e o empurrei contra mim.

Seu gemido rouco me fez vibrar com excitação.

— Goze para mim, Felicity...

Não precisa pedir duas vezes.

Meu corpo respondeu ao seu pedido e explodi mais uma vez em sua boca, só que desta vez, ele se afastou e saiu de suas calças. Seu pênis saltou livre e brilhava levemente com o liquido de pré-gozo na ponta. Eu respirei fundo e ignorando os tremores e espasmos que ainda corriam pelo corpo, eu me sentei na cama e o peguei em minhas mãos.

Estava tão quente como eu me sentia.

O levei em minha boca o máximo que consegui e o suguei da mesma forma que ele fez comigo. Como se fosse um maldito pirulito. Senti seu corpo vibrar contra meu toque e senti uma de suas mãos em meu cabelo. Massageei tudo aquilo que não coube junto com suas bolas que eram surpreendentemente suaves ao toque.

— Eu quero gozar dentro de você, Felicity... — ele disse soltando meu cabelo e eu me afastei, mas não antes de dar um beijo molhado da ponta que fez Oliver ofegar. — Eu quero você em cima.

Eu assenti e ele se sentou. Eu não precisei de incentivo adicional, apenas o montei e o deslizei para dentro de mim. Nós dois gememos. Ele parecia maior, se é que isso era possível. Me sentia preenchida ao máximo beirando o desconforto. Ele agarrou meus quadris e ditou o ritmo. Sentia ele inchando dentro de mim do mesmo jeito que senti minhas paredes se apertarem mais e mais.

Empurrei seu ombro e ele se deitou. Comecei a cavalgá-lo. Eu me sentia tão bem, ele esticou sua mão e começou a estimular meu clitóris e eu gemi jogando a cabeça para trás.

Era tão bom.

— Você é tão apertada... — ele disse depois de um gemido rouco.

Eu gritei. Bem alto. Senti ele gozar dentro de mim segundos depois de mim.

Fiquei ofegante e mole, cai em cima de seu corpo e ele me abraçou. Respirei fundo em seu peito e deixei seu cheiro me invadir e tomar meus sentidos. Ele ainda estava duro dentro de mim, o que me fez pensar que teríamos uma noite muito longa.

— Você está bem? — perguntou depois de um tempo.

— Sim. Você? — eu disse baixinho e apoiei meu queixo em seu corpo, encontrando seu olhar.

— Sim.

Estava relaxado como eu não via em dias dado a todo estresse que sentiu por causa do trabalho e eu sorri levemente. Beijei seu peitoral duas vezes e senti uma de suas mãos acariciando minha bunda levemente.

Me sentei em seu quadril novamente e gemi levemente. A excitação do meu corpo havia diminuído, e por mais que nosso gozo junto fosse lubrificante suficiente, era meio desconfortável tê-lo dentro de mim tão duro assim. Me ergui levemente, sentindo a sensação de vazio, mas logo caí ao seu lado na cama.

— Eu quero vinho. — eu disse e Oliver riu ao meu lado. — Muito, muito vinho.

Oliver se levantou e foi até o carrinho de comida abandonado perto da porta. Foi aí que eu lembrei que não estávamos na suíte sozinhos. Que Anthony e os outros dois seguranças estavam não muito longe e provavelmente ouviram a gente.

Não consegui me sentir constrangida, no entanto. Eu mereci cada um daqueles orgasmos e tinha mais ou menos uns noventa dias de sexo para recuperar e eu estaria começando hoje mesmo. Sorri comigo mesma e tinha quase certeza que Oliver iria concordar comigo.

Juntei meus joelhos e virei a cabeça levemente, conseguia ver ele perto do carrinho de comida abandonado servindo um taça de vinho. Seu traseiro era ridiculamente firme. Ele se virou levemente e tinha algo em seus olhos que me fez sorrir e ficar preocupada ao mesmo tempo. Ele me olhava assim quando queria tentar algo novo e arriscado. O que quase sempre resultava em sexo alucinante.

Eu amo meu noivo.

—-

— Você quer ser mãe no futuro? — perguntou ele no quarto do jatinho particular da Queen Consolidated rumo á Starling City novamente. Faltava menos de uma hora até a aterrissagem ainda, mas já estávamos em território americano. Graças á Deus. E isso significava sexo nas alturas.

— Podemos ter um cachorro primeiro? Quero criar um senso de responsabilidade com outro ser que respira, faz xixi e coco de modo gradual... — eu disse fazendo um leve gesto com a mão que na minha mente representaria um gráfico, o que fez Oliver gargalhar.

— Sim, o cachorro pode ser uma boa ideia. — ele concordou. — Só estou perguntando, porque nós fizemos muito sexo nos últimos dois dias...

— Uhum. — eu concordei esfregando meu nariz em seu pescoço.

— E sem camisinha. — completou e eu entendi o seu ponto.

— Estou tomando meu remédio e eu tomo injeção á cada seis meses também, não são métodos 100% eficazes, mas nós podemos voltar a usar camisinha se você quiser... — eu ofereci tranquila e ele negou com a cabeça com um sorriso. — Ótimo, porque eu gosto de te sentir sem nada no caminho.

Ele respirou fundo e eu ri.

— Posso te perguntar uma coisa?

— Sempre.

— Quando foi que você soube que estava apaixonado por mim? — perguntei e apoiei minha mão em seu peito e meu queixo em cima da mão. Oliver estava sereno. Pensativo, mas com os lábios torcidos para cima á ponto de sorrir. — Você lembra?

Ele assentiu e entrelaçou seus dedos nos meus com a minha mão livre.

— O dia que fomos ao ZeroDiet pela primeira vez. — ele disse e eu fiquei boquiaberta.

— Você se apaixonou por mim no nosso primeiro encontro? — perguntei abobalhada e ele assentiu sorrindo. — Caramba, eu sou boa.

Oliver gargalhou e eu ri levemente.

— E você?

— Lembra quando fizemos sexo pela primeira vez nos vestiários? Ali. Você estava todo ciumento por causa de Ronnie, o sexo foi ótimo, mas foi a primeira vez que você me chamou de sua. — eu disse corando levemente lembrando daquela noite. — E quando saímos dali eu sabia que você tinha me arruinado para todos os outros homens...

Os olhos de Oliver brilharam com um mix de emoções que eu não consegui entender por inteiro, mas via amor ali. E era tudo que importava para mim. Me aproximei mais dele e beijei seus lábios levemente.

— Eu te amo. — ele disse e eu sorri.

— Eu te amo.

—-

Cinco Anos Depois...

Servi um copo de suco e fui até a área da academia. Só meu pai mesmo para querer comemorar seu aniversário no trabalho. Enquanto eu subia para o andar de cima, a música se tornou abafada e eu consegui ouvir a voz de Oliver ao longe. Ele tinha sumido da festa com Ava já fazia um bom tempo.

Com passos mais hesitantes, eu espreitei até a porta da academia e quase morri de fofura com a visão que eu tive. Oliver e Ava estavam treinando sequências de boxe juntos.

— Ava, você tem que flexionar o joelho... Vai fazer mais estrago, coelhinha. — ele disse e ajeitou a perna da garotinha na posição correta, ela voltou a chutar o saco de areia rosa pendurado especialmente para ela e pelo sorriso de Oliver, ela fez certo.

— Eu consegui! Eu consegui! — celebrou ela jogando as mãos que estavam cobertas por luvas de boxe rosa que combinavam com o seu saco de areia.

— É isso aí! — comemorou Oliver junto e eles bateram luvas juntos.

— Oliver Queen. Você está ensinando á uma criança de quatro anos como chutar alguém? — perguntei parada na porta. Os dois olharam para mim com o mesmo olhar culpado e um sorriso que era terrivelmente eficaz contra mim.

— É o meu trabalho!

— Você disse a mesma coisa quando a ensinou a socar e isso rendeu muitos comunicados escolares! — eu rebati e eu me virei para Ava. — Comece a se explicar também, mocinha.

— Eles roubaram a Srta. Orelhas de mim! — disse ela fazendo beicinho e agarrou minhas pernas em seguida.

— Você quase soltou Archer em cima deles, Ava! Eles são seus coleguinhas, é só pedir para que te devolvam a sua coelhinha e eles vão devolver. — eu disse me abaixando para ficar da mesma altura que ela. — Se não devolverem, aí sim você pode socar e chutar quem você quiser, e usar o nosso cachorro se precisar...

— Felicity! — repreendeu Oliver e eu me virei para ele.

— O que? É o meu trabalho ensinar que o diálogo vem em primeiro lugar! — eu disse e tomei meu café. — Corre lá pra baixo que os seus pais ainda não deram falta de você, coelhinha.

Ava assentiu e tirou as luvas e as guardou em seu armário rosa e desceu para festa novamente. Me virei para o meu marido e ergui uma sobrancelha. Ele tirou as luvas de boxe também e as guardou ao lado das de Ava. Era uma visão terrivelmente fofa.

— Será que já podemos ser pais? — perguntei para Oliver quando ele enlaçou minha cintura com suas mãos.

— Acho que sim. Se Tommy e Caitlin conseguiram com Ava... — ele disse ponderando levemente e nós rimos juntos. — Deus ainda lembro do dia que ela nasceu, nunca vi Tommy com tanto medo assim.

— Não era para menos, você lembra da Caitlin Assassina? — perguntei e rimos juntos novamente. — Nós já dominamos á área de tios e padrinhos legais, de qualquer jeito mesmo. — eu disse dando ombros e deixei meu copo ao lado de suas luvas.

— Você ainda lembra de como é o vestiário?

— Não muito.

E essa foi a mentira mais deslavada que eu já tinha dito na minha vida inteira.

— Quer fazer um bebê, Queen? — perguntei erguendo uma sobrancelha em sua direção.

— Sim, acho que temos toda a experiência que precisamos com Archer e Ava. — ele respondeu e como se fosse a deixa, ouvi meu cachorro latir no andar debaixo.

— Só tem um problema. — eu disse e ele me olhou de modo cauteloso. Eu abracei ele. — Você vai ter que esperar nove meses, porque o Bebê N°1 já está aqui.

A expressão de Oliver foi impagável, e eu não me arrependi de ter esperado até agora para contar para ele que estávamos grávidos. Há exatamente seis semanas. Ele espalmou sua mão em minha barriga plana, por hora.

— Eu realmente quero ir para o vestiário antes que tenha uma melancia entre nós dois... — eu disse e tomou meu lábios em um beijo consumidor. — Nossas idas ao banheiro terão que diminuir um pouco, marido. E falando nisso, eu tenho quase certeza que o bebê foi concebido em um banheiro... As contas batem com aquele dia na festa do prefeito, lembra? Foi muito...

Ele me calou com um beijo e eu sorri, suspirei, e apenas envolvi seu pescoço com meus braços.

— The End

Notas finais
Nos vemos na próxima! ♥ L.W
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!